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Três ‘startups’ nacionais concorrem a prémio internacional

 

O mundo das startups tem modificado por completo a forma de empreender e fazer novos negócios no Mundo e a Ideario, uma organização jovem moçambicana, tem sido pioneira na promoção desta iniciativa no País. Desde a sua criação, mais de 45 startups já receberam apoio da Ideario e todas elas conseguiram singrar no mercado.

Gildo Mugabe (texto)

Todos já tivemos uma ideia e em algum momento pensamos em transformá-la num negócio. Infelizmente, várias pessoas desistem dos seus sonhos ou das suas ideias na maior das vezes, por falta de orientação, falta de investimento, e, principalmente, devido à incerteza de que o negócio possa dar certo. Foi no sentido de mudar esta forma de encarar o mundo dos negócios que nasceram as startups.

Mas afinal o que é uma startup? Em linhas gerais, trata-se de uma empresa que se encontra na fase inicial, ou que é embrionária. Como tal, apresenta um baixo custo de manutenção, mas a possibilidade de crescer rapidamente e de gerar muito lucro. Para Gerson Cumbane, da Ideário, startup é uma forma acelerada de fazer negócio.

"A startup busca soluções com os seus próprios recursos, mesmo com recursos escassos ela consegue ter uma saída", garante Gerson Cumbane.

A Ideário trabalha com várias startups, sendo que a maior parte delas conseguiram estabilizar-se no mercado, como é o caso da Signos e da Izy Shop (já referenciada numa das nossas anteriores edições).

Gerson Cumbane entende que as startups são fundamentais para impulsionar a economia. Numa altura em que o índice de desemprego tende a aumentar, o empreendedorismo é considerado a melhor saída. "Não podemos esperar que o mercado de emprego absorva todos os recém-formados, daí que seja preciso apostar no empreendedorismo e a startup constitui um dos mecanismos auxiliadores nesse sentido", referiu Cumbane.

A Ideário tem ajudado os jovens a iniciarem - de forma segura e rentável - as suas startups de modo a terem sucesso no desenvolvimento das suas actividades.

"Na verdade ninguém quer criar uma empresa, investir rios de dinheiro e não ter o retorno desejável e nós estamos no mercado para auxiliar os novos jovens empreendedores", frisou Gerson Cumbane.

 

Entraves e suportes às startups

 Questionado sobre se o acesso ao crédito bancário e a necessidade de se ter uma contabilidade organizada não constituem um entrave ao desenvolvimento das startups moçambicanas, Cumbane respondeu nos seguintes termos: "A Ideário auxilia o empreendedor na produção de estudos de viabilidade, o que faz com que a ideia ou o negócio consiga ter financiamento na banca nacional".

Mas que tipo de suporte é dado às startups? No caso da Ideário, a mesma conta com diversos serviços que suportam novas ideias, nomeadamente o Tchova, que é usado quando alguém precisa de implementar um negócio mas não sabe concretamente qual.

Existe ainda a Plataforma Apto, que funciona em outsourcing. "Contamos com a Plataforma Rampa, que é o marketing de um negócio já existente, contamos igualmente com o Colab, que funciona como o protótipo de uma ideia de negócio, e com o Nguva que é uma agência de talentos que capacita mulheres em áreas de tecnologias e competências em diferentes áreas de trabalho", elucidou Cumbane.

 Moçambique na rota do maior evento mundial das Startups

 Moçambique participa, de 30 de Novembro a 1 de dezembro deste ano, no maior evento mundial das startups: o SLUSH Global Event, em Helsínquia (Finlânida). E desta feita, três startups moçambicanas foram selecionadas para este certame, nomeadamente, a Wamina, Toor e Bioasis.

Pela segunda vez consecutiva nestas andanças, Moçambique desloca-se à Finlândia com a missão de conquistar mais um prémio, repetindo deste modo a proeza de 2016, quando a Izy Shop conquistou o primeiro lugar, tendo ganho 500 mil dólares norte-americanos referentes ao primeiro prémio.

"Para além do prémio, o que mais conta é estar numa rede de investidores que se possam interessar por uma ideia e investir nela", disse Cumbane.

A selecção das três startups que irão a Helsínquia decorreu na SLUSH GIA Moçambique, uma iniciativa organizada pelo IDEÁRIO com o apoio da Incubadora do Standard Bank.

 PROFILE

As startups moçambicanas que concorrem ao Prémio

WAMINA existe desde 2016. Produz pensos higiénicos reutilizáveis. A iniciativa visa ajudar mulheres desfavorecidas que não têm recursos para comprar pensos convencionais.

BIOASIS também foi criada em 2016. Procura criar produtos cosméticos na base de recursos naturais locais. Usam plantas, tipo eucaliptos e ervas para produzir cosméticos tais como cremes, pomadas e perfumes.

TOOR é um serviço que procura ligar guias turísticos locais a visitantes, ou seja, pessoas que conhecem uma determinada zona turística do país aos turistas.

Além de Moçambique, participam neste evento, Tanzânia, África do Sul, Zâmbia, Quénia, Etiópia e Tunísia, Argentina, Brasil, entre outros países.

 SABIA QUE...

Moçambique foi o único país da África lusófona no evento

Em 2016, Moçambique foi o único País da África lusófona a participar no SLUSH Global Event e esteve representado pelas empresas IzyShop e Mozambikes, que se sagraram vencedoras.

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