Benigno Papelo

O Projecto Catalisa, uma iniciativa do Projecto Mozambique LNG, liderado pela Anadarko, formou, recentemente, no distrito de Palma, na província de Cabo Delgado, um grupo de 100 jovens em empreendedorismo e outras matérias, que os permitam estar melhor preparados para competir no mercado de trabalho. Espera-se que mais 200 jovens beneficiem deste tipo de formação até ao final do corrente ano. Durante os próximos cinco anos, espera-se que o Projecto Catalisa venha a formar cerca de 1.000 jovens, refere um comunicado de imprensa da Anadarko enviado à AIM. As formações, implementadas pela TechnoServe, têm a duração de três meses e versam matérias como elaboração de planos de negócios, tecnologias de informação e comunicação e noções básicas de língua inglesa. Após a formação, os jovens recebem acompanhamento durante nove meses, para a conclusão dos seus planos de negócio ou para a procura de trabalho. Os 10 melhores estudantes de cada curso recebem uma orientação personalizada e fundos para o desenvolvimento do seu plano de negócios. Falando na cerimónia de entrega de certificados de conclusão do curso, o representante do governo do distrito de Palma, Valente Jorge, afirmou que “queremos dar força aos graduados. Palma de hoje é muito diferente do Palma de amanhã. Várias empresas estarão aqui em Palma e nós teremos de dar resposta às necessidades de recursos humanos para o desenvolvimento do nosso distrito”. “Queremos providenciar aos jovens as competências e ferramentas para que eles possam melhorar o seu acesso a futuras oportunidades de emprego, que advenham do projecto de gás natural liquefeito da Anadarko e seus parceiros ou de outros projectos”, disse, por seu turno, a coordenadora para a Área de Investimento Social da Anadarko, Sheila Comé. A formação também confere aos jovens ferramentas, para que possam criar o seu auto-emprego. Sheila Comé explicou que, na fase de construção, a Anadarko e seus parceiros prevêem a criação de 5.000 empregos para moçambicanos. Henriques Duarte, um dos beneficiários da formação, disse que “este curso trouxe muitas mudanças. Eu não sabia como me apresentar numa entrevista, agora já sei. O meu sonho é ser um empreendedor. Já que aqui, no treinamento, adquiri muitas habilidades em como ser empreendedor, vou pôr em prática o que aprendi e aplicar no mercado de trabalho. Para os que ainda não concorreram ao programa de treinamento, convido-os a aderirem em massa, porque aqui não se paga nada e os formadores são espectaculares”. Orçado em 10,5 milhões de dólares, o Catalisa faz parte da estratégia de investimento social da Anadarko e é um projecto de cinco anos que visa apoiar o desenvolvimento do agro-negócio em Cabo Delgado e formação de jovens em Palma. A componente de agro-negócio visa aumentar o investimento, rendimento e emprego local, assim como estimular a criação e o crescimento do agro-negócio auto-sustentável. A formação irá preparar os jovens para as oportunidades de emprego e criação de negócios que vão surgir com o desenvolvimento dos projectos de gás da bacia do Rovuma. A Anadarko Moçambique Área 1 Lda., uma subsidiária integral da Anadarko Petroleum Corporation, é a operadora da Área 1 Offshore com uma participação de 26.5 porcento. O co-emprendimento inclui a ENH Rovuma Área Um, S.A. (15 porcento), Mitsui E&P Mozambique Area1 Ltd. (20 porcento), ONGC Videsh Ltd. (10 porcento), Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10 porcento), BPRL Ventures Mozambique B.V. (10 porcento) e PTTEP Mozambique Area 1 Limited (8.5 porcento).
