África do Sul age a favor da Palestina e reduz embaixada em Israel

África do Sul age a favor da Palestina e reduz embaixada em Israel

A África do Sul é o primeiro país da região austral do continente africano a responder à medida de Donald Trump. Porém, outro país do continente negro, a Guiné Bissau, já havia reagido.

O Congresso Nacional Africano (ANC), o partido no poder na África do Sul, recentemente, reduzir a sua embaixada em Israel para um escritório de ligação, em resposta às polémicas mudanças políticas do governo norte-americano naquele país do médio oriente.

A agência oficial de notícias da Wafa informou que a decisão foi tomada directamente em resposta à decisão do presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e de mover a embaixada dos EUA em Israel para Jerusalém.

"Para dar nossa expressão prática de apoio aos povos oprimidos da Palestina, o ANC decidiu por unanimidade dirigir o governo da SA para que rebate imediatamente e incondicionalmente a Embaixada da África do Sul em Israel para um Escritório de Ligação", sustenta o comunicado.

O ANC disse que sua mudança "enviaria uma mensagem clara a Israel que existe um preço a pagar por seus abusos em direitos humanos e violações do direito internacional".

Enquanto isso, de acordo com Wafa, o embaixador da Palestina na África do Sul, Hashem Dajani, congratulou-se com o movimento como "uma decisão importante", expressando a esperança de encorajar outros poderes internacionais a seguir a liderança da África do Sul.

A decisão de Trump sobre Jerusalém foi seguida por uma condenação internacional e aumentou a tensão nos territórios palestinos ocupados.

Desde a sua decisão, 10 palestinos foram mortos pelas forças israelitas, enquanto outras pessoas foram feridas e presas.

Ler 108 vezes Última modificação em Quinta-feira, 21 Dezembro 2017 12:39
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