Benigno Papelo

A revista “Forbes” divulgou esta quinta-feira a sua lista anual “America’s Richest Self-Made Women”, onde se pode concluir que a fortuna das mulheres neste ‘ranking’ subiu 15% face ao ano passado. São septuagenárias, sexagenárias ou têm menos de 25 de idade, mas nas suas contas bancárias não existem motivos para criar rugas. A revista norte-americana “Forbes” divulgou esta quinta-feira a sua lista anual “America’s Richest Self-Made Women”, na qual se encontram as 60 mulheres mais afortunadas, por mérito próprio, dos Estados Unidos da América (EUA). No ranking de 2018, as seis dezenas de mulheres registaram no total um património líquido recorde 71 mil milhões de dólares (cerca de 61 mil milhões de euros), o que corresponde a um aumento de 15% em relação aos 61,5 mil milhões de dólares (aproximadamente 53 mil milhões de euros) do ano passado. A riqueza mínima necessária para entrar na lista deste ano foi de 320 milhões de dólares (cerca de 274 milhões de euros), mais do que os 260 milhões de dólares (perto de 223 milhões de euros) que eram precisos em 2017. “As mulheres empreendedoras de maior sucesso no país estão cada vez a aproveitar mais a tecnologia, incluindo as redes sociais, para ajudá-las a lançar e a desenvolver negócios”, afirmou Luisa Kroll, editora-assistente da “Forbes”. A responsável da revista salientou ainda, num comunicado, que esse é um dos motivos pelos quais viram “uma notável afluência de magnatas do Instagram, como Kylie Jenner, na tabela das mulheres mais ricas da América”. Uma das principais curiosidades oriundas da lista deste ano é a de que 27 destas 60 mulheres residem na Califórnia, mais do dobro do número de qualquer outro estado norte-americano. Além disso, 14 nasceram fora dos EUA. Kylie Jenner não surge no ‘Top 1o’ mas a revista dedicou-lhe a capa porque, aos 21 anos de idade, construiu uma fortuna de 900 milhões de dólares (que ronda os 771 milhões de euros) na indústria dos cosméticos, com a marca Kylie Cosmetics, o que lhe levou automaticamente o título de mulher mais jovem mulher rica do país.
A multinacional de software Microsoft ultrapassou a capitalização de mercado de 800 mil milhões de dólares (cerca de 685 mil milhões de euros) pela primeira vez. A meio da sessão bolsista de Wall Street as ações da tecnológica já haviam superado os 104,41 dólares, com uma subida superior a 2,3%. Por volta das 19:20 [hora de Lisboa], a empresa estava a subir 2,27%, para 104,29 dólares, na bolsa de Nova Iorque. A ‘verde’ também estão: a Apple (+1,64%, para 190,97 dólares), a Amazon (+2,14%, para 1.792,02 dólares) e a Alphabet (+2,28%, para 1.180,12 dólares). No primeiro trimestre deste ano, a Microsoft obteve um crescimento de 35% no lucro líquido, face ao período homólogo de 2017, para 7,42 mil milhões de dólares (aproximadamente 6,4 mil milhões de euros). Os resultados da tecnológica superaram as expectativas dos analistas.