A Autoridade Tributária de Moçambique averbou, nos últimos cinco anos, um prejuízo fiscal estimado em cerca de 65 mil milhões de meticais. A região Centro, tida como a mais crítica em termos de contrabando, lesou o Estado em cerca de 59 mil milhões de meticais. Os dados foram apresentados, quarta-feira, em Maputo, após a assinatura do Contrato de Concessão para a Instalação e Operacionalização do Sistema Electrónico de Selagem e Rastreio de Carga, entre a Autoridade Tributária e a Empresa Mozambique Electrónic Cargo Tracking-Services. A Presidente da AT, Amélia Nakhare, citada pela Rádio Mocambique, disse que o mecanismo electrónico de selagem e rastreio de carga vai assegurar que as mercadorias transitem para outros países de forma segura e sem riscos fiscais em Moçambique
O mercado parece esperançoso quanto a um acordo entre os EUA e o México. Trump admitiu progressos nas conversações quanto à imigração ilegal com o México mas insuficientes para um acordo. Sinais de otimismo relativos a um provável acordo entre norte-americanos e mexicanos levaram os principais índices norte-americanos a encerrar a sessão desta quinta-feira em terreno positivo. Assim, o Dow Jones terminou a sessão de hoje com uma valorização de 0,71% para 25.720,66 pontos, o Standard & Poor’s 500 fechou no ‘verde’ com um pulo de 0,61% para 2.843,49 pontos enquanto o tecnológico Nasdaq Composite mostrou vitalidade ao valorizar 0,53% para 7.615,55 pontos. O mercado parece esperançoso quanto a um acordo entre os EUA e o México. Trump admitiu progressos nas conversações quanto à imigração ilegal com o México mas insuficientes para um acordo. O presidente norte-americano admitiu que houve progressos nas conversações, ainda que considere insuficientes para chegar a um acordo bilateral. As conversações serão retomadas esta quinta-feira e caso não seja alcançado nenhum acordo, os EUA aplicam tarifas de 5% na segunda-feira.
A Comissão Europeia quer destinar 21% do orçamento da União Europeia para 2020 ao combate às alterações climáticas, segundo o plano orçamental hoje apresentado, que prioriza ainda a competitividade económica, a juventude e reforço da segurança e da solidariedade. “O projeto de orçamento para 2020 é a última proposta orçamental da Comissão Juncker e visa continuar a apoiar as prioridades da União Europeia (UE) – emprego, crescimento, juventude, alterações climáticas, segurança e solidariedade – e preparar a transição para o próximo ciclo orçamental. Faço votos de que o Conselho e o novo Parlamento cheguem a um acordo, necessário para a estabilidade futura da União Europeia”, vincou o comissário do Orçamento, Günther Oettinger, citado em comunicado. A nota detalha que o executivo comunitário pretende destinar 21% do orçamento total proposto para 2020 para combater as alterações climáticas, “em consonância com a ambiciosa meta de gastar 20% do atual orçamento de longo prazo da UE em atividades com essa finalidade”. A proposta orçamental da Comissão prevê ainda 83 mil milhões de euros de autorizações destinadas a impulsionar o crescimento económico, favorecer as regiões europeias e apoiar a juventude, dos quais 13,2 mil milhões serão canalizados para investigação e inovação no âmbito do programa Horizonte 2020 – a parcela final, e a maior, do programa de investigação e inovação da UE (mais 6,4% comparativamente a 2019), comissariado pelo português Carlos Moedas. Essa verba inclui ainda 2,8 mil milhões de euros para o ensino no âmbito do programa Erasmus+, 117 milhões para a Iniciativa para o Emprego dos Jovens, de modo a apoiar a juventude das regiões onde a taxa de desemprego de jovens é elevada, 1,2 mil milhões para o Galileu, o sistema mundial de navegação por satélite da UE, e 255 milhões para o Programa Europeu de Desenvolvimento Industrial no domínio da Defesa (PEDID), a fim de incentivar as empresas europeias a concertarem esforços no desenvolvimento de tecnologia e produtos de defesa. Para responder “a catástrofes e problemas associados às migrações” e reforçar as fronteiras exteriores da UE, Bruxelas quer destinar 420,6 milhões de euros à Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex), no seguimento do acordo alcançado pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho para a formação de um corpo permanente de 10 mil guardas de fronteira até 2027, e 156,2 milhões para o reforçado Mecanismo Europeu de Proteção Civil, o novo rescEU. A proposta do executivo comunitário prevê ainda 560 milhões de euros para pessoas necessitadas na Síria, assim como para refugiados e para as comunidades de acolhimento na região. A proposta de orçamento da UE para 2020 contempla 168,3 mil milhões de euros de autorizações (mais 1,3% comparativamente a 2019) e 153,7 mil milhões de pagamentos (mais 3,5% comparativamente a 2019). Por autorizações entende-se o montante de financiamento que pode ser autorizado num dado ano no âmbito de contratos, enquanto os pagamentos se referem ao dinheiro efetivamente desembolsado. O orçamento da UE para 2020 é o sétimo e o último no âmbito do atual quadro financeiro plurianual (2014-2020). A proposta baseia-se no pressuposto de que o Reino Unido, que deverá sair do bloco comunitário em 31 de outubro, participará integralmente na execução e no financiamento do orçamento para 2020, como se fosse um Estado-Membro.
