Benigno Papelo

O antigo chefe de missão do Fundo Monetário Internacional, FMI, para Angola, Ricardo Velloso, assumiu o cargo de líder da missão para Moçambique, confirmou o próprio esta terça-feira à Lusa. "Sou o novo chefe de missão do FMI para Moçambique mas estou baseado em Washington", disse Ricardo Velloso à Lusa, acrescentando que "Ari Aisen é o nosso representante residente em Moçambique, baseado em Maputo". Questionado sobre os principais desafios de Moçambique, Velloso escusou-se a responder, dizendo ter assumido o cargo muito recentemente e estar ainda a familiarizar-se com as especificidades económicas da segunda maior economia.
O Africa’s Travel Indaba, considerada a maior feira de turismo africano, iniciou, hoje, em Durban, na `África do Sul. O evento que junta mais de sete mil participantes tem como objectivo promover as potencialidades turísticas dos países africanos e criar parcerias entre as diferentes cidades, agências de viagens e expositores. Moçambique faz-se representar na feira com 20 expositores, entre agências de viagens, hotéis, linhas aéreas e o Instituto Nacional do Turismo (INATUR). O Ministro do Turismo da África do Sul, Derek Hanekom, país anfitrião da feira, destacou a necessidade dos países africanos trabalharem para impulsionar o turismo no continente, tornando-o num dos principais destinos turísticos. Actualmente, África representa apenas cinco por cento no mercado turístico mundial, destacando deste modo a existência de um enorme potencial, onde se pode investir. "Não há continente com maior potencial que África. Esse é o lugar para o crescimento e é aqui que temos oportunidade de mostrar ao mundo o que temos de melhor. Vamos ampliar os esforços para ajudar os principais destinos turísticos, adoptar medidas para reduzir as barreiras regulatórias e desenvolver ainda mais negócios", disse Hanekom. Depois da abertura oficial do evento, o ministro do Turismo sul-africano visitou os stands, onde pode interagir com os expositores. A feira conta com a participação de 22 países africanos e compradores de mais de 80 países de todo o mundo, além de 600 membros de empresas de mídia, entre jornais, revistas e televisões nacionais e internacionais. Ana Comoana, vice-ministra da Cultura e Turismo, acompanha a delegação moçambicana presente no evento. Em entrevista a “O País”, a vice-ministra afirmou que a participação de Moçambique nesta feira é de capital importância porque ajudará a promover o nosso potencial turístico e a criação de parcerias entre os expositores nacionais e estrangeiros. A Indaba é vista também como uma oportunidade para ganhar novas experiências e implementar na “Ficane”, na nossa feira internacional de turismo. Iremos buscar conhecer quais são as preferências dos turistas, que pacotes podemos implementar para tornar Moçambique mais atractivo”, disse Ana Comoana. A Feira Internacional de Turismo terá lugar este ano em Maputo, entre 15 a 18 de Novembro. Africa’s Travel Indaba é organizada pela South African Tourism, o director exectutivo da organização, Sisa Ntshona, enalteceu a diversidade cultural existente em África, e convidou todos os participantes a tirarem maior proveito do evento, criando redes de contacto e fechando negócios. A feira tem a duração de três dias e este ano é uma edição especial, porque comemora-se o centenário de nascimento de Nelson Mandela.
O regulamento da concorrência nos serviços de transporte aéreo foi aprovado na 14ª sessão do conselho de ministros, realizada esta terça-feira. O instrumento visa estabelecer regras para boas práticas competitivas nos serviços de transporte aéreo e é aplicável a todos serviços prestados nas actividades económicas no sector. Ainda na sessão, o Governo apreciou e aprovou o relatório da execução orçamental do Estado referente ao primeiro trimestre deste ano, que aponta para uma mobilização de 18,4 por cento dos fundos previstos para este ano durante aquele período. O Conselho de Ministros aprovou igualmente diversas resoluções de adesão a convenções e protocolos para a eliminação de actos ilícitos contra a segurança da navegação marítima.
