Cahora Bassa com mais 15 anos para gestão da Hidroelétrica de Cahora Bassa

O Governo aprovou ontem um decreto que prorroga o prazo do contrato de concessão da Hidroelétrica de Cahora Bassa por mais 15 anos, a partir de 2033, anunciou o Conselho de Ministros. “Com a aprovação deste decreto, o prazo de concessão é prorrogado por mais 15 anos, a contar a partir da data do término da vigência do atual contrato”, explicou Ana Comoana, porta-voz do Conselho de Ministros. Aquela responsável falava momentos após a 38.ª sessão do Conselho de Ministros, realizada hoje em Maputo. A Hidroelétrica de Cahora Bassa, gerida pela empresa com mesmo nome, é detida pelo Estado em 92,5%, depois do acordo de reversão com Portugal celebrado em 2007, e os restantes 7,5% são da empresa portuguesa Redes Energéticas Nacionais (REN). Segundo Comoana, a prorrogação da concessão visa viabilizar a oferta pública de venda de ações no âmbito da promoção da participação de cidadãos e instituições moçambicanas no capital da HCB, além de permitir a continuidade do projeto de renovação dos sistemas da hidroelétrica nos próximos dez anos, uma obra orçada em cerca de 568 milhões de dólares. Em novembro de 2017, o chefe de Estado, Filipe Nyusi, anunciou que o Estado colocou, através da Bolsa de Valores de Moçambique, 7,5 % das suas ações à disposição de cidadãos e empresas moçambicanas. Situada no rio Zambeze, na província de Tete, a barragem é a maior da África Austral, com construção iniciada em 1969 e operação a partir de 1977. Além de abastecer o mercado de Moçambique, a HCB fornece energia elétrica a vários países da África Austral.
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