Wall Street animada à espera de boa época de resultados

Setor tecnológico impulsiona Nasdaq e o mercado antecipa que as empresas que vão apresentar os resultados do segundo trimestre aumentem os lucros em 1%. O mercado também espera que a Fed corte as taxas de juro depois da reunião de julho, o que está a impulsionar os índices bolsistas. Os três principais índices da bolsa de Nova Iorque tiveram uma sessão positiva esta segunda-feira, encerrando com ganhos. O S&P 500 subiu 0,29%, para 2.985,20 pontos; o industrial Dow Jones valorizou 0,07%, para 27,172.51 pontos; e o tecnológico Nasdaq avançou 0,90%, para 7.905,12 pontos. O sentimento do mercado está a ser impulsionado pela expectativa de um corte nas taxas de juro, algo que poderá acontecer após a reunião da Reserva Federal norte-americana, marca para os últimos dias de julho. Também as expectativas sobre os resultados trimestrais, que começaram a ser apresentados na semana passada, está a impulsionar os títulos de Wall Street. Esta segunda-feira, destaque para o setor tecnológico. O Facebook subiu 2% e negoceia nos 202,32 dólares por ação. Também os títulos da Alphabet, dona da Google, registaram uma sessão positiva, ao valorizar 0,68% e os títulos estão agora a negociar nos 1.139,21 dólares. A Amazon avançou 1,07% para os 1.985,63 dólares. A rede social apresenta os resultados trimestrais na quarta-feira, enquanto a Alphabet e a gigante do comércio eletrónico apresentam resultados no dia seguinte, na quinta-feira. Fora da frente empresarial, o mercado antecipa com alguma expectativas os cortes nas taxas de juro na Europa e nos Estados Unidos. O Banco Central Europeu reúne esta quinta-feira, e o mercado atribui uma probabilidade de 50% para um corte das taxas de juro em dez pontos base. Cerca de 30% das empresas cotadas no S&P 500 vão apresentar resultados relativos ao segundo trimestre e, segundo a Renitiv, portal de investigação especialista em mercados financeiros, espera-se que os lucros subam até 1%. No fim de julho, a Fed terá uma reunião e o mercado espera que Jerome Powell, o presidente da Reserva Federal, anuncie um corte das taxas de juro de pelo menos 25 pontos base. Nas matérias-primas, o preço do petróleo continua em alta devido às tensões no Médio Oriente que estão a pressionar a oferta do “ouro negro”. Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte, referência para o mercado europeu, sobe 1,55%, para 63,44 dólares. Do outro lado do Atlântico, o West Texas Intermediate, a referência para o mercado norte-americano, está a ganhar 1,06%, para 56,22 dólares.
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