Benigno Papelo

O Governo da Índia considerou hoje prioritária a cooperação com Moçambique, assinalando o potencial de expansão e diversificação da economia do país como um importante motor para as relações bilaterais. "Estamos a encorajar as nossas empresas a olhar para Moçambique sem se basearem na presente realidade económica, mas no seu vasto potencial inexplorado", disse o alto comissário da Índia em Maputo, Rudra Gaurav Shresth, num discurso enviado hoje à Lusa, por ocasião do dia da independência da Índia. O potencial de expansão e diversificação económica de Moçambique, prosseguiu, oferece uma ampla margem de progressão para as relações bilaterais, declarou Shresth. "O potencial de expansão e diversificação económica em Moçambique tornou-se ainda maior, atualmente, graças ao sucesso do Presidente Nyusi em alcançar a paz, estabilidade e inclusão política no país", declarou. A Índia, prosseguiu, abriu o seu vasto mercado para as exportações de Moçambique, o que resultou num crescimento de 60% das vendas de Moçambique à Índia, que atingiram 1,3 mil milhões de dólares em 2017. O alto comissário indiano em Moçambique acrescentou que a parceria entre os dois países inclui grandes projetos de infraestrutura, tais como estradas, energia, habitação, abastecimento de água, bem como saúde e educação
Doze metros de profundidade; localizado na maior baía de África, com um cais com capacidade para a atracação de navios com 183 metros de comprimentos, todos estes argumentos não seduzem as linhas náuticas porque falta mercadoria para viabilizar o fluxo de navios no Porto de Pemba, em Cabo Delgado. Nos últimos cinco anos o volume de carga manuseada tem registado uma descida acentuada, com excepção de 2015. Os dados da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, proprietária do Porto de Pemba, mostram que em 2013 foram manuseados 289.681 toneladas e em 2017 o número caiu para 149.767 toneladas. O pico de 2015 (355.487 toneladas) coincidiu com a fase de prospecção de gás natural na bacia do Rovuma e depois disso o que se passou a assistir é um porto que fica em média duas semanas sem receber um navio sequer. O que se passa? Esta é a pergunta que parece mais legítima de se fazer, porque estamos a falar da província do gás natural. “Há vários factores, mas o principal é a falta de carga; a recessão económica”, responde o delegado dos CFM em Cabo Delgado, Arnaldo Manjate, que acrescenta dando um diagnóstico mais concreto: “a carga principal, que sustentava o porto até o ano passado era a madeira, mas com as actuais restrições isso significou a redução da carga manuseada aqui”. A madeira ocupava 80% da carga manuseada no Porto de Pemba. Com pouca mercadoria, o custo de frete de navios são mais caros. Neste momento, as duas linhas náuticas que operam em Pemba (a Spanfreight que representa a mauritânia UAFL e a francesa Bolloré que representa a PIL) cobram qualquer coisa como USD 1.800 por contentor, sem contar que o mesmo chega com muito atraso porque o navio sai do local de partida e faz várias entregas pelos portos mais movimentados da região, como os de Mombaça, Dar-es-Salam, e só depois é que escalam Pemba. Há quem diga que a existência de apenas um cais para navios de grande calado é a causa principal. Facto real é que mesmo as companhias que exploram o grafite de Balama, centro de Cabo Delgado, preferem fazer mais de 460 km de estrada transportando a mercadoria para exportar a partir do Porto de Nacala, em Nampula, deixando ali à metade dessa distância, o Porto de Pemba. “Já tentamos procurar explicação junto dessas mineradoras, mas a única coisa que nos dizem é que os estudos que fizeram mostraram viabilidade de uso do Porto de Nacala”, lamenta Júlio Sethy, presidente do Conselho Empresarial de Cabo Delgado, num tom de quem não concorda com esse procedimento. Arnaldo Manjate comenta essa preferência das mineradoras e deixa claro uma coisa: “nós temos capacidade para manusear grafite”. Ainda assim, mesmo o algodão que tradicionalmente era exportado a partir de Pemba agora sai de Nacala, denotando que algo vai mal. Quanto à eficiência, enquanto que o Porto de Pemba manuseia 9 contentores por hora, o de Nacala faz 12. E ainda que se tente traçar um cenário positivista nos próximos cinco anos com a previsão da construção da plataforma de LNG em Palma pela Anadarko, verdade, porém, é que os benefícios não serão tão impactantes porque os navios que vão trazer equipamentos serão atendidos na Base Logística de Pemba, em construção a escassos quilómetros do Porto comercial de Pemba.
O Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, nomeou Irene Luzidia Maurício para Presidente da Comissão Liquidatária do Nosso Banco, na sequência da demissão da Comissão presidida pela Deloitte & Touche (Moçambique), Lda, por despacho de 15 de Abril de 2018, ao abrigo do disposto no n.º 1 da Lei n.º 30/2007, de 18 de Dezembro. O Banco de Moçambique determinou, em Novembro de 2016, a liquidação do Nosso Banco, detido pelo Instituto Nacional de Segurança Social e designou a Deloitte & Touche como presidente da comissão liquidatária. Na altura, o entidade que gere p sector financeiro no país referiu que "não foi possível a recuperação da situação financeira e prudencial deficitária" da instituição, incapaz de cumprir um plano de reestruturação delineado em 2014, "pondo em risco os interesses dos depositantes e demais credores, bem como o normal funcionamento do sistema bancário". A Comissão Liquidatária, refere um comunicado do Banco Central, é constituída por um Presidente, nomeado pelo Governador do Banco de Moçambique, e por dois outros membros, um dos quais é o representante dos credores, e o outro dos sócios da instituição liquidanda.
Nos últimos 20 anos, o crescimento económico do país resultou na redução da pobreza, embora 40% da população mais pobre tenha sido deixada para trás. Mas o grande problema reside no emprego, refere o Banco Mundial (BIRD) no seu relatório sobre estratégias de emprego inclusivo e sustentável, divulgado nesta quinta-feira, em Maputo. O Banco Mundial afirma que a estratégia de desenvolvimento de Moçambique precisa de se fortalecer para apoiar a redução contínua da pobreza, uma vez que o padrão de crescimento não tem sido tão inclusivo em comparação com os outros países da região, principalmente na vertente criação de empregos, devido ao foco excessivo em mega-projectos da indústria extractiva. O director do Banco Mundial, Mark Lundell fez saber ainda que há muitos moçambicanos empurrados ao desemprego, principalmente, os jovens. Essa geração tem sido enquadrada em empregos de baixa renda, com destaque para agricultura. Para Mark Lundell, o emprego assalariado é uma peça fundamental desse “quebra-cabeça”, pois, evidências mostram que o crescimento de empregos assalariados formais e informais é o principal motor que eleva países com baixo rendimento de modo a se tornarem nações de rendimento. “É preciso ajudar trabalhadores do sector informal e expandir os empregos formais, os dois sectores tem papéis fundamentais. Os que trabalham por conta própria na agricultura e empresas domésticas não agrícolas, precisam de apoio para diversificar em actividades que estejam ligadas a economia moderna… isto vai impulsionar o acesso ao capital, mercados gerando maior produtividade”, disse o director do Banco Mundial. De referir, que a taxa de desemprego em Moçambique, segundo a UNESCO, ronda os 20%. Deste universo cerca de 40% é corresponde aos jovens, um número que tende aumentar cada vez mais.
Sexta-Feira, 17 August 2018 08:36

Dívida pública vai subir até 113,7% em 2022

A consultora FocusEconomics prevê que a dívida pública de Moçambique suba de 110,4%, para 113,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, prevendo também um crescimento económico de 3,3% neste e no próximo ano. "Os preços mais altos das matérias-primas devem apoiar o crescimento daqui para a frente", lê-se na análise deste mês às economias africanas, enviada esta semana aos investidores e a que a agência Lusa teve acesso. "No entanto, os altos níveis de dívida pública colocam um forte risco descendentes às perspetivas de evolução económica a curto e médio prazo", acrescentam os analistas, que antecipam uma evolução crescente da dívida pública, de 110,4% este ano para 112,3% em 2019 e 113,7% em 2021 e 2022. Sobre o crescimento atual, a FocusEconomics escreve que "os dados preliminares sobre o PIB mostram que a economia perdeu algum fulgor no princípio do ano, com o crescimento a abrandar para os 3,2% no primeiro trimestre, face ao homólogo, depois de no último trimestre de 2017 ter crescido 3,7%". As previsões da FocusEconomics surgem numa altura em que o Governo está a estudar a proposta de reestruturação dos títulos de dívida pública feita pelos credores, na sequência da falta de pagamento das prestações que atirou o país para 'default' (incumprimento financeiro) e limitou o acesso a financiamento dos doadores e parceiros internacionais.
