Benigno Papelo

Vice ministra dos transportes garante que não haverá especulação de preçosA vice ministra dos Transportes e Comunicações, Manuela Rebelo, garantiu que não haverá aumento de preços dos transportes interprovinciais na quadra festiva. Manuela Rebelo falava durante a campanha de fiscalização efectuada, esta terça-feira, no Terminal Rodoviário Interprovincial da Junta na Cidade de Maputo.

Controle de lista de registo de passageiros e a superlotação foram os principais problemas detectados no terminal rodoviário interprovincial da Junta, na Cidade de Maputo.

Apesar dos desafios, as autoridades admitem que os transportadores estão a cumprir com algumas recomendações.

A visita da Vice -ministra dos transportes e Comunicações a Junta está inserida na campanha de fiscalização com objectivo de aferir as condições de viagem dos passageiros e exigir mais responsabilidade aos transportadores.

Nos principais supermercados da cidade de Quelimane, na Zambézia, a procura de ovos e batatas está a aumentar consideravelmente, contudo, os gestores dizem existir stock suficiente para responder a demanda.

Os consumidores alertam as autoridades a monitorarem os preços dos produtos nesta quadra festiva, para que não haja especulação.

O director provincial da Indústria e Comércio, Momad Juízo, garantiu que o sector está a monitorar a aquisição de produtos no mercado.

A eleição está a ser promovida pela Plural Editores através de uma página dedicada; há um ano, "crise" foi a palavra eleita pelos angolanos. Em Moçambique, já há resultado final.

Os vocábulos "exoneração", "mudança" e "divisas" lideram a lista de preferências dos internautas angolanos para a escolha da Palavra do Ano 2017, adiantou a entidade promotora.

Segundo a Plural Editores Angola, que organiza a iniciativa, participaram na votação, até à última sexta-feira, cerca de mil internautas e a palavra vencedora será conhecida no dia 30 de janeiro próximo, pelas 18:30 locais, numa cerimónia no Centro Cultural Português, em Luanda.

"Exoneração", que está à frente nas preferências, foi escolhida, na sequência da política aplicada pelo atual Presidente de Angola.

Desde a tomada de posse, em setembro, João Lourenço mudou as chefias militares, ordenou a exoneração de titulares de cargos públicos, em organismos do Estado, na Polícia e na administração de empresas estatais de diamantes, minerais, petróleos, comunicação social, banca comercial pública e do Banco Nacional de Angola, tendo exonerado, entre outros, Isabel dos Santos, filha do anterior presidente angolano, da liderança da Sonangol.

A escolha da Palavra do Ano 2017 de Angola prossegue até ao final do mês, em www.palavradoano.co.ao.

Às três primeiras - "exoneração", "mudança" e "divisas" -, segue-se, em 4.º lugar, "eleições"; em 5.º, "micha", que significa uma fatia de pão fabricado com farinhas diversas; em 6.º, "barragem"; em 7.º, "kaluanda", "termo que se tornou comum e é usado para designar algo ou alguém que é originário de Luanda", esclarece a Plural Editora Angola, que organiza a iniciativa.

No 8.º lugar está a palavra "professor", seguindo-se, "maka", frequentemente usada em expressões como "não há maka" ou "não tem maka", para "descrever situações de fácil resolução".

"Maka", que significa conflito ou discórdia, é uma palavra que tem origem no kimbundu, dialeto falado em várias partes de Angola, nomeadamente no noroeste, incluindo a capital.

A fechar as preferências dos internautas, pelso votos registados até 15 de dezembro, estava o termo "candongueiro", nome dado "ao meio de transporte mais utilizado em Angola, o popular veículo de passageiros, geralmente pintado de branco e azul".

No ano passado, quando se realizou pela primeira vez em Angola a escolha da Palavra do Ano, a eleita foi "crise", tendo mobilizado 31% dos votos.

Terça-Teira, 19 Dezembro 2017 06:05

Uma ação da Berkshire já vale 300 mil dólares

Warren Buffett lidera a Bershire desde 1965, altura em que era uma pequena empresa têxtil com ações a valerem 11 dólares. A mesma ação valorizou 2.400.000% desde então.

Warren Buffett tem razões para celebrar esta segunda-feira, dia em que as ações da empresa que lidera, a Berkshire Hathaway, subiram para o valor mais elevado de sempre. Cada título da Berkshire já vale 300 mil dólares, a somar um aumento de 22,9% desde o início do ano, que reflete a confiança dos investidores no conglomerado de Buffett.

O ganho fica acima da subida de 20% do índice S&P 500 no mesmo período e acontece apesar de quatro semestres consecutivos de diminuições nos lucros da empresa norte-americana, de acordo com dados da agência Reuters.

Os resultados operações da empresa, que subiram 1% em 2016, diminuíram 16% entre janeiro e setembro desde ano, devido a problemas causados pelos furacões Harvey, Irma e Maria, bem como um negócio com o American Internacional Group que pesou nas contas da empresa.

