Prolongamento da guerra comercial abala fecho em Wall Street

Uma das entidades que já sofreu com esta possibilidade foi a CSX, ligada ao setor ferroviário e imobiliário e cujas as ações tombaram 9,9%. A bolsa de Wall Street fechou a sessão desta quarta-feira em sobressalto derivado a que um eventual prolongamento da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China possa vir a prejudicar os lucros das empresas. Uma das entidades que já sofreu com esta possibilidade foi a CSX, ligada ao setor ferroviário e imobiliário e cujas as ações tombaram 9,9%, (a maior quebra desde 2008), após a empresa ter divulgado um lucro trimestral abaixo do que o esperado e reduzir as previsões das receitas para o resto o ano. O tecnológico Nasdaq encerrou a sessão a cair 0,75% para 7,883.50 pontos, o alargado S&P 500 desce 0,77% para 2,983.88 pontos, provocado pela queda da CSX, enquanto o industrial Dow Jones desvaloriza 0,42%, para 2,983.88 pontos. Apesar de uma pausa nas tarifas adicionais dos Estados sobre produtos chineses, “nenhuma das questões subjacentes foi realmente colocada de parte”, referiu Ed Campbell, diretor administrativo da QMA. “É um fator de risco que pode voltar a qualquer momento”, sublinhou. No entanto, “as persistentes preocupações relacionadas com o comércio são um fator crítico que sustenta os cortes esperados na taxa de juros do Fed no final deste mês”, afirmou Ed Campbell. Além do CSX, as ações de outras empresas ferroviárias também caíram, como foi o caso da Norfolk Southern (6,3%), da Union Pacific (6,2%) e da Kansas City Southern (4,4%) , sendo que as duas últimas vão apresentar os seus resultados esta quinta e sexta-feira, respetivamente.
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