A Nova Zelândia aprovou esta quarta-feira à noite uma nova lei que proíbe os estrangeiros, com poucas exceções, de comprarem habitações, na tentativa de combater a especulação imobiliária no país. A Nova Zelândia aprovou esta quarta-feira à noite uma nova lei que proíbe os estrangeiros, com poucas exceções, de comprarem habitações, na tentativa de combater a especulação imobiliária no país. A lei resulta de uma promessa de campanha da primeira-ministra Jacinda Ardern, que anunciou a sua intenção de tornar os imóveis mais acessíveis aos neozelandeses. O Governo de Jacinda Ardern sempre atribuiu essa situação ao crescente apetite pelas propriedades por parte de investidores estrangeiros, com poder de compra superior ao dos neozelandeses, chegando mesma a identificar os investidores chineses como os principais culpados pelo aumento dos preços em Auckland. A nova legislação proibirá os investidores que vivem no exterior de comprar casas na Nova Zelândia, com exceção dos australianos, que representam a segunda maior população de investidores estrangeiros, depois dos chineses, assim como aqueles que residem em Singapura, devido a um acordo de livre comércio entre aqueles países. “Este é um passo muito importante que demonstra a determinação deste Governo em permitir que mais neozelandeses realizem o sonho de possuir casa própria”, disse o ministro do Desenvolvimento Económico, David Parker. Parker acrescentou que a lei tem como objetivo garantir que o valor das casas “seja estabelecido na Nova Zelândia e não nos mercados internacionais”. O Governo indicou num relatório recente que o setor imobiliário residencial aumentou 30% em cinco anos, o dobro do crescimento salarial, resultado na mais baixa taxa de aquisição de imóveis nos últimos 60 anos.
A Constellation Brands chegou a acordo para aumentar a sua participação na Canopy Growth para os 38%. A empresa canadiana é a maior produtora legal do mundo de canábis. A Constellation Brands, dona da cerveja Corona, chegou a acordo para investir 5 mil milhões de dólares canadianos (cerca de 3.371 milhões de euros) na aquisição de 104,5 milhões de ações da Canopy Growth, aumentando a sua participação para os 38% no maior produtor legal de marijuana do mundo, adiantou aa multinacional em comunicado. Especificamente, Constellation Brands vai pagar 104,5 dólares canadianos por ação da Canopy, preço que representa um prémio de 51,2% sobre o valor dos papéis da empresa no final da sessão da passada terça-feira. Este investimento, “o maior até à data em matéria de canábis, proporcionará à Canopy os fundos necessários para estabelecer ou adquirir os ativos necessários para impulsionar a sua expansão para quase 30 países com programas de uso medicinal da marijuana aceites pelos governos, adiantou a empresa. Por seu turno, Rob Sands, CEO da Constellation Brands, disse que “com este investimento, estamos a selecionar a Canopy como o nosso parceiro exclusivo no campo da canábis”tendpo ainda destacado a “tremenda oportunidade de crescimento” que representa este mercado. Como parte da transação, a Constellation nomeará quatro dos sete membros do conselho de administração da Canopy, que manterá a sua sede no Canadá, bem como a atual equipa de gestão. O grupo canadiano tem as suas ações listadas na New York Stock Exchange (NYSE) sob o símbolo ‘CGC’, enquanto os seus papéis continuam a ser negociados na Toronto Stock Exchange (TSX) sob o código ‘WEED’ (erva). Em abril de 2014, a Canopy Growth tornou-se a primeira empresa de canábis legal na América do Norte. Anos mais tarde, a partir de maio deste ano, é a única empresa produtora da substância a ser membro de um importante índice do mercado acionista global, neste caso o índice S&P/TSX Composite.
