Benigno Papelo

Há mais de nove meses que o norte de Moçambique tem sido palco de violentos ataques armados. Suspeitas há muitas e até já há um estudo, mas até hoje não está claro quem são os atacantes e nem o que os move. Até 5 de outubro de 2017 a província de Cabo Delgado vivia na tranquilidade, pelo menos aparentemente. Mas desde essa data tudo mudou quando cerca de 30 homens armados desconhecidos atacaram três postos da polícia do distrito de Mocímboa da Praia, matando cinco pessoas, entre elas polícias, e ferindo mais de dez. Na altura a Polícia disse que estava a investigar o caso O alastramento dos ataques Dois meses depois Mocímboa viveu novos ataques e desde essa altura os ataques armados têm vindo a alastrarar-se muito rapidamente para outros distritos. Palma começou a ser alvo a partir de janeiro de 2018. Marcha contra um "Islão que não existe" Uma semana depois do primeiro ataque Mocímboa da Praia marchou pela paz. A iniciativa juntou líderes de diferentes religiões, cristã e muçulmana, estes últimos a maioria na região. Os atacantes, que se dizem muçulmanos, defendem uma visão radical do Islão. As autoridades do distrito consideram que esse é um "Islão "que não existe", e acusam "os bandidos" de usaram a religião como "capa". Os indícios que não terão sido tomados a sério Já em 2016 supostos pregadores do Islão foram expulsos do país por estarem ilegais no país. Também já foi intercetado um angariador de crianças a cujos pais era prometida educação e bons tratos. Mas o destino, passando por Nampula, eram escolas corânicas com o fim de radicalização. Há também detenções de pessoas que propagam a insurgência contra as instituições do Estado. Detenções e excesso de zelo Cinco dias após o início dos ataques, a Polícia já tinha detido 52 pessoas, o que assustou alguns líderes religiosos. Mas havia outros líderes que eram a favor, justificando a necessidade de denunciar malfeitores para "purificar fileiras", mesmo que isso leve a excesso de zelo. Mas a Polícia ainda não sabe dizer quem são os atacantes, justificando sempre que está a trabalhar no assunto. A maldição dos recursos torna-se realidade? Uma das maiores reservas de gás de mundo está em Cabo Delgado. Em Palma as multinacionais operam no setor. Em Mocímboa da Praia há minas de rubis que são bem cotados nos mercados internacionais. O IESE, MASC e um líder muçulmano realizaram um estudo na sequência dos ataques e concluiram preliminarmente que o objetivo dos atacantes é garantir o tráfico dos inúmeros recursos da região. Erik Prince, o salvador da pátria? Empresário norte-americano na área de segurança tem interesses nas empresas envolvidas nas dívidas ocultas. Uma delas a Proindicus, criada para garantir a segurança nas águas moçambicanas. Por outro lado acredita-se que tenha criado uma empresa de segurança e estaria a contar como pagamento pelos serviços os dividendos do gás. Eric Prince já prestou serviços para o Governo dos EUA no Iraque. Deslocados internos: Existem ou não? O medo dos violentos ataques fez com que a população fugisse. Mas as autoridades locais garantem que ela regressa às suas comunidades graças à patrulha feita pelo exército e afirmam que são poucas as deslocações. Entretanto, não há números exatos. Quem está a lidar com esses deslocados são as autoridades locais. Até ao momento nenhuma agência da ONU ou ONG humanitária foram chamados a intervir. Participação das FDS na reconstrução Embora as FDS, Forças de Defesa e Segurança, não consigam impedir as ações dos atacantes elas garantem o patrulhamento depois dos ataques. Também auxiliam diretamente na reconstrução das casas incendiadas pelos atacantes. Isso, segundo as autoridades, permite o retorno da população às suas aldeias. Participação das comunidades Supõe-se que os jovens que integram os grupos armados sejam recrutados nas comunidades. As autoridades pedem, por isso, que as populações se mantenham vigilantes e denunciem qualquer ilícito ou movimentação suspeita. Governador visita comunidades Os assassinatos tornam-se cada vez mais bárbaros. Há decapitações com recurso à catanas e nem as crianças escapam. Na sequência do recrudescimento dos ataques e do nível de violência o governador da província de Cabo Delgado, Júlio Parruque, visitou familiares das vítimas. Presidente de Moçambique em Cabo Delgado A 29 de junho de 2018 o Presidente Filipe Nyusi esteve nos distritos alvo dos ataques. Pouco antes disso o estadista tinha sido criticado por alguns setores por nunca se ter pronunciado publicamente sobre os ações violentas. Em Cabo Delgado, Nyusi prometeu proteção contra ataques e mostrou abertura, convidando os atacantes para dialogar. Um mar de gente para ouvir Nyusi Em Cabo Delgado, Filipe Nyusi foi ouvido por milhares de pessoas a quem exortou para que se distanciem de crenças religiosas que estariam na origem da instabilidade: "Estão a recrutar pessoas nos distritos costeiros. Estão a ir também a Nampula recrutar pessoas para vir morrer aqui. Não deixem que isso aconteça. Estão a semear luto nas vossas famílias. E são jovens que vocês conhecem, denunciem".
