Benigno Papelo

O banco espanhol, dono do BPI, garante que “cumpre e cumpriu em todo momento com as normas vigentes em matéria de prevenção de branqueamento de capitais”. O CaixaBank negou qualquer intervenção nos crimes de lavagem de dinheiro de que foi acusado esta quinta-feira pelo juiz Ismael Moreno, do Tribunal Nacional de Espanha. A justiça madrilena está a investigar o banco dono do BPI num crime relacionado com a máfia chinesa. “O CaixaBank nega qualquer tipo de colaboração ou participação em delitos de branqueamento de capitais supostamente cometidos por cidadãos de nacionalidade chinesa”, garantiu o banco que, há dois anos, lançou uma Oferta Pública de Aquisição sobre o BPI, em comunicado enviado ao Jornal Económico. A entidade bancária liderada por Gonzalo Gortázar Rotaeche lembra que “tem uma forte cultura e um forte compromisso com o cumprimento das normas” e que “cumpre e cumpriu em todo momento com as normas vigentes em matéria de prevenção de branqueamento de capitais”. No acórdão, o magistrado refere que funcionários e diretores de dez filiais do CaixaBank permitiram a utilização de “testas de ferro” e atividades económicas não declaradas a chineses. As instituições estão acusadas de suposto favorecimento, assistência e omissão de fundos. “[Os trabalhadores atuam] como canais de lavagem de dinheiro de tais organizações, mesmo quando podiam suspeitar de que os seus clientes estavam imersos em atividades ilícitas de fraude, a partir dos quais os enormes depósitos em dinheiro que eles faziam”, refere o juiz do tribunal espanhol,. A alegada intervenção do banco foi ‘descoberta’ na sequência de uma investigação ao ICBC (Banco Industrial e Comercial da China) por lavagem de dinheiro para várias organizações criminosas. Após a investigação, o Grupo de Crimes Económicos da Guarda Civil e a Sepblac detetaram uma série de comportamentos irregulares levados a cabo por determinados colaboradores do CaixaBank, entre 2011 e 2015.
Há quatro entidades interessadas no Banco Efisa, entre as quais o antigo BESA e a boutique financeira sedeada em Londres, que já está em Espanha. A StormHarbour, sociedade financeira com sede em Londres, que tem como responsável António Caçorino, apresentou uma proposta não vinculativa para a compra do Banco Efisa, sabe o Jornal Económico. Além desta, está também na corrida o Banco Económico, ex-BESA.
Alemanha lidera a economia da UE, mas Macron quer ocupar o vazio comum em termos de defesa e segurança. E até já tem um tratado para isso. “O inteligente aproveitamento da situação internacional por parte do presidente Emmanuel Macron, devolveu à França maior centralidade como o interlocutor europeu dos Estados Unidos”, nomeadamente no que tem a ver com a defesa e com a intervenção militar, como sucedeu no passado fim de semana no cenário da guerra da Síria. É desta forma que o comentador Francisco Seixas da Costa, em declarações ao Jornal Económico, interpreta a cada vez mais evidente liderança da França no que concerne à política externa da Europa e, mais particularmente, da União Europeia.
Depois de uma forte subida de 28% no ano passado, o mercado da Índia está praticamente na linha de água. O petróleo pode, assim, ser um factor determinante para que defina um rumo. Os preços do petróleo estiveram a subir mais de 3%, esta quinta-feira, na véspera da reunião da OPEP. A animar a matéria-prima, que em Londres se aproximou dos 75 dólares, estiveram as notícias que dão conta de que a Arábia Saudita veria com bons olhos preços entre os 80 e os 100 dólares por barril. Contudo, alguns mercados podem ser penalizados pela subida do "ouro negro". É o caso das acções da Índia, alerta a Tata AIA Life Insurance, gestora que é responsável por um património de quatro mil milhões de dólares (3,23 mil milhões de euros). "Apesar de termos uma posição, em geral, construtiva em relação ao mercado accionista da Índia, surgem riscos relacionados com a possibilidade de subida dos preços do petróleo face aos níveis actuais, pois isso afecta a balança comercial do país [importa cerca de 80% do petróleo] e eleva a inflação", defendeu Harshad Patil, responsável pela estratégia de investimento, citado pela Bloomberg. Além disso, o avanço do petróleo pode também levar à depreciação da moeda e afectar o sentimento dos investidores. Depois de uma forte subida de 28% no ano passado, o mercado da Índia está praticamente na linha de água. O petróleo pode, assim, ser um factor determinante para que defina um rumo.
