BNI e FDA unem-se para financiar a produção de caju Featured

O Banco Nacional de Investimentos vai cobrir 80 porcento das taxas de risco de crédito exigidos pelos bancos comerciais. O objectivo é tornar mais baixas as taxas de juros para produtores e empresários do ramo agrário e do subsector de caju. Dentre as dificuldades, a fraca ligação dos diversos mercados na cadeia de valor, o fraco acesso aos mercados de insumos e factores de produção e o fraco acesso ao financiamento em e com taxas adequada para os micro, pequenos e médios empreendedores do sector do agronegócio. E são estes os problemas que o acordo assinado, esta segunda-feira, entre o Banco Nacional de Investimentos e o Fundo de Desenvolvimento Agrário e o Instituto Nacional de Caju procura resolver. Para isso, serão criados dois fundos. Um para o sector agrário no geral e para o subsector de produção. Assim, o BNI vai disponibilizar 250 milhões de meticais destinados a cobrir 80 porcento da taxa de risco de crédito exigido pelos bancos comerciais. Tomás Matola considera esta a única forma de facilitar que este sector tenha acesso mais facilitado aos financiamentos adequados às suas capacidades. “Todos estamos claros de que a taxas comerciais no país é impossível financiar a agricultura e torna-la um negócio viável”. Como organização que lida com o apoio, desenvolvimento e financiamento de projectos agrários, o Fundo de Desenvolvimento Agrário (FDA), diz que este acordo vem ajudar na sua missão. Eusébio Tumuitikile, Presidente do Conselho de Administração do FDA, explica que a sua missão agora, além da massificação da produção de caju, são também importantes a cadeia de leguminosas, raízes e tubérculos, bem como das aves. Para Tumuitikile, esta é a oportunidade certa para “promover estas que são as cadeias fundamentais de valor dentro do nosso programa estratégico do desenvolvimento do sector agrário”. Já o Instituto Nacional de Caju (INCAJU) mostra-se mais ambicioso quanto aos impactos desta facilidade criada na graças ao acordo. É que o INCAJU diz que vê agora uma oportunidade ver concretizada a meta de, até 2020, chegar aos 180 mil toneladas de produção e “destas, processar pelo menos cem mil”. A explicação é de Ilídio Bande, que diz ainda que o processamento e a exportação deste produto estende-se também à fruta do caju. “Neste momento a pera de caju é muito desperdiçada, quando podemos aproveitar para fazer diversos alimentos que, aliás, são saudáveis”, explica Bande, acrescentado que “o processamento adequado vai permitir que possamos exportar num valor maior. Tanto da castanha quanto da pera de caju”.
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