Benigno Papelo

A ponte mista de Murua, com uma extensão de 35 metros, liga os distritos de Nicoadala e Namacurra e visa não só garantir escoamento de produtos agrícolas com destaque para as culturas de arroz e mandioca, mas também aliviar o sofrimento da população que em época chuvosa vive um drama para atravessar do povoado de Mutange em Namacurra a Murua em Nicoadala. Aliás em época de chuva não raras vezes eram reportadas situações de morte por arrastamento das águas fluviais, e por isso, de acordo com Nivaldo Garine, Director distrital de Infra-estrutura, o empreendimento vai aliviar a vida de mais de 14 mil habitantes que semanalmente passam por aquele ponto. A população mostra-se satisfeita com a construção do empreendimento. Carlos Cardoso um dos residentes de Murua explicou que em época chuvosa os professores não conseguiam fazer travessia para dar aulas noutra margem.
A empresa anglo-holandesa chegou a acordo para comprar a unidade de consumo na Índia da GlaxoSmithKline. O objectivo é reforçar a presença nos mercados emergentes, que já representam cerca de dois terços das receitas da Unilever. A Unilever chegou a acordo para comprar a unidade de consumo da GlaxoSmithKline na Índia, incluindo a marca de bebidas quentes à base de malte Horlicks, num negócio avaliado em 3,3 mil milhões de euros (3,8 mil milhões de dólares). O objectivo da empresa é reforçar a sua presença numa economia que tem vindo a registar um dos crescimento mais rápidos a nível mundial. De acordo com a Bloomberg, esta é uma das maiores aquisições da Unilever sob a liderança do CEO Paul Polman. É também a primeira grande compra desde que o plano da empresa anglo-holandesa para concentrar a sua sede em Roterdão, na Holanda, falhou em Outubro devido à pressão dos accionistas britânicos. "Se olharmos para o portefólio de alimentos da Unilever na Índia, estão seriamente atrasados, especialmente em comparação com o portefólio global da Unilever", afirmou Anand Shah, analista da Axis Capital, à Bloomberg. Esta operação vai reforçar a presença da fabricante da marca Dove nos mercados emergentes que já representam cerca de dois terços das receitas. A unidade indiana de bebidas quentes à base de malte está avaliada em 78,7 mil milhões de rupias (1,1 mil milhões de dólares), de acordo com a Euromonitor International. Além da Horlicks, a Unilever vai passar a controlar a Boost, outra marca líder neste segmento. O acordo inclui ainda 556 milhões de libras (724 milhões de dólares) por uma percentagem de 82% na unidade da Glaxo em Bangladesh. A Unilever vai usar a expansão da rede de distribuição para levar estas bebidas a mais consumidores, afirmou Sanjiv Mehta, "chairman" da subsidiária indiana Hindustan Unilever. "Se conseguirmos levar este portefólio para mercados rurais e para outros mercados, vamos dar passos significativos em termos de crescimento", reforçou.
Os acionistas maioritários da Continental AG, fabricante alemã de peças automóveis, perderam mais da metade da sua riqueza desde o início do ano. O presidente da Continental, Georg Schaeffler, e a mãe e vice-presidente, Maria-Elisabeth Schaeffler-Thumann, viram suas fortunas tombarem 53% após a empresa ter avisado que custos adicionais e as condições comerciais na Europa e na Ásia afetariam os lucros – a desvalorização dos títulos significou uma quebra de 16 mil milhões de dólares (cerca de 14,13 mil milhões de euros). De acordo com fontes citadas pela “Bloomberg”, um executivo da empresa afirmou que os problemas continuarão no próximo ano. A mãe e o filho também controlam a Schaeffler AG, um grupo de engenharia alemão que enfrentou pressões semelhantes à Continental. Segundo os especialistas da Bloomberg Intelligence Michael Dean e Gillian Davis, a Continental — avaliada em 30 mil milhões de dólares (aproximadamente 26,51 mil milhões euros) — enfrenta uma “tempestade perfeita”. George Schaeffler, de 54 anos, herdou 80% do negócio em 1996 quando o pai morreu. Atualmente é a 113ª pessoa mais rica do mundo, com um património avaliado em 14,1 mil milhões de dólares. Já Maria-Elisabeth Schaeffler-Thumann tem 77 anos e está no 277º lugar do ‘ranking’, com uma fortuna estimada em 3,5 mil milhões de dólares. Os títulos da Continental estão a subir 3,15%, para 136,42 euros.
Segunda-Feira, 03 Dezembro 2018 12:32

Como escolher o primeiro cartão de crédito?

