Benigno Papelo

A percentagem colocada hoje à venda do capital social da hidroelétrica moçambicana HCB foi aumentada de 2,5% para 4%, devido à forte procura, anunciou hoje a Bolsa de Valores de Moçambique (BVM). No total a Oferta Pública de Venda teve a subscrição de 16.787 investidores, tendo sido compradas 1.510.366.810 ações, disse Salimo Valá, presidente da BVM, numa apresentação hoje em Maputo dos resultados. “A operação foi um sucesso, a HCB teve de aumentar a oferta das ações, face à enorme procura”, afirmou Salimo Valá, presidente da BVM. Valá disse que com a subscrição hoje anunciada, a HCB passa a ter cerca de 25 mil investidores. A oferta destinou-se aos trabalhadores da empresa, pequenos investidores, empresas e público em geral. A OPV cujos resultados foram anunciados hoje é parte de uma venda de 7,5% das ações da HCB, sendo que a operação respeitante aos remanescentes 3,5% será concretizada no próximo ano. A BVM existe há 20 anos, tem oito empresas cotadas e no primeiro trimestre deste ano transacionou o equivalente a 9,8 milhões de euros, atingindo no final do período uma capitalização bolsista total acumulada de 1,263 mil milhões de euros (cerca de 9% do Produto Interno Bruto de Moçambique). A operação de venda de ações da HCB foi liderada por um consórcio constituído pelo Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e Banco Big. A HCB tem vendas fixas contratadas de 1.100 megawatt (MW) por ano à elétrica sul-africana Eskom, 300 MW à Eletricidade de Moçambique (EDM) e 50 MW à companhia elétrica estatal da Zâmbia (Zeza). O Estado detém 85% das ações da HCB, 7,5% pertencem à redes Energéticas Nacionais (REN), empresa de transporte de energia de Portugal e outros 7,5% são ações próprias.
Quinta-feira, 18 July 2019 07:48

PIB cresceu 2,5% no primeiro trimestre

Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,5% no primeiro trimestre deste ano, comparado com o período homólogo de 2018, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). "Para este valor, o sector terciário é que foi determinante, com um crescimento de 2,7%, com maior destaque nas atividades de aluguer de imóveis e serviços prestados às empresas", disse a representante da Direção de Contas Nacionais e Indicadores Globais, Mónica Magaua, em conferência de imprensa. Perante um PIB do primeiro trimestre de 2018 revisto em alta em 0,4 pontos percentuais, o nível de crescimento registado no primeiro trimestre de 2019 representa uma desaceleração da economia em 1,2 pontos percentuais, assinalou Magaua. "A província e cidade de Maputo, em conjunto, contam com mais de 60% do total do número das empresas existentes no país, por esse motivo, são as que mais contribuíram para a riqueza nacional, depois vem Beira e Nampula", acrescentou. A economia moçambicana desacelerou 0,3 pontos percentuais em 2018 em comparação com 2017 e o PIB de 2018 foi de 3,4%, contra os 3,7% de 2017.
A guerra de palavras entre os presidentes da Fed e dos Estados Unidos não dá sinais de quebra. “A lei é clara”, disse Powell sobre o mandato, depois de Trump ter mostrado reticência quando questionado sobre um eventual plano para demitir o ‘chairman’ do banco central. Donald Trump tem repetidamente questionado a capacidade do atual presidente do Reserva Federal em dirigir a política monetária norte-americana, de forma pública, e terá, em privado, até considerado demiti-lo. Jerome Powell aproveitou a conferência de imprensa que se seguiu à reunião de dois dias do Federal Open Market Committee (FOMC) para mostrar firmeza no posto. Questionado sobre o que faria se o presidente norte-americano ligasse ou publicasse um tweet a dizer que Powell não pode continuar à frente da Fed, o chairman do banco central foi direto. “Creio que a lei é clara que eu tenho um mandato de quatro anos e tenho toda a intenção em cumpri-lo”. Trump tem escrito várias mensagens no Twitter a criticar a relutância da Fed em cortar as taxas de juro, chegando mesmo a dizer que o banco central é o maior problema da economia dos Estados. Esta quarta-feira, questionado sobre uma notícia da Bloomberg que dizia que teria em fevereiro consultado advogados da Casa Branca sobre as bases legais para despedir Powell, o presidente norte-americano respondeu: “Vamos ver o que ele [Powell] vai fazer”.
