Benigno Papelo

O SUSTENTA é implementado, actualmente, na Zambézia e em Nampula. Para próximo ano, o Governo assegura que o Banco Mundial tem disponíveis 80 milhões de dólares para financiar projectos de desenvolvimento. Os resultados da primeira fase de produção agrícola baseada no projecto SUSTENTA são considerados bastante positivos pelo Governo. O balanço foi apresentado ontem na província de Maputo. Lançado há 18 meses, na vila de Ribaué, província de Nampula, o projecto SUSTENTA já beneficiou cerca de 32444 pessoas e até aqui, está a ser implementado nas províncias da Zambézia e de Nampula. Com o SUSTENTA, os níveis de produção e produtividade agrícola de todos os beneficiários aumentou em quase mais de quatro vezes, segundo o ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural. Por exemplo, a produtividade média do milho a nível nacional é de 640 quilos por hectare. Mas com o SUSTENTA, os agricultores receberam assistência técnica e meios de produção. Como consequência, melhoraram a produção para 1210 quilos por hectare. Com as culturas de gergelim, soja e feijão boer, a produtividade seguiu a mesma tendência. A produtividade da soja aumentou de 414, que é média nacional, para 1185 quilos por hectare. E do feijão boer subiu de 379 para 1243 quilogramas por cada hectare. Não só a produção aumentou, mas também os rendimentos das famílias de agricultores, garante Celso Correia. Por exemplo, sem o SUSTENTA, cada hectare de milho produzia 0.64 tonelada e o rendimento era de 5120 meticais por hectare. Mas com o SUSTENTA, cada hectare passou a produzir 1.24 toneladas de milho e o rendimento aumentou para 9920 meticais por cada hectare. Em termos globais, isso implica dizer que, actualmente, com o SUSTENTA e seus beneficiários, a receita esperada na comercialização da produção é de 84,647,256.00 meticais contra os anteriores 28,597,308.00 meticais, o equivalente a um aumento de 196 porcento quando comparado com o ano anterior. Esta informação foi apresentada ontem pelo Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural em reunião de balanço do primeiro ciclo produtivo do SUSTENTA. Participaram no evento agricultores, sociedade civil, Governo, Banco Mundial e outros. Foi nessa ocasião que o Ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, revelou que o Governo vai expandir o projecto SUSTENTA a nível nacional no próximo ano. Os níveis de pobreza no consumo também reduziram. Segundo o balanço do SUSTENTA feito pelo Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, com o rendimento mínimo que as famílias abrangidas pelo projecto passaram a obter, pode-se projectar que a pobreza de consumo reduziu de 57 para 28 porcento.
Ministra do Trabalho diz que Inspecção Geral de Trabalho (IGT) deve unir-se às autoridades da justiça no tratamento de infracções laborais para disciplinar as entidades empregadoras no país. Enquanto os tribunais laborais não entram em funcionamento, a Ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, diz que a Inspecção Geral de Trabalho deve continuar a priorizar a articulação “com os tribunais para que os autos enviados possam ser julgados” com mais celeridade. A Governante falava na abertura do III Conselho Consultivo da IGT, onde também revelou que de 2015 a esta parte, a Inspecção já realizou 89,6% da meta do quinquénio, tendo sido inspeccionados um total de 34.039 estabelecimentos, onde foram abrangidos 668.000 trabalhadores, detectadas 48.960 infracções, das quais 38.115 (78%), foram objecto de advertência e 10.845 (22%) autuados. Das infracções detectadas, marcaram destaque a falta de observância das regras de saúde, higiene e segurança no trabalho, falta de canalização de contribuições ao INSS e contratação ilegal de mão-de-obra estrangeira. Estas informações foram partilhadas num dia em que a Inspecção lançou o uniforme dos inspectores e o primeiro guião da actividade inspectiva laboral nos sectores da construção civil e mineração. Diogo exigiu que os profissionais da inspecção estejam devidamente familiarizados com este e outros guiões da actividade inspectiva. “Um Inspector do Trabalho deve demonstrar conhecimentos sólidos gerais e específicos do domínio laboral, para agir com equidade e poder tomar decisões ponderadas. Só estando profissionalmente seguro pode exercer autoridade como Inspector” A Ministra exigiu também a disponibilização de todos guiões da acção inspectiva na página Web da IGT para garantir que as empresas tenham o conhecimento destes instrumentos e ajam dentro da legalidade.
