“Uma investigação de um crime de branqueamento de capitais leva muito tempo porque é necessário fazer cruzamento de dados'' Featured

Os crimes de natureza económico-financeira tem vindo a ganhar mais espaço no país. Sem avançar números, a Procuradoria-geral da República diz que nos últimos anos o número de crimes desta natureza aumento. De acordo com a procuradora-geral adjunta. Amabélia Chuquela diz que estes crimes são muito complexos e precisam da colaboração de todas as entidades envolvidas no mercado financeiro. “Uma investigação de um crime de branqueamento de capitais leva muito tempo porque é necessário fazer cruzamento de dados relativos aos bancos, solicitar dados ao fisco, portanto acaba por tocar vários sectores”, referiu a procuradora-geral adjunta. O Estado tem vindo a ser, em grande medida, lesado pela ocorrência deste tipo de crime, daí a necessidade das instituições trabalharem de forma a identificar e responsabilizar os autores dos crimes. “Queremos poder reunir todas as informações de modo a culpar e responsabilizar os criminosos, desejamos chegar até ao seu património e poder reverter esses valores a favor do Estado. Moçambique está a passar por uma crise financeira bastante preocupante. Pensamos que cada um de nós passar a combater com veemência os crimes económicos e financeiros poderemos verificar que de alguma maneira o nosso país vai conseguir ultrapassar alguns problemas que verificamos” afirmou Chuquela. Amabélia Chuquela falava, esta segunda-feira, durante a cerimónia de abertura do segundo curso de capacitação de magistrados do Ministério Público e agente do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em matérias relativas aos crimes de económico-financeiros. Segundo a fonte a formação dos agentes é fundamental devido a forma como estas organizações fraudulentas agem. “É um crime bastante organizado e complexo, o seu modos operandi está em constante mudança. Pensamos que é importante que os órgãos de investigação e por secção criminal estejam perfeitamente munidos de ferramentas que lhes permite fazer face a este aumento deste tipo legal de crime” disse. A procuradoria diz já estar a trabalhar em casos de crimes financeiros e de branqueamento de capitais. “Existem processos já a ocorrer ao nível do país ligados a infracções de natureza de branqueamento de capitais e alguma delas já forma indiciadas. Os processos estão a correr seus tramites nos tribunais e pensamos que é importante que estes crimes sejam julgados e as pessoas sejam devidamente responsabilizadas” concluiu. A formação, ontem, iniciada, tem a duração de cinco dias, e tem como uma das formadoras a Procuradora-geral de Portugal.
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