Moçambique é um dos quatro piores países do mundo para atrair, reter e desenvolver talentos

Moçambique é um dos quatro piores países do mundo para atrair, reter e desenvolver talentos

Moçambique torna-se num dos quatro piores países do mundo para atrair, reter e desenvolver talentos, de acordo com o mais recente Índice de Competitividade Global de Talentos. O país caiu cinco posições no ranking. Ainda é algo pouco discutido pelos decisores no país, mas a fuga de capital humano ou "fuga de cérebros" (que consiste na emigração em massa de indivíduos com aptidões técnicas ou de conhecimentos, normalmente devido a factores como conflitos étnicos e guerras civis, falta de oportunidade, riscos à saúde e instabilidade política), é uma realidade que pode estar a prejudicar a economia moçambicana. Nesse contexto, o Índice de Competitividade Global de Talentos, coloca Moçambique na 122 posição num total de 125 países estudados. No ano passado foram 119 países analisados, menos seis países se comparado com o total deste ano, que foram ao todo 125 países estudados. Comparando, o país caiu da posição 117ª para 122ª, superando apenas o Burundi, República Democrática do Congo e Yemen, 123, 124 e 125 respectivamente. As medições e classificações dos países pelo Índice de Competitividade Global de Talentos tiveram em conta 68 aspectos ligados essencialmente a capacidade de habilitar, atrair, reter e desenvolver talentos (ou seja, trabalhadores qualificados). Nestes aspectos, o relatório revelou que o país consegue atrair trabalhadores qualificados, até mais do que alguns países desenvolvidos, como por exemplo a Rússia ou a Grécia, mas é incapaz de fazê-los desenvolver, sendo um dos piores nesse aspecto. Comparando com os três países lusófonos (Brasil e Portugal), avaliados no relatório, Portugal é o que melhor se posicionou, ao ficar na vigésima oitava posição e o Brasil na posição 72. Quanto aos lugares cimeiros, o relatório revela que a Suíça, Singapura e os Estados Unidos da América continuam a liderar em competitividade de talentos, enquanto países da Ásia, América Latina e África estão a sofrer uma redução progressiva da sua base de trabalhadores qualificados. O Índice de Competitividade Global de Talentos foi desenvolvido pela escola de negócios INSEAD, em parceria com o grupo de recursos humanos Adecco Group e a empresa Tata Communications, foi divulgado a margem do Fórum Económico Mundial que arrancou esta terça-feira em Davos, na Suíça. Lançado pela primeira vez em 2013, este relatório fornece também uma riqueza de dados e análises que ajudam os tomadores de decisão a desenvolver estratégias de talentos, superar as incompatibilidades de talentos e se tornar mais competitivas no mercado global. Conclusões do relatório O ranking do Índice de Competividade Global de Talentos 2019 é liderado pela Suíça e, tem nos dois lugares seguintes Singapura e os Estados Unidos. O índice que abrangeu 125 economias nacionais e 114 cidades, conclui que a competitividade de talento está a fortalecer-se em grupos de países onde já é comparativamente alta e a enfraquecer naqueles onde é relativamente baixa. O top 20 é a prova disso, sendo dominado pela Europa que nele inscreve 13 países. Estão lá toda a Escandinávia – Noruega, Dinamarca, Finlândia e Suécia –, a Holanda (8.º), Reino Unido (9.º), Luxemburgo (10.º), Islândia (13.º), Alemanha (14.º), Irlanda (16.º), Bélgica (17.º) e Áustria (18.º). Contrariamente, Ásia, América Latina e África estão a sofrer uma erosão progressiva da sua base de talentos. Segundo o relatório são as cidades e não os países que estão a desenvolver papéis mais fortes como centros de talentos, sendo cruciais para reformular o cenário global. A crescente importância das cidades é justificada pela “maior flexibilidade e capacidade de adaptação às novas tendências e padrões – como unidades económicas ágeis, onde as políticas podem ser mudadas mais rapidamente”. A norte-americana Washington lidera o top 10 das cidades, devido à sua economia estável, população dinâmica, infra-estruturas e conectividade excepcionais, uma força de trabalho altamente qualificada e educação de classe mundial. Seguem-se quatro capitais europeias: Copenhaga, Oslo, Viena e Zurique. Lisboa está em 45.º, quatro lugares acima de Barcelona e 13 acima de Pequim. O estudo da competitividade do talento é publicado pela escola de negócios INSEAD, em parceria com o grupo de recursos humanos Adecco Group e a empresa Tata Communications.
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