A província de Manica vai, na presente campanha, exportar 400 toneladas de litches para África do Sul e Europa. A cifra representa um aumento de cerca de 100 por cento, uma vez que o ano passado foram exportadas 220 toneladas daquele produto. As litches são adquiridas pela companhia Westfalia junto dos pequenos produtores ao nível dos distritos de Bárue, Manica, Sussundenga e Macate que são potenciais na produção. Passam desta indústria, onde é feito o respectivo processo de selecção e embalagem. O governador de Manica que visitou o empreendimento esta quinta-feira, depois de inteirar-se do seu funcionamento, avançou alguns incentivos do governo para iniciativas empreendedoras que engrandecem a província em particular e o país no seu todo. Manuel Roriz, representante da Westfalia, companhia que está investir cerca de 90 milhões de dólares para a exportação de litches e pêra abacate, aproveitou a ocasião para convidar outros investidores a apostarem na província de Manica. A Westfalia é uma companhia que existe há 40 anos em mais 50 países e está em Moçambique, concretamente em Manica há cinco anos explorando as cadeias de abacate e litches.
Conhecidas pelas suas belas paisagens, as ilhas do arquipélago das Quirimbas, na província de Cabo Delgado, tem sido um dos destinos preferidos dos turistas, sobretudo estrangeiros, para passagem da quadra-festiva. Mas o cenário pode mudar este ano. O facto é que muitos deles estão a cancelar suas reservas por medo dos ataques armados que tem assolado alguns distritos de Cabo delgado. A maior parte dos turistas que cancelou são aqueles que haviam feito reservas com cerca de seis meses de antecedência. Agora, com o negócio abalado pela má fama dos ataques, a missão dos operadores turísticos tem sido de tentar convencer os turistas de que as ilhas não tem sido afectadas pelos ataques dos insurgentes armados. Em entrevista ao jornal O País, alguns operadores turísticos do arquipélago revelaram que alguns turistas cancelaram chamadas, alegadamente em cumprimento do alerta das embaixadas dos seus países, sobre a insegurança em Cabo Delgado. Já por outro lado, turistas que pretendem passar as festas de Dezembro nas ilhas fazem questão de manter-se atualizados sobre a ocorrência dos novos ataques, para que, em função disso, possam decidir-se. Assim, enquanto acontecerem os cancelamentos, há crise no sector de turismo nas ilhas das Quirimbas, prevê-se complicações para economia local e sobretudo para as famílias, uma vez que tem naquela actividade a sua fonte de rendimento, segundo revelou o administrador do Ibo, que responde pelo arquipélago, Issa Tarmomade. “Importa referir que até agora não há registo de qualquer ataque armado nas ilhas da província de Cabo Delgado”. “Estamos em tempo difícil por causa desta situação dos ataques. Bastou que os turistas ouvissem sobre os ataques para que decidissem cancelar as reservas. Se não fosse por causa desta desinformação dos ataques as ilhas estariam a receber muitos turistas, o que seria bom para a economia local. Infelizmente estamos nesta situação preocupante, mas ainda há alguns turistas que não desistiram de vir passar bons momentos nas nossas Ilhas”, disse Issa Tarmomade. “Praticamente estamos a ser afectados pela situação dos ataques. O facto é que os turistas não gostam de estar em lugares inseguros pelo que este ano estão a cancelar as reservas incluindo na Ilha do Ibo, mesmo que os ataques não estejam a acontecer cá, pautamos sempre por transmitir informações de que as ilhas não sofrem ataques mas apenas poucos turistas aceitam manter reservas para virem passar as festas que se avizinham”, contou Ana Rodrigues, operadora de turismo, na Ilha do Ibo.
