EDM poderá dispensar quatro centenas de trabalhadores

Cerca de quatro centenas de trabalhadores da empresa Electricidade de Moçambique (EDM) poderão ser dispensados no âmbito das reformas em curso desde 2015. Fátima Arthur, Administradora do Pessoal e dos Serviços Corporativos, disse que o processo de mapeamento e selecção já foi concluído e os visados notificados. É uma medida justificada pelas reformas em curso na empresa, visando torna-la mais sustentável e moderna, e que começou com a criação do novo Conselho de Administração, em 2015. Fátima Artur, Administradora do Pessoal e dos Serviços Corporativos, disse, hoje, durante uma mesa redonda com jornalistas na capital do país, que a empresa pretende entre outras coisas reduzir os custos com o pessoal, e começou mesmo pelos próprios executivos da empresa, tendo sido reduzidos de 75 para 35. Uma medida justificada pela necessidade de centralizar as actividades e flexibilizar os processos de tomada de decisão, melhorando, consequentemente, a prestação de serviços da EDM. O mesmo aconteceu a nível de gestores de base como chefes de departamentos, que passaram de 620 para 85. A nível dos trabalhadores, a empresa conta actualmente com 3.545 e pretende reduzir para 3.148. A Administradora do Pessoal e Serviços Corporativos disse que das reformas feitas consta a reintegração de trabalhadores noutros sectores, a extinção de algumas unidades e a criação de novas o que vai exigir novas habilidades aos funcionários. Artur disse que tudo começou com um convite aos trabalhadores para que cada um indicasse em que sector gostaria de trabalhar ou sentia que tinha as capacidades necessárias para serem enquadrados. Artur disse ainda que o processo de selecção foi demorado e feito em várias fases, por vários gestores e sempre com os pareceres do sindicato, até se chegar à conclusão sobre quem era realmente necessário na empresa e em que sector. Existem porém os que devido a sua idade, reencaminha-los para novas formações não seria um investimento bom para a empresa e por isso seriam reformados. Aos que tiverem mais de 25 anos de serviço, a empresa decidiu atribuir uma reforma completa, ou seja como se tivessem completado os 35 anos de serviço exigidos por lei. “Identificamos um grupo de trabalhadores que neste momento não tem lugar na estrutura ou porque estão próximos da reforma, portanto não faz sentido investir em termos de formação ou porque não tem capacidade para fazer os trabalhos necessários na nova estrutura” clarificou. A administradora disse também que para os que não têm enquadramento na empresa e nem podem ter direito a reforma por estarem há pouco tempo na empresa, o Conselho de Administração ainda está à procura de formas de não deixá-los prejudicados. Fátima Artur diz que neste momento vai se implementar o mapeamento feito que não irá afectar apenas os que ficarão fora da empresa como os que vão ficar, pois casos há, de pessoas que vão ter de mudar de actividades ou passar a trabalhar em unidades que não serão aquelas a que estão habituadas.
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