Benigno Papelo

Estudantes finalistas da Faculdade de Ciências Agrárias, na Universidade Lúrio, em Unango, no Niassa, beneficiam de financiamento da Sociedade de Investimento - Gapi, no âmbito do programa de promoção do empreendedorismo implementado por esta instituição financeira. A primeira fase da iniciativa, enquadrada no projecto agro-jovem, beneficia três jovens estudantes finalistas da Universidade Lúrio, com um montante estimado em 281 mil meticais para o financiamento do seu projecto de produção e comercialização de alho, cultura com mercado assegurado. Os jovens beneficiários do financiamento exploram, actualmente, uma área agrícola de cerca de dois hectares. Contudo, a sua intensão é expandir com o propósito de aumentar os volumes de produção e de rendimentos para 1.2 milhão de meticais por campanha. Pascoal Candúlo, um dos estudantes finalistas beneficiário do financiamento, não exclui a possibilidade de solicitar tractores e respectivas alfaias agrícolas junto do Centro de Prestação de Serviços Agrários, no distrito de Chimbunila, para trabalhos visando o aumento das áreas com vista a garantir o incremento dos volumes de produção de alho. Salomão Chaile, gerente da delegação da Gapi, em Lichinga, disse que capacitar financeiramente os jovens finalistas dos ensinos técnico-profissional e superior é uma iniciativa que visa estimular esta camada a abraçar o agro-negócio, uma alternativa segura à escassez de oportunidade de emprego para assegurar o auto-sustento. Brevemente, assegurou a fonte, mais dois projectos ligados à agricultura e avicultura serão financiados pela sua instituição no Niassa.
A empresa Electricidade de Moçambique (EDM) precisa estabelecer, pelo menos trezentas e trinta mil ligações por dia, para atingir o acesso universal de energia eléctrica, no país. A informação foi avançada, ontem, em Maputo, por um grupo de administradores da EDM, numa mesa redonda, para apresentar e discutir o actual ponto de situação do processo de reformas implementadas pela nova administração da empresa. O Administrador Financeiro da EDM, Carlos Yom, referiu que, para o alcance desse objectivo, a empresa necessita de, pelo menos, 6,5 biliões de dólares norte-americanos. Em Moçambique, dos 28 milhões de habitantes, apenas 8 milhões têm acesso à energia eléctrica da EDM, correspondente a 26 por cento da população.
O governo moçambicano dispõe de mais de cem milhões de dólares norte-americanos para investir, nos próximos cinco anos, na protecção da biodiversidade. O valor deverá ser usado para melhorar a agricultura de conservação e para a construção de infra-estruturas económicas e sociais, nos distritos que integram parques e reservas nacionais. Segundo o Ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, nos últimos três anos, foram aprovados diversos instrumentos legais, com vista ao agravamento das sanções aplicadas contra os prevaricadores. O Ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, falava, em Maputo, na abertura oficial da reunião internacional sobre os planos nacionais do Marfim.
Ex-Presidente da Libéria destaca que há cada vez mais transições pacíficas de poder a ocorrer no continente. Vencedora do Prémio Mo Ibrahim fala à DW sobre as conquistas e falhas de governação no país. A governação no continente africano está a mudar, diz a ex-Presidente da Libéria Ellen Johnson Sirleaf. "Olhe em volta e veja quantas transições pacíficas aconteceram", disse em entrevista à DW. Sirleaf sublinha que cada vez mais líderes africanos têm aberto o caminho a sucessores depois de completarem dois mandatos no poder. Ellen Johnson Sirleaf é a primeira mulher a ter recebido o prestigiado prémio Mo Ibrahim para a Excelência na Liderança Africana em reconhecimento por práticas de boa governação. Sirleaf assumiu a Presidência da Libéria em 2006, depois de 14 anos de guerra civil, e ainda viu o progresso do país ser devastado pela epidemia do ébola, entre 2014 e 2015. Depois de cumprir dois mandatos no poder, uma das poucas mulheres chefes de Estado em África