Crise energética no Botswana abre porta a EDM Featured

Moçambique volta a exportar energia para Botswana. Trata-se de um contrato com duração de cinco meses a contar a partir de Maio corrente, com a EDM a vender 70 megawatts àquele país. A crise energética no Botswana abriu uma oportunidade de negócio para Electricidade de Moçambique (EDM), que mesmo sem conseguir garantir o acesso universal da corrente eléctrica (apenas perto de 30% dos moçambicanos têm acesso à energia) vai exportar 70 megawatts (MW) para Gaborone. O acordo foi finalizado em Abril deste ano, e mesmo terá a duração de cinco meses a contar a partir de Maio. Com a exportação desta quantidade de energia, a EDM prevê encaixar 25 milhões de dólares em cinco meses. “Não é a primeira vez que exportamos energia para Botswana. Já o fizemos entre 2003 a meados de 2017”, disse Adérito Sousa, Director-geral do Departamento de Operação do Sistema e Mercados da EDM. O actual acordo entre a EDM e a sua homóloga do Botswana PPC, prevê, igualmente, uma extensão do mesmo por um período de dois anos, a contar a vigorar a partir de Abril do próximo ano. “Entendeu-se que há uma necessidade de um novo acordo no próximo ano, que vai permitir exportar para Botswana 150 MW de energia, uma vez que a PPC vai iniciar com os trabalhos de reabilitação das suas centrais”, apontou Adérito Sousa, sem no entanto, avançar com os valores do contrato. Refira-se, que a materialização destes contratos de fornecimento de energia, surgem após uma visita do Chefe de Estado do Botswana à Maputo, a convite do seu homólogo moçambicano, Filipe Nyusi. Moçambique é um dos poucos países em África que possui actualmente um excesso de oferta de energia elétrica (mas contrasta com a taxa do acesso da mesma à população), graças à energia hídrica disponível a partir da barragem de Cahora Bassa, que tem uma capacidade instalada de cerca de 73% da capacidade de geração instalada do país.
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