Moçambique e Angola pretendem formar parcerias no sector privado para investimentos na agricultura, turismo e infra-estruturas, consideradas principais fontes de rendimento dos dois países. Para tal, empresários moçambicanos e angolanos estão reunidos desde ontem, na cidade de Maputo, com vista a identificar as melhores formas de parceira para desenvolverem o sector privado nos respectivos países e na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em geral. Segundo o vice-presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique, Castigo Nhamane, pretende-se, com este encontro bilateral, despertar as oportunidades de negócio nestes países, que têm grandes potencialidades em comum. “Esperamos fazer uma troca de experiências e partilha de informações para que tenhamos maior interacção no ambiente de negócios nos dois países e pretendemos investir nas suas potencialidades, que são a agricultura, infra-estruturas, turismo e florestas, por entendermos que são os maiores geradores de rendimento para a população dos nossos países”, disse, citado pela AIM. Por sua vez, o vice-presidente das Confederações Económicas da CPLP, Eliseu Gaspar, explicou que os dois países já têm um programa de três anos, desenhado pela CPLP, com temas que vão ajudar a alavancar a actividade socioeconómica neste período de tempo, que inclui a mobilidade, o protocolo de protecção de investimentos, a arbitragem e um conjunto de iniciativas que ainda serão discutidas. “Na área da agricultura, grande parte da população dos dois países pratica agricultura de subsistência e pretendemos promover, rapidamente, uma agricultura virada para o desenvolvimento, uma agricultura intensiva e mecanizada durante todo o ano”, explicou. Na ocasião, o presidente do Conselho das Associações Empresariais de Angola, João Gomes, explicou que, neste fórum, pretende-se manter o compromisso de criar mais empresas e fomentar emprego e estabilidade económica. “Esta é uma oportunidade que a CTA de Moçambique nos dá para trocarmos experiências e encontrarmos sinergias para melhorar o ambiente de negócio entre Angola e Moçambique”. O fórum empresarial entre Moçambique e Angola surge no âmbito da primeira conferência económica do mercado da CPLP que vai juntar, nos dias 9 e 10 de Maio corrente, delegações empresariais e alguns representantes do governo de todos os países membros na cidade de Maputo. Segundo o presidente da CE-CPLP, Salimo Abdula, para esta conferência foi feita uma auscultação ao sector privado e aos governos dos países da CPLP para perceber como estes podem virar uma comunidade económica. “E aquilo que são propostas do sector privado vai ser sumarizado durante os dia 9 e 10 e, posteriormente, vamos levar ao Conselho de Ministros da CPLP como contribuição do sector privado para o crescimento económico e empresarial no espaço desta comunidade”, explicou Abdula. Ele referiu ainda que nesta conferência pretende-se garantir, para o sector privado da CPLP, ferramentas flexíveis que facilitem e desenvolvam o negócio entre os países membros. “Este fórum vai garantir ao sector privado da CPLP a livre circulação de pessoas e bens, uma ferramenta que regule que os conflitos comerciais sejam arbitrados dentro deste espaço e não se recorra às regras das Nações Unidas ou da francofonia”, disse. “Pretende-se, também, garantir um lugar que valorize o espaço dos países falantes de língua portuguesa para quem queira investir dentro deste espaço e, deste modo, garantir um instrumento que obrigue que os contratos sejam feitos dentro dos países membros”, acrescentou. Refira-se que em Fevereiro corrente entrou em vigor a iniciativa de isenção de vistos entre Moçambique e Angola, que facilitará a movimentação de empresários e, com isso, despertar as oportunidades de negócio.