As bolsas europeias estão a negociar em queda pela primeira vez em quatro sessões, numa altura em que o petróleo e o euro estão em baixa ligeira. Os juros de Portugal sobem, no dia em que a Moody's se poderá pronunciar sobre o rating. Os mercados em números PSI-20 desce 0,38% para 5.501,14 pontos Stoxx 600 perde 0,25% para 380,99 pontos Nikkei desvalorizou 0,13% para 22.162,24 pontos Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 2,9 pontos para 1,685% Euro recua 0,04% para 1,2340 dólares Petróleo em Londres recua 0,12% para 73,69 dólares o barril Bolsas europeias aliviam de máximos de Fevereiro As bolsas europeias estão a negociar em queda esta sexta-feira, 20 de Abril, depois de três sessões consecutivas de ganhos, que levaram o índice de referência do Velho Continente para máximos de 27 de Fevereiro. Nesta altura, o Stoxx600 perde 0,25% para 380,99 pontos, em mais uma sessão em que os investidores vão estar atentos aos resultados das empresas relativos ao primeiro trimestre. Em Lisboa, o PSI-20 desce 0,38% para 5.501,14 pontos, penalizado sobretudo pelo BCP e pela Galp Energia. O banco liderado por Nuno Amado recua 0,63% para 28,36 cêntimos, enquanto a petrolífera desce 1,64% para 15,845 euros. Juros de Portugal sobem antes da Moody’s Os juros da dívida portuguesa estão a subir em todas as maturidades, no dia em que a Moody’s poderá retirar a dívida portuguesa do patamar de investimento especulativo – o chamado "lixo". Além da Moody’s, também a canadiana DBRS poderá pronunciar-se esta sexta-feira sobre a classificação e perspectivas para a dívida de Portugal. A ‘yield’ associada às obrigações portuguesas a dez anos sobe 2,9 pontos para 1,685%, acompanhando a tendência de agravamento que se estende à generalidade dos países do euro. Em Espanha, os juros no prazo de referência avançam 2,0 pontos para 1,304%, em Itália sobem 2,5 pontos para 1,806% e na Alemanha crescem 0,4 pontos para 0,604%. Euro recua pelo segundo dia A moeda única europeia está a negociar em baixa face ao dólar pela segunda sessão consecutiva, numa altura em que cresce a expectativa de que o BCE adie a definição do seu plano de retirada dos estímulos à economia. Segundo a Bloomberg, a maioria dos economistas ainda antecipa que o programa de compra de activos deverá terminar este ano, mas Draghi deverá demorar mais tempo a comunicar o próximo passo em direcção à normalização da política monetária. Nesta altura, o euro cai 0,04% para 1,2340 dólares. Petróleo a caminho da segunda semana de ganhos O petróleo está a negociar em baixa ligeira, mas preparar-se para completar, esta sexta-feira, a segunda semana consecutiva de ganhos.\ Esta evolução acontece numa altura em que se espera novidades de uma reunião entre os membros da OPEP, na Arábia Saudita, sendo que o cartel tem mantido a convicção de que é necessário continuar com os cortes na produção para eliminar o excedente. O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, cai 0,23% para 68,13 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, perde 0,12% para 73,69 dólares. Ouro contraria dólar O metal precioso está a negociar em queda pela segunda sessão consecutiva, contrariando a evolução do dólar norte-americano, que está a subir, esta sexta-feira, pelo quarto dia. O ouro recua 0,27% para 1.341,90 dólares, enquanto a prata desce 0,64% para 17,1387 dólares.
