Benigno Papelo

As criptomoedas continuam sob pressão, com os investidores a levarem este mercado para mínimos de 10 meses. Desde o pico de Janeiro, o mercado das moedas digitais “encolheu” 640 mil milhões de dólares. As criptomoedas estão a desvalorizar, prolongando a tendência de queda registada já na semana passada. A bitcoin, a moeda digital mais conhecida, está a cair 2,13% para 6.309,92 dólares, perdendo assim quase 56% desde o início do ano. A ethereum está a registar a maior queda (9,15%), valendo 198,435 dólares, o que corresponde ao valor mais baixo desde que negoceia. E este é o cenário que impera neste mercado, com a ripple a ceder mais de 6% para 0,2746 dólares e a litlecoin a cair quase 3% para 55 dólares. Em ambos os casos as quedas desde o início do ano são superiores a 60%. Estas quedas estão a levar a capitalização deste mercado para 197 mil milhões de dólares, menos 640 mil milhões do que no pico de Janeiro, realça a Bloomberg, com base nos valores da CoinMarketCap.com. Os investidores estão assim a reflectir os receios de que a regulação e a utilização de activos digitais demore mais tempo a tornar-se uma realidade. Receios que se intensificaram depois de na semana passada o Goldman Sachs ter abortado o plano de curto prazo para arrancar uma plataforma de negociação de criptomoedas, segundo a Bussiness Insider. Esta decisão do Goldman Sachs surge depois de no mês passado, as autoridades americanas terem rejeitado uma nova ronda de propostas para negociação de criptomoedas. Em causa está o facto de a SEC ter adiado a decisão sobre se permite que seja negociado um fundo associado à bitcoin. A SEC tem agora até 30 de Setembro para "aprovar ou reprovar" ou determinar procedimentos.
Jack Ma anuncia que vai deixar presidência do grupo Alibaba Jack Ma, fundador do gigante chinês do comércio eletrónico Alibaba, anunciou que vai deixar a presidência do grupo, daqui a um ano, para permitir que pessoas "mais jovens" e "mais talentosas" assumam a liderança. "Nenhuma empresa pode confiar apenas nos seus fundadores (...) devido a limites na capacidade física e energia de cada um", afirmou, numa carta, Jack Ma. "Ninguém pode assumir as responsabilidades de presidente e CEO para sempre", acrescentou. Ma vai completar o mandato actual, como membro do conselho de administração do grupo, até à reunião anual dos accionistas, em 2020. A partir daí, a empresa passará a estar a cargo do actual director executivo, Daniel Zhang. O Alibaba opera os sites de comércio electrónico Taobao e Tmall, que dominam grande parte das vendas 'online' na China. Em 2014, o grupo protagonizou a maior entrada em bolsa a nível mundial, com uma oferta pública inicial, que angariou 22 mil milhões dólares (cerca de 16,9 mil milhões de euros). O Alibaba passou a estar cotado em Nova Iorque, mas a sede mantém-se na cidade de Hangzhou, no leste da China. Jack Ma é o segundo homem mais rico da China.