A lei orçamental para 2019 autoriza o governo a emitir garantias de empréstimos para o sector empresarial do Estado no valor de 151,25 biliões de meticais. Cerca de 90 por cento do montante (136,13 biliões de meticais) visa cobrir um empréstimo que a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) deve solicitar nos mercados internacionais para a sua participação nos projectos de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Bacia do Rovuma, na província nortenha de Cabo Dlegado. De acordo com o Presidente da Comissão do Plano e Orçamento da Assembleia da República, Eneas Comiche, “a garantia será dada à ENH para assegurar a sua participação na fase de construção de infra-estruturas do projecto do gás natural liquefeito na área 1 da Bacia do Rovuma e terá uma validade de cinco anos”. A medida vai facilitar a decisão final de investimento pelo consórcio liderado pela empresa norte-americana Anadarko, que pretende produzir GNL naquela área. A decisão final de investimento deverá ser tomada no primeiro semestre de 2019. A parte remanescente de garantias e avales do governo, na ordem de 15,13 biliões de meticais, visa apoiar o restante sector empresarial do Estado.
Quinta-feira, 06 Dezembro 2018 18:00

Allianz compromete-se a ser 100% renovável até 2023

A seguradora alemã aderiu à iniciativa global liderada pelo The Climate Group, que reúne mais de 150 empresas comprometidas à utilização de energia elétrica 100% procedente de fontes renováveis. O Grupo Allianz juntou-se ao movimento RE100, uma iniciativa global liderada pelo The Climate Group, que reúne mais de 150 empresas comprometidas à utilização de energia elétrica 100% procedente de fontes renováveis. Assim, a seguradora alemã compromete-se a ser 100% renovável até 2023, revelou a empresa em comunicado esta quinta-feira Em maio deste ano, a Allianz comprometeu-se em reduzir a sua pegada de carbono a longo prazo, em linha com a sua estratégia de sustentabilidade. O grupo alemão compromete-se a utilizar apenas energia proveniente de fontes renováveis, até 2023, nos mais de 70 países onde atua. Do mesmo modo, a Allianz pretende também a reduzir as emissões de carbono em 30%, por funcionário, até 2020, em comparação com os parâmetros de 2010. A multinacional já investiu mais de 5,6 mil milhões de euros em energias renováveis, construiu 81 parques eólicos e sete parques solares na Europa e nos Estados Unidos. No ano passado a Allianz disponibilizou mais de 165 produtos com valor ecológico e social significativos, o que gerou receitas de 1,2 mil milhões de euros.
Medida é válida e entrará em vigor no verão do próximo ano. O Luxemburgo vai ser o primeiro país do mundo onde os tranportes públicos serão gratuitos para todos. A medida faz parte de uma promessa do governo de coligação reeleito no passado mês de outubro, liderado por Xavier Bettel, que tomou posse esta quarta-feira. O objetivo desta medida é reduzir o impacto da emissão de gases poluentes com origem no tráfego rodoviário e motivar a mudança na utilização de automóveis particulares no Luxemburgo, onde o congestionamento do trânsito é um problema, em especial no centro das grandes cidades. Diariamente o país acolhe 200 mil pessoas provenientes da Bélgica, França, Alemanha, sendo que na capital onde vivem 110 mil pessoas, deslocam-se para trabalhar 400 mil cidadãos vindos do resto do país ou de países vizinhos. Esta medida entrará em vigor no verão do próximo ano e é válida tanto para os habitantes locais como para as centenas de pessoas que todos os dias se deslocam ao país para trabalhar. Até agora, os jovens com menos de 20 anos já viajam gratuitamente nos transportes públicos, estando os restantes preços dos bilhetes ao valor de dois euros até duas horas de viagem. Recorde-se que, após as eleições nacionais, o governo luxemburguês concordou em aumentar o salário mínimo em 1,1%, uma subida de 20 euros. Para o trabalhador não qualificado, o salário mínimo atinge os 2.071.07 euros e para os trabalhadores qualificados o rendimento é agora de 2.485.29 euros, anunciou o ”Luxembourg Times’‘.