Os principais índices da bolsa de Nova Iorque encerraram a sessão desta quinta-feira com ganhos. O dia fica ainda marcado pelo facto de o Nasdaq ter renovado os seus máximos históricos. A bolsa de Nova Iorque encerrou a sessão desta quinta-feira, dia 12 de julho, em terreno positivo. Entre os principais índices bolsistas norte-americanos, o industrial Dow Jones somou 0,91%, para 24.924,89 pontos, e, na mesma linha, o financeiro S&P 500 avançou 0,89%, para 2.798,62 pontos. Também o Russell 2000 acompanhou este otimismo e ganhou 0,36%, para 1.689,72 pontos. O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, recuou na ideia de sair da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), o que animou os investidores. Na reunião dos 29 chefes de Estado e de governo da NATO, o presidente norte-americano disse que foi “mais duro do que habitual” para conseguir uma maior contribuição dos países-membros, que se comprometeram com um gasto extra de 33 mil milhões de dólares. “Os eventos geopolíticos estiveram em destaque (…) e a mostrar comprometimento com a organização, isto depois dos aliados terem aceitado aumentar a despesa com a Defesa. A possível aproximação entre os EUA e a China para resolverem a questão das tarifas também trouxe optimismo”, destacou Ramiro Loureiro, Mtrader do Millennium Investment Banking. O dia fica ainda marcado pelo facto de o Nasdaq ter renovado os seus máximos históricos. O índice tecnológico valorizou 1,39%, para 7.823,92 pontos. Ainda no segmento tecnológico, destaque para a multinacional de software Microsoft, que ultrapassou a capitalização de mercado de 800 mil milhões de dólares (cerca de 685 mil milhões de euros) pela primeira vez. As suas ações subiram 2,17%, para 104,19 dólares. A Apple (+1,72%, para 191,11 dólares), a Amazon (+2,37%, para 1.796,92 dólares) e a Alphabet (+2,64%, para 1.184,41 dólares) também pontuaram. Hoje também o ministro da Cultura e Media britânico, Jeremy Wright, confirmou em comunicado o anúncio do seu antecessor, Matt Hancock, que sugeriu em 19 de junho que o governo do Reino Unido poderia dar ‘luz verde’ ao negócio Fox-Sky. A 21st Century Fox [-0,76%, para 47,04 dólares], gigante do magnata Rupert Murdoch, afirmou estar empenhada em garantir o financiamento e a independência editorial do canal Sky News. Ainda ontem, a Fox anunciou em comunicado que subiu para 32 mil milhões de dólares (27.700 milhões de euros) a oferta de compra de 61% do capital da empresa britânica de televisão Sky, superando assim a oferta da rival Comcast [+2,31%, para 47,04 dólares].
O presidente do banco público das Ilhas Maurícias, o SBM Holdings, disse hoje à Lusa que planeia investir até 120 milhões de dólares em Moçambique nos próximos anos, no âmbito do plano de expansão do grupo. "Já investimos 100 milhões de dólares no Quénia, Madagáscar e Seicheles, e angariámos recentemente mais 120 milhões nos mercados internacionais e vamos usar este dinheiro para fazer a nossa expansão para além das fronteiras do Quénia, onde já comprámos dois bancos", disse Kee Chong Li em entrevista à Lusa à margem dos Encontros Anuais do Banco Africano de Exportações e Importações (Afreximbank), que decorrem até sábado em Abuja, a capital da Nigéria. Questionado sobre se o plano de expansão contempla Moçambique, KC Li, como é conhecido, respondeu: "Definitivamente sim, mas não podemos expandir rápida e agressivamente, porque África é um mercado desafiante", por isso, explicou, o grupo vai começar "primeiro na Zâmbia, Uganda e Tanzânia, e depois Ruanda e depois então Moçambique". Na entrevista à Lusa à margem dos Encontros Anuais do Afreximbank, KC Li acrescentou que o plano de investimentos "tem de ser prudente e feito de uma maneira faseada, porque os recursos não são ilimitados". O antigo professor de Finanças Públicas faz também parte do conselho de administração do Afreximbank, que comemora este ano o 25º aniversário de existência num contexto de aumento da visibilidade, que KC Li atribui à importância do financiamento das instituições financeiras multilaterais. "Os países ocidentais estão a sair de África e os grandes bancos, como o BNP Paribas, o HSBC, o Barclays e o Deutsche Bank, que tradicionalmente financiavam as atividades coloniais, estão a sair por causa do risco" dos investimentos em África. Questionado sobre se o retorno não compensa o risco de investir no continente africano, KC Li respondeu que não: "Há muitas novas regras sobre corrupção, cumprimento das regras ['compliance', no original em inglês], muito controlo sobre a proveniência do dinheiro, terrorismo e lavagem de dinheiro, e não querem arriscar nestes países porque se receberem multas, têm de pagar e isso não cobre o retorno que têm em África, por isso preferem