A empresa da família Benetton, que detém a Autostrade per l'italia, afunda para mínimos de 2014 na bolsa de Milão. A queda da ponte Morandi, na cidade italiana de Génova, está a ter efeitos negativos na capitalização bolsista da holding Atlantia. A empresa que detém a Autostrade per l’italia, concessionária responsável pela gestão e manutenção daquele viaduto, está a tombar 25,08% na bolsa de Milão, para 17,64 euros. O próprio índice italiano FTSE MIB perde 1,50%, para 2.012,1 pontos, numa altura em que as principais praças europeias – inclusive a lisboeta – segue a negociar em terreno positivo, beneficiando da tentativa de aproximação entre as duas potências China e Estados Unidos da América. A empresa da família Benetton [30,35%] resvala para mínimos de 2014 e, com os seus títulos a valer menos de 18 euros, a capitalização de mercado passou a ser de 14,7 mil milhões de euros. Na terça-feira, as ações da Atlantia tinham fechado com uma desvalorização de ‘apenas’ 5%. Esta quarta-feira o governo italiano assegurou que iria exigir a demissão dos responsáveis da concessionária gestora da ponte que vitimou 38 pessoas.
Com objectivo de estabilizar os preços das hortícolas no mercado da província de Gaza, o Governo em parceria com o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) investiu 44 milhões de dólares na produção e processamento deste produto, segundo o Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Regadio do Baixo Limpopo – EP, Armando Ussivane. O investimento está ser aplicado pela Empresa Pública de Regadio do Baixo Limpopo no âmbito do Projecto de Irrigação e Resiliência às Mudanças Climáticas (BLICRP), que visa impulsionar e promover a produção e conservação de hortícolas naquela província. Com esta iniciativa o Governo também pretende garantir a funcionalidade do regadio, gestão das infra-estruturas hidráulicas, terra e água para a produção de hortícolas durante o ano inteiro, explicou Ussivane. Mas esta iniciativa vai mais longe, porque pretende também “colocar os produtos no mercado e reduzir as perdas que ocorrem no período pós-colheita, estimadas em mais de 20 por cento” apontou. Para a execução do projecto, segundo Ussivane, foi construída uma unidade central de processamento que vai comprar hortícolas dos produtores. A referida unidade vai fazer a lavagem, selecção, calibragem, embalagem e conservação para adicionar valor aos produtos. Para facilitar o escoamento dos produtos, construiu-se 47,6 quilómetros de estradas rurais sendo, uma principal com uma extensão de 17,3 quilómetros e duas secundárias com 20,8 e 9,5 quilómetros, respectivamente. Contudo, a central não está preparada para o armazenamento de longo prazo, pelo que o seu trabalho é dirigido pela demanda no mercado e tem capacidade para conservar um volume de até 400 metros cúbicos. “A unidade de processamento vai trazer grandes mudanças. Agora estamos a trabalhar na criação de uma cadeia de fornecedores, porque querem uma negociação sustentável. Precisamos selecionar fornecedores capazes de atender a melhor logística e trabalhar com agentes para a distribuição de produtos nos mercados nacional e sul-africano”, disse Ussivane. A central de processamento de hortofrutícolas, com capacidade para manusear entre 20 a 25 toneladas de hortícolas por dia, ocupa uma área de 2.114 metros quadrados, dos quais 400 metros quadrados para escritórios e armazéns.