Karmenu Vella disse que "será exigido a todos os navios que paguem uma taxa (de resíduos) indirecta, que deverá ser paga independentemente da entrega, ou seja, dissociada dos volumes de lixo entregues". Bruxelas quer que os navios passem a pagar uma taxa de resíduos indirecta para evitar que se atire lixo ao mar, segundo o comissário europeu do Ambiente, Assuntos Marítimos e Pescas. Em entrevista ao jornal Público, Karmenu Vella disse que "será exigido a todos os navios que paguem uma taxa (de resíduos) indirecta, que deverá ser paga independentemente da entrega, ou seja, dissociada dos volumes de lixo entregues". "Tal deverá incentivar os navios a entregar o seu lixo na costa e remover qualquer incentivo para que deitem o lixo ao mar. Para resíduos oleosos e efluentes a taxa indirecta deverá ser pelo menos 30% dos custos totais das Instalações de Receção Portuária (o resto deverão ser taxas directas), e para outros tipos de resíduos a taxa indirecta deverá ser 100% dos custos", explicou. De acordo com o comissário europeu, "esta indirecta de 100%, que também deverá ser aplicada a material de pesca e lixo pescado passivamente, dá aos navios um 'direito de entrega', isto é, as taxas directas adicionais não se basearão nos volumes entregues". Questionado sobre se o esforço de limpar os oceanos e as praias será repartido, uma vez que muitos dos detritos que chegam às praias portuguesas vem de outros países, Karmenu Vella referiu a proposta europeia [apresentada em maio] "mudará essa realidade e garantirá que as empresas que produzem os artigos em plástico que mais acabam como lixo marinho participariam nesse esforço". "Dia 15 de Setembro é o dia da limpeza mundial e tenho a certeza que terá muita participação em Portugal. Mas as limpezas não são suficientes para resolver o problema. Temos de atacar o problema desde a raiz e é isso que estamos a fazer com a estratégia para os plásticos e a iniciativa sobre plásticos de uso único [descartáveis]. Quando diminuirmos o uso insustentável de plástico, reduziremos a quantidade de plástico que acaba no oceano e começaremos a reverter a situação", salientou. Na entrevista, o comissário europeu destacou também que em 2030 todos os Estados-membros deverão reciclar 55% das suas embalagens de plástico e, nessa data, todas deverão ser facilmente recicláveis. "Em relação ao conteúdo reciclado nos produtos, temos realmente uma estratégia voluntária no que diz respeito às empresas, encorajámo-las a que fizessem compromissos ambiciosos até ao fim de Setembro", disse. O comissário disse também que as autoridades portuguesas vão utilizar o Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas para apoiar seis projectos para a recolha do lixo do mar por pescadores e também para a remoção de material de pesca perdido e lixo marinho entre 2014-2020. "Será importante partilhar informações sobre a experiência de implementar estes projectos com outros países que estejam a fazer operações semelhantes de forma a desenvolver melhores práticas", realçou. Karmenu Vella lembrou que a Comissão Europeia propôs que o material de pesca "fique sujeito à responsabilidade alargada do produtor, o que significa que os produtores de material de pesca serão responsáveis por criar sistemas de recolha do material danificado e em fim de vida e transportá-lo para instalações para o tratamento apropriado". "O governo português deve começar a pesquisar como tal pode ser feito", disse. A Comissão Europeia apresentou em maio, em Bruxelas, medidas para reduzir a poluição nos mares e oceanos e que incluem a proibição do uso de plástico em produtos como cotonetes, talheres, palhinhas e paus de balões, entre outros. Estes produtos representam 70% dos resíduos marítimos na União Europeia (UE).
A Coreia do Sul, um dos maiores consumidores de gás no mundo, poderá vir a ser um dos principais compradores do gás da bacia de Rovuma, segundo anunciou o presidente da Kogas, Seung Cheong, facto que poderá garantir o fecho financeiro de vários projectos e o sucesso na implementação dos mesmos. A coreia de sul consome por ano, cerca de 70 mil metros cúbicos de gás natural, tornando assim num dos maiores consumidores do mundo. Grande parte do produto é importado do oriente médio e da asia e a aposta neste momento da Coreia do Sul é diversificar os importadores. A Kogas, a maior empresa de recepção e de requalificação do gás liquefeito, com cerca de 5 mil quilómetros de ligações, vai passar a apostar no gás de Moçambique para solidificar o seu mercado, segundo garantiu o presidente desta empresa, Seung Cheong. "Acreditamos que o projecto da área quatro na bacia do Rovuma é muito importante para nós, e como tivemos sucesso no projecto coral sul ao longo do ano passado, temos fé que também alcançaremos sucessos nesta fase. Há vários parceiros no projecto de Rovuma, e nós acreditamos que uma comunicação e parceria inteligente de todos os envolvidos com um suporte do Governo moçambicano, lograremos sucesso na área quatro do Rovuma", disse. Seung Cheong, falava a imprensa, minutos depois de ter orientado uma visita de uma delegação moçambicana as instalações desta empresa.