Os preços dos produtos continuam a subir na Venezuela, país onde a inflação do passado mês de Junho foi de 128,4%, segundo dados divulgados pela Comissão de Finanças do parlamento. "A inflação de Junho foi 128,4%. A inflação acumulada entre Janeiro e Junho de 2018 atingiu o valor de 4.684,3%", disse o porta-voz daquela comissão. Durante uma conferência de imprensa, Alfonso Marquina explicou que "a inflação diária na Venezuela é de 2,8%, ou seja, há uma inflação, todos os dias, superior à do Chile ao longo de todo o ano". Por outro lado, adiantou que "a inflação inter-anual" correspondente ao período entre "Junho de 2017 e Junho de 2018, situou-se no valor de 46.305%". Na Venezuela, a população queixa-se todos os dias dos altos preços dos produtos e de que o salário mínimo mensal, com todos os subsídios incluídos, afixado pelo Governo em 5.600.000 bolívares, que equivalem a 42,3 euros ao câmbio oficial e 1,36 euros no mercado paralelo. O preço actual do quilograma de carne ronda os 6.000.000 de bolívares, um quilograma de massa 2.800.000 bolívares, um pacote de margarina 2.500.000 e meio quilograma de café mais de 9.000.000.
A marca de automóveis Nissan reconheceu esta segunda-feira que utilizou métodos inadequados de controlo de poluição, ao nível da medição das emissões de tubos de escape e testes de economia, na maioria das fábricas da empresa no Japão. De acordo com a Agence France-Presse (AFP), a fabricante de automóveis revelou em comunicado que as medições de desempenho para emissões de tubos de escape e testes de economia de combustível foram feitos com base em valores de medição alterados. A Nissan não especificou neste documento, contudo, o número de veículos envolvidos na adulteração, nem o período de tempo no qual os métodos ilegais foram utilizados. A AFP refere também que, a pedido das autoridades, a fabricante foi obrigada a realizar inspeções, desde setembro de 2016, sobre o modo como os veículos produzidos são ou foram testados, depois de reconhecer que pessoas não certificadas estavam a assinar documentos dos testes. Durante a investigação interna, apareceram outras práticas ilegais que o grupo deu conhecimento ao Ministério dos Transportes japonês. “Investigações abrangentes sobre os factos descritos acima, incluindo as causas e antecedentes deste tipo de má conduta, estão em andamento”, refere a nota da fabricante de automóveis. A marca refere ainda que os veículos, “além dos modelos GT-R”, estão em conformidade com as normas de segurança japonesas e as emissões gasosas correspondem às especificações do catálogo, ou seja, “que não há erros nos números de economia de combustível divulgados pela Nissan” aos clientes. No entanto, a empresa não referiu que problema existe com o modelo desportivo GT-R.
Estima-se que o investimento total da Portucel Moçambique totalize cerca de 260 milhões de dólares. A Navigator informou que a sua subsidiária Portucel Moçambique e o Governo deste país firmaram um acordo para reformulação de um projeto de investimento cujo valor total deverá chegar aos 260 milhões de dólares. De acordo com o comunicado que a Navigator fez chegar à CMVM, será criada uma base florestal de 40.000 hectares que irá garantir o abastecimento de uma unidade de “produção de estilha de madeira de eucalipto para exportação de cerca de 1 milhão de toneladas por ano. A segunda fase do projeto por incluir a “plantação de mais 120 mil hectares de floresta e a construção de uma fábrica de pasta com uma capacidade de produção de cerca de 1,5 milhões de toneladas anuais”. “Nesta primeira fase, estima-se que o investimento total da Portucel Moçambique totalize cerca de 260 milhões de USD (sendo que 120 milhões de USD foram já realizados até à data), os quais incluem a plantação e o apoio ao fomento florestal de cerca de 40 mil hectares, a construção da fábrica de estilha referida, e 10 milhões de USD no programa de desenvolvimento social ou ainda na construção e beneficiação de infraestruturas rurais”, referiu a Navigator em comunicado.
