Belizario Cumbe

O governo sul-africano pretende cortar os laços diplomáticos com Israel em protesto contra o tratamento do povo palestino, segundo o ministro da Ciência e Tecnologia do país, Naledi Pandor. "O partido da maioria concordou que o governo deve cortar os laços diplomáticos com Israel, tendo em vista a ausência de iniciativas genuínas de Israel para garantir uma paz duradoura e uma solução viável de dois estados que inclua plena liberdade e democracia para o povo palestino", disse. Os comentários foram feitos em resposta ao líder da oposição, Kenneth Meshoe, que argumentou que era decepcionante que as autoridades nacionais e provinciais na África do Sul recusassem a ajuda das empresas israelenses para enfrentar a actual crise da água no país. No entanto, a proposta foi aplaudida por parlamentares e Pandor, que deverá ser nomeada vice-presidente no novo Gabinete de Cyril Ramaphosa, recebeu uma ovação de pé quando saiu do pódio. A decisão do governo foi ainda confirmada na conta oficial do Twitter do Parlamento sul-africano. A África do Sul tem sido um aliado firme da luta palestina e regularmente falada contra as atrocidades cometidas pelo governo israelita. No mês passado, o representante da África do Sul na ONU disse ao Conselho de Direitos Humanos que Israel é o "único estado do mundo que pode ser descrito como um estado de apartheid", poucos dias depois que o partido do Congresso Nacional Africano (ANC) convocou o governo ministros para fortalecer as restrições de vistos do país com Israel. No ano passado, o governo também decidiu rebaixar a Embaixada da África do Sul em Israel para um escritório de ligação e advertiu Tel Aviv por torcedores de lista negra dos movimentos de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), que incluíam personagens proeminentes do ANC.
O governo da Jordânia exigiu que Israel congelasse o Protocolo de Paris sobre Relações Económicas, parte dos acordos de Oslo na década de 1990 que restringiu severamente a economia palestina, a fim de aumentar as exportações da Jordânia para os mercados palestinos, informou o ministro jordano da Indústria, Comércio e Abastecimento, Yarub Qudah. Esperava-se que o protocolo de 1994 fosse um acordo provisório de cinco anos entre Israel e a Autoridade Palestiniana (PA) que conferisse a Israel um controle quase completo sobre a economia do território palestino ocupado, incluindo o controlo de todas as fronteiras do território, a cobrança de impostos sobre importação e IVA sobre todos os produtos. O jornal árabe, Alghad, informou recentemente que, durante as conversas com empresários jordanos, Qudah disse que o Ministério da Indústria e do Comércio da Jordânia começou a se concentrar no aumento das exportações para os mercados palestinos. Qudah disse que as autoridades israelitas exigiram que passassem por negociações trilaterais entre palestinos, jordanos e Israel. No entanto, o governo da Jordânia continuou a insistir em congelar completamente o protocolo antes de iniciar qualquer negociação comercial. Qudah observou que as exportações israelitas para os mercados palestinos ultrapassaram 3,8 biliões de dólares, enquanto as exportações da Jordânia para o território são estimadas em menos de 100 milhões de dólares. Uma vez que os impostos representam um pedaço tão grande da economia Palestina, as autoridades israelitas podem enviar rapidamente o território ocupado para o caos financeiro como um meio efectivo de controlo político.

A África do Sul é o primeiro país da região austral do continente africano a responder à medida de Donald Trump. Porém, outro país do continente negro, a Guiné Bissau, já havia reagido.

O Congresso Nacional Africano (ANC), o partido no poder na África do Sul, recentemente, reduzir a sua embaixada em Israel para um escritório de ligação, em resposta às polémicas mudanças políticas do governo norte-americano naquele país do médio oriente.

A agência oficial de notícias da Wafa informou que a decisão foi tomada directamente em resposta à decisão do presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e de mover a embaixada dos EUA em Israel para Jerusalém.

"Para dar nossa expressão prática de apoio aos povos oprimidos da Palestina, o ANC decidiu por unanimidade dirigir o governo da SA para que rebate imediatamente e incondicionalmente a Embaixada da África do Sul em Israel para um Escritório de Ligação", sustenta o comunicado.

O ANC disse que sua mudança "enviaria uma mensagem clara a Israel que existe um preço a pagar por seus abusos em direitos humanos e violações do direito internacional".

Enquanto isso, de acordo com Wafa, o embaixador da Palestina na África do Sul, Hashem Dajani, congratulou-se com o movimento como "uma decisão importante", expressando a esperança de encorajar outros poderes internacionais a seguir a liderança da África do Sul.