Timor-Leste deve apostar no mar e na sua exploração enquanto "importante recurso económico do país", desenvolvendo uma política que assuma esse "desígnio estratégico nacional", defendeu hoje o Presidente timorense. “É tempo de apostar no Mar e na sua exploração, enquanto importante recurso económico do país, como um desígnio estratégico para Timor-Leste para que possa dar frutos nas próximas décadas”, disse hoje Francisco Guterres Lu-Olo, na abertura da 1.ª Conferência Internacional sobre os Assuntos do Mar que decorre hoje e sexta-feira na capital timorense. Para o chefe de Estado é essencial uma “estratégia nacional para o Mar com visão integradora, que transforme o potencial que o Mar timorense tem numa realidade para o aproveitamento de recursos e para a valorização do ponto de vista económico, social e ambiental” que beneficie o país. “É também necessário desenvolver uma política global e integradora, suportada por um enquadramento legislativo adequado – ordenamento do espaço marítimo – que organize a interligação de um conjunto de setores económicos e das empresas existentes, que seja capaz de atrair investidores e capital, especialmente investimento estrangeiro, e que proporcione o tempo necessário de capacitação para criar as condições de mercado e de desenvolvimento da economia”, frisou. O chefe de Estado considerou que o mar e a questão da demarcação permanente das fronteiras marítimas e terrestres com os países vizinhos devem ser “colocados no centro do debate público, assumindo-se como um desígnio nacional na afirmação da identidade e da soberania nacional”. Até aqui, disse, Timor-Leste tem vivido “de costas voltadas” para os oceanos, como demonstra o facto de nenhum dos oito Governos do país ter criado um Ministério ou uma Secretaria de Estado dedicada ao tema. Os próprios Plano Estratégico de Desenvolvimento 2011-2030 e o Conceito Estratégico de Defesa e Segurança Nacional, transversais ao desenvolvimento nacional, “não dão a devida importância estratégica ao Mar e aos interesses que nele se preservam e disputam”. Isso, explicou, permite cimentar a ideia de que Timor-Leste “é um pequeno país” quando, na verdade, a sua plataforma continental é “bastante grande” e o país deve ser visto “não como um país periférico, mas sim como um país de articulação transoceânica, que se situa numa das quatro rotas comerciais marítimas mais utilizadas na ligação entre os oceanos Índico e Pacífico, facto que acentua o seu potencial geoestratégico”. Ainda que os recursos marítimos, especialmente o petróleo, tenham financiado a quase totalidade do Orçamento Geral do Estado, Lu-Olo considerou que outros aspetos do mar continuam por desenvolver adequadamente. “O mar é um vetor estratégico para o desenvolvimento económico suportando várias e numerosas atividades como a exploração dos recursos naturais e minerais, o transporte marítimo, o turismo, a construção e reparação naval ou a náutica de recreio, entre muitas outras atividades tradicionais ou emergentes”, disse. Lu-Olo recordou as “múltiplas oportunidades e desafios” do mar, destacando ainda os “riscos e ameaças que exigem uma conjugação de esforços, públicos e privados e, particularmente, de ações conjuntas ao nível da cooperação internacional”. Desenvolvimento costeiro, pesca ilegal e não regulamentada, o turismo inadequado, as fontes de poluição terrestre e marítima e o aquecimento global são alguns dos principais desafios, disse. Por isso, defendeu, Timor-Leste “deve criar um modelo de Autoridade Marítima inclusivo que garanta, logo à partida, a colaboração de todas as entidades e instituições civis ou militares, públicas ou privadas” que possam contribuir para “um ambiente de segurança marítima”. Neste sentido, explicou ainda, o modelo de segurança marítima deve dar à marinha também a “capacidade de resposta na área do policiamento para imposição da lei e para participação em conflitos de baixa intensidade”, obrigando a investimentos em termos de capacitação institucional, mas também em equipamentos. Promovida pelo Instituto de Defesa Nacional de Timor-Leste (IDN-TL) a conferência internacional pretende “promover a importância vital do mar para o país, afirmando o século XXI como o período no qual Timor-Leste se deve orientar para o mar”. Durante dois dias especialistas nacionais e estrangeiros analisarão aspetos como o desenvolvimento de uma política nacional sobre o mar “enquanto elemento fundamental no âmbito do processo de (re)construção do Estado e de transformação da sociedade timorense”. “Timor-Leste: O Século do Mar” é o tema central da conferência que analisa aspetos como os “contributos dos setores nacionais com potencialidade para reforçar a segurança e o desenvolvimento nacionais” e as “formas de potenciar os serviços e as indústrias das infraestruturas estratégicas nacionais”.