Banco de Moçambique e bancos comerciais agurdam pela acção de Nyusi

O Banco de Moçambique (BM) assim como os bancos comerciais continuam na expectativa sobre o que Filipe Nyusi vai fazer para reanimar a economia e mantiveram a Prime Rate do Sistema Financeiro no mesmo valor de Fevereiro, deixando as taxas de juro acima dos 20 por cento. Irá o Governo fazer um orçamento rectificativo ou esticar este que é deficitário até a tomada de posse do vencedor das Eleições Gerais em 2020? Desde que o banco central interrompeu a descida da Taxa MIMO e travou a redução do Indexante Único, em Fevereiro passado, a taxa única de referência para as operações de crédito em Moçambique, Prime Rate do Sistema Financeiro, fixou-se em 19,50 por cento e assim vai continuar durante o mês de Junho influenciada também pelo Prémio de Custo dos bancos comerciais, que deveria ser revisto trimestralmente, mas nunca foi alterada desde que é tornada pública. A Prime Rate do Sistema Financeiro adicionada às margens de lucro, spreads, que os bancos comerciais não mexem desde 2018 mantém as taxas de juro a retalho acima dos 20 por cento. A cautela do BM continua a dever-se às incertezas sobre o futuro (que tão cedo não será melhor) antes do Ciclone Idai o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) este ano já havia sido revisto dos 4,7 por cento que o Executivo inscreveu no seu Orçamento de Estado para 3,8 por cento. Após os ciclones que massacraram o Centro e o Norte de Moçambique a expectativa, do Fundo Monetário Internacional, é que o Produto Interno Bruto possa desacelerar para apenas 1,8 por cento. Outra incógnita é se o Governo vai rever o seu Orçamento, que iniciou com um défice de 93 biliões de Meticais mas deverá ter aumentado pelos impactos dos ciclones Idai e Kenneth. Paralelamente o Executivo tem enfrentado dificuldades em financiar o défice através da emissão de Dívida Pública Interna e continua a espera que os Parceiros de Cooperação aumentem a contribuição para Educação, Saúde e até mesmo paguem as Eleições Gerais de Outubro. O @Verdade sabe que a decisão de rever o Orçamento do Estado, ou não, será tomada após a Conferência Internacional de Doadores que acontece nesta sexta-feira (31) e no sábado (01) na Cidade da Beira. Se os doadores comprometerem-se a desembolsar pelo menos 900 milhões de Dólares norte-americanos ainda em 2019, do pedido de 3,2 biliões, é muito provável que o Governo de Filipe Nyusi continue a deixar a economia arrastar-se, pelo menos até a posse dos vencedores das Gerais de Outubro. Existe também a esperança que após a Decisão Final de Investimento na Área 1 da Bacia do Rovuma alguns biliões de divisas fluam para Moçambique e contribuam para reanimar a economia. Facebook
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