Por outro lado, o valor contabilístico da Bershire (ativos financeiros excluindo passivos), que é apontado por Buffett como uma medida satisfatória, cresceu 8,9% nos primeiros nove meses do ano.

Aos 87 anos, Buffett lidera a Bershire desde 1965, altura em que era uma pequena empresa têxtil com ações a valerem 11 dólares. Acionistas que tenham uma participação desde então já terão visto uma valorização do investimento superior a 2.400.000%.

Regulador francês para a concorrência multou a Amazon em 10 milhões de euros e acusa a retalhista de impor cláusulas abusivas a mais de 10 mil parceiros comerciais em França.

A retalhista online Amazon está a ser processada em França devido a alegadas práticas comerciais injustas em relação a fornecedores, segundo noticia a agência Reuters. O processo foi instaurado por decisão do ministro francês da Economia, Bruno Le Maire.

A Direção Geral de Consumo, Concorrência e Repressão de Fraudes (DGCCRF), regulador francês para a concorrência multou a Amazon em 10 milhões de euros no seguimento da investigação e acusa a retalhista de impor cláusulas abusivas a mais de 10 mil parceiros comerciais em França.

Entre os problemas identificados pelas autoridades estará a possibilidade de alterar ou terminar contratos unilateralmente.

Além da Amazon, a autoridade acrescentou que pretende melhorar a regulamentação da atividade de grandes plataformas digitais e garantir transparência, equilíbrio e lealdade nas relações com as empresas. Contactada pela Reuters, a Amazon não quis comentar a decisão do regulador francês.

Senado dos EUA vai votar a reforma nos impostos esta terça-feira e a expetativa é que o presidente Donald Trump assine a legislação antes do fim de semana.

A semana começou positiva para os principais índices acionistas nos Estados Unidos, que continuam a ser impulsionados pela nova lei fiscal. Este domingo, vários Republicanos disseram esperar que o Congresso aprove a proposta de lei esta semana, o Senado vai votar a reforma nos impostos esta terça-feira e a expetativa é que o presidente Donald Trump assine a legislação antes do fim de semana.

“Este Congresso tem mostrado uma grande incapacidade de aprovar o que quer que seja nos últimos anos. Se uma legislação massiva é aprovada, é expectável que os mercados estejam felizes”, afirmou o estrategista chefe de mercados da JonesTrading, Michael O’Rourke, à agência Reuters.

As ações nos EUA têm vivido um momento favorável desde o início do ano, com os índices S&P 500 e Dow Jones a caminharem para o melhor ano desde 2013.

Esta segunda-feira, o destaque esteve, no entanto, no índice tecnológico Nasdaq, que ultrapassou os 7.000 pontos pela primeira vez, às 17h50 (hora de Lisboa), tendo fechado a subir 0,84% para 6.994,76 pontos. O industrial Dow Jones ganhou 0,57% para 24.792,20 pontos e o financeiro S&P 500 avançou 0,54% para 2.690,16 pontos.

A tendência positiva nas ações deverá continuar até porque a reforma fiscal propõe um corte nos impostos para 21% dos anteriores 35%, que os investidores esperam resulte numa subida dos lucros e, consequentemente, dos dividendos pagos aos acionistas. Outro resultado esperado é a repatriação de capital, que os analistas indicam poderá incentivar fusões e aquisições.

No mercado cambial, o dólar segue esta segunda-feira a desvalorizar face às pares europeia, britânica e japonesa. A moeda norte-americana deprecia-se 0,26% para 0,848 euros, 0,47% para 0,747 libras e 0,03% para 112,570 ienes. Na dívida pública, os juros das Treasuries a 10 anos sobem para 2,39%.

Terça-Teira, 19 Dezembro 2017 05:53

Sofala colecta de IRSS 73 milhões de meticais

O Governo da província de Sofala, através do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), colectou, até Novembro último, através de cobranças coercivas, 73 milhões de meticais às empresas devedoras, segundo informou na quinta-feira o director provincial do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Jaime Chicamisse.
Falando em conferência de imprensa de apresentação do balanço preliminar do ano, Chicamisse disse que estava planificado o valor de 86 milhões de meticais, tendo em conta que algumas empresas pararam de funcionar.

Segundo o director, este valor é dinâmico, uma vez que outras empresas estão em actividade. Ele avançou que há um trabalho levado a cabo com vista a que as firmas cumpram com a lei.

“Nós temos neste momento situação de empresas devedoras ao sistema de segurança social e dessas empresas devedoras temos algumas que já estão extintas ou porque deixaram de funcionar sendo assim é difícil cobrar o valor” – disse.
Sem revelar o número total nem os nomes, Jaime acrescentou que as firmas devedoras são muitas.
Num outro desenvolvimento, o timoneiro da pasta do Trabalho, Emprego e Segurança Social em Sofala, afirmou que Sofala tem registado aumento de contribuintes no Instituto Nacional de Segurança Social.
Até Novembro do ano em curso, estavam registadas 928 empresas no INSS, o que significa um crescimento na ordem de 24.7 por cento,  se comparado com igual período de 2016.
 “Também temos estado a aumentar o número de beneficiários a inscrever na segurança social. O nosso plano era 12.100 beneficiários, mas até Novembro de 2017 tínhamos conseguido registar 13.427 beneficiários” – salientou.