Segundo a consultora EY, na era digital e da economia de partilha o turismo está próximo de uma alteração profunda dos seus pressupostos. As alterações vão todas no sentido de individualizar as experiências – desde que haja um smartphone por perto. No âmbito da 3ª edição do Beyond – Portugal Digital Transformation, um movimento de reflexão e debate sobre a temática da transformação digital, a EY Portugal divulga as EY Future Guidelines para o setor do turismo. A nível global, o futuro do turismo continuará a ser moldado pelos fatores da globalização, demografia e tecnologia. A consultora adianta que se assistirá, como primeiro fator a considerar, a uma rápida transformação do setor, que colocará desafios concorrenciais aos players tradicionais vindos da parte de novos agentes que até agora estavam ausentes mas que “rapidamente tomaram uma posição relevante no mercado (ex: Airbnb)”. Preços mais baixos e experiências personalizadas num quadro da economia partilhada são movimentos que estão aí para ficar. “Efetivamente, o Airbnb alterou a forma como as pessoas viajam e verifica-se nestas plataformas de peer-to-peer uma grande capacidade de se transformar, de se adaptar e desenvolver novos negócios”, diz a EY. Nesse quadro, a experiência do cliente é o pilar central para uma estratégia bem-sucedida. As empresas lançam novos produtos e serviços prevendo que eles sejam relevantes e permaneçam inalterados durante muito tempo. “Mas, nos dias de hoje, as empresas devem ser capazes de responder continuamente e adaptar-se instantaneamente”. A pergunta que se coloca é, portanto, como devem as empresas alavancar os avanços na experiência do cliente para obter as vantagens e diferenciação competitiva de que necessitam para vencer neste novo mundo digital? Para responder, a EY Portugal identifica quatro tendências chave: plataformas digitais com grande capacidade de resposta, que permitam assegurar as necessidades, em constante mudança, dos clientes; envolvimento e interação com clientes ao longo de todo o ciclo de utilização/serviço; endereçar as necessidades e resolver as questões dos clientes durante todo o processo através do canal digital e da forma mais adequada e equilibrada; e finalmente a personalização total, um objetivo que trará resultados que podem ascender a 10% de receitas. A solução passa, assim, por estabelecer uma aproximação interativa e contínua que alavanca várias disciplinas, dispostas no sentido de aumentarem a relevância para os clientes e, por essa via, a estabelecer vantagens competitivas. Nesta envolvente, a informação disponível atinge proporções cada vez maiores, podendo ser utilizada na estratégia de negócio, se devidamente tratada e interpretada. É a porta de entrada da Inteligência Artificial (IA), que “já desempenha um papel relevante nas estratégias de transformação digital focadas na experiência do cliente”. Com a capacidade de simplificar processos, fornecer insights valiosos e otimizar experiências, “a IA está a impulsionar uma nova vaga de análises de dados centrada no cliente que torna a experiência mais personalizada e otimizada”. A EY recorda, no entanto, que “medidas de eficiência operacional com base em tecnologia não colidem com o toque humano, essencial para o sucesso do setor, pelo contrário, potenciam-no”. De qualquer modo, uma estratégia de marketing digital “é essencial para os players do sector e a EY identifica as prioridades para as empresas do setor: conteúdos de marketing & SEO como formas de envolvimento com os clientes; automação do marketing, para simplificar e personalizar os pontos de contacto com o cliente ao longo da sua jornada; estratégia mobile-first: ; e data analytics em conjunto com a IA irão ajudar a compreender melhor os clientes, antecipando necessidades e criando modelos personalizados; A 3ª edição do Beyond vai continuar nos próximos meses e na conferência final, agendada para o início de junho, serão divulgados casos de sucesso e apresentadas as melhores estratégias pessoais, empresariais e políticas, identificadas pela consultora nesta era digital.