A decisão de Trump sobre Jerusalém foi seguida por uma condenação internacional e aumentou a tensão nos territórios palestinos ocupados.

Desde a sua decisão, 10 palestinos foram mortos pelas forças israelitas, enquanto outras pessoas foram feridas e presas.

Há uma semana, o embaixador da Palestina em Moçambique,  Fayez Abdul Jamal, desafiou a Organização das Nações Unidas (ONU) e os países europeus a reconhecerem o Estado da Palestina. Os países islâmicos e a Guiné Bissau já deram um passo importante, ainda esta semana a ONU poderá tomar a sua decisão, que se advinha que seja favorável a Palestina.  

 

Depois do anunciou de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos de América (EUA) de reconhecer Jerusalém como capital de Israel o mundo está a se posicionar contra a decisão e a favor da Palestina.

O Governo da Guiné-Bissau reafirmou, em comunicado de Conselho de Ministros, que mantém o princípio de reconhecimento dos Estados de Israel e da Palestina e que vivam de forma pacífica. O documento sublinha que o Governo guineense analisou "o impacto" das declarações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a transferência da embaixada daquele país para Jerusalém" e "as consequências que daí poderão advir" para o processo de paz no Médio Oriente.

Por sua vez, a organização para a Cooperação Islâmica (OIC), grupo que reúne 57 países de maioria muçulmana, recentemente, o reconhecimento de Jerusalém Oriental como a capital da Palestina. A medida foi tomada em reunião extraordinária convocada pelo presidente da TurquiaRecep Erdogan.

“Pedimos a todos os países que reconheçam o Estado da Palestina, e Jerusalém Oriental como sua capital ocupada”, lê-se o comunicado assinado pela organização, que se declara como “a voz colectiva do mundo muçulmano”.

Na resolução, o grupo pede que a ONU intervenha para “acabar com a ocupação israelita” e assume o compromisso de “um plano de paz justo e compreensivo baseado na solução de dois Estados”.

O presidente da Autoridade PalestinaMahmoud Abbas, também se manifestou na cúpula, e declarou a saída da Palestina dos Acordos de Oslo e outros posteriores envolvendo israelenses e palestinos. “A decisão sobre Jerusalém nos liberta de todo acordo que tenhamos assinado”.

 

 

O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, anunciou, no dia seis de Dezembro corrente, o reconhecimento de Jerusalém como a capital do Estado de Israel e ordenou a transferência da embaixada americana para a cidade santa.

Trata-se de uma decisão que ignorou os alertas dos líderes internacionais que temiam o rompimento da convenção internacional e o retrocesso no processo de paz no Médio Oriente.

Em conversa com a revista Capital, o embaixador da Palestina em Moçambique,  Fayez Abdul Jamal, reagiu a este episódio que, na sua opinião, é ilegal e vai na contramão do direito internacional.

“Este anúncio mostra as garantias que Trump precisava dar a Israel. Mas ao mesmo tempo viola as garantias acordadas entre os EUA e a Movimento de Libertação da Palestina de não reconhecer Jerusalém como capital de Israel” revelou.

Ainda de acordo com Abdul Jamal, com a decisão, o conflito deixa de ser político e passa a tomar um carácter religioso uma vez que Jerusalém é uma cidade importante para os muçulmanos, cristãos e judeus.

O mais importante ainda, é que depois desta decisão “os Estados Unidos deixam de ser um mediador credível para o conflito”. Por isso “nós convocamos as nações unidas e todos os países europeus para reconhecer o estado da Palestina, com sua capital em Jerusalém oriental, mediante as fronteiras anteriores a 04 de Junho 1967, antes da Guerra dos Seis dias, como forma de desafiar a decisão de Donald Trump” afirmou.

O embaixador,  Fayez Abdul Jamal, acrescentou que Jerusalém é capital religiosa, cultural e nacional da Palestina e a colonização do território palestino, por parte de Israel, é reconhecida por 180 países e todos eles têm o compromisso de não reconhecer esta decisão.

“Nós acreditamos que todos os países amigos e que respeitam o direito internacional vão desafiar esta decisão, uma vez que o silêncio pode ser sinónimo de consentimento. A palestina está a trabalhar a todos os níveis para impedir que esta decisão avance” concluiu.

 

A AVITUM reconheceu o esforço empreendido pelas autoridades nacionais para a melhoria do ambiente de negócios no sector do turismo e não só. Por via disso, a agremiação distinguiu Silva Dunduro, David Simango e Iolanda Cintura durante a sua gala anual. Os antigos dirigentes, Carvalho Muária e Fernando Sumbana, também, mereceram a distinção.

