Benigno Papelo

O Estado viu-se obrigado a recorrer, mais uma vez, aos empréstimos por acordos de retrocessão para viabilizar projectos de desenvolvimento socioeconómico, ao longo do segundo trimestre deste 2018. O valor foi repassado aos fundos de empresas públicas, nomeadamente, Electricidade de Moçambique (EDM) e o Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG), segundo a Direcção Nacional de Tesouro (DNT). FIPAG absorveu maior volume destes empréstimos, mais da metade do valor. Os fundos servirão para financiar três projectos do sector de águas, nomeadamente, Water Services and Institucion Support Project, Moz Integrated Growth Potes Project e Greater Maputo Water Supplay. O primeiro projecto, visa reabilitação e expansão do sistema de produção e abastecimento da água, aumentar o acesso às ligações canalizadas de água para os agregados familiares de baixa renda nas cidades localizadas na região centro e norte e na região de Maputo, enquanto o segundo, centra-se na abertura de 10 furos de água, construção de 139,2 quilómetros de rede de distribuição e reabilitação dos centros distribuidores existentes. Já o terceiro projecto financiado, cobre a construção da conduta Corumana-Machava, construção da Estação de Tratamento de Água (ETA) de Sábiè e construção de quatro centros distribuidores nos bairros de Intaka, Malhemele, Guava e Matola-Gare, todos na província de Maputo. Em relação a EDM, estes empréstimos por acordos de retrocessão foram aplicados no projecto central de Ciclo Combinado de 100 megawatts a gás na cidade de Maputo. Entende-se como acordos de retrocessão, um tipo de empréstimos externos assumidos pelo Governo e autorizados pelo Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional (FMI) para empresas públicas envolvidas em projectos de desenvolvimento de infra-estruturas sociais de interesse público. Para este ano, o Executivo de Filipe Nyusi está autorizado a contrair este tipo de empréstimos até perto de 220 milhões de dólares, para empresas públicas com projectos de desenvolvimento de infra-estruturas sociais, contra 100 milhões de dólares de 2017. De referir, que recentemente, o Fundo Monetário Internacional aconselhou ao Governo a recorrer ao máximo a este tipo de empréstimos para financiar o seu défice orçamental, tanto em 2018, assim como para o próximo ano. Contudo, a emissão de garantias da dívida deve seguir estritamente os novos procedimentos de aprovação mais rigorosos estabelecidos em Dezembro de 2017. O FMI felicitou os esforços em curso para eliminar, ao longo do tempo, os pagamentos internos em atraso aos fornecedores, e adoptar reformas na gestão das finanças públicas de forma a evitar uma acumulação adicional de atrasados. A missão do Fundo Monetário Internacional, destacou também a importância de eliminar os reembolsos do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) em atraso ao longo do tempo.
Nampula produziu 62 mil toneladas de produção pesqueira e este ano espera subir para 69 mil. Produtos agrícolas, mariscos e recursos minerais constituem as potencialidades a serem levadas à FACIM que arranca dentro de dias em Maputo. São necessárias duas pessoas para carregarem uma garoupa de 35 quilos que sai da parte costeira do distrito de Moma, em Nampula. Os mariscos estiveram em peso na nona feira empresarial em Nampula, que tinha como objectivos expôr as potencialidades que a província apresenta, tendo em vista a FACIM-2018 que se realiza a partir do dia 27 do mês em curso em Maputo. O governador de Nampula, Víctor Borges, visitou a feira e garantiu que a participação na FACIM visa fundamentalmente atrair investimentos para a industrialização da província de Nampula.