Quinta-feira, 06 Dezembro 2018 17:54

Moçambique cresce "apenas 3,4% em 2019"

A consultora Economist Intelligence Unit (EIU) antevê que Moçambique cresça "apenas 3,4%" no próximo ano, com um desempenho fraco em vários setores da economia, que aceleram depois para 4,5% entre 2020 e 2022. “Esperamos que o desempenho económico continue lento em 2019, com o PIB real a expandir-se apenas 3,4%”, escrevem os peritos da unidade de análise económica da revista britânica ‘The Economist’. Numa nota de análise ao país, enviada aos investidores e a que a Lusa teve acesso, os analistas dizem que o “acesso limitado” dos agricultores ao financiamento vai continuar a limitar o crescimento no setor agrícola e uma queda nos preços do carvão vai agir como um obstáculo ao aumento da produção mineira”. Por outro lado, acrescentam, as dificuldades financeiras do Governo e os pagamentos atrasados aos fornecedores “vão continuar a penalizar fortemente o setor bancário, bem como a prejudicar a confiança dos investidores”. A partir de 2023, no entanto, o panorama muda com o início da produção e exportação de gás natural, diz a EIU: “Isso vai dar gás à economia, que no final do período em análise (2023) deverá crescer 7,5%”. Num relatório recente, a EIU tinha avaliado o risco de crédito soberano de Moçambique em CC, mas alertava que “o resultado foi piorado em seis pontos devido ao avolumar de pressões de liquidez sobre a moeda externa”, mas também devido à perspectiva de continuação do incumprimento para os detentores dos empréstimos às empresas públicas MAM e ProIndicus. “Mesmo que um acordo com os detentores dos títulos de dívida pública seja alcançado, um acordo com os credores dos 1,1 mil milhões de dólares em empréstimos sindicados está ainda bastante longe”, dizem os analistas, vincando que “as avenidas do financiamento continuam seriamente restringidas enquanto estes assuntos não forem resolvidos, o que torna o défice orçamental e da balança corrente ainda mais arriscados”.
A plataforma informática das Alfândegas de Moçambique usada pelos importadores vai ter uma nova aplicação de avaliação de mercadorias, anunciou hoje a operadora do sistema, em comunicado. "Uma nova ferramenta foi adicionada à Janela Única Electrónica (JUE) das alfândegas cuja finalidade é a de auxiliar no processo de avaliação das mercadorias importadas", anunciou a Mozambique Community Network (MCNet). Trata-se de "um sistema de avaliação aduaneira associado a uma base de dados de mercadorias denominado eValuator" que deverá "facilitar o comércio, na medida em que irá reduzir o tempo despendido em disputas relacionadas com o valor das mercadorias", referiu Guilherme Mambo, gestor do projeto da JUE, citado no comunicado. Segundo aquele responsável, os objetivos passam também por auxiliar o Estado na arrecadação de receitas tributárias e melhorar as estatísticas de comércio internacional. A MCNet considerou que o novo sistema vai ao encontro das aspirações dos importadores, que pediam mais transparência. "Com esta ferramenta, passará a ser mais fácil saber, com exatidão, qual é o método usado pelas alfândegas para determinação do valor e consequente cálculo das imposições aduaneiras", referiu Dixon Chongo, representante da Câmara dos Despachantes Aduaneiros (CDA) e da Confederação das Associações Económicas (CTA), maior associação patronal do país, citado no mesmo comunicado. "Sentíamos uma certa fragilidade das alfândegas, com o valor das mercadorias a sofrer ajustes para cima sem explicação clara dada ao agente económico", concluiu.
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