Hoje instituição liderada por Jerome Powell disse que a taxa de juro diretora vai continuar no intervalo entre 2,25% e 2,50%, após a reunião de dois dias que terminou esta quarta-feira. O Dow subiu 0,15%. A Reserva Federal norte-americana manteve a taxa de juro de referência (federal funds rate) inalterada, em linha com as expetativas dos analistas e as ações em Wall Street fecharam em alta. O índice Dow Jones subiu 0,17% para 26.511,1 pontos; o S&P 500 ganhou 0,05% para 2.919,09 pontos e o Nasdaq avançou ligeiramente, 0,02% para 7.955,4 pontos. Hoje instituição liderada por Jerome Powell disse que a taxa de juro diretora vai continuar no intervalo entre 2,25% e 2,50%, após a reunião de dois dias que terminou esta quarta-feira. O Federal Open Market Committee (FOMC) sinalizou, no entanto, que poderá em breve decidir um corte na taxa de juro, ao remover do comunicado a palavra “paciente”, substituindo-a por “agir apropriadamente” face a incertezas no outlook económico e às pressões sobre a inflação. No seio empresarial de notar a reação positiva às contas da Adobe Systems, às perspetivas da U.S. Steel e à revisão em alta da TripAdvisor. O petróleo, pelo contrário, está em queda. O crude West Texas fechou no NYMEX a cair 0,43% para 53,67 dólares.
Depois do acidente com dois petroleiros ao largo do Irão, a 13 de junho, eis que o país liderado por Hassan Rohani anunciou ter abatido um drone norte-americano no sul do país. As tensões entre Teerão e Washington acentuam-se, com os iranianos a admitirem que estão prontos para a guerra. Sendo o Médio Oriente crucial, o preço petróleo agrava. Depois do acidente com dois petroleiros no Golfo Pérsico ter reacendido tensões entre o Irão e os Estados Unidos, eis que o Estado liderado Hassan Rohani anunciou ter abatido um drone norte-americano no sul do país esta quinta-feira, 20 de junho. A par do sucedido, o preço do barril do petróleo disparou nos mercados internacionais. Em Londres, o barril de Brent, que é referência para Portugal, dispara 2,56% e é negociado a 63,40 dólares. Já em Nova Iorque, o WTI ganha acima dos 3%, sendo negociado a 55,64 dólares. De acordo com a agência “Reuters”, o preço da matéria-prima sobe após surgirem novos receios de um confronto militar entre Teerão e Washington, sobretudo porque é naquela região do Médio Oriente que reside mais de 20% da produção mundial. Esta quinta-feira, os Guardas da Revolução do Irão anunciaram terem abatido um drone norte-americano, em violação do espaço aéreo no sul do país. De acordo com a “Press TV”, o canal de informação em inglês da televisão estatal iraniana, um modelo Global Hawk, da empresa norte-americana Northrop Grumman, “foi abatido pela força aérea” de Teerão, na província costeira de Hormozgan, no sul do Irão. De acordo com a “Reuters”, o drone foi derrubado no espaço aéreo internacional sobre o Estreito de Ormuz por um míssil terra-ar iraniano, Entretanto, o general iraniano Qassem Soleimani, que também é comandante dos Guardas da Revolução do Irão, já veio afirmar que o país “não tem qualquer intenção” de entrar em conflito com algum país do mundo mas que “está pronto para a guerra”. Soleimani falava em direto na televisão estatal, quando disse que a violação das fronteiras da república islâmica do Irão “representa a linha vermelha” do Irão, citado pela agência de noticias iraniana “Tasnim”. O incidente de hoje ocorre num contexto de fortes tensões entre o Irão e os Estados Unidos e depois de, na passada quinta-feira, dois petroleiros, um norueguês e um japonês, terem sido alvo de ataques perto do Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico O Irão negou qualquer envolvimento nos ataques, e sugeriu que podia tratar-se de um golpe norte-americano para justificar o uso da força contra a República Islâmica.
O projecto de exploração de gás natural na Área 1 da bacia do Rovuma é uma oportunidade, para várias gerações de moçambicanos, referiu, ontem, o presidente da petrolífera, que lidera o investimento. “Não estamos a falar apenas de um tipo de oportunidade, que acontece uma vez numa geração, é algo que vai além disso, de gerações e de vidas e estamos muito contentes de anunciar isto hoje”, referiu Al Walker, presidente da Anadarko. Aquele responsável falava durante a cerimónia, em Maputo, de anúncio da decisão final de investimento do consórcio de exploração de gás natural da Área 1 da bacia do Rovuma. “Todas as condições foram alcançadas, vamos avançar para a fase de construção de infraestruturas”, salientou. Al Walker considera, que o projecto tem potencial para crescer e dispõe de "fundações seguras" para os próximos passos. “Falamos muito de coisas transformadoras no mundo e este projecto encaixa bem, nessa descrição”, apontando para a multiplicação do Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique graças a uma fonte de riqueza “sustentável e de longo prazo”. Al Walker considera que o projecto vai ser também transformados ao criar milhares de postos de trabalho para moçambicanos, assim como novas oportunidades nas áreas da educação e formação. O consórcio da Área 1 é liderado pela petrolífera Anadarko - que deve ceder a posição à francesa Total até final do ano - e prevê um investimento em infraestruturas de 25 mil milhões de dólares. O empreendimento de extracção, liquefacção e exportação marítima de gás natural deve entrar em funcionamento em 2024.