Para quem nunca teve um cartão de crédito, escolher o primeiro pode tornar-se difícil, uma vez que existem mais de 100 cartões de crédito disponíveis em Portugal e os benefícios associados a cada um são inúmeros. Existem diversos fatores para os quais deve olhar antes de tomar uma decisão relativamente ao primeiro cartão de crédito. Saiba, neste artigo, quais são. #1 – Anuidade A anuidade é o custo anual de um cartão de crédito que se tem de pagar à entidade emissora. Existem alguns cartões de crédito sem anuidade no mercado, mas, por vezes, podem não compensar se o consumidor procurar um benefício específico que não esteja disponível neste tipo de cartões. Normalmente, quanto mais premium é um cartão, mais elevada será a sua anuidade. Mas tenha atenção: alguns cartões de crédito isentam os consumidores da anuidade mediante o respeito de certas condições que podem ser, por exemplo, atingir um determinado montante em compras. Verifique sempre se existe este tipo de requisitos. #2 – Taxa de Juro A taxa que está associada aos pagamentos com cartão de crédito é a chamada TAEG (Taxa Anual Efetiva Global). Se fizer compras com cartão de crédito e quiser pagá-las a prestações, terá um juro associado a este reembolso, que se reflete na TAEG. Esta taxa difere consoante o cartão, de maneira que ter em conta este fator é primordial se vai, de facto, dar muito uso ao cartão de crédito. #3 – Redes de pagamento Existem três redes de pagamento associadas a cartões de crédito: a Mastercard, a Visa e a American Express. Porém, esta última já não se encontra a operar em Portugal. Algumas instituições financeiras têm os seus cartões associados à rede Visa, ao passo que outras optam pela Mastercard, embora se possa afirmar que, em geral, ambas as redes têm uma elevada taxa de aceitação nos estabelecimentos comerciais em Portugal. #4 – Benefícios associados Na maior parte das vezes, um cartão de crédito não é apenas um cartão, dado que muitos benefícios lhe podem estar associados, nomeadamente: Milhas aéreas: correspondem à possibilidade de se acumular milhas de cada vez que se fazem compras com o cartão, podendo-se posteriormente trocá-las por passagens áreas, upgrades em voos de classe económica para executiva, acesso a lounges nos aeroportos, entre outras vantagens; Cashback: funcionalidade que permite ao consumidor receber de volta uma percentagem dos gastos que efetuou com o cartão de crédito; Pontos: normalmente acompanhados de programas de fidelização, os cartões de crédito com esta vantagem permitem acumular pontos à medida que se fazem compras, podendo-se depois trocá-los por produtos ou serviços; Descontos: alguns cartões de crédito permitem ainda beneficiar de descontos imediatos numa rede de parceiros se efetuar o pagamento das compras com os mesmos. Neste sentido, face a todas estas vantagens, um consumidor que viaje muito decerto que prefere ter um cartão com milhas aéreas, ao passo que os que investem mais nas suas poupanças à partida preferirão um cartão com cashback, por exemplo. Além disso, muitos cartões de crédito incluem seguros de viagem, de proteção ao crédito, de proteção às compras, contra fraude e roubo… Tenha isto em consideração na escolha do seu primeiro cartão de crédito, pois só assim poderá tirar o máximo partido do mesmo. #5 – Escolher o banco Alguns cartões de crédito não obrigam a que o cliente abra conta na instituição financeira, ao passo que outros sim. Consequentemente, convém que avalie se vai contratar apenas um cartão de crédito ou se precisa de outro tipo de produtos do banco, tais como uma conta de depósitos à ordem, um crédito pessoal ou um crédito habitação. #6 – Custos de cash advance Entre as operações que se podem realizar com um cartão de crédito insere-se o chamado cash advance, que consiste no levantamento de dinheiro numa caixa Multibanco (ATM) com o cartão de crédito. O grande senão de recorrer a isto é que, ao contrário dos levantamentos com o cartão de débito, os que se efetuam com o de crédito possuem custos. Embora esta seja uma funcionalidade dos cartões de crédito que nem sempre se utiliza e cujo uso até é desaconselhável pelas despesas que implica para o consumidor, a verdade é que, numa situação imprevisível (por exemplo: estando num país estrangeiro a precisar de dinheiro urgentemente), poderá ter de levantar dinheiro com o cartão de crédito. Como tal, aconselhamos que tenha igualmente este fator em consideração, especialmente se já teve em conta todos os outros e pouco lhe falta para decidir qual será o seu primeiro cartão de crédito. #7 – Plafond O plafond é o limite mensal que é possível um consumidor gastar com o cartão de crédito. Este valor é estabelecido pelo banco/instituição financeira mediante os rendimentos do cliente, a sua estabilidade profissional (se está efetivo no seu emprego e há quanto tempo se encontra no mesmo), as despesas que possui (para aferir a chamada taxa de esforço) e, em última instância, o seu histórico de crédito (passível de ser consultado no Mapa de Responsabilidades do Banco de Portugal). Dependendo da quantidade e do valor das compras que pretende efetuar com o seu cartão de crédito, pode necessitar de mais ou menos plafond, de maneira que perceber quanto é que a instituição financeira lhe vai atribuir também é essencial para escolher o seu primeiro cartão de crédito.