transferiu a liderança do país ao seu sucessor, George Weah, em janeiro de 2018. Apesar de ser criticada por não ter combatido problemas de infraestrutura e de corrupção de forma eficiente, a Fundação Mo Ibrahim, organizadora do prémio, alega que a Libéria foi o único país africano a apresentar avanços em todos as categorias do índice de boa governação no continente desde 2006. Entre os seis vencedores do prémio, lançado em 2006, estão o ex-Presidente sul-africano Nelson Mandela, o ex-chefe de Estado de Moçambique Joaquim Chissano, e Pedro Pires, de Cabo Verde. Antes da cerimónia de premiação esta sexta-feira (27.04) em Kigali, Ruanda, Sirleaf deu uma entrevista exclusiva à DW. DW: Na sua opinião, quais foram os maiores avanços conquistados na Libéria? Ellen Johnson Sirleaf (EJS): A conquista mais significativa foi a paz estável. Como sabem, a Libéria viveu duas décadas de conflito que destruíram a nossa economia, as nossas instituições, e que feriram e deslocaram muitas pessoas. Em poucos meses, podemos dizer com orgulho que alcançámos 15 anos consecutivos de paz. Também demos continuidade à proteção e à promoção de liberdades da sociedade civil e do povo da Libéria. De uma só vez, a imprensa teve completo acesso e liberdade para participar na sociedade, criticar e comentar, às vezes até sendo irresponsável. Tendo sido devastados por tanto tempo, penso que fomos capazes de alcançar grandes conquistas, como o crescimento económico, o restabelecimento das instituições e a reconstrução da infraestrutura, que nos dão a esperança de que o futuro estará seguro. DW: Você diria que está absolutamente feliz com tudo o que conseguiu conquistar? EJS: Eu estou muito feliz com as nossas conquistas dado o ambiente complexo e difícil em que tivemos de trabalhar. Nós ainda não alcançámos o nosso potencial e deveríamos ser capazes de fazer mais. No entanto, é necessário colocar tudo num contexto. Com as pessoas a viverem na pobreza e sob conflitos por tanto tempo, é difícil conseguir o nível de participação, comprometimento e patriotismo necessário para obter os resultados finais esperados. DW: Depois da guerra, optou por não estabelecer um tribunal especial de Justiça. Por que tomou esta decisão? EJS: Houve muitas pessoas que lideraram a guerra e que não eram parte da sociedade, mas foram eleitas pela população para assumir diferentes cargos. Se considerarmos os milhares de pessoas que se envolveram em atrocidades, teríamos que gastar todos os recursos, tempo e tecnologia nos tribunais. Isso não significa que não acreditamos na Justiça. Mas se olharmos para a história das nações, é preciso considerar a sequência e o tempo da Justiça no contexto de cada sociedade. DW: A senhora refere-se a pessoas como o ex-líder de guerra e político Prince Johnson, que tem muito apoio? EJS: Refiro-me a todos os que se consideram líderes de guerra, criminosos ou participantes. É difícil classificar as pessoas. Houve pessoas-chave, mas também outros milhares de pessoas. Estávamos a sair desses anos de conflito. O que queríamos fazer era promover a paz e comprometer as pessoas com um futuro, promover a reconciliação e a justiça. Nós não tínhamos condições de fazer isto [processos judiciais] nos anos iniciais. Nós decidimos não optar por coisas que nos poderiam fazer regressar ao estado de guerra. O passado era claro. Países em situação de pós-conflito que não administram bem essa situação voltam à guerra. DW: Houve algo que gostaria de ter feito antes do fim do seu mandato e que não foi possível? EJS: Eu esperava que iríamos construir estradas que conectarias todos as nossas subdivisões políticas, o que permitiria uma livre movimentação de bens e serviços e de pessoas através das fronteiras. Fizemos algumas, mas não concluímos. Gostaríamos também de trazer mais eletricidade e, assim, conferir mais valor às nossas mercadorias. Trouxemos a eletricidade de volta, mas não no ritmo e extensão que os nossos planos previam. Nós tínhamos todos os planos, tínhamos uma agenda, mas essas coisas não acontecem