O Estado angolano encaixou quase 950 milhões de euros em receitas fiscais com a exportação de petróleo no mês de Março, o melhor registo, em moeda nacional, desde Setembro de 2014, período antes do início da crise em Angola. A informação resulta de uma análise da agência Lusa ao relatório de Março de 2018 do Ministério das Finanças, sobre as receitas com a venda de petróleo, bem como dos anos anteriores. No terceiro mês do ano, Angola exportou 43.127.199 barris de petróleo (menos 1,541 milhões de barris face a Fevereiro), a um preço médio que aumentou, no espaço de um mês, de 61,66 dólares para 62,391 dólares. Apesar de as receitas fiscais, em kwanzas, subirem, o resultado é afectado pela forte depreciação da moeda nacional desde 2014, sendo que só entre Janeiro e Março já caiu mais 30%, face ao euro. As vendas globais de petróleo em Março ascenderam assim a 2.690 milhões de dólares (2.180 milhões de euros), que por sua vez representaram receitas fiscais para o Estado angolano superiores a 253.205 milhões de kwanzas (949 milhões de euros). Em Janeiro, o Estado angolano já tinha encaixado 223.535 milhões de kwanzas (847,2 milhões de euros) com as receitas fiscais da exportação de petróleo, valor que em Fevereiro subiu para 224.422 milhões de kwanzas (851 milhões de euros). O Governo angolano estabeleceu o preço de referência de 50 dólares por barril de petróleo para elaborar o Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2018, quando o valor no mercado internacional tem estado acima dos 60 dólares, desde o início do ano. Os números de Março só encontram paralelo com o período anterior à crise da quebra da cotação do petróleo no mercado internacional, neste caso face aos 243.329 milhões de kwanzas (1.900 milhões de euros, à taxa de câmbio de então) em receitas fiscais petrolíferas garantidas no mês de Setembro de 2014. Em 2014, o melhor registo nas receitas fiscais geradas com a exportação de petróleo foi atingido em Janeiro, então com 325.155 milhões de kwanzas (2.400 milhões de euros, à taxa de câmbio de então). Na origem destes dados estão números sobre a receita arrecadada com o Imposto sobre o Rendimento do Petróleo (IRP), Imposto sobre a Produção de Petróleo (IPP), Imposto sobre a Transacção de Petróleo (ITP) e receitas da concessionária nacional. Os dados constantes nestes relatórios do Ministério das Finanças resultam das declarações fiscais submetidas à Direcção Nacional de Impostos pelas companhias petrolíferas, incluindo a concessionária nacional angolana, a empresa pública Sonangol. A Lusa noticiou em Fevereiro que o Estado angolano garantiu, em 2017, mais de 8.600 milhões de euros em receitas fiscais com a exportação de petróleo, 400 milhões de euros abaixo da meta orçamentada. De acordo com dados dos relatórios mensais do Ministério das Finanças sobre as receitas com a venda de petróleo, entre Janeiro e Dezembro Angola exportou 595.604.870 barris de crude, quando o Governo estipulou no OGE para 2017 uma previsão de 664,6 milhões de barris. O acordo entre os países produtores de petróleo, com vista a reduzir a produção para provocar o aumento da cotação do barril de crude, acabou por influenciar este resultado, com a quebra no volume do petróleo garantido por Angola. Já em termos de receitas fiscais com a venda de petróleo, o Governo angolano previa angariar 1,695 biliões de kwanzas (9.100 milhões de euros, à taxa de câmbio de 31 de Dezembro de 2017), tendo garantido 1,615 biliões de kwanzas (8.670 milhões de euros, à taxa de câmbio de 31 de Dezembro de 2017) em 12 meses, pelo que também falhou a meta orçamentada, por cerca de 400 milhões de euros.