Segunda-Feira, 03 Dezembro 2018 12:30

Metical regista semana estável face ao euro e dólar

A moeda moçambicana registou variações marginais na última semana, mantendo-se estável face ao euro e ao dólar americano, de acordo com as taxas de câmbio diárias divulgadas pelo banco central e seguidas pela Lusa. Durante a última semana, o euro foi comprado no país a uma média de 68,94 meticais, enquanto a venda foi feita em média a 70,31 meticais, mantendo-se a moeda moçambicana dentro do intervalo a que tem negociado nos últimos 90 dias. Em relação ao dólar, em média, a moeda norte-americana foi comprada, na última semana, a 60,76 meticais, enquanto a venda foi feita a 61,96 meticais. A divisa dos EUA é a moeda que serve de base de cálculo às taxas de câmbio de referência para as outras moedas em Moçambique. Taxas de câmbio médias de referência do euro em meticais Euro... compra... venda 30/nov.....69,29.....70,67 29/nov.....69,18.....70,55 28/nov.....68,57.....69,93 27/nov.....68,74.....70,1 26/nov.....68,92.....70,29 média.....68,94.....70,31 Taxas de câmbio médias de referência do dólar americano em meticais USD... compra... venda 30/nov.....60,86.....62,07 29/nov.....60,8.....62 28/nov.....60,75.....61,95 27/nov.....60,71.....61,91 26/nov.....60,68.....61,88 média.....60,76.....61,96
A empresa mineira australiana Syrah Resources anunciou hoje melhorias significativas no seu projeto de extração de grafite em Moçambique. "O plano de melhoria de produção da operação de Balama", mina situada na província de Cabo Delgado, norte do país, "está a apresentar resultados sólidos", lê-se numa comunicação distribuída aos investidores. A empresa mantém como objetivo "atingir a meta de produção para este ano, de 101 a 106 quilotoneladas de concentrado de grafite". Ao mesmo tempo, "continua a haver operações na cadeia de fornecimento para reduzir os níveis de ?stock', em particular no porto de Nacala". A empresa anunciou em novembro a assinatura de um novo contrato com uma fábrica chinesa, no seguimento de outros que, segundo a firma, "demonstram a penetração da grafite de Balama da Syrah na China e no mercado de material para baterias", referiu Shaun Verner, diretor executivo da Syrah. A sociedade mineira australiana é uma das empresas internacionais que está a explorar grafite no norte de Moçambique. A procura por grafite está em alta a nível mundial por ser um componente usado em baterias, numa altura em que os mercados de automóveis movidos a eletricidade e de outros produtos elétricos, como as aeronaves autónomas (popularizadas através da palavra inglesa 'drone'), estão em expansão.
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), a maior organização patronal do país, vai precisar de 235 milhões de meticais para funcionar em 2019, mais 20% em relação a 2018, foi hoje anunciado. O Plano de Actividades da CTA para 2019 refere que a subida nos gastos será determinada pela realização da Conferência de Investimentos, a primeira do género organizada pela entidade, e pela incorporação do fundo destinado à regularização do passivo. Das verbas necessárias para o próximo ano, 43% serão mobilizadas através de receitas próprias e as restantes 57% virão do apoio dos parceiros de cooperação. A CTA programa para o próximo ano o reforço do diálogo com o Governo, apoio e consolidação da existência de organizações empresariais inclusivas, pró-activas e representativas. A organização compromete-se igualmente a desenvolver acções visando o estímulo à competitividade das empresas nacionais e capacitação institucional das organizações e das empresas. O relatório das actividades de 2018 da CTA diz que até Setembro do ano em curso já tinham sido executados 68% das acções inscritas para o ano em curso. Para o presente ano, a CTA previa despesas no valor de 197 milhões de meticais.