de uma só vez. DW: A senhora foi premiada com o prémio Mo Ibrahim, que também reconhece ações contra a corrupção. No entanto, esse problema persiste na Libéria. EJS: A corrupção foi bem combatida na Libéria, considerando o facto de que a corrupção está no seio da sociedade e se tornou uma forma de vida. As pessoas só sabiam viver por meio da extorsão e da desonestidade. O que fizemos, em primeiro lugar, foi trazer o tema para discussão. Foi assim que os média e a sociedade passaram a lidar com o assunto. Todas as formas de prevenção foram colocadas como meios de combater a corrupção. Isso significa devolver a dignidade às instituições, criar leis adequadas, informar as pessoas e demitir aquelas que usam os recursos públicos de forma inadequada. Nós ficámos aquém do esperado no que diz respeito à punição. Isso precisaria de mais apoio e participação das instituições de Governo, como, por exemplo, os tribunais de Justiça. No entanto, acreditamos que as medidas que nós tomamos serão perenes. DW: A senhora é criticada por favoritismo devido ao facto de os seus filhos estarem no Governo. O que tem a dizer sobre este assunto? EJS: Eu não peço desculpas. Eu fiz o que tinha a fazer dada as circunstâncias, e eu não sou a única em África ou no mundo. Nós precisávamos de habilidades, nós tínhamoss essas habilidades e usámo-las. Isso não invalida todas as outras coisas que fizemos, desde a inclusão completa das pessoas em todos os níveis da sociedade e de todos os partidos políticos. DW: Escolheu deixar o poder depois de dois mandatos. Qual a sua opinião sobre os líderes africanos que decidem permanecer por mais tempo? EJS: Eu acho que está a interpretar mal África. Olhe em volta e veja quantas transições pacíficas aconteceram. Consegue ver como a democracia se está a espalhar a um ritmo que não quer realmente reconhecer? Há alguns que estão atrasados, não há dúvida, mas [as transições] estão a acontecer no continente. Então, sim, alguns líderes ficam no poder, talvez porque a população os ama ou porque não sabem o que irá acontecer depois de deixarem o poder. Mas isso é parte do passado. Isso está a mudar. DW: Agora que terminou o seu mandato, o que irá fazer depois? EJS: O meu trabalho não terminou. O meu trabalho é continuar a promover as mulheres. Eu aceito este prémio em nome dos milhares de mulheres da Libéria, de África e do mundo que ficaram ao meu lado e me apoiaram. Elas ainda não atingiram o nível de igualdade que nós queremos ver. Elas provavelmente não irão alcançar isto enquanto eu estiver viva. Mas eu continuarei a trabalhar no tempo de vida que me resta.
As duas cadeias de supermercado britânicas, Sainsbury's e Asda, esta última do grupo Walmart, confirmaram esta-segunda-feira a fusão. Tornam-se a rede de supermercados com a maior quota de mercado do Reino Unido. Sainsbury's e Asda, a unidade britânica da Walmart, chegaram a acordo para uma fusão de 13,3 mil milhões de libras (cerca de 15,10 mil milhões de euros), confirmaram as duas empresas esta segunda-feira, 30 de Abril. A empresa resultante desta fusão será a maior cadeia de supermercados do Reino Unido, com uma quota de mercado superior à da Tesco, e será detida em 42% pela Walmart, a maior retalhista do mundo. De acordo com a Sainsbury's, as sinergias ascendam aos 567.308 milhões de euros, permitindo fazer face a rivais como a Amazon, Lidl e Aldi. No comunicado de imprensa, as empresas garantiram que não está planeado o fecho de lojas. Contudo, ao falar para a BBC, o CEO da Sainsbury, Mike Coupe, admitiu a hipótese de encerramento no caso de este ser exigido pelos reguladores. O acordo de fusão está ainda sujeito à aprovação dos supervisores do mercado, mas Coupe mostrou-se confiante de que irá receber luz verde: "Penso que temos um acordo muito convincente do ponto de vista dos consumidores e, em última instância, deverá ser para este aspecto que as autoridades irão olhar". As acções da Sainsbury's estão a subir 15,01% para 310,30 poence, depois de terem disparado um máximo de 21,14% para 327,10 pence.