O Instituto de Gestão de Participações do Estado (IGEPE) não prevê o despedimento de funcionários após a fusão entre as empresas públicas Telecomunicações de Moçambique (TDM) e a Moçambique Celular (Mcel), prevista para o final do ano em curso. A garantia foi dada ontem, em Maputo, pela Presidente do Conselho de Administração do IGEPE, Ana Isabel Senda, à margem da reunião de harmonização da legislação sobre o sector empresarial do Estado. “Não gostamos de falar de despedimentos nas empresas, mas vamos reestruturar e adequar as pessoas a novos postos. Não temos a previsão para despedimentos”, disse. De acordo com a AIM, o processo de fusão entre a TDM e a Mcel deverá estar concluído até Dezembro do ano em curso. Nessa altura terão sido já criadas as condições necessárias para a convergência de ambas instituições, nas áreas de recursos humanos, infra-estruturas, sistema comercial e vendas e sistemas tecnológicos e de informática. “Já fizemos um diagnóstico e estamos a guiar a estratégia de garantir a fusão através de uma entidade que vai garantir a fusão”, afirmou. Em Fevereiro do ano em curso, no âmbito da fusão das empresas públicas Mcel e TDM, foram nomeados quatro novos directores executivos, nomeadamente, Juvêncio Pedro Maenzana para o cargo de Director Executivo de Operações, e Márcia Wiehle Fenita, Directora Executiva Comercial. Para os cargos de Director Executivo de Finanças e Director Executivo de Pessoal e Serviços Corporativos foram indicados Arlindo Zefanias Dava e Augusto Magobeia Jacinto Fé, respectivamente. Os novos dirigentes têm, agora, a responsabilidade de refinar a missão da nova entidade, desenvolver a nova estrutura organizacional, processos e sistemas, definir e implementar as atribuições das novas áreas executivas, sob supervisão do Conselho de Administração. A TDM, operadora da rede de linhas telefónicas fixas, entrou em crise financeira à medida que os clientes começaram a mudar de telefones fixos para móveis. A Mcel, criada em 1997, é pioneira em Moçambique na tecnologia de telefonia móvel, mas nos últimos anos tem enfrentado forte concorrência de duas outras empresas do ramo, a Vodacom e a Movitel. A PCA do IGEPE anunciou ainda que um total de 20 empresas participadas pelo Estado moçambicano enfrentam crise financeira. “Temos empresas a enfrentar crises. Não estamos bem financeiramente, mas há todo esforço que está sendo feito para melhorar a performance dessas empresas”, disse Senda. Ana Isabel Senda disse que esta situação não é ainda precária. “Não estamos mal. Mal seria uma empresa fechada”. Apontou as dívidas com a banca como um dos principais desafios destas empresas. “Estamos a negociar com a banca para aliviar as dívidas destas empresas”, disse, acrescentando ser necessário fazer investimentos em todas as empresas como forma de torna-las sustentáveis.
O Instituto de Gestão de Participações do Estado (IGEPE) não prevê o despedimento de funcionários após a fusão entre as empresas públicas Telecomunicações de Moçambique (TDM) e a Moçambique Celular (Mcel), prevista para o final do ano em curso. A garantia foi dada ontem, em Maputo, pela Presidente do Conselho de Administração do IGEPE, Ana Isabel Senda, à margem da reunião de harmonização da legislação sobre o sector empresarial do Estado. “Não gostamos de falar de despedimentos nas empresas, mas vamos reestruturar e adequar as pessoas a novos postos. Não temos a previsão para despedimentos”, disse. De acordo com a AIM, o processo de fusão entre a TDM e a Mcel deverá estar concluído até Dezembro do ano em curso. Nessa altura terão sido já criadas as condições necessárias para a convergência de ambas instituições, nas áreas de recursos humanos, infra-estruturas, sistema comercial e vendas e sistemas tecnológicos e de informática. “Já fizemos um diagnóstico e estamos a guiar a estratégia de garantir a fusão através de uma entidade que vai garantir a fusão”, afirmou. Em Fevereiro do ano em curso, no âmbito da fusão das empresas públicas Mcel e TDM, foram nomeados quatro novos directores executivos, nomeadamente, Juvêncio Pedro Maenzana para o cargo de Director Executivo de Operações, e Márcia Wiehle Fenita, Directora Executiva Comercial. Para os cargos de Director Executivo de Finanças e Director Executivo de Pessoal e Serviços Corporativos foram indicados Arlindo Zefanias Dava e Augusto Magobeia Jacinto Fé, respectivamente. Os novos dirigentes têm, agora, a responsabilidade de refinar a missão da nova entidade, desenvolver a nova estrutura organizacional, processos e sistemas, definir e implementar as atribuições das novas áreas executivas, sob supervisão do Conselho de Administração. A TDM, operadora da rede de linhas telefónicas fixas, entrou em crise financeira à medida que os clientes começaram a mudar de telefones fixos para móveis. A Mcel, criada em 1997, é pioneira em Moçambique na tecnologia de telefonia móvel, mas nos últimos anos tem enfrentado forte concorrência de duas outras empresas do ramo, a Vodacom e a Movitel. A PCA do IGEPE anunciou ainda que um total de 20 empresas participadas pelo Estado moçambicano enfrentam crise financeira. “Temos empresas a enfrentar crises. Não estamos bem financeiramente, mas há todo esforço que está sendo feito para melhorar a performance dessas empresas”, disse Senda. Ana Isabel Senda disse que esta situação não é ainda precária. “Não estamos mal. Mal seria uma empresa fechada”. Apontou as dívidas com a banca como um dos principais desafios destas empresas. “Estamos a negociar com a banca para aliviar as dívidas destas empresas”, disse, acrescentando ser necessário fazer investimentos em todas as empresas como forma de torna-las sustentáveis.