Há muito que o turismo em Moçambique tem estado a cair à pique, pese embora as enormes potencialidades que o país dispõe, em particular a sua localização geográfica, que é tida como estratégica para o desenvolvimento deste sector. Lugares turísticos com praias distantes de centros urbanos, como da província de Cabo Delgado, com destaque para as Ilhas Quirimbas, Inhambane, com destaque para o Arquipélago de Bazaruto, são alguns dos vários pontos de “encher os olhos” para um bom apreciador de turismo, mas que estão ser pouco aproveitados. Por vezes culpa-se o frio! Pelo menos foi essa a justificação das autoridades moçambicanas no segundo trimestre deste 2018, expressa pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), no relatório sobre contas nacionais do país, referente ao período de Junho a Agosto. No período, o peso do turismo no Produto Interno Bruto (PIB) desacelerou para cico por cento, após um arranque do ano em alta (6,6% no primeiro semestre). No fecho do quarto trimestre de 2017, a contribuição deste sector registara um desempenho negativo (menos 1,1 por cento). A maior contribuição do turismo no Produto Interno Bruto do país registou-se no quarto trimestre de 2015, com 17,4%, indica o relatório do INE sobre contas nacionais, a que “O País” teve acesso. A má performance deste sector irá prevalecer para os próximos meses, em causa o abrandamento na procura deste serviço, em particular, alojamentos, restauração e similares. Prevê-se ainda descida dos preços nesse ramo. Importa salientar, que o número de estabelecimentos de alojamento, restauração e similares que enfrentou alguma dificuldade no seu funcionamento no período em análise, conheceu um crescimento ligeiro entre Abril e Junho passado. Concretamente, o índice aponta para pelo menos 28 por cento de estabelecimentos que tiveram constrangimentos, percentagem mais alta de uma série trimestral desde o quarto trimestre de 2017. Os principais factores referidos pelos agentes económicos do sector são a baixa procura (42%), a concorrência (23%) e a falta de acesso ao crédito (9%) e outros factores não especificados (10%) em ordem de importância. Têm ainda, os altos custos de passagens aéreas e um regime de vistos restritivos, preços altos, má imagem e um fraco posicionamento de mercado, preocupações com o regime de posse da terra, altos níveis de importação, desenvolvimento limitado de atractivos naturais e culturais. Poucas estâncias turísticas de alta qualidade, pouca mão-de-obra qualificada na indústria, lacunas em competências e conhecimentos nas instituições do sector público aos níveis central e provincial do turismo e cooperação fraca entre os sectores público e privado, imperam entre desafios do turismo em Moçambique. Estudos revelam que a promoção do turismo associado ao mergulho com mantas-raia (uma gigante espécie marinha) na província de Inhambane pode gerar um impacto económico directo de pelo menos 32 milhões de euros. Deste valor, cerca de 10,3 milhões de euros representam o lucro directo dos operadores de mergulho a operar na região. A inexistência de mantas neste destino poderia representar uma perda anual de 15,3 a 24,4 milhões de euros. Todos os anos, a oportunidade de deparar-se com um destes gigantes marinhos no seu ambiente natural leva turistas do mundo inteiro a viajar até Moçambique. A conservação destes animais supera o benefício económico de pescá-los.
A central térmica surge para dar resposta às necessidades crescentes de energia na cidade e província de Maputo. A construção da central durou 30 meses e teve um custo de cerca de 180 milhões de dólares, dos quais mais de 90% foram financiados pelo governo japonês e o remanescente pelo governo moçambicano, através da EDM. A capacidade total da central térmica é de 106 megawatt, sendo que a sua operacionalização é do tipo ciclo combinado, que permite a reutilização dos gases produzidos no processo de fabrico de energia. “Com perspectiva de ser o centro de produção de energia, pretendemos desenvolver as centrais ao logo do país e expandir a presente central para uma outra, de 110 megawatt”, disse Narendra gulab, Director de Geração da Central Térmica. A central térmica será inaugurada esta quarta-feira, numa cerimónia que contará com a presença do Presidente da República, Filipe Nyusi.
Terça-Teira, 21 August 2018 10:15

Ilha do Ibo, ilha isolada

Durante 500 anos a Ilha do Ibo foi um porto de comércio próspero ocupando uma posição estratégica na costa Oriental Africana. Com cerca de 4.000 habitantes, a ilha está situada no Parque Nacional das Quirimbas. Os habitantes do Ibo vivem maioritariamente da pesca artesanal. O turismo ainda é precoce, dominado por operadores estrangeiros. O acesso para a ilha é feito por mar, avião ou carro. O meio mais utilizado de transporte para os habitantes da ilha ainda é a canoa tradicional com velas. Isolada, o tempo até parece que parou na lha do Ibo. Linda, remota e afastada dos circuitos comerciais, a Ilha do Ibo é uma das ilhas mais intrigantes, idílicas e românticas que alguma vez sonhou em visitar. A Ilha do Ibo fica a 50 milhas náuticas a norte de Pemba e pode ser acedida por ar a partir de Pemba. A outra alternativa é uma viagem por estrada até Tandanhangue, perto de Quissanga de onde pode apanhar uma lancha tradicional. Três fortificações, uma bonita igreja católica muito antiga e numerosos edifícios antigos entrepostos comerciais fazem guarda sobre as águas. Piratas, marfim, intriga e o nunca a esquecer cruel tráfico de escravos fazem parte da história desta ilha de coral. Uma história fascinante recheada de segredos e de uma cultura muito rica está presente nos habitantes e nas ruínas, algumas que datam de 1500. As pessoas do Ibo são amigáveis e acolhedoras e vivem vidas fabulosamente ricas e simples.