 A Associação dos Agentes de Viagens e Operadores Turísticos de Moçambique (AVITUM) juntou parceiros, membros do Governo e antigos dirigentes para fazer o balanço do ano que agora termina.

Numa gala bastante concorrida, que contou a presença do ministro da Cultura e Turismo, Silva Dunduro, do presidente do Município de Maputo, David Simango, da governadora da mesma urbe, Iolanda Cintura, bem como dos antigos ministros do Turismo, Fernando Sumbana e Carvalho Muária, a AVITUM usou da ocasião para, igualmente, assinalar a passagem dos 15 anos da agremiação.

Noor Momade, presidente da AVITUM, afirmou, na ocasião, que o ano de 2017 “continuou para os agentes económicos actuando no sector turismo, de uma forma geral, caracterizado por um misto de oportunidades, realizações e desafios”.

Ou seja, para o responsável, os associados da AVITUM não passaram ao lado da instabilidade económica que o país vive desde 2015 e que promete permanecer, embora em menor escala, em 2018.

Porém, ainda de acordo com Noor Momade, os agentes de viagens e operadores turísticos continuarão ”a realizar todas as acções necessárias para tornar real o sonho de fazer do turismo uma indústria em Moçambique, com vantagens cada vez maiores para a economia por via da elevação da contribuição do sector na criação de postos de trabalho, na geração da riqueza, no Produto Interno Bruto e, em última análise, no desenvolvimento económico sustentável”.

O responsável revelou que a agremiação acrescento ainda que a agremiação tem vindo a trabalhar para a remoção de alguns obstáculos para melhorar o ambiente de negócios, como receita fundamental para materializar o objectivo do Gorno ao eleger o turismo como um dos pilares de desenvolvimento em Moçambique.

Na ocasião, Silva Dunduro realçou o papel da AVITUM na promoção do turismo em Moçambique, mas desafiou os agentes a multiplicarem as suas acções com vista garantir que a contribuição do sector nas contas nacionais alcance os níveis desejados.

Agostinho Vuma, presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), usou a ocasião para congratular a Cotur por ter sido distinguida como o melhor promotor da TAP em África. Segundo Vuma, esta iniciativa orgulha o país e o empresariado nacional e desafiou as outras agências a se agigantarem para alcançarem o mesmo patamar.

Sexta-Feira, 01 Dezembro 2017 14:10

Dixon Chongo renova mandato na CDA

Os despachantes aduaneiros voltaram a confiar a presidência da CDA a Dixon Chongo. Na tomada de posse, Chongo prometeu consolidar a sustentabilidade da instituição.

Dixon Chongo renovou mandato na presidência da Câmara dos Despachantes Aduaneiros de Moçambique (CDA).

Três anos depois de ser eleito para o primeiro mandato, Chongo voltou a merecer confiança dos seus pares para dirigir os destinos da organização no triénio 2018-2020.

Durante a Assembleia Geral da CDA, que teve lugar esta sexta-feira, em Maputo, Dixon Chongo disputou a eleição com a despachante aduaneira Flora Macovele, tendo conseguido 96 votos contra 61 da adversária.

“Não há vencedores nem vencido”

Em declarações à comunicação social, Chongo afirmou que neste processo, que mostrou a maturidade da CDA, não houve vencedores nem vencidos, por isso as duas listas devem se unir para dinamizar a instituição de maneiras a consolidar a sua sustentabilidade e contribuir para a melhoria de todos os aspectos fiscais e aduaneiros no território nacional.

Afinal de contas o despachante, para além de ser um arrecadador da receita, joga uma papel fundamental com combate à evasão fiscal e a outras formas de ilicitude relacionadas com o fisco.

Estamos em sintonia com o corpo directivo eleito

A presidente da Autoridade Tributária, Amélia Nankare, marcou presença na Assembleia Geral da CDA e declarou apoio ao corpo directivo eleito.

Para Nankare esta instituição é um parceiro importante no combate à fuga ao fisco em Moçambique.

“Quando falamos de facilitação de comércio estamos a dizer que não bastam os procedimentos aduaneiros, precisamos de alguém que execute de forma apropriada e à luz da lei os direitos dos importadores e exportadores” concluiu.