sair". Com a saída dos grandes bancos internacionais, a falta de financiamento nota-se ainda mais, "e é aí que o Afreximbank tem um papel importante no financiamento das exportações e importações, e o banco estatal das Ilhas Maurícias, sendo parcialmente estatal, tem por objetivo e por missão uma vertente de desenvolvimento, e por isso compra bancos para se posicionar e dar financiamento ao continente". Para KC Li, não são as grandes multinacionais nem os setores extrativos que precisam de financiamento internacional, mas sim as pequenas e médias empresas e os jovens empreendedores. "O financiamento não deve ser só para os recursos naturais como o petróleo e gás, porque África precisa de estradas, logística, transporte, precisa de segurança alimentar, Pequenas e Médias Empresas (PME), mulheres, jovens, todos precisam de financiamento mas não o estão a receber por parte dos bancos tradicionais", defendeu o banqueiro. "Podemos contribuir onde somos melhores, temos uma grande experiência no mercado do turismo, dos têxteis, do açucar, das tecnologias de informação e nos serviços financeiros, e vamos para estes nichos de mercado para ajudar" os empreendedores, afirmou. A abordagem, no entanto, "tem de ser muito prudente, vamos ver onde investir e se tivermos resultados positivos, expandimos e angariamos mais dinheiro, até porque as Ilhas Maurícias estão saturadas, temos muitos bancos e por isso temos de ir para o estrangeiro para nos expandirmos", concluiu. O Afreximbank, cujos Encontros Anuais decorrem até sábado em Abuja, a capital da Nigéria, é um banco de apoio ao comércio, exportações e importações em África e foi criado em Abuja, 1993. Tem um capital de 5 mil milhões de dólares e está sedeado no Cairo. Os acionistas são entidades públicas e privadas divididas em quatro classes e dele fazem parte governos africanos, bancos centrais, instituições regionais e subregionais, investidores privados, instituições financeiras, agências de crédito às exportações e investidores privados, para além de instituições financeiras não africanas e de investidores em nome individual.
A produção petrolífera angolana voltou às quebras em Junho, equivalente a 88.300 barris diários no espaço de um mês, afastando-se da Nigéria, que consolidou a liderança entre os produtores africanos, segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). De acordo com o último relatório mensal daquela organização, relativo a Junho e divulgado hoje, Angola atingiu neste mês uma produção diária média de 1,431 milhões de barris de crude (após revisão da OPEP ao relatório de maio), com dados baseados em fontes secundárias. Com este registo, em volume produzido, Angola continua atrás da Nigéria, país que viu a sua produção aumentar em Junho 27.800 barris diários, para uma média de 1,660 milhões de barris por dia, segundo os mesmos dados da OPEP, igualmente com base numa revisão aos de maio. Durante praticamente todo o ano de 2016 e até maio de 2017, Angola liderou a produção de petróleo em África, posição que perdeu desde então para a Nigéria. A produção naquele país foi condicionada entre 2015 e 2016 por ataques terroristas, grupos armados e instabilidade política interna. O acordo entre os países produtores de petróleo para reduzir a produção e fazer aumentar o preço do barril obrigou Angola a cortar 78.000 barris de crude por dia com efeitos desde 01 de Janeiro de 2017, para um limite de 1,673 milhões de barris diários. Um acordo que Angola terá 'furado' em Outubro passado, ao produzir 1,689 milhões de barris por dia, segundo os dados da OPEP com base em fontes secundárias. O relatório da OPEP refere também que, em termos de "comunicações directas" à organização, Angola terá produzido 1,448 milhões de barris de petróleo por dia em maio, neste caso um corte equivalente a 38.000 barris diários face a maio. Já a Nigéria aumentou o volume produzido, oficialmente, em 11.600 barris diários, para 1,511 milhões de barris de petróleo por dia em Junho. No mesmo relatório da OPEP, mas neste caso com dados de maio, Angola continua entre os três principais fornecedores de petróleo à China, com uma quota de 12% do total, atrás da Rússia (14%) e da Arábia Saudita (13%). Angola enfrenta desde final de 2014 uma profunda crise económica, financeira e cambial decorrente da forte quebra nas receitas petrolíferas. Em menos de dois anos, o país viu o preço do barril exportado passar de mais de 100 dólares para vendas médias, no primeiro semestre de 2016, de 36 dólares por barril, segundo dados do Ministério das Finanças de Angola. Desde o início de 2017 que as vendas de petróleo angolano têm estado, em regra, acima dos 50 dólares por barril no mercado internacional, tendo, entretanto, ultrapassado os 70 dólares.