Os portos moçambicanos poderão ultrapassar a expectativa de manusear 50 milhões de toneladas de carga este ano, como resultado da modernização das infraestruturas, disse, ontem, à Lusa fonte do Ministério dos Transportes e Comunicações. O aumento do número de carga manuseada está ligado à aquisição de carruagens e locomotivas, para o reforço da capacidade do transporte ferroviário de passageiros e carga, referiu a mesma fonte. Falando à imprensa momentos após um evento, em Maputo, capital do país, o Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, reconheceu que o sector precisa de melhorar a eficiência e competitividade, apostando na capacidade de manuseamento e equipamento rolante, como vagões e carruagens. “A reforma legal, em curso, deverá prosseguir, sendo urgente a aprovação de Lei Portuária, em elaboração”, afirmou, na sexta-feira, Carlos Mesquita, acrescentando, que os portos devem apostar na cabotagem, para circulação de mercadorias, internamente, aproveitando a costa do país. Em 2018, os portos moçambicanos manusearam cerca de 46 milhões de toneladas de carga.
Quinta-feira, 20 June 2019 10:26

FMI em Angola: Empréstimo a troco de quê?

Que efeitos tem o empréstimo do Fundo Monetário Internacional na vida dos angolanos? Analista alerta para "cocktail" de dificuldades, com austeridade e diminuição do poder de compra, e aumento da insatisfação. Há uma imagem a circular nas redes sociais que retrata provavelmente o sentimento de vários angolanos em relação a uma medida aprovada este ano pela Assembleia Nacional, a introdução do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA). Em primeiro plano na imagem, alguém mostra o dedo do meio a um cartaz, com fundo azul e letras brancas, onde está escrito "O IVA veio para ficar". A implementação do IVA é uma medida solicitada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que acaba de aprovar o pagamento da segunda "tranche" do empréstimo a Angola de 3,7 mil milhões de dólares. Um dos objetivos com a introdução do IVA (com uma taxa única de 14%) é aumentar as receitas públicas para equilibrar as contas deficitárias do Estado. Mas a vida dos angolanos deverá encarecer ainda mais. O Governo antecipa para este ano uma descida da taxa de inflação. No entanto, o valor previsto no Orçamento Geral do Estado (15%) continua a ser bastante alto. E o aumento dos preços não tem sido acompanhado de uma subida dos salários, lembra o jornalista angolano Carlos Rosado de Carvalho. Em entrevista à DW África, Rosado de Carvalho revela que, de 2014 até hoje, os angolanos perderam cerca de 43% do poder de compra. Agora, o "cocktail" de dificuldades deverá aumentar com a austeridade associada ao programa do FMI. DW África: O financiamento do Fundo Monetário Internacional (FMI) é razão para os angolanos ficarem preocupados? Carlos Rosado de Carvalho (CRC): Acho que os angolanos não deviam ficar preocupados, porque Angola teria que adotar este tipo de medidas com ou sem o Fundo Monetário Internacional. Agora, há aqui um problema: normalmente, este tipo de programas trazem alguma austeridade. São programas que passam pela estabilização macroeconómica, um eufemismo para dizer que é preciso cortar nas despesas e consolidar as finanças públicas. E, normalmente, isto não são boas notícias para os angolanos. O Governo vai ter que aumentar o pre­ço dos combustíveis, já anunciou aumentos dos preços da energia, já aumentou o preço da água. Portanto, esse tipo de medidas não é propriamente agradável. DW África: Há também a questão da implementação do IVA, que foi adiada para outubro. O FMI está a pedir muito, depressa demais? CRC: De facto, não há consenso sobre o "timing" da introdução. Acho que toda a gente está mais ou menos de acordo sobre a necessidade de se introduzir o IVA para substituir o Imposto de Consumo, que é um imposto um tanto ou quanto desatualizado. Mas há, de facto, problemas quanto ao "timing". Porque, se o IVA é um imposto mais moderno, também é muito exigente do ponto de vista da organização da administração fiscal e da organização dos contribuintes e das empresas. Portanto, há aqui um entendimento da parte das empresas, que não estão preparadas para a introdução do IVA. E a sua posição encontrou eco junto do Presidente da República, que decidiu adiar a introdução do IVA. A minha preferência é que seja introduzido em janeiro, porque não faz muito sentido introduzir impostos a meio do ano ou no terceiro trimestre. DW África: Outras das medidas previstas no âmbito desde acordo com o FMI tem a ver com a descida nos subsídios dos combustíveis. Já referiu isso atrás. É de prever que as pessoas se manifestem contra estas medidas? CRC: Os