Quinta-feira, 30 Novembro 2017 08:09

Cotur galardoada como a melhor agência de África

Que a Cotur é uma agência de prestígio nacional e regional já era do conhecimento de todos. O que não sabíamos é que esta instituição elevou a sua importância a nível continental.
Numa cerimónia que teve lugar no Porto, em Portugal, Muhammad Abdullah, CEO da companhia, recebeu o prémio que a distingue como a melhor de África.

A Cotur, maior agência de viagens e turismo em Moçambique, acaba de ser galardoada como a melhor promotora da transportadora aérea portuguesa, TAP, em África.

Este prémio surge no contexto da primeira edição “TAP Awards” que teve lugar, recentemente, na cidade do Porto, em Portugal. A cerimónia contou com mais de 300 convidados e visava galardoar as agências de viagens e turismo que mais se destacaram durante o ano.

Noor Momade, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Cotur, diz que este prémio resulta de três factores fundamentais, nomeadamente, a imagem da Cotur que foi reforçada com a construção de um edifício, para escritórios, moderno e doptado de tecnologia de ponta, o volume de vendas e a qualidade dos serviços prestados.

Outro elemento a ter em conta, é que a Cotur conta com escritórios no Brasil e em Portugal que são fundamentais para o atendimento ao cliente durante 24 horas.

Estes escritórios permitem, igualmente, a exploração na íntegra do BSP da Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA), cuja utilização, em Moçambique, é limitada.

Em 2010, a Cotur foi reconhecida, pela South African Airways, como a melhor agência da Africa Austral.

O escritor moçambicano Mia Couto lançou o terceiro e o último volume da trilogia “As Areias do Imperador”, intitulado “O Bebedor de Horizontes”. A obra encerra uma sequência que já conta com os livros “Mulheres de Cinza” e “A Espada e a Azagaia” no mercado.

Numa cerimónia que contou com a presença do Chefe de Estado, Filipe Nyusi, Mia Couto disse que este foi o mais desafiador do seu percurso.

“Ao longo do meu percurso literário, este foi o meu maior desafio literário, do qual saí esgotado, feliz e mais acompanhado, percebendo esta coisa que se diz em relação à ideia de que o texto literário é uma mentira e que o escritor, coitado, já é mal pago e que não deveria ser pago de todo, porque não se deve encorajar a mentira”, afirmou o escritor.

Mas que mentira seria essa? Mia responde “Eu estou a mentir que estou a falar do passado, mas estou a falar do presente. É isso que me interessa e foi isso que me entusiasmou a escrever este livro porque a obra levou-me a revisitar esse tempo que parece já ter passado. Nós nos desconhecemos muito, então é preciso uma viagem que é feita dentro nós, mas que precisa desse contacto permanente com os outros, de maneira que os outros deixem de ser outros e passem a ser alguém que está dentro de nós. Estas falsas diferenças que nos dividem e que hoje se colocam mais uma vez, por via da literatura, mostram-nos que são superficiais e circunstanciais” revelou.

Referir que a obra “O Bebedor de Horizontes” foi apresentada pelo filósofo Severino Ngoenha.

Quinta-feira, 02 Novembro 2017 10:02

Voo inaugural da FastJet escala a cidade da Beira

A Fastjet começa a voar no mercado nacional esta sexta-feira (03 de Novembro). O voo inaugural vai ligar a capital do país à cidade da Beira e levará a bordo ilustres convidados, entre membros do Governo, homens de negócios e jornalistas.

O principal objectivo da Fastjet em Moçambique é servir tanto os viajantes de negócios como de lazer.

A Fastjet chega ao mercado com preços lowcost nas ligações de voos domésticos entre as cidades de Maputo, Beira, Tete e Nampula, através de aviões Embraer E145 com capacidade para 50 passageiros.

Para estas viagens os passageiros agora têm a oportunidade de escolher entre dois pacotes: Super Económico – um voo básico que inclui possibilidade de levar 7 Kg de bagagem de mão mas exclui qualquer tipo de bagagem de porão. E o pacote Normal – esta nova opção inclui 7Kg de bagagem de mão mais 23Kg de bagagem de porão e uma rota livre ou possibilidade de alterar a data e hora.

Dando início às operações em Moçambique numa parceria com a Solenta Aviation Mozambique, a concessão de rotas domésticas a várias operadoras, incluindo a companhias estrangeiras, como forma de promover a competitividade no transporte aéreo no país.

A FastJet já opera na Tanzânia, Zâmbia, Zimbabwe, África do Sul entre outras com mais de 2.8 milhões de passageiros, um impressionante desempenho de 94% de pontualidade, estabelecendo-se como uma operadora pontual, confiável e acessível e lowcost.

 

 

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