Benigno Papelo

A Procurado-Geral da República (PGR), Beatriz Buchili, denunciou ontem a fraca colaboração de alguns países aos quais foi solicitada informação para a conclusão da instrução preparatória do processo-crime sobre as dívidas não declaradas, contraídas entre 2013 e 2014. Mesmo sem revelar nomes, Beatriz Buchili esclareceu à plenária da Assembleia da República que a PGR solicitou informações a sete países, há mais de dois anos, dos quais apenas um prestou esclarecimentos só no mês passado. A magistrada disse que entre os seis Estados em falta figuram parceiros que condicionam o financiamento ao país, mesmo sabendo que o esclarecimento deste processo-crime depende das informações solicitadas. Esta situação, segundo Buchili, é do conhecimento do Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Procuradoria está a articular com as embaixadas dos países em causa e outros parceiros para apoiarem na obtenção das informações solicitadas, de modo a se concluir a instrução preparatória do processo-crime. “Queremos saber se os bens e serviços adquiridos correspondem aos valores dos créditos, se houve subfacturação, se há valores em mãos alheias ou foram pagas comissões e outras matérias criminais para completar as diligências”, afirmou Buchili, respondendo às questões dos deputados à volta do seu informe anual sobre a situação da legalidade no país em 2017. A Procuradora-Geral da República explicou que esta situação deriva das normas legais que ditam os procedimentos a adoptar, quando num processo criminal há necessidade de obtenção de provas noutros países, com normas diferentes das moçambicanas. No caso em apreço, disse ser necessário obter informação dos bancos credores e das empresas fornecedoras de bens e serviços, entre outros intervenientes, o que pressupõe o recurso a mecanismos de cooperação jurídica e judiciária internacional. “Esta actividade, a ser realizada onde os bancos e fornecedores estão sedeados, obedece a normas e prazos desses países, que também são suas prioridades”, referiu Buchili, acrescentando que alguns países compreendem a preocupação da PGR em obter tais informações, mas têm suas normas. Sobre a denúncia ao Tribunal Administrativo (TA), ela afirmou que a medida se deveu à identificação de infracções financeiras praticadas por servidores públicos na contratação da dívida com indício de violação das normas legais. Trata-se de irregularidades na emissão de garantias e de contratação da dívida, cujo pronunciamento e sancionamento compete ao TA. Entretanto, segundo esclareceu, só pelo facto de serem sancionados pelo TA, estes servidores não podem ser considerados autores dos factos em investigação no processo-crime em curso na PGR, uma vez que ninguém pode ser arguido num processo-crime por infracções de natureza administrativa. “Compreendemos a ansiedade como Estado em esclarecer definitivamente o caso pelo impacto na vida do país e dos cidadãos, em particular, mas não há outra via a seguir, sob pena de incorrer em invalidade da prova, com todas as consequências legais daí decorrentes”, esclareceu Buchili.
Reunidos em Luanda, líderes da África Austral apelaram à manutenção de um "ambiente propício" à realização das eleições de 23 de dezembro na República Democrática do Congo. Presidenciais já foram adiadas duas vezes. A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) assinalou esta terça-feira (24.04) o "progresso significativo" na República Democrática do Congo (RDC) rumo às eleições. Numa cimeira extraordinária na capital angolana, os chefes de Estado e de Governo da África Austral saudaram Executivo liderado por Joseph Kabila, presente no encontro, os intervenientes políticos e a Comissão Eleitoral pelo progresso feito desde 2016. A RDC tem sido palco de instabilidade face à recusa do Presidente Kabila de abandonar o cargo que ocupa desde 2001. As manifestações da oposição e da comunidade católica são frequentes e quase sempre reprimidas pelas autoridades. Dezenas de pessoas morreram em protestos pela saída do chefe de Estado, na sua maioria, abatidas pelas forças de segurança. Esta terça-feira (24.04), no entanto, foi dia de manifestação pacífica: um comício da oposição na capital, Kinshasa, o primeiro autorizado pelo Governo em quase dois anos, para marcar o 28º aniversário da política multi-partidária no país. Os comícios da oposição são proibidos desde setembro de 2016. "A autorização do protesto não é uma prenda, é uma consequência da nossa luta. Saudamos a contenção da polícia. Terão de aprender a olhar-nos como concidadãos e não como adversários", afirmou Félix Tshisekedi, presidente da União para a Democracia e Progresso Social (UDPS). Joseph Kabila deveria ter abandonado a Presidência no final de 2016, depois de atingir o limite constitucional de dois mandatos, mas deverá manter-se no poder até janeiro de 2019, a data prevista para a transição do poder, após as eleições. Tshisekedi desmente rumores Félix Tshisekedi é uma das duas figuras apontadas à corrida presidencial, ao lado do empresário no exílio Moise Katumbi. Esta terça-feira, Tshisekedi afastou rumores de um acordo com o chefe de Estado para ocupar o cargo de primeiro-ministro - uma oferta que Kabila fez aos seus opositores no passado. "Não se deixem distrair, deixem-nos com as suas distrações. Nós temos de nos preparar e vocês têm de se preparar para me levarem a vencer as eleições", declarou. No comício invulgarmente pacífico da oposição, os apoiantes da UDPS apelaram à mudança no país. "Tem de haver uma eleição e temos de respeitar as regras do jogo. Caso contrário, as pessoas continuarão a pressionar o atual Presidente para que haja mudança e um Estado de Direito.", pediu um apoiante. "Rezamos pela mudança e por novos líderes. Apoiamos Thisekedi porque estamos fartos", disse outro seguidor da UDPS. Entretanto, em Angola, face ao que classifica como "progresso significativo feito no país", a cimeira da SADC "reconsiderou a sua decisão de destacar um enviado especial" para a RDC. O encontro juntou em Luanda, além do chefe de Estado angolano, João Lourenço, os Presidentes da República da África do Sul, Namíbia, Zâmbia e da República Democrática do Congo, o vice-Presidente da Tanzânia, o rei da Suazilândia e o primeiro-ministro do Lesoto.
