Ilha de Santa Carolina Também conhecida como ilha do Paraíso

Também é conhecida como ilha do Paraíso. E, sem dúvida, que os seus 3 quilómetros de comprimento por 500 metros de largura devem ser dos mais belos do mundo. A areia da sua praia é branca e imaculada, as cores das suas águas misturam azuis-marinho com verde esmeralda mas o que mais espanta são os seus corais. Maravilhosos. Decerto do mais belo que há no mundo. Ainda estão intactos, as suas cores e a diversidade de peixes que se vislumbram num simples snorkeling deixam os turistas incrédulos. Vale mesmo a pena visitar este local. Neste momento ainda não é habitada, ou seja tem um curador chamado Luís Azevedo, que vive há 20 anos no Arquipélago de Bazaruto e há um ano nesta ilha. Mas há planos no ar. O que está previsto para a ilha Paraíso é a construção de um novo hotel com 50 quartos, restaurantes, bares, centros de mergulho e de pesca, campos de ténis, SPA, entre outras infra-estruturas. A renovação da ilha é uma parceria do Grupo Rani Resorts com o Grupo Echos Delta Holding Lda, de origem britânica, que detém o título de concessão da ilha de Sta. Carolina desde 2006. Neste momento aguarda-se a qualquer momento a destruição dos edifícios antigos. Neste momento não se pode pernoitar neste maravilhoso santuário. Pode ser visitada a partir dos resorts da ilha de Bazaruto. No entanto, apesar de quem chega ver as ruínas de outrora a realidade é que vistas ao perto despertam o interesse, principalmente pela história que contam. A de um português chamado Joaquim Alves que na década de 60 edificou vários empreendimentos na Província de Inhambane em honra da sua amada, Dª Ana, uma moçambicana. Aliás, as ruínas que se vêem são da sua obra. A ilha ainda tem ainda uma placa a assinalar a inauguração do mesmo. Construiu um hotel com 100 camas, o passeio boulevard e uma magnífica Igreja erguida num dos locais mais belos do mundo. Um convite à oração. A sua imponência até leva um ateu a reflectir na possibilidade de existir, de facto, um ser superior. Joaquim Alves construiu ainda um hotel em Vilankulos, que está neste momento a ser restaurado e outro em Inhambane, este mais simples, aliás os locais referem que esta foi a sua primeira construção. Mas a realidade é que todos exibem o estilo colonial, dando primazia à construção simples, materiais locais e em forma de barco. Ou seja, quem olha para as fachadas são sempre arredondadas e com colunas que suportam varandas escandalosamente voltadas para o mar. Joaquim Alves sabia como ninguém tirar partido da beleza do oceano em Moçambique, O curador da ilha de Sta. Carolina conta que Joaquim Alves casara com Dona Ana, uma moçambicana por quem se apaixonara. “Dizem que aquela estátua é a Dona Ana”, aponta para uma escultura branca encostada a uma palmeira. Parece que ali passavam férias com os amigos e que iam à praia dos namorados. E pouco mais sabe. Lembra-se em 2000 de a ilha ainda receber pessoas, a nível privado mas desde essa época que as casas por falta de uso perderam habitabilidade. Na ilha existe ainda uma prisão que data de 1850. “Aqui foi encontrado um esqueleto ainda com algemas mas o último ciclone levou-o”, diz, remexendo com a sua vara o chão. As torres de vigia estão em ruínas mas dá para ver que a construção é de areia e conchas, aliás como o resto das casas motivo pelo qual tudo terá de ser destruído por estar com salitre e ferrugem. Luís garante que o entulho será reaproveitado na reconstrução do aeroporto. Uma pista de 700 metros que receberá apenas pequenos aviões e helicópteros. Mas a maioria das pessoas irá à ilha de barco. A meia hora de Bazaruto é uma viagem que vale a pena. Mais não seja para ver tartarugas e golfinhos a nadarem livremente nestas águas impolutas.
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