Sexta-Feira, 20 April 2018 09:09

Tabaco e tecnologia pressionam Wall Street

Os mercados norte-americanos encerraram a sessão desta quinta-feira a negociar em terreno negativo. Os mercados norte-americanos encerraram a sessão desta quinta-feira, 19 de abril, a negociar em terreno negativo, com as descidas de todos os principais índices. Depois de vários dias em alta, a beneficiar dos resultados trimestrais das empresas, a bolsa de Nova Iorque fechou a sessão no ‘vermelho’. A quebra de resultados da Philip Morris – que teve uma receita excluindo impostos de 6,9 mil milhões de dólares (cerca de 5,6 mil milhões de euros), abaixo das expectativas dos analistas da Bloomberg – levaram a que a cotada tombasse 16,3% e se encaminha-se para a pior performance bolsista desde 2008, perdendo 26 mil milhões de dólares (cerca de 21 mil milhões de euros) de valorização de mercado. Os números apresentados pela maior tabaqueira do mundo, dona das marcas Marlboro, Chesterfield ou L&M, prejudicaram o setor do consumo, bem como outras tabaqueiras, incluindo a Altria. Este segmento de atividade foi também pressionado pelo mau desempenho da multinacional de produtos cosméticos Procter & Gamble, cujos títulos caíram quase 5% após ter anunciado que vai comprar a unidade de saúde do consumidor da Merck KGaA por 4,2 mil milhões de dólares (cerca de 3,4 mil milhões de euros). O índice industrial Dow Jones, que serve de referência para as bolsas em todo mundo, recuou 0,34%, para 24.664,89 pontos. Quanto ao indicador financeiro S&P 500, perdeu 0,57%, encerrando a sessão nos 2.693,13 pontos no fecho da sessão de hoje. O índice tecnológico Nasdaq desvalorizou 0,78% e fechou o dia nos 7.238,06 pontos. Já o Russel 2000 desapreciou 0,68%, para 1572,96 pontos. Já durante a tarde a bolsa norte-americano transacionava em baixa, “pressionada sobretudo pelo setor tecnológico” e com a Apple a cair mais de 2%. “Em causa estava a notícia que uma das maiores fabricantes de chips asiáticas, a Taiwan Semiconductor Manufacturing, apresentou previsões desfavoráveis para o 2º trimestre”, destacaram os analistas do BPI.
A organização não governamental "Good bye Malaria" o que em português significa, Adeus Malária, vai investir cerca de 10 milhões de dólares norte americanos num programa de combate à doença, segundo informou o enviado especial da Rádio Moçambique, que cobre a visita do Presidente da República, Filipe Nyusi, à Inglaterra. De acordo com a RM, o programa que será implementado em coordenação com o Ministério da Saúde, abrange cerca de 15 mil pessoas da província do Maputo, numa acção que teve inicia há cinco anos. A reciclagem de resíduos sólidos e a pulverização intra-domiciliária são as áreas de actuação da Good bye Malaria. A propósito, o Chefe de Estado, Filipe Nyusi, disse na cimeira sobre a doença que decorreu em Londres, que Moçambique faz parte dos 10 países mais afeitados pela malária, com mais de 40 por cento de prevalência. Entretanto, o estadista nacional que está de visita a Inglaterra vai participar num retiro de chefes de Estado e de Governo da Commonwheath, que terá lugar no Windsor Castle, a 36 quilómetros de Londres.
O Banco Único quer contribuir para o melhoramento do desempenho das Pequenas e Médias Empresas na economia nacional. Para isso, lançou esta quinta-feira a primeira Academia PME+, onde pretende, na primeira fase, formar 25 gestores de Pequenas e Médias Empresas em matérias de gestão. Os gestores a serem formados já foram seleccionados por via de um concurso organizado pelo Banco Único. O projecto conta também com o apoio da FSD-Moç que espera que se alastre pelo país todo. A formação vai arrancar no dia 2 de Maio próximo e vai abordar especificamente matérias como liderança, gestão financeira, planeamento, estratégia e marketing e simulação empresarial.
O banco Millennium Bim reuniu os seus parceiros e representantes de Pequenas e Médias Empresas para formalizar o lançamento da segunda edição do programa M Líder. Trata-se de uma iniciativa que tem por objectivo capacitar e oferecer serviços especiais as PME. 98 por cento das empresas registadas no país são Pequenas e Médias Empresas, compondo desta forma a maioria no tecido empresarial, sendo necessário o seu acompanhamento. Na primeira edição realizada no ano passado a iniciativa M líder abrangeu 340 empresas. E nesta segunda edição, o banco espera atingir mais de 500 empresas.
Page 1 of 79