Embora não divulgue dados referentes a anúncios, o gigante do e commerce diz que as vendas de publicidade são a maior parte da rubrica "outros", que gerou 1,7 mil milhões de euros, entre janeiro e março. A Amazon fechou o primeiro trimestre de 2018 com receitas provenientes da publicidade na casa dos dois mil milhões de dólares, o equivalente a 1,7 mil milhões de euros. O número representa um acréscimo de 72% face ao período homólogo de 2017. O gigante de e commerce fica ainda longe da dimensão da Google e do Facebook neste segmento, no entanto, está a crescer de forma rápida e a um ritmo superior ao do Twitter e do Snapchat, com vantagens sobre a concorrência. A Amazon tem os dados de compra dos seus clientes usuais e sabe que compradores necessita, salienta Jason Damata, fundador da Fabric Media consultora de estratégia e marketing de negócios à agência Reuters, explicando: a Google sabe o que procuram as pessoas, enquanto o Facebook sabe apenas o que um indivíduo quer que os seus amigos pensem que ele gosta. A empresa de análise de internet eMarketer estima que a Amazon atinja 3,19 mil milhões de dólares de receita líquida de publicidade nos EUA até 2019, o equivalente a 3% do investimento total na publicidade digital.
"Os EUA é o único país em que a proporção da dívida pública em relação ao PIB deve subir de 108% em 2017 para 117% em 2023", disse Vitor Gaspar, diretor do departamento de Assuntos Fiscais do Fundo, aos jornalistas, citado pelo El Economista. A dívida global, impulsionada pela China e pelos EUA, está em níveis recordes e causará “desafios que serão inevitáveis no futuro”, especialmente se a Federal Reserve (Fed) dos EUA for forçada a acelerar o seu ritmo de ajuste monetário para combater um aumento súbito da inflação nos EUA, escreve o El Economista/agência EFE. Na sua reunião da primavera na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que a dívida global somava 164 mil milhões de dólares, representando 225% do PIB, e pediu para conter esta tendência, mediante a consolidação fiscal. O número da dívida é 12 pontos percentuais acima do recorde anterior de 2009, observou o Fundo, quando os governos estavam no meio de um enorme ciclo de despesa pública para combater a crise financeira. Por essa razão, os analistas viram com espanto a decisão do governo do presidente Donald Trump de lançar um enorme estímulo fiscal numa altura de aumento dos gastos e cortes de impostos significativos para as empresas e, em menor escala, para os trabalhadores, e alertaram sobre um possível aumento da inflação. “Os EUA é o único país em que a proporção da dívida pública em relação ao PIB deve subir de 108% em 2017 para 117% em 2023”, disse Vitor Gaspar, diretor do departamento de Assuntos Fiscais do Fundo, aos jornalistas. De acordo com os últimos cálculos do Congressional Budget Office (CBO), os EUA verão mais uma vez o aumento do déficit federal acima de um trilião de dólares em 2020, impulsionado pela expansão fiscal de Trump e alimentando ainda mais a espiral da dívida. Tudo isso num contexto incomum, já que o desemprego nos EUA deve cair para 3,5%, um rácio que não se via há cinco décadas, e para o qual Maurice Obstfeld, economista-chefe do Fundo, reconheceu que “não ou há uma boa referência da dinâmica da inflação que pode ocorrer nesses níveis próximos do pleno emprego”. “Há opções para a inflação aumentar acentuadamente, provocando um aumento maior do que o esperado nas taxas de juros nos EUA”, afirmou o economista, referindo-se ao ritmo do ajustamento da Fed, cujas taxas estão atualmente entre 1,5%. e 1,75%. O problema, para Obstfeld, é que “a isto soma-se o fato de que a dívida global ser muito alta e uma boa parte está denominada em dólares, de modo que poderá adicionar tensões às instituições financeiras soberanas dos países”. O Fed prevê dois aumentos adicionais das taxas em 2018, depois do anunciado aumento em março, mas os mercados já começaram a falar de um terceiro aumento se as pressões inflacionistas forem consolidadas. “Com os novos dados que apoiam as previsões básicas, provavelmente a Fed vai continuar a elevar as taxas de juro a em cada trimestre, até um total de quatro aumentos este ano”, disse ele à Efe Tim Duy, professor Economia da Universidade de Oregon, segundo o El Economista. Como se isso não bastasse, o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos EUA ultrapassou 3%, pela primeira vez em mais de quatro anos, o que aumenta a pressão sobre os devedores (detentores de dívida). Os investidores agora parecem apostar que a subida dos preços irá corroer o valor da dívida pública, o que aumenta o rendimento (yields) dos títulos. Na verdade, a Fed começou a alertar que a inflação parece acelerar o seu curso. E já se espera que permaneça acima da meta anual de 2% do PIB ditada pelo banco central, pelo menos “por um par de anos”. Além disso, o aumento nos últimos meses do preço do petróleo, elevou o custo da gasolina e gasóleo, contribui para isso. A taxa de inflação interanual nos EUA foi de 2,4% em março, a maior em um ano.