A agência de notação financeira Moody's avisou hoje que deverá manter Moçambique em incumprimento financeiro ('default') mesmo que o acordo com os credores seja oficializado, argumentando que implica perdas para os investidores face ao acordo original. “A reestruturação vai provavelmente constituir um ‘default’ de acordo com a nossa definição, mas quando o acordo for completado, isso vai atenuar os riscos de litigância”, escrevem os peritos, numa Opinião de Crédito sobre Moçambique, no qual incluem uma análise aos últimos desenvolvimentos económicos no país. No relatório, enviados aos investidores e a que a Lusa teve acesso, lê-se que “o perfil de crédito reflecte a expectativa da Moody’s de que o incumprimento financeiro em curso vai desenrolar-se com perdas substanciais para os credores privados devido à reestruturação que está a ser negociada”, que a agência de ‘rating’ diz que trará apenas “modestos benefícios para a sustentabilidade da dívida”, ainda que vá “atenuar riscos de liquidez e de litigância”. A análise detalhada da Moody’s surge menos de um mês depois de o Ministério das Finanças ter anunciado um acordo de princípio com os credores dos 726,5 milhões de dólares em títulos de dívida pública, cujas prestações Moçambique está em incumprimento desde Janeiro deste ano. “A reestruturação não deverá mudar a nossa análise sobre Moçambique do ponto de vista económico, institucional e orçamental”, explicam, apontando que mesmo com o perdão de dívida de 16 milhões de dólares (‘haircut’), “a dívida vai continuar elevada”. Sobre a negociação do programa de apoio político e técnico com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Moody’s diz que a probabilidade de assistência financeira “aumentou, mas continua incerta” devido às exigências que o Fundo fez no seguimento da divulgação das dívidas ocultas: estabilização macroeconómica, conclusão do relatório da Kroll e dívida pública numa trajetória sustentável. “O FMI classifica a dívida de Moçambique como ‘problemática’, o que o impede de fornecer um programa de assistência financeira”, explica a Moody’s, que aponta que “a reestruturação vai melhorar a Análise da Sustentabilidade da Dívida, aumentando a probabilidade de um programa”, mas concluindo que “essa dívida representa apenas uma pequena fatia (6%) da dívida governamental, e pode, portanto, não ser suficiente para o FMI retomar o programa” que interrompeu em abril de 2016. Moçambique anunciou no princípio de Novembro que tinha chegado a um acordo preliminar com 60% do detentores de títulos da dívida pública em moeda estrangeira, segundo o qual o país retoma os pagamentos já em Março de 2019 e entrega 5% das receitas fiscais do gás natural (cuja exploração arranca em 2022) até 2033. Os novos títulos terão um valor nominal de 900 milhões de dólares, com maturidade a 30 de Setembro de 2033 e um cupão de 5,875%, mais baixo que o atual (superior a 10%) e sobre o qual Moçambique entrou em incumprimento em Janeiro deste ano.
O Estado espera arrecadar 83,4 milhões de dólares com o leilão de frequências para operadores móveis de telecomunicações realizado em Novembro, anunciou hoje em comunicado. “O pagamento da primeira prestação, correspondente a 34% do valor, deverá ocorrer no ato da consignação das frequências e os restantes pagamentos, correspondentes a 33% cada, ocorrerão nos anos de 2019 e 2020, respectivamente”, anunciou o Instituto Nacional de Comunicações em comunicado. Participaram no leilão os actuais operadores móveis moçambicanos, Vodacom, Movitel e o estatal Mcel. “Os lotes nas faixas de 1800 MHz e 2,6 GHz ficaram desertos, porque não houve licitações, e a única faixa leiloada foi a dos 800 MHz”, acrescentou. Fonte do Instituto Nacional de Telecomunicações de Moçambique (INCM) tinha já explicado à Lusa que o leilão de novas frequências visava introduzir novos serviços de voz e dados, tais como ligações 4G.
O Inspetor-geral do Comércio da Guiné-Bissau, Alberto Mendes Pereira, disse ontem que já foram exportadas 147.410 toneladas de castanha de caju na atual campanha, mas que as exportações podem chegar às 150 mil toneladas. Em declarações à agência noticiosa guineense (ANG), Alberto Mendes Pereira disse que a campanha de caju foi positiva e que ultrapassou as expectativas. “Muitas pessoas pensaram que não íamos atingir 100 mil toneladas, mas com grande esforço, empenho e dedicação de todos nós, conseguimos atingir a quantidade desejável”, afirmou Alberto Mendes Pereira, citado pela ANG. O responsável salientou que nenhum agricultor tem castanha de caju para vender e que o preço mais praticado foi de 500 francos cfa (cerca de 0,76 cêntimos de euro) por quilograma. Alberto Mendes Pereira explicou que ainda há castanha de caju para exportar, mas que está temporariamente suspensa devido à exportação de troncos de madeira. Dados do Governo indicam que mais de 80% da população guineense depende diretamente do cultivo do caju para subsistência. O crescimento económico da Guiné-Bissau está suportado na campanha de exportação da castanha de caju. O Fundo Monetário Internacional tem alertado as autoridades guineenses para a necessidade de diversificar a economia, demasiado dependente daquele fruto.
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