A agência de notação financeira afirma ainda, num relatório divulgado esta segunda-feira, que uma saída da União Europeia sem acordo “permanece possível”, ainda que não seja o cenário mais provável. A Fitch alertou esta segunda-feira para os “desafios significativos” que o plano de Theresa May para o Brexit enfrenta atualmente. Num relatório publicado esta tarde, a agência de notação financeira norte-americana avisa que o esboço do divórcio entre o Reino Unido e a União Europeia pode não ser “aceitável” para os negociadores da comunidade única e mesmo para o próprio Parlamento do britânico, como demonstram as recentes renúncias de dois ministros [David Davis e Boris Johnson]. “A incerteza política, económica e institucional decorrente das negociações entre o Reino Unido e a União Europeia reflete-se na perspetiva negativa de rating soberano ‘AA’ do Reino Unido”, refere a Fitch. Os analistas desta agência consideram que uma saída do país do bloco europeu sem acordo “permanece possível”, ainda que este não seja o cenário mais provável. “As renúncias de David Davis como ministro do Brexit e Boris Johnson como ministro dos Negócios Estrangeiros destacam o desafio político interno que o governo do Reino Unido enfrenta na construção de apoio para o seu plano do Brexit (…). As ramificações políticas completas não são claras, mas evidenciam a incerteza quanto à coesão política e à plataforma política do governo do Reino Unido, evidente desde as eleições de junho de 2017”, explica a mesma análise. Para a Fitch, um dos desafios técnicos que o plano da primeira ministra Theresa May enfrenta é a dúvida sobre como implementar o acordo alfandegário desejado e evitar um processo difícil na fronteira com a Irlanda. Além disso, os peritos da agência norte-americana colocam no leque de obstáculos a questão de a União Europeia considerar ou não uma área de livre comércio para bens, mas não para serviços.
O Índice de Produção Industrial (IPI) em Angola registou uma variação negativa de 2,6% no primeiro trimestre de 2018, comparando com o mesmo período do ano anterior, e desde 2015 que não sai do 'vermelho'. De acordo com o relatório do IPI dos primeiros três meses do ano, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e ao qual a Lusa teve hoje acesso, esta queda na produção (que abrange quatro setores) foi influenciada sobretudo pela diminuição na produção da “Indústria extrativa”, de petróleo, gás, diamantes e minerais, em 5,5%. A crise económica e financeira em Angola, com repercussões no consumo e na disponibilidade de divisas para importação de máquinas e matéria-prima, explicam a prolongada queda deste índice, que mede a evolução da estrutura do valor acrescentado na indústria total, em termos de volume de produção. Contudo, o índice de produção da indústria transformadora até disparou, 17% em termos homólogos, impulsionada pelos produtos petrolíferos e químicos (+54,4%) e pelas bebidas (+25,9%). Os índices de produção e distribuição de energia e de captação, tratamento e distribuição de água cresceram respetivamente 1% e 34,5%, também no primeiro trimestre de 2018. Globalmente, o relatório aponta ainda para quedas, homólogas, de 1,8% do pessoal ao serviço e de 2,5% no total de horas trabalhadas nos primeiros três meses, face ao mesmo período de 2017. O estudo do INE consulta regularmente 401 estabelecimentos selecionados a nível nacional, entre 14 províncias, sendo Luanda a mais representativa, com uma amostra total de 205 indústrias. Deste total, responderam ao levantamento sobre o primeiro trimestre do ano 357 das indústrias inquiridas. De acordo com relatórios anteriores do INE, o índice de produção industrial em Angola registou quedas de 2,7% em 2016 e de 5,2% em 2017. O último ano de variação positiva foi em 2015, com 6,7%.
Os investidores começam a virar a sua atenção nos resultados do segundo trimestre, cuja época arranca esta semana, e a reduzir o foco sobre a guerra comercial, o que está a elevar as bolsas um pouco por todo o mundo. O Dow Jones sobe 0,58% para 24.597,68 pontos e o Nasdaq valoriza 0,66% para 7.738 pontos. As bolsas americanas estão a subir, a reflectir a diminuição da pressão que tem imperado nos mercados e cuja origem é a guerra comercial entre os EUA, a China e a União Europeia. Os dados do mercado de trabalho dos EUA, conhecidos no final da semana passada, acabaram por ajudar neste movimento, porque aumentaram a expectativa em relação ao crescimento económico. E isto num período marcado pelo início da época de apresentação de resultados do segundo trimestre do ano. Esta semana serão conhecidos os resultados do JPMorgan, do Wells Fargo e do Citigroup, cujos números serão divulgados na sexta-feira, 13 de Julho. Os analistas consultados pela Reuters estimam que as empresas do S&P500 reportem um aumento médio de 21% nas receitas. A agência de informação realça que os investidores poderão, apesar disso, estarem atentos a indicações que sejam deixadas pelas empresas sobre o potencial impacto das tarifas comerciais. O alívio da tensão comercial está a elevar cotadas do sector tecnológico, como a AMD, que avança quase 2% para 16,70 dólares. Cotadas chinesas nos EUA como a Alibaba, a JD.com e a Baidu também estão a somar. A Baidu está a subir mais de 3%, enquanto as outras duas cotadas avançam mais de 1%. Em alta está também a Tesla, depois de ter sido noticiado que a empresa liderada por Elon Musk anunciou um aumento de 20 mil dólares nos carros vendidos na China, precisamente por causa da guerra comercial. As acções da Tesla estão a subir mais de 2%.