“O número da criação de emprego no setor privado levanta algumas preocupações sobre os impactos das tarifas impostas por Trump e aumenta os motivos para a Fed cortar os juros”, dizem os analistas citados pelas agências internacionais. Os principais índices dos Estados Unidos fecharam no verde. O Dow Jones subiu 0,82% para 25.539,6 pontos; o S&P 500 ganhou 0,82% para 2.826,15 pontos; e o Nasdaq avançou 0,64% para 7.575,5 pontos. A justificar a subida está a possibilidade de a fed cortar os juros em pelo menos 0,75 pontos percentuais até dezembro. Esta possibilidade, resulta das declarações do presidente da Fed, na terça-feira, mas também do facto do setor privado dos EUA ter anunciado hoje que criou 27 mil vagas no mês passado. Isto de acordo com o relatório da ADP. Este número fica bem abaixo das expectativas de criação de 180 mil postos. Portanto, em maio foram criados menos empregos do que o esperado. De acordo com o relatório da ADP, o número de 27.000 é o mais baixo desde março de 2010. Estimava-se que a criação de emprega excedesse os 180.000. Além disso, é um valor que também está longe do registado no mês anterior, e que foi de de 275.000. Os dados aumentaram a probabilidade de o banco central dos EUA cortar os juros em ao menos 0,75 ponto percentual até dezembro. “O número da ADP levanta algumas preocupações sobre os impactos das tarifas impostas por Trump e aumenta os motivos para a Fed cortar os juros”, dizem os analistas citados pelas agências internacionais. O banco central dos Estados Unidos disse hoje no seu Livro Bege (Beige Book) que os seus inquéritos ao mundo empresarial apontaram para uma “ligeira melhoria” em termos de crescimento da atividade económica, mas que é descrito pelo Fed como um crescimento “modesto” no período de abril até meados de maio. O chamado “Livro Bege” da Fed, é uma compilação de avaliações a respeito do estado da economia, e este cita preocupações com a guerra comercial do governo de Donald Trump com a China. As preocupações centram-se no potencial impacto da baixa inflação e das tensões comerciais entre os EUA, a China e o México. Powell reconheceu não saber “como ou quando esses problemas serão resolvidos”, mas disse que o Federal Reserve “agirá em conformidade” para sustentar a economia, um mercado de trabalho forte e uma inflação próxima da meta de 2%. O mercado também continua muito focado nas negociações entre os EUA e o México. Os representantes de ambos os países prevêem que chegarão a um acordo comercial antes que as tarifas entrem em vigor na próxima semana. As ações da Apple continuam a subir, desta vez 1,61%. O fabricante do iPhone subiu após anunciar novas medidas de segurança na sua conferência anual. Enquanto isso, o Salesforce disparou 5% após anunciar ganhos e previsões acima das expectativas. Do lado oposto está a GameStop, que recuou 30% após apresentar resultados fracos e eliminar seu dividendo. O tombo dos preços do petróleo atuou como um fator condicionante, perante o aumento inesperado das reservas de crude durante a semana passada nos EUA. O crude West Texas caiu 3,31% para 51,71 dólares, ao passo que os futuros do Brent, que transaciona em Londres, perdem 2,28% para 60,56 dólares. O setor petrolífero acabou por ser um dos mais pressionados. No nível macroeconómico, nesta quarta-feira, e para além do relatório da ADP, surgiram os dados dos serviços ISM, que monitorizam a atividade do setor económico mais importante dos EUA. Os dados dos serviços mostram uma recuperação em maio para 56,9, face a 55,5 em abril, e acima do esperado que era de 55,5. Os analistas citados pela Bolsamania dizem que “qualquer fraqueza no mercado de trabalho”, como o relatório da ADP mostrou, “será temporária”.