O primeiro-ministro são-tomense anunciou ontem que as empresas petrolíferas Kosmos Energy e British Petroleum vão disponibilizar 20 milhões de dólares nos próximos quatro anos para o empreendedorismo juvenil. “O problema que fez com que os programas de empreendedorismo jovem nunca fossem bem-sucedidos é o do financiamento”, explicou Patrice Trovoada, acrescentando que “a BP e a Kosmos apostaram porque acreditaram”, com os 20 milhões de dólares em quatro anos a serem atribuídos à Plataforma São-tomense da Inovação (PSI), que distribuirá o financiamento sob a forma de crédito. Patrice Trovoada fez o anúncio durante um encontro com jovens, promovido pelo governo, para explicar o projeto governamental da PSI. O governante disse que já estão selecionados nesta primeira fase 100 jovens que vão beneficiar do financiamento e lembrando que os 20 milhões de dólares da Kosmos e BP serão atribuídos a titulo de créditos. “Os fundos serão objeto de empréstimos, estamos essencialmente numa lógica de fundos de investimento e por conseguinte, um fundo de investimento tem que ser rentável”, disse. Patrice Trovoada disse que as estruturas de gestão do financiamento estarão criadas até outubro e vão integrar representantes de várias instituições. Segundo o responsável, o governo definiu por decreto que o fundo será gerido por um conselho de administração integrado por alguns membros do governo, representantes da BP e Kosmos, da Agência Nacional de Petróleos (ANP), Câmara de Comércio Indústrias, Agricultura e Serviços e representantes de algumas organizações internacionais.
O novo MacBook Air será voltado para consumidores que procuram um computador Apple mais barato, mas também para escolas que costumam comprar laptops em massa. Segundo a Bloomberg, a Apple vai lançar um novo laptop de baixo custo (low-cost) uma atualização do profissional Mac mini no final deste ano. Pondo fim a uma sequência de computadores Mac que têm vendas limitadas da linha de dispositivos más antiga da companhia. O novo laptop será parecido com o atual MacBook Air, mas incluirá molduras mais finas ao redor da tela. O ecrã, que permanecerá com cerca de 13 polegadas, será uma versão “Retina” de alta resolução que a Apple usa noutros produtos, diz a Bloomberg. O MacBook Air foi atualizado pela última vez com uma opção de processador mais rápido no ano passado, ao fim de anos sem atualização. O atual MacBook Air, que custa 1.000 dólares, continua a ser o único laptop da Apple sem um ecrã de alta resolução. O MacBook de 12 polegadas lançado em 2015 foi visto como um substituto do MacBook Air, mas o seu preço inicial de 1.300 dólares colocou-o fora do alcance de alguns consumidores. O novo MacBook Air será voltado para consumidores que procuram um computador Apple mais barato, mas também para escolas que costumam comprar laptops em massa. O Mac representa 11% das vendas da Apple no último ano fiscal, à frente do iPad. Ainda assim, no terceiro trimestre fiscal deste ano, a empresa informou que vendeu 3,7 milhões de Macs, o menor número em um trimestre desde 2010. A Apple quer lançar os novos Macs no outono, em outubro, após o lançamento dos novos iPhones. A empresa planeia lançar três novos iPhones, Apple Watches com ecrãs maiores e novos iPad Pros no final deste ano.
Só na Alemanha serão afetados por esta chamada cerca de 50.000 automóveis. O fabricante de automóveis alemão Volkswagen (VW) anunciou hoje que vai pedir uma revisão a cerca de 700.000 veículos dos modelos Tiguan e Touran. Isto porque o painel de luz do teto pode provocar curto circuitos em caso de humidade, explicou a marca alemã. Só na Alemanha serão afetados por esta chamada cerca de 50.000 automóveis. Segundo a VW, o problema afeta os veículos da nova geração que foram produzidos até ao passado dia 05 de julho. Um curto circuito no painel de luz pode provocar danos no teto e, em caso extremo, poderá levar a que o veículo fique completamente queimado, adianta a publicação especializada Kfz-Betrieb, citando fontes da empresa. A Volkswagen está a desenvolver uma solução para o problema que, de acordo com um porta-voz, poderá disponibilizar em breve. Apesar do problema, a VW considera que os clientes podem continuar a utilizar o seu automóvel se fizerem as reparações necessárias. No entanto, caso apareçam manchas no teto, a marca recomenda a ida à oficina mais próxima. O primeiro sinal de que se pode produzir um curto circuito é o painel de luz deixar de funcionar, o que pode indicar que a humidade afetou o sistema elétrico.