angolanos têm sido muito castigados nos últimos anos. O país teve três recessões consecutivas - em 2016, 2017 e 2018 - e eventualmente também para lá caminhamos em 2019. Houve um aumento do desemprego… Eu acho que a maioria da população até nem está muito preocupada com o aumento dos combustíveis propriamente dito - quer dizer, o impacto direto não é muito grande. A população tem [sobretudo] receio que, com a inflação já alta, os preços aumentem ainda mais. E a verdade é que os salários não aumentaram. Eu fiz umas contas com o salário mínimo e concluí que, de 2014 até agora, os angolanos perderam à volta de 43% do poder de compra. Portanto, é um instrumento muito violento, e esse tipo de medidas impopulares pode eventualmente trazer manifestações. Não aconteceu no passado, mas não sabemos… Depende… Agora, há também uma intenção, e essa é também uma imposição do Fundo Monetário Internacional, de criar uma "almofada" para as famílias mais vulneráveis, e está a ser criado um programa de transferências diretas. Em princípio, 800 mil famílias vão receber 5.000 kwanzas [cerca de 13 euros] mensalmente, durante um ano. Portanto, há uma preocupação de mitigar o efeito dos aumentos dos combustíveis, da energia e da água. Mas [em geral] não são medidas agradáveis. DW África: O Governo tem margem de manobra nesta relação com o FMI? CRC: O Governo não pode fazer apenas o que o Fundo Monetário Internacional pede e esses programas são revistos em termos de metas, porque têm de acompanhar a evolução da economia. Mas não tenhamos ilusões: em última análise, prevalece a opinião do Fundo Monetário Internacional. Se Angola não quiser, paga o que deve e abandona o programa. Espero que não se chegue a este ponto, mas é mesmo assim. Agora, acho que Angola devia fazer o que está a fazer, mais coisa ou menos coisa - com ou sem o Fundo Monetário Internacional.
ma das principais minas de grafite do norte de Moçambique celebrou um novo acordo de venda para a China com a empresa Gredmann, reforçando o fornecimento de matéria-prima para aquele país, anunciou ontem em comunicado. "A mina de Balama vai fornecer 9.000 toneladas por mês de grafite a partir deste mês e até dezembro de 2021, num total de 279.000 toneladas", anunciou a empresa australiana Syrah Resources, que explora o local. Apesar de não revelar valores, a empresa mineira anunciou que o contrato lhe garante condições financeiras mais favoráveis que outros já celebrados. "A firma Gredmann vai ser o intermediário preferido" para venda de determinados tipos de grafite da Syrah na China, acrescenta. A grafite é usada em baterias de carros elétricos e em março a Syrah anunciou que estava a vender o mineral a um preço abaixo do previsto, mas prevendo uma recuperação. A procura por grafite está em alta a nível mundial por ser um componente usado em baterias, numa altura em que os mercados de automóveis movidos a eletricidade e de outros produtos elétricos, como as aeronaves autónomas (popularizadas através da palavra inglesa ‘drone'), estão em expansão.
Os governos de Moçambique e dos Estados Unidos da América assinaram hoje em Maputo um memorando de entendimento para impulsionar as trocas comerciais e a remoção de barreiras aos investimentos. O memorando de entendimento foi rubricado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, e pela secretária de Estado adjunta do Comércio dos EUA, Karen Kelley, durante a Cimeira de Negócios EUA-África, que decorre até sexta-feira em Maputo. Karen Kelley afirmou que Moçambique é o quarto país africano a rubricar este tipo de acordos com os EUA e que estes se enquadram num roteiro que levará à assinatura de acordos de comércio livre. O memorando hoje assinado vai permitir a identificação de projetos prioritários em áreas-chave do domínio comercial e o aproveitamento de instrumentos de dinamização das trocas comerciais. A secretária de Estado adjunta de Comércio dos EUA assinalou que os memorandos são parte dos esforços da administração norte-americana para o incremento do comércio com África. Falando na abertura da Cimeira de Negócios EUA-África, a secretária de Estado adjunta do Comércio assinalou que, apesar de o país ser o maior doador de ajuda humanitária para África, o comércio com o continente decresceu 62% desde 2014. "Queremos trabalhar convosco para melhorar compreender como reverter esta tendência", frisou Karen Kelley. Kelley assinalou que o Governo norte-americano tem à disposição instrumentos financeiros e de incentivo ao investimento das pequenas e médias empresas no exterior, mas as companhias do país têm feito pouco aproveitamento dessas vantagens.
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