O Google está a exigir àqueles que coloquem anúncios políticos durante as próximas eleições dos EUA a prova de nacionalidade americana ou de que sejam cidadãos permanentes. O Google anunciou esta segunda-feira, 7 de Maio, a alteração das regras para a publicidade durante campanhas eleitorais. O gigante da tecnologia exige que aqueles que queiram fazer publicidade eleitoral durante as próximas eleições americanas devem provar que são cidadãos dos EUA ou residentes permanentes, segundo adianta a BBC News. Além disto quem anuncia deve também revelar a origem do dinheiro do anúncio. Esta alteração faz parte de uma actualização das políticas do Google para tentar tornar os anúncios políticos mais "transparentes", de acordo com a BBC News. "Os anúncios vão ter que fornecer uma identificação emitida pelo governo e outras informações importantes", afirma Kent Walker, vice presidente do Google, citado na BBC News. Outras empresas do sector tecnológico actualizaram também as suas políticas na sequência de revelações de que algumas plataformas de anúncios foram intencionalmente mal usadas pela Rússia. Esta nova política do Google segue igualmente mudanças no Facebook e no Twitter sobre a gestão de quem pode comprar espaço para a publicidade política. Inicialmente este controlo nos anúncios políticos vai ser aplicado apenas nos EUA mas o Google quer estender a medida. O gigante da tecnologia vai ainda divulgar um relatório já este verão que diz respeito à publicidade eleitoral com o intuito de ser conhecido quem comprou anúncios e por que quantia.
A Nestlé anunciou esta segunda-feira que vai pagar cerca de 5,975 mil milhões de euros pelos direitos de venda de produtos de café da Starbucks, nomeadamente as cápsulas Dolce Gusto e Nespresso. A parceria entra em vigor já no próximo ano de 2019. Mas que valores colocaram este negócio em quase 6 mil milhões de euros? O que ficou acordado? A parceria entre a multinacional suíça e a gigante das cafetarias determina que 500 empregados da Starbucks transitam para a Nestlé, de forma a impulsionar o desempenho e a expansão global das marcas. E o acordo pelos direitos de venda do café Dolce Gusto e Nespresso abrange apenas os pontos de venda fornecidos ou detidos pela Nestlé. “Esta aliança global de café trará a experiência da Starbucks para as casas de milhões de pessoas em todo o mundo através do alcance e da reputação da Nestlé”, afirmou Kevin Johnson, presidente e diretor executivo da Starbucks. Já Mark Schneider, CEO da Nestlé, sublinha: “As duas empresas têm verdadeira paixão pelo café excelente e estão orgulhosas de serem reconhecidas como líderes globais por seus responsáveis. Este é um ótimo dia para os amantes do café em todo o mundo”, afirmou o porta-voz da multinacional suíça. A Nestlé espera que este acordo contribua para o objetivo de lucro e crescimento da empresa já a partir de 2019. O negócio entre Nestlé e a Starbucks já está confirmado? Ainda falta a habitual autorização da autoridade da concorrência, algo que deverá acontecer até ao final deste ano. Que valores estão envolvidos para ambas as marcas? A Nestlé diz que a parceria firmada vale seis mil milhões de euros para a Starbucks, cuja operação mundial, segundo o comunicado da empresa suíça, vale anualmente 2 mil milhões de dólares anuais, só em facturação. E como estas duas empresas justificam um valor tão alto numa simples parceria? A dimensão das empresas e do setor de atividade poderá justificar o valor em causa.De acordo com a Forbes, as 25 maiores companhias do mundo especialistas em venda de alimentos e bebidas geraram mais de 620 mil milhões de euros em receitas em 2016, dos quais mais de 72 mil milhões correspondiam a lucro. Tanto a Nestlé e a Starbucks são gigantes mundiais, nos respectivos sectores, por isso os quase seis mil milhões de euros compreendem-se, a partir dos resultados financeiros de cada empresa. De acordo com a “Forbes”, a Starbucks é uma das dez maiores marcas mundiais de fast-food cujo valor é estimado em mais de 24,5 mil milhões de euros. Para se ter uma ideia da dimensão desta multinacional, em 2017 a receita líquida consolidada da Starbucks foi superior a 18,7 mil milhões de euros. A Starbucks está presente em 75 países, com mais de 27 mil pontos de venda. Quanto à Nestlé, a empresa suíça alcançou mais de 75,4 mil milhões de euros em receitas, de acordo com o índice Global 2000 de 2017 da revista “Forbes”, que elenca as maiores companhias agro-indústriais do mundo.