Em entrevista à agência de notícias Reuters, o presidente norte-americano disse que não está "entusiasmado" com a subida das taxas de juro e acusou a China e a Europa de manipularem as suas moedas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirma que não está “entusiasmado” com o presidente da Reserva Federal (Fed), por ter elevado as taxas de juro e defendeu que o banco central deve fazer mais para impulsionar a economia. Em entrevista à agência de notícias Reuters, divulgada na noite de 20 de agosto, Donald Trump acusou a China e a Europa de manipularem as suas moedas. Trump criticou a política monetária da Fed, em julho, e nesta entrevista defende que a autoridade monetária norte-americana deveria ser mais flexível com as taxas de juros. A Fed aumentou as taxas de juro de referência em julho, pela sétima vez desde 2015. A previsão atual é de que a Fed faça mais dois ajustamentos nas taxas de juro até ao final do ano, um número que foi revisto em alta em junho e deverá significar subidas a um ritmo ligeiramente mais rápido da inflação, que evoluiu para perto de 2%. No início deste mês, a instituição reafirmou a intenção de realizar “subidas graduais” das taxas de juro de referência ao longo deste ano, “consistentes com a expansão consistente da atividade económica, condições do mercado de trabalho robustas e inflação próxima do objetivo do Comité de 2% a médio prazo”. A Reuters refere que os presidentes norte-americanos raramente criticaram a Fed, porque a sua independência é considerada importante para a estabilidade económica. Trump afastou-se desta prática e avisou que não enjeitará futuras críticas, caso a Fed continue a aumentar as taxas. “Não estou entusiasmado com o aumento das taxas de juros, não. Não estou entusiasmado”, disse Trump, na entrevista, referindo-se Jerome Powell, presidente da Fed nomeado pelo próprio Donald Trump para substituir a ex-presidente do banco central, Janet Yellen.
O Governo do Japão doou cerca de oito milhões de dólares para reforçar o sistema da formação profissional de recursos humanos, bem como reabilitar e apetrechar três centros de formação profissional em Moçambique. Em relação a este último, trata-se dos centros da Machava, província de Maputo, de Quelimane, província central da Zambézia, e de Nacala, província de Nampula, norte do país, cuja implementação inicia neste ano e deverá alongar-se até 2020. Concretamente, a doação destina-se a montagem de equipamentos de tecnologia de ponta nos três centros, que visam, sobretudo, acompanhar a instalação de empresas nacionais e estrangeiras nas zonas económicas especiais e nas zonas francas industriais, recentemente criadas no país. Para a efectivaçao deste objectico, o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, o Embaixador do Japão em Moçambique, Toshio Ikeda, e o representante da Agência Japonesa para Cooperação Internacional (JICA) em Moçambique, Hiroaki Endo, assinaram nesta segunda-feira, em Maputo, o acordo de doação. Na esteira deste evento, Pacheco disse que o desenvolvimento dos recursos humanos concorre para a propagação da consciência de criação de empreendedores que potenciam as medidas de redução dos índices de desemprego e da pobreza no país. Continuando, Pacheco acrescentou que o acordo constitui uma prioridade do Governo, porque deverá remover barreiras, bem como habilitar a mão-de-obra moçambicana, para que seja competitiva e que produza técnicos gestores de negócios. “Este donativo representa uma valiosa contribuição aos esforços do Governo de Moçambique na prossecução dos objectivos de desenvolvimento económico e social”, vincou, sublinhando que a oferta é parte de um conjunto de projectos de cooperação que o país tem vindo a efectuar com o Japão. Sobre os projectos, o ministro apontou como exemplo a construção da primeira, no país e na região austral de África, central térmica de ciclo combinado a gás, no bairro Luís Cabral, cidade de Maputo, que deverá, a partir deste ano, produzir 106 megawatts de energia eléctrica a partir do gás natural extraído em Pande e Temane, província meridional de Inhambane. A infra-estrutura tem um custo estimado em 180 milhões de dólares, dos quais 167 milhões foram desembolsados pelo governo do Japão, através da JICA, e os restantes 13 milhões de dólares pelo governo moçambicano. Intervindo na ocasião, o diplomata nipónico disse que a assinatura do acordo materializa a declaração conjunta do Presidente da República, Filipe Nyusi,e do Primeiro-Ministro Sinzo Abe, emitida durante a visita que Nyusi efectuou ao Japão, em Março de 2017. Toshio Ikeda disse também que que o Japão decidiu conceder a doação para apetrechar os recursos humanos do país em várias habilidades e especialidades. “O governo do Japão entende, pois, a importância da formação de capital humano, principalmente da formação da mão-de-obra qualificada neste país”, disse.
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