“EUA deixam de ser mediador credível para o conflito Israel-Palestina”   

“EUA deixam de ser mediador credível para o conflito Israel-Palestina”  

 

O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, anunciou, no dia seis de Dezembro corrente, o reconhecimento de Jerusalém como a capital do Estado de Israel e ordenou a transferência da embaixada americana para a cidade santa.

Trata-se de uma decisão que ignorou os alertas dos líderes internacionais que temiam o rompimento da convenção internacional e o retrocesso no processo de paz no Médio Oriente.

Em conversa com a revista Capital, o embaixador da Palestina em Moçambique,  Fayez Abdul Jamal, reagiu a este episódio que, na sua opinião, é ilegal e vai na contramão do direito internacional.

“Este anúncio mostra as garantias que Trump precisava dar a Israel. Mas ao mesmo tempo viola as garantias acordadas entre os EUA e a Movimento de Libertação da Palestina de não reconhecer Jerusalém como capital de Israel” revelou.

Ainda de acordo com Abdul Jamal, com a decisão, o conflito deixa de ser político e passa a tomar um carácter religioso uma vez que Jerusalém é uma cidade importante para os muçulmanos, cristãos e judeus.

O mais importante ainda, é que depois desta decisão “os Estados Unidos deixam de ser um mediador credível para o conflito”. Por isso “nós convocamos as nações unidas e todos os países europeus para reconhecer o estado da Palestina, com sua capital em Jerusalém oriental, mediante as fronteiras anteriores a 04 de Junho 1967, antes da Guerra dos Seis dias, como forma de desafiar a decisão de Donald Trump” afirmou.

O embaixador,  Fayez Abdul Jamal, acrescentou que Jerusalém é capital religiosa, cultural e nacional da Palestina e a colonização do território palestino, por parte de Israel, é reconhecida por 180 países e todos eles têm o compromisso de não reconhecer esta decisão.

“Nós acreditamos que todos os países amigos e que respeitam o direito internacional vão desafiar esta decisão, uma vez que o silêncio pode ser sinónimo de consentimento. A palestina está a trabalhar a todos os níveis para impedir que esta decisão avance” concluiu.

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