O industrial Dow Jones somou 0,39%, para 24.356,56 pontos; o financeiro S&P 500 cresceu 0,35%, para 2.672,61 pontos pontos; e o tecnológico Nasdaq avançou 0,77%, para 7.265,21 pontos. Os principais índices norte-americanos encerraram a sessão desta segunda-feira a negociar no verde, com o preço do petróleo do petróleo a atingir máximos de 2014 e num dia em que a Apple registou ganhos pela sexta sessão consecutiva. O industrial Dow Jones somou 0,39%, para 24.356,56 pontos; o financeiro S&P 500 cresceu 0,35%, para 2.672,61 pontos pontos; e o tecnológico Nasdaq avançou 0,77%, para 7.265,21 pontos. O grande destaque dos mercados é a tecnológica Apple, que valorizou 0,72%, para 185,16 dólares. É a sexta sessão consecutiva que a cotada termina a ganhar, após os dados trimestrais positivos e a notícia de que Warren Buffet investiu na empresa. A gestora da XTB, Carla Maia Santos, considera que a performance da Apple explica-se pelo facto de muito investidores seguirem “o guro dos mercados, o que é um bom presságio para a continuação do movimento ascendente do preço da empresa”. A dar gás a Wall Street esteve também a subida do preço do petróleo, que nos Estados Unidos disparou para máximos de novembro de 2014 com o Brent a superar os 70 dólares por barril. O aumento do preço por barril deve-se à incerteza do posicionamento dos EUA face ao acordo nuclear com o Irão. Esta terça-feira, 8 de maio, o presidente dos EUA, Donald Trump, vai anunciar se os norte-americanos permanecem no acordo nuclear. De acordo com a Bloomberg, “o nervosismo geopolítico ajudou a impulsionar o preço do petróleo”. Segundo analistas consultados pela “Agence France-Presse”, esta semana os investidores também estão à espera de novos dados sobre a inflação norte-americana, referentes ao mês de abril, e de alguns resultados de empresas como Walt Disney e 21th Century Fox.
Share/Save/Bookmark Os jornalistas moçambicanos continuam a operar num ambiente hostil, o qual se equipara a “caminhar em campo minado à noite” e faz com que a “liberdade de imprensa” esteja “no vermelho”, diz o MISA-Moçambique, alertando que a situação pode se deteriorar durante o período eleitoral que inicia este ano, com a realização das quintas eleições autárquicas a 10 de Outubro, e se prolonga até 2019, em que a 15 de Outubro terão lugar as eleições gerais (presidenciais e legislativas) e das assembleias provinciais. O constante controlo político e as ameaças às liberdades de imprensa e de expressão, marcados por um forte investimento nas forças de defesa e segurança para manietar não apenas as forças políticas, como também quaisquer tentativas de manifestação dos cidadãos que questionam a qualidade da governação, são as principais características da democracia em Moçambique, sem a qual os media não dispõem do acesso livre à informação de que os cidadãos necessitam. A posição daquela agremiação da sociedade civil consta do “Relatório sobre o Estado da Liberdade de Imprensa e de Expressão em Moçambique (2016 – 2017)”, publicado semana finda, no âmbito da celebração do “Dia Internacional da Liberdade de Imprensa”, assinalado a cada 03 de Maio. “Nestes últimos anos, tem se verificado abusos que se manifestam nas mais variadas formas de ofensas à dignidade humana perpetradas contra membros de partidos da oposição, jornalistas, académicos, membros de organizações da sociedade civil”, refere o documento, que deplora ainda o “não respeito pelas liberdades políticas” e a “baixa abertura à cultura do diálogo e à convivência pacífica de ideias”. Segundo o MISA, em 2017, o ambiente foi ligeiramente melhor para os críticos e políticos da oposição, mas já não se pode dizer o mesmo em relação à imprensa. “Contrariamente ao ano anterior, 2016, com 11 casos reportados, em 2017, foram notificados 21 casos de atentado à liberdade de imprensa”. O grosso deles ocorreu na cidade de Maputo, pelo facto de ser onde se concentram “o poder político, militar e judiciário”.