Presidente chinês promete maior abertura e melhores condições para firmas estrangeiras

Presidente chinês promete maior abertura e melhores condições para firmas estrangeiras

O presidente chinês prometeu esta terça-feira reduzir os impostos sobre a importação de automóveis, abrir mais o mercado chinês e melhorar as condições para as firmas estrangeiras, numa altura de intensas disputas comerciais com Washington. No discurso inaugural do fórum Boao, conhecido como o "Davos asiático", Xi Jinping não mencionou o Presidente norte-americano, Donald Trump, mas mencionou pontos que são chave na crescente tensão com os Estados Unidos em torno do comércio e partilha de tecnologia. Xi prometeu que a China irá abrir os seus sistemas financeiro e bancário à participação estrangeira e proteger melhor os direitos de propriedade intelectual. "A China não se fechará e irá abrir-se ainda mais", afirmou Xi, na abertura do fórum Boao, que se realiza em Hainan, extremo sul do país, reafirmando a posição pró-globalização de Pequim, numa altura em que Trump avança com uma agenda proteccionista. Pequim vai "baixar significativamente" as taxas sobre as importações de automóveis este ano e reduzir as restrições à participação de empresas estrangeiras naquele sector "o mais rápido possível", disse o líder chinês. A China é o maior mercado automóvel do mundo. No mesmo discurso, Xi Jinping não referiu directamente a disputa, mas prometeu encorajar "o intercâmbio regular de tecnologia" e "proteger os direitos legais de propriedade intelectual das firmas estrangeiras".Na semana passada, os Estados Unidos divulgaram uma lista de importações chinesas avaliadas, no conjunto, em 50.000 milhões de dólares (40.700 milhões de euros), e às quais propõem aplicar taxas alfandegárias, como retaliação pela "transferência forçada de tecnologia e propriedade intelectual norte-americana". Em reacção, Pequim ameaçou subir os impostos sobre um conjunto de produtos norte-americanos, que em 2017 valeram o mesmo valor nas importações chinesas. No fim de semana passado, Trump ameaçou subir as taxas alfandegárias para produtos chineses num valor adicional de 100.000 milhões de dólares (81.000 milhões de euros).
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