Filipe Nyusi defende que Ponta do Ouro deve desenvolver um turismo organizado

O Presidente da República, Filipe Nyusi, defende que a localidade turística da Ponta do Ouro deve desenvolver um turismo organizado por forma a maximizar os múltiplos ganhos que a actividade pode proporcionar. Discursando esta quinta-feira, no comício que orientou na Ponta do Ouro, posto administrativo de Zitundo, distrito de Matutuíne, que marcou o início de uma visita de quatro dias a província de Maputo, Nyusi deplorou, por exemplo, a construção de barracas sem observância de regras básicas de ordenamento territorial, entre outras situações repulsivas ao turismo. “Não devemos construir barracas em todo o lado e de qualquer maneira. Há uma ideia de que Ponta do Ouro é um local bem ordenado e próprio para lazer de alta qualidade. Não estamos a dizer que as barracas devem ser destruídas mas sim construídas de forma ordenada”, disse Nyusi, que ainda hoje orientou a sessão extraordinária do governo provincial e visitou um projecto de criação de frango. O Chefe do Estado explicou a população os benefícios do turismo desenvolvido de forma ordenada, referindo que o sector emprega muita gente, mas, em contra partida, é uma actividade muito exigente. “O turista precisa de segurança e boas práticas de saneamento do meio. É um sector que emprega muita gente quando bem organizado. Se houver crime, lixo, proliferação de barracas, exploração desordenada de recursos marinhos, entre outros males, os turistas não afluirão a Ponta do Ouro. Temos que acarinhar esta actividade para que os turistas não demandem outras zonas em detrimento da Ponta do Ouro,” afirmou. Nyusi destacou as potencialidades turísticas que a localidade da Ponta do Ouro possui, caso do mar, reservas de fauna e flora, relevo, entre outras, referindo que o contacto com a população centrou-se no turismo por se tratar de uma actividade “que faz circular muito dinheiro na Ponta do Ouro”. A região também desenvolve agricultura, pesca e a criação de gado. Nyusi falou dos malefícios do uso de redes mosquiteiras para a captura do peixe, sublinhando, por outro lado, a necessidade de se observar o período de defeso. Exemplificou que no Parque Nacional das Quirimbas, província de Cabo Delgado, norte do país, onde o cumprimento do período de veda tem feito com que a população de polvo crescesse e se multiplicasse o suficiente para comercializar e até exportar. Sobre os vinte por cento de receitas provenientes da exploração turística, especificamente na reserva marinha da Ponta do Ouro, que passarão a ser canalizadas a população a partir de Junho do ano em curso, Nyusi pediu para que saiba tirar proveito dessas receitas que, algumas vezes, tem sido foco de desentendimentos. Quanto a queixas de venda de terrenos; situações conflituosas entre empresas de exploração turística e trabalhadores; entre outras reclamações, Nyusi disse que são problemas que precisam de ser averiguados para a sua devida solução. A população pediu, na ocasião, a conclusão da vedação da Reserva Especial de Maputo, já que vezes sem conta os animais que escapam da reserva destroem culturas alimentares.
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