A queda registada pelas criptomoedas este ano provocou perdas de milhares de milhões de dólares para os investidores, mas a maior bolsa virtual do mundo continua a ganhar dinheiro. A Binance projecta um lucro entre 500 milhões e mil milhões de dólares em 2018, de acordo com o seu CEO. As receitas do primeiro semestre foram de cerca de 300 milhões de dólares, revelou Changpeng Zhao numa entrevista. A média da rotatividade diária na sua sede, que abriu há um ano, é de aproximadamente 1,5 mil milhões de dólares e a Binance agora tem 10 milhões de utilizadores, afirmou. Os números de Zhao mostram que algumas bolsas de criptomoedas estão a prosperar apesar da queda dos activos digitais, em que a bitcoin perdeu 52% do seu valor este ano num momento em que alguns compradores se retiram do mercado, há ataques informáticos reiterados e órgãos reguladores aumentam o seu controlo. A Binance, que teve desentendimentos com as autoridades do Japão e de Hong Kong, planeia permitir em breve que clientes das sedes do Uganda, Bermudas e Malta convertam os seus tokens virtuais em moedas fiduciárias, como o euro, porque pretende aproveitar o seu rápido crescimento. Zhao tinha dito anteriormente que a Binance tinha dois milhões de utilizadores no início do ano. Em Julho de 2017, criou a sede que abriu 11 dias depois de ter angariado 15 milhões de dólares numa oferta inicial de moedas. Quando o frenesi das criptomoedas atingiu o pico no final do ano passado, a bolsa chegava a gerir 11 mil milhões de dólares em transacções por dia.
Os analistas do Morgan Stanley antecipam que o crescimento dos resultados das cotadas já atingiu o pico, pelo que projectam uma descida das “yields” das obrigações soberanas dos EUA a 10 anos. O Morgan Stanley perspectiva uma fase menos positiva nos mercados accionistas e por isso está a recomendar aos clientes nos Estados Unidos que apostem nas acções defensivas e reduzam a exposição ao sector tecnológico, que em 2018 tem registado um dos melhores desempenhos. As bolsas norte-americanas têm registado uma prestação negativa nas últimas semanas devido aos receios com o impacto da guerra comercial e, apesar da recuperação das últimas sessões, o banco de investimento antecipa que o actual "rally" não tem pernas para andar. Daí a recomendação para os clientes canalizarem os investimentos para acções mais defensivas como é o caso das telecomunicações, bens de consumo e utilities. Numa nota de research emitida esta segunda-feira, que está a ser citada pelo Financial Times, os analistas do Morgan Stanley antecipam que o crescimento dos resultados das cotadas já atingiu o pico, pelo que projectam uma descida das "yields" das obrigações soberanas dos EUA a 10 anos. "Temos destacado durante todo o ano que 2018 será um importante ano de transição, resultando numa rotação agressiva para sectores mais defensivos. Essa altura chegou e sugere que os índices de acções dos EUA também estão em risco", referem os analistas do banco de investimento. Certo é que os mercados dão sinais de que essa rotação terá já iniciado, dado que os sectores defensivos (bens de consumo e imobiliário) lideraram os ganhos no S&P500 em Junho, enquanto as tecnológicas e financeiras foram as que mais caíram. Na mesma nota de "research", o banco de investimento assinala alguma preocupação com a excessiva valorização das "small caps", que beneficiaram com o facto de os investidores estarem a sair das cotadas de maior dimensão devido ao facto de serem mais penalizadas com os efeitos da guerra comercial. "Tal faz sentido, mas duvidamos que as ‘small caps’ fiquem imunes ao impacto económico negativo de uma escalada nas tensões comerciais".
Os governos moçambicano e holandês disponibilizaram cerca de quinhentos milhões de meticais para a implementação de projectos de melhoramento do sistema de abastecimento de água às cidades da Beira e Dondo, na província de Sofala. Parte deste montante foi disponibilizada pelo governo moçambicano visando dar prosseguimento a projectos que se enquadram no plano-director do Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água, contemplando a reabilitação e expansão do sistema de distribuição de água às duas cidades. Segundo Castigo Cossa, director da Área Operacional de Água na Beira, com a disponibilização deste montante o sector já iniciou com a reabilitação dos sistemas de captação, estação elevatória e construção de uma nova rede de distribuição de água. Afirmou ainda que com a efectivação do plano-director, que vai até 2021, mais de oitenta mil famílias residentes nas cidades da Beira e Dondo vão passar a consumir água de qualidade.
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