A Fiat anunciou esta manhã que decidiu recuar no negócio devido à falta de “condições políticas em França”. A poposta de fusão foi lançada no dia 27 de maio e foi bem recebida tanto pelo Governo francês (que detém 15% da Renault), como pelo Governo italiano. A Renault já afundou 7,01% na bolsa de Paris na sessão desta quinta-feira, 6 de junho. Neste momento desce 6,81% para 52,37 euros no índice CAC 40. Na bolsa de Milão, a Fiat Chrysler também está a negociar em terreno negativo: perde 1,21% para 11,558 euros. A Fiat anunciou esta manhã que decidiu recuar no negócio devido à falta de “condições políticas em França”. A poposta de fusão foi lançada no dia 27 de maio e foi bem recebida tanto pelo Governo francês (que detém 15% da Renault), como pelo Governo italiano. Os executivos da FCA estiveram reunidos esta noite, sob a presidência de John Elkann, e garantem que a empresa “continua firmemente convencida da convincente lógica transformacional de uma proposta que tem sido amplamente prezada desde que foi submetida”. Em comunicado divulgado esta manhã, a Fiat Chrysler refere também que essa sugestão de fusão, apresentada pela própria multinacional, tinha uma “estrutura e termos” que eram cuidadosamente equilibrados para oferecer benefícios substanciais a todas as partes”. Na nota agora tornada pública, os administradores da FCA asseguram que continuarão a cumprir os compromissos através de uma “estratégia independente” e prestam ainda os “sinceros agradecimentos” à Renault, em especial ao chairman e CEO da fabricante francesa, bem como aos parceiros Nissan e Mitsubishi, pelo “empenho construtivo” durante este processo.
O Barclays Bank de Moçambique e a Associação de Vendedores e Importadores/Exportadores do sector informal de Moçambique (Mukhero) rubricaram esta Terça-feira, um memorando de entendimento, que estabelece o lançamento de uma nova oferta de produtos e serviços que visam dar suporte e impulsionar o sector informal, através do acesso, em condições preferenciais, de um conjunto de soluções financeiras. Entre essas soluções, o Barclays instituiu a ´Conta Informal`, especificamente formada para os comerciantes informais, vinculados aos mercados municipais, a qual apresenta um conjunto de vantagens exclusivas, entre elas, o pagamento de juros mensais no saldo da conta, um montante reduzido de abertura da conta corrente, e o acesso às ATMs de depósito da entidade bancária. “É objectivo do Barclays, inovar constantemente e diversificar a nossa oferta no mercado. Estamos convictos que, com o estabelecimento desta parceria, tanto o Barclays, como a Mukhero, estarão activamente a promover o desenvolvimento e a dinamização do sector informal, dignificando e valorizando as actividades dos comerciantes informais, e assim contribuir para o crescimento sustentável da economia moçambicana”, afirmou Pedro Carvalho, Director da Banca de Retalho e Negócios. Pedro Carvalho explicou ainda que, o produto lançado está essencialmente focado na abertura de uma conta corrente, num valor acessível, com o pagamento de juros sobre a mesma. “Os juros rondarão entre os 2 e 5 por cento, e serão pagos todos os meses, em função do saldo médio das contas, naturalmente, todos os outros produtos que o Barclays oferece em Moçambique, sejam cartões, transferências ou créditos, estão disponíveis para todos os membros da associação que decidirem tornar-se nossos clientes”, aclarou. Para o Presidente da Associação Mukhero, Sudekar Novela, este memorando abre uma janela de oportunidades, cabendo aos operadores do comércio informal, tirar o máximo proveito das soluções financeiras colocadas à disposição pelo Barclays Bank Moçambique, para aumentar o volume de negócios. “Com esta abertura, nós acreditamos que a Associação Mukhero, poderá dar um contributo para o alargamento da base económica do país, através do aumento do volume de negócios, a avaliar pelo actual número, que está acima de 12 mil membros, e um enorme potencial de operadores do comércio informal transfronteiriço não inscritos”, sublinhou. Esperam-se ainda, como resultados desta parceria, o alargamento da base tributária através do incremento das receitas fiscais, e a transição dos operadores do comércio informal para o comércio formal.