O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) vai investir, esta segunda-feira, 25 milhões de dólares no lançamento em bolsa do Fundo Nacional de Títulos de Dívida Africana, o primeiro fundo de emissões de dívida pública africana com cotação bolsista. Em comunicado, o Banco sedeado em Abidjan, a capital económica da Costa do Marfim, anuncia o lançamento do “primeiro Fundo multijurisdicional de títulos de dívida pública negociado em bolsa”, para o qual vai contribuir com um investimento inicial de 25 milhões de dólares (21,5 milhões de euros). O Fundo Nacional de Títulos de Dívida Africanos (ADBF, no original em inglês) estará listado na bolsa de valores das Ilhas Maurícias e vai começar a ser transacionado na terça-feira, dia 18 de setembro. O Fundo vai acompanhar o desempenho do African Bond Index, e “será uma importante fonte de financiamento para os governos africanos, aumentará a liquidez dos mercados locais e criará valores de referência para os investidores”, lê-se na nota colocada no site do BAD. O investimento do BAD surge no seguimento da criação, em 2008, da Iniciativa sobre os Mercados de Capitais Africanos, com o objetivo de promover o mercado de dívida nacional nos países africanos através do fortalecimento da infraestrutura comercial e de investimento em dívida emitida localmente. Os objetivos genéricos do BAD relativamente aos mercados de capitais são, conclui a nota, “o encorajamento da criação e adoção de índices de títulos africanos, o melhoramento da liquidez dos mercados de capitais africanos, a contribuição para a melhoria dos aspetos operacionais dos mercados, o aumento do conjunto de gestores de origem africana de fundos e o estabelecimento de produtos financeiros no continente”.
A empresa norte-americana HDR International foi seleccionada para realizar um estudo de viabilidade económica para a construção de um projecto de energia solar em Moçambique, informou a imprensa da especialidade, citada pelo Macauhub. O estudo permitirá avaliar a viabilidade da construção de uma central solar com uma potência máxima de 100 megawatts, a ser erguida em incrementos de 20 a 40 megawatts. Ainda de acordo com o Macauhub, a central solar, que será a maior existente em Moçambique, ficará localizada no Aeroporto Internacional de Nacala, província de Nampula. Uma das características fundamentais deste projecto é uma instalação de armazenagem de energia com uma capacidade máxima de 50 megawatts que ficará adjacente à central solar. A empresa moçambicana WHN Solar recebeu uma doação de 1,2 milhões de dólares da Agência dos Estados Unidos para o Comércio e Desenvolvimento (USTDA). O Banco Africano de Investimento Fieldstone dará, igualmente, apoio à WHN Solar no que se relaciona com o financiamento da USTDA. Este projecto enquadra-se no programa do Governo de Moçambique de garantir acesso universal à energia elétrica até 2030.
De acordo com as expectativas da Moody’s os credores particulares irão sofrer grandes perdas com o facto de o país ter entrado em incumprimento da dívida soberana de Moçambique. “O governo de Moçambique deixou de honrar o serviço da dívida para com credores externos particulares, o que representa cerca de 20% da sua dívida, incluindo a emissão de euro-obrigações com maturidade em 2023”, escreveu Lucie Villa, vice-presidente da agência, citado pelo Macauhub. A nota divulgada adianta que o não-pagamento dos juros e do capital de instrumentos de dívida do sector privado constitui um incumprimento de acordo com as definições da Moody’s. O documento afirma que a capacidade fiscal de Moçambique é muito baixa devido à elevada dívida pública e à fraqueza da moeda nacional, tendo-se a dívida do sector público situado em 112% do Produto Interno Bruto (PIB) no final de 2017.
O clima económico das empresas derrapou no arranque do segundo semestre deste ano. Com a confiança empresarial na economia, a manter sua tendência negativa pelo terceiro mês consecutivo, ou seja, entre Maio e Julho. O Indicador do Clima Económico referente ao mês de Julho passado, indica que a confiança empresarial na economia caiu pelo terceiro mês consecutivo. Esta conjuntura desfavorável deveu-se, à queda da expectativa de emprego entre Maio e Julho, segundo o Instituto Nacional de Estatística. Em termos sectoriais, o INE aponta à apreciação negativa da confiança em todos os sectores alvos do inquérito, com maior destaque em termos de amplitude para o sector de outros serviços não financeiros, que registaram uma quebra em Julho, em relação ao mês anterior. Contudo, apesar da baixa confiança, o índice de empresas que enfrentaram alguma limitação na sua actividade no arranque do segundo semestre de 2018, reduziu 28% em Julho, contra 34% em Junho. Este pulsar é medido pelo Indicador de Confiança e de Clima Económico, uma publicação mensal sobre a conjuntura económica do país.