O preço de produtos, bens e serviços essenciais diminuiu durante o mês de junho em Moçambique, de acordo com o cabaz seguido pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para calcular o índice de preços ao consumidor e a inflação. O índice recuou de 120,08 para 119,94, o que faz com que a inflação mensal seja de -0,12% e a inflação acumulada em 2018 se situe em 2,59%, refere uma nota do INE divulgada hoje. A inflação homóloga em junho foi de 4,40% e a inflação média a 12 meses desceu para 6,59%. A classe com maior recuo nos preços foi a de produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, com uma variação de menos 0,46 ponto de índice.
A linha aérea Air Botswana assinou um acordo SPA (special prorate agreement) com as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), prolongando a sua rede de rotas, segundo anunciou na quarta-feira um responsável de comunicação da transportadora moçambicana. Segundo Thabiso Leshoai, o acordo prolongará efetivamente a rede de rotas da companhia do Botsuana através de escalas em Joanesburgo para sete destinos da companhia aérea LAM, incluindo um número de cidades comerciais e estâncias balneares. "Estes destinos incluem Maputo, Beira, Vilanculos, Pemba, Tete, Nampula e Inhambane (em Moçambique)", afirmou Leshoai, acrescentando também que o acordo permitirá um único check-in "desde Gaborone, Maun e Francistown até aos destinos em Moçambique". Leshoai afirmou ainda que o acordo permite também o "mesmo acordo reciproco para os passageiras que viajam desde moçambique, que poderão reservar e comprar bilhetes" nos voos da Air Botswana com destino a Gaborone, Maun e Francistown.
O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, disse que o Instituto de Cereais de Moçambique deve assumir o papel de elemento de ligação, entre os centros de produção e mercados, através da promoção de excedentes agrícolas. Carlos Agostinho do Rosário falava esta quarta-feira, em Maputo, no acto de tomada de posse do Director Geral do Instituto de Cereais de Moçambique, Mohamed Valá. O Primeiro-Ministro disse que o ICM deve estabelecer parcerias com o sector privado, para garantir o escoamento da produção, compra, armazenamento, conservação e venda de produtos agrícolas. O Director-Geral do Instituto de Cereais de Moçambique, Mohamed Valá, disse que os desafios do sector são encorajadores.
Com a implementação integral dos projectos de exploração de hidrocarbonetos, o país vai receber grandes investimentos, anunciou, Omar Mithá, presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, ENH. Segundo Mithá, prevê-se que até meados do próximo ano sejam produzidas mais de 12,8 milhões de toneladas de gás natural liquefeito, na Área Um da Bacia do Rovuma. A Área Um, maioritariamente concessionada à multinacional Anadarko, é uma das mais promissoras para exploração de gás. Omar Mithá falava hoje, quarta-feira, durante a cerimónia de abertura da conferência sobre conteúdo local de petróleo e gás, que decorre na cidade de Maputo. No encontro participam os principais intervenientes do processo de exploração de hidrocarbonetos no país, entre os quais a Anadarko, a Sasol e a Exonmobil. Estimativas indicam que a Bacia do Rovuma dispõe de mais de 150 milhões de pés cúbicos de gás, sendo assim uma das maiores reservas mundiais.
O governo prevê, para este ano, o início da actividade da cabotagem marítima, no país. O Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, disse esta segunda-feira em Maputo, que a utilização da via marítima para o transporte de mercadorias vai possibilitar que os produtos cheguem ao consumidor a preços reduzidos. Carlos Mesquita referiu que a cabotagem marítima vai, igualmente, originar a redução da pressão sobre as infra-estruturas rodoviárias.
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