Mia Couto lança “O Bebedor de horizontes” e revela o maior desafio do seu percurso

Mia Couto lança “O Bebedor de horizontes” e revela o maior desafio do seu percurso

O escritor moçambicano Mia Couto lançou o terceiro e o último volume da trilogia “As Areias do Imperador”, intitulado “O Bebedor de Horizontes”. A obra encerra uma sequência que já conta com os livros “Mulheres de Cinza” e “A Espada e a Azagaia” no mercado.

Numa cerimónia que contou com a presença do Chefe de Estado, Filipe Nyusi, Mia Couto disse que este foi o mais desafiador do seu percurso.

“Ao longo do meu percurso literário, este foi o meu maior desafio literário, do qual saí esgotado, feliz e mais acompanhado, percebendo esta coisa que se diz em relação à ideia de que o texto literário é uma mentira e que o escritor, coitado, já é mal pago e que não deveria ser pago de todo, porque não se deve encorajar a mentira”, afirmou o escritor.

Mas que mentira seria essa? Mia responde “Eu estou a mentir que estou a falar do passado, mas estou a falar do presente. É isso que me interessa e foi isso que me entusiasmou a escrever este livro porque a obra levou-me a revisitar esse tempo que parece já ter passado. Nós nos desconhecemos muito, então é preciso uma viagem que é feita dentro nós, mas que precisa desse contacto permanente com os outros, de maneira que os outros deixem de ser outros e passem a ser alguém que está dentro de nós. Estas falsas diferenças que nos dividem e que hoje se colocam mais uma vez, por via da literatura, mostram-nos que são superficiais e circunstanciais” revelou.

Referir que a obra “O Bebedor de Horizontes” foi apresentada pelo filósofo Severino Ngoenha.

Ler 174 vezes Última modificação em Quinta-feira, 02 Novembro 2017 12:35
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