Moçambique passa a exportar produtos para o mercado europeu sem taxas aduaneiras, nem quotas, no âmbito da implementação do Acordo de Parceria Económica (APE) entre os países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e a União Europeia (UE). O embaixador da UE em Moçambique, Sven Von Burgsdorff, anunciou o facto, na sexta-feira, citado pela AIM, no lançamento do plano de implementação da iniciativa. Sven Von Burgsdorff anunciou igualmente que a UE vai disponibilizar 12 milhões de euros para a implementação do mesmo. O representante da UE disse tratar-se de um acordo comercial adaptado às necessidades de desenvolvimento de Moçambique e prevê mecanismos que permitem ao país adoptar medidas para proteger a sua indústria, além de oferecer várias oportunidades. Uma das oportunidades é o facto de o APE garantir um regime estável previsível para as trocas comerciais nos próximos 10 anos. Ao abrigo desse regime, o sector privado poderá investir com uma visão de longo prazo e com a garantia de estabilidade para as importações e exportações. “O APE garante o acesso ao mercado europeu sem taxas aduaneiras, nem quotas, para todos os bens vindos de Moçambique, excepto armas e armamentos. Assim, os bens moçambicanos passam a ter acesso ao mercado europeu com 500 milhões de consumidores com um poder de compra dos mais elevados do mundo”. O APE incentiva a industrialização no país, ao prever a importação de vários bens intermediários (usados para produzir outros bens) da UE, como produtos farmacêuticos, electrodomésticos, fertilizantes, peças de automóveis e industriais e sementes a um custo relativamente baixo. A UE é o primeiro parceiro da exportação dos produtos de Moçambique e o quarto parceiro de importações, depois da China, África do Sul e Índia, segundo dados revelados, na ocasião, por Acconcia Diana, da Direcção Geral de Comercio da União Europeia. Os mesmos dados revelam que a UE importou, de Moçambique, mercadorias no valor 1,3 bilião de euros e exportou no valor de aproximadamente 700 milhões de euros para o país.
A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) contratou a Lazard Frères SAS and Lion’s Head Global Partners para angariar dois mil milhões de dólares nos mercados internacionais que serão aplicados em dois projectos de exploração de gás natural nna bacia do Rovuma, disse Omar Mithá em entrevista à agência financeira Bloomberg, citada pelo Macauhub. Mithá adiantou que a empresa vai iniciar em Maio próximo os contactos com potenciais investidores ao abrigo de um programa de encontros a serem realizados na Ásia, Médio Oriente e África do Sul, tendo acrescentado ser a angariação de capital “extremamente urgente.” A Lazard Frères SAS vai prestar aconselhamento no que se refere ao projecto Área 4, que está a ser desenvolvido pela ENI, a Lion’s Head Global Partners no projecto Área 1, operado pelo grupo norte-americano Anadarko Petroleum, indo a ENH contratar ainda o banco francês Société Générale para este último projecto. A ENH tem uma participação de 10% no projecto operado pelo grupo ENI e de 15% no projecto da Anadarko Petroleum. A Lazard Frères SAS tem estado a prestar aconselhamento financeiro ao Ministério das Finanças de Moçambique no que respeita a reestruturação da dívida externa contraída pela Ematum, ProIndicus e MAM.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, pediu à Assembleia da República para acelerar a discussão e aprovação das alterações à Constituição para acomodar os entendimentos sobre descentralização. Por outro lado disse que o governo vai ajudar a procurar apoios para financiar o campeonato nacional de futebol, o Moçambola. Filipe Nyusi recordou que foi um dos fundadores e primeiro vice-Presidente da Liga Moçambicana de Futebol, dai que disse estar preocupado com as dificuldades que o Moçambola está a enfrentar.