Moçambique pretende continuar a ser um pólo de geração da energia na região e, para o efeito, deverá investir nos próximos anos, cerca de 5.15 biliões de dólares norte-americanos.

O desafio, nesse sentido, foi revelado ontem pelo presidente do Conselho de Administração da EDM, Mateus Magala, que considerou que, este esforço, também passa pela concretização de cinco novos projectos.

Entre as iniciativas previstas, está a interligação de energia eléctrica entre Moçambique e o Malawi, cujo fecho financeiro deverá acontecer em 2018. A ideia é de que a ligação entre os dois países esteja operacional, pelo menos, até ao ano 2021.

Mateus Magala referiu que, para além do Malawi, também está prevista a interligação da rede com outros países da região.

Defendendo que Moçambique é um país com o mais vasto potencial de geração de energia na África Subsaariana, (cerca de 187 Giga watts) Mateus Magala apontou que o mais importante, neste momento, é que o país consiga transformar o potencial que existe em produção real.

“O problema que temos, em Moçambique, é olharmos sempre para o potencial e não passamos disso. O que se pretende é que deixemos de falar sempre do potencial e transformemos os recursos que temos em produção real”, referiu Magala.

Dirigindo-se a jornalistas, em Maputo, o gestor da EDM defendeu que o importante é que as tarifas praticadas pelas empresas devem reflectir os custos de produção ou aquisição da corrente.

Lembrou que, há bem pouco tempo, Moçambique dominava o mercado de exportações de energia da região, contudo, com o abrandamento da economia sul-africana, gerou-se um excesso de corrente eléctrica actualmente estimada em sete mil Mw.

Segundo a fonte, paradoxalmente, a região possui um défice de energia de 10 mil Mw, contudo, devido à falta de interligação entre os países, a energia disponível acaba ficando numa situação de redundância.

O PCA da EDM mostrou-se preocupado com o excesso de corrente eléctrica na África do Sul, uma vez que este país acaba fazendo o “dumping”, em prejuízo de outras produtoras regionais de energia, como Moçambique.

Outro ponto abordado pelo PCA da EDM tem a ver com os esforços empreendidos pela corporação que dirige, para a redução de perdas e a recuperação de dívidas, com o fornecimento de corrente eléctrica a alguns países da região.

“Aqui devo dizer que é impressionante a forma como os países africanos não honram as regras de jogo, sobretudo, no pagamento da energia consumida. Neste momento, a EDM está a ser devida 100 milhões de dólares e um dos maiores devedores é a ZESCO da Zâmbia que não paga as dívidas há mais de dois anos”, sustentou Magala.  

A cidade de Maputo vai observar um horário laboral especial durante a quadra festiva de Natal e de Ano Novo, no ramo de Comércio, sobretudo o virado para o abastecimento de produtos essenciais para as festas, incluindo de roupa. Segundo um comunicado de imprensa, enviada à nossa redacção, a decisão foi tomada para acautelar o interesse manifestado pelos comerciantes.

Segundo a Direcção do Trabalho, Emprego e Segurança Social da Cidade de Maputo, os serviços de comércio irão funcionar em regime de horário especial de 18 a 31 de Dezembro, indo para além das horas normais, tendo em vista permitir o decurso normal e alargado do processo de abastecimento e aquisição de produtos para as festividades.

Assim, de 18 a 23 de Dezembro 2017, o Comércio observa o horário das 08:00h às 20:00 horas, compreendendo a abertura e o encerramento, respectivamente, podendo o intervalo acontecer no período entre às 13:00 e 15:00 horas.

De 24 ao dia 31 de Dezembro 2017, o horário a praticar será das 08:00h às 21:00 horas, com o intervalo a ser observado entre às13:00 e 15:00 horas. Em todos estes horários não deverá haver prejuízo dos pagamentos adicionais legalmente estabelecidos aos trabalhadores envolvidos.

Terça-Teira, 19 Dezembro 2017 05:42

A inflação melhorou de forma significativa

O governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamrla, diz que a inflação melhorou de forma siginificativa, tendo baixado de 27% em Novembro de 2016 para 7,5% em Novembro de 2017.

Zandamela fala, neste momento, no encerramento do ano económico, um evento organizado pelo Banco de Moçambique.

Rogério Zandamela diz que o sistema financeiro nacional encontra-se hoje sólido e capitalizado, pronto para responder a eventuais problemas.

O governador do Banco de Moçambique diz ainda que a estabilidade macroeconómica precisa de ser reforçada.

Zandamela diz também que no próximo ano, a economia será orientada por uma inflação abaixo de um dígito.

O governador do banco central diz que ainda serão feitas reformas no sentido de reduzir os riscos enfrentados pelas instituições financeiras na relação que têm com o exterior.

Zandamela considera um dos desafios actuais da economia, a manutenção da paz efectiva.