Dados provisórios do Banco de Moçambique (BM), a que O País teve acesso, reportam que o défice da conta corrente (trocas comerciais com o exterior e as chamadas transferências unilaterais) agravou em USD 414 milhões, para 1.596 milhões de dólares no fecho do primeiro semestre de 2018, em relação ao igual período do ano anterior. O facto é justificado pelo incremento de compras no exterior de serviços especializados e financeiros, no âmbito da implementação de projectos de gás natural na bacia do Rovuma, que obriga maior importação de maquinarias e de bens de consumo intermédio por parte das gigantes petrolíferas desta indústria. O negócio de gás em Moçambique tem vindo a ganhar muita força nos últimos tempos, principalmente, com destaque para o projecto liderado pelo consórcio ENI, da Itália e ExxonMobil, dos Estados Unidos da América, um consórcio que vai iniciar a extração e liquefação de gás natural na bacia do Rovuma, no último trimestre de 2022. Este consórcio espera investir pelo menos oito biliões dólares e deverá gerar lucros directos na ordem dos 47,7 biliões ao longo dos 25 anos de vida do projecto, ficando o Estado moçambicano com cerca de 24,5 biliões de dólares em Imposto sobre a Produção do Petróleo, Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas (IRPC) e partilha da produção. Em paralelo, há ainda, igualmente, o projecto da petrolífera norte-americana, Anadarko, para extracção, liquefação e exportação de gás natural que está para arrancar no país, concretamente, na Península de Afungi, em Cabo Delgado. A decisão final do investimento está prevista para até primeiro semestre de 2019, com o valor do investimento na ordem de 30 biliões de dólares. O projecto tem também um tempo de vida útil previsto de 25 anos, capaz de gerar uma receita na ordem de 53 biliões de dólares para o Estado moçambicano, segundo previsões governamentais. O Executivo de Maputo prevê que os projectos em manga da Anadarko e do consórcio ENI/ExxonMobil consigam criar pouco mais de cinco mil postos de trabalho durante a fase de construção e mil empregos na fase de operação. A logística está a ser montada. Na semana passada, iniciou na Ilha de Goeje, localizada na cidade sul-coreana de Busan, nos estaleiros da Samsung Heavy Industries, a construção do casco para a Fábrica Flutuante do Gás Natural do Coral Sul (FLNG na sigla em inglês) que será instalada na bacia do Rovuma. O primeiro cliente para o gás natural de Rovuma já foi encontrado, trata-se da BP. Ao todo são mais de 200 biliões de pés cúbicos de gás natural descobertos na bacia de Rovuma e a ENI deverá usar uma tecnologia que será pioneira em África e uma das quatro existentes em todo o mundo para extrair o gás natural que se encontra no mar.
O Governo de Macau reiterou o empenho em exercer uma plataforma entre a China e os países de língua portuguesa, nomeadamente em impulsionar a entrada das Pequenas e Médias Empresas (PME) no gigante asiático. “O território está empenhado em desempenhar o papel de plataforma, a fim de ajudar mais e melhor as pequenas e médias empresas dos países de língua portuguesa a entrar no mercado da China interior”, afirmou hoje o secretário para a Economia e Finanças de Macau, de acordo com um comunicado. Lionel Leong falava na província de Cantão, no sul da China, na véspera da 12.ª edição do Fórum para a Cooperação e Desenvolvimento da região do Pan-delta do Rio das Pérolas. Numa reunião com o governador de Jiangxi, Yi Lianhong, o secretário destacou o empenho de Macau em “propiciar a ligação com os países de língua portuguesa e a União Europeia”, para que as empresas daquela região do Rio das Pérolas possam “atrair investidores estrangeiros e conquistar mercados noutros países”, refere a mesma nota. Os dois governantes discutiram ainda uma “cooperação mais profunda” na área da medicina tradicional chinesa, para a qual Macau tem trabalhado também como plataforma entre a China e o os países lusófonos, nomeadamente na formação de especialistas. Neste sentido, Leong garantiu que o Parque Industrial de Medicina Tradicional Chinesa já se “encontra numa fase de captação de investimento, apresentado sucesso no que diz respeito à colocação de produtos desta natureza nos mercados internacionais”. Este parque, instalado na ilha da Montanha (Hengqin), adjacente a Macau, promove a cooperação na área com os países lusófonos, no âmbito da iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”, lançada pelo Presidente chinês, Xi Jinping, em 2013.
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