Um consórcio de empresas de engenharia e construção liderado pela McDermott anunciou ontem ter fechado contrato com a petrolífera Anadarko para edificar a fábrica de 2.000 milhões de dólares iniciais para liquefação de gás em Moçambique. A fábrica é a primeira peça central do megaprojecto de exploração de gás natural da Área 1 da Bacia do Rovuma que vai trazer receitas avultadas para o país a partir de 2024. Até agora, na península de Afungi, província de Cabo Delgado, têm avançado obras de infraestruturas acessórias, em que participam empresas portuguesas, naquele que será o maior investimento da história do país. A construção da fábrica vai avançar "depois de a Anadarko anunciar a decisão final de investimento", anunciou em comunicado o consórcio liderado pela McDermott e que inclui ainda a Saipem e a Chiyoda. A cerimónia oficial de anúncio da decisão final de investimento está marcada para 18 de Junho em Maputo. "A parcela inicial do contrato para engenharia, construção e aquisições para o qual foi escolhida a McDermott está avaliado em 2.000 milhões de dólares", anunciou a empresa. A fábrica vai ter uma capacidade de produção de 12,8 milhões de toneladas de gás natural liquefeito por ano, a maioria a canalizar para cargueiros através de um cais a construir junto à unidade industrial. Além da Anadarko, que lidera o consórcio com 26,5%, o grupo que explora a Área 1 é constituído pela japonesa Mitsui (20%) e a petrolífera estatal moçambicana ENH (15%), cabendo participações menores à a indiana ONGC (10%) e à sua participada Beas (10%), à Bharat Petro Resources (10%), e à tailandesa PTTEP (8,5%).
Quinta-feira, 06 June 2019 08:24

Governo e sindicatos angolanos não se entendem

Como a VOA revelou há duas semanas, os sindicatos angolanos recusam discutir com o Governo a proposta da nova lei sindical que, entre outras exigências, impõe o mínimo de cinco mil assinaturas para a criação de um sindicato, o que, para os sindicalistas, “é um absurdo” e que remonta ao século 12. Para o Executivo, ao exigir cinco mil e não 1.500 assinaturas como agora, está apenas a conformar as actuais leis com a Constituição de 2010. O secretário-geral da CG-SILA, Francisco Jacinto, diz que não só rejeita a proposta do Executivo como já escreveu ao Presidente João Lourenço a manifestar a sua inquietação. “São leis que, se compararmos, remetem-nos aos séculos 12 e 13 e mesmo em Angola desde 1975, no tempo do partido único, não tivemos uma lei como esta”, sublinha Jacinto, cujo sindicato manifestou a Lourenço a sua “indignação”, garantindo que o movimento sindical angolano não vai participar na discussão desta lei”. O Sindicato dos Professores e Trabalhadores Não Universitários (SIMPTENU), por seu lado, apresenta um exemplo em como a actual proposta de lei constitui uma aberração. “Não podemos continuar a ver os sindicatos como partidos políticos, há empresas por exemplo que na sua constituição nem sequer possuem cinco mil trabalhadores, como é que ficam estas empresas, ficam privadas de constituir sindicatos? Isto é um absurdo, num país com menos de 30 milhões de habitantes, onde a maioria não tem emprego”, diz Luís Viegas. “Não concordamos porque é uma lei injusta, não estamos a criar igrejas, os sindicatos são órgãos para salvaguardar os interesses dos trabalhadores”, reitera aquele sindicalista, para quem “o Governo pretende coartar o surgimento de mais movimentos sindicais”. A proposta da nova lei sindical foi aprovada pelo Conselho de Ministros e submetida aos sindicatos, antes de ser enviada à Assembleia Nacional para aprovação em breve.
A burocracia continua a ser uma das maiores barreiras para o melhoramento do ambiente de negócios em Moçambique. Isto é o que diz o primeiro relatório do Doing Business sub-nacional realizado pelo Grupo Banco Mundial e apresentado hoje em Maputo. Entre os três itens avaliados pelo Banco Mundial, a cidade de Maputo é o melhor lugar para abrir empresas, Manica é onde melhor são executados os contratos e Zambézia é a província mais indicada para registo de propriedade. Ainda assim, Moçambique está entre as 12 economias no mundo onde abrir empresa é mais difícil, tudo devido à excessiva burocracia. Sobre os informais, o Ministro da Indústria e Comércio diz que há necessidade de se definir com clareza a quem chamar de informal, principalmente porque isso tem implicações na classificação geral do Doing Business. Em representação do sector privado, o empresário Kekobad Patel afirmou que o ambiente de negócios não está bem e diz que há falta de vontade por parte do Governo e do Parlamento. O estudo do Banco Mundial indica que se todas as províncias adoptassem as boas práticas identificadas em cada uma delas, a classificação geral de Moçambique no Doing Business melhoraria em 22 lugares, saindo de 135 para 113 entre 190 economia.