As bolsas europeias depreciaram-se na sessão desta quarta-feira, pressionadas pela subida dos juros a 10 anos das obrigações soberanas dos EUA, o que, por sua vez, está a fortalecer o dólar. Já o petróleo e o açúcar seguem a ceder terreno devido ao excesso de inventários. Os mercados em números PSI-20 cedeu 0,85% para 5.537,80 pontos Stoxx 600 recuou 0,83% para 379,92 pontos S&P 500 desliza 0,06% para 2.633,04 pontos "Yield" a 10 anos de Portugal soma 3,9 pontos base para 1,717% Euro desvaloriza 0,42% para 1,2181 dólares Petróleo avança 0,63% para 75,18 dólares por barril em Londres Bolsas europeias no vermelho As bolsas do Velho Continente encerraram em terreno negativo, penalizadas pela subida dos juros da dívida a 10 anos dos EUA, que ontem superaram os 3% e hoje continuam a avançar - o que agrava os receios com o agravamento dos custos financeiros das cotadas. Dos 19 super-sectores que integram o índice de referência europeu Stoxx600, apenas três conseguiram negociar no verde: retalho, media e bens de consumo. Já os sectores automóvel, petrolífero e mineiro foram os que mais pressionaram a negociação das principais praças da Europa Ocidental, numa sessão em que o Stoxx 600 recuou 0,83% para 382,52 pontos. Por cá, o PSI-20 acompanhou a tendência das restantes congéneres europeias e fechou a cair 0,85% para 5.537,80 pontos, com 15 cotadas em alta e 3 em baixa, isto depois de ontem ter chegado a máximos de 2 de Fevereiro. A pressionar o índice de referência nacional estiveram sobretudo a Galp, BCP e EDP. A Altri, que ontem marcou máximos históricos nos 6,19 euros, foi hoje a segunda cotada que mais desceu, ao ceder 2,11%para 6,02 euros. Juros a 10 anos superam os 3% nos EUA A taxa de rendibilidade das obrigações soberanas dos Estados Unidos a 10 anos continua a subir, depois de ontem ter atingido os 3% pela primeira vez desde Janeiro de 2014, devido aos receios com a subida da inflação e com o agravamento dos juros por parte da Reserva Federal, numa semana em que há novas emissões de obrigações soberanas daquele país. Hoje, os juros a 10 anos seguem a ganhar 2,07 pontos base para 3,0202%. Na generalidade dos países europeus, os juros estão a ser "contagiados" por esta subida das "yields" nos EUA. A taxa das bunds alemãs a 10 anos avança 0,6 pontos base para 0,637% e por cá as "yields" das obrigações 10 anos [que é o vencimento de referência] estão a subir 3,9 pontos base para 1,717%. Euribor mantêm-se a 3, 6, 9 e 12 meses A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, voltou a fixar-se em -0,328%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,332%. Também taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez a 6 de Novembro de 2015, permaneceu em -0,270%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,279%, registado pela primeira vez a 31 de Janeiro. A nove meses, a Euribor manteve-se em -0,219%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,224%, registado pela primeira vez a 27 de Outubro do ano passado. No prazo a 12 meses, a taxa Euribor, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez a 5 de Fevereiro de 2015, permaneceu em -0,189% pela oitava sessão consecutiva, contra o actual mínimo de sempre, de -0,194%, verificado pela primeira vez a 18 de Dezembro passado. Dólar em máximos de três meses e meio A nota verde segue generalizadamente em alta face às suas principais contrapartes, animada pela subida dos juros da dívida soberana dos EUA no vencimento a 10 anos. O índice que mede a evolução do dólar face às principais congéneres mundiais tocou esta quarta-feira no nível mais alto desde 12 de Janeiro, seguindo em alta pela sexta sessão consecutiva. Face à moeda única europeia, a tendência da divisa norte-americana é também de ganhos, com o euro a recuar 0,42% para 1,2181 dólares. Petróleo cai com aumento dos stocks As cotações do crude recuaram, devido sobretudo ao aumento dos inventários de crude e de gasolina na semana passada nos EUA, quando se esperava que diminuíssem. Apesar da forte redução das reservas de destilados[para o nível mais baixo desde 2014] e do aumento das exportações norte-americanas de crude para um nível recorde de 2,33 milhões de barris por dia, os preços do "ouro negro" estão a dar mais peso ao incremento dos stocks petrolíferos, se bem que já estejam a ceder parte das perdas e possam ainda entrar em terreno positivo – pelo menos nos Estados Unidos. No mercado nova-iorquino, o crude de referência West Texas Intermediate segue a deslizar 0,04% para 67,67 dólares por barril, e em Londres o Brent do Mar do Norte – que serve de referência às importações portuguesas – está a negociar nos 73,55 dólares com uma descida de 0,42%. Açúcar continua a viver dias amargos Os preços do açúcar prosseguem o movimento de queda, sendo actualmente um dos piores desempenhos do ano nas matérias-primas. Isto devido a uma produção superior ao esperado em países como a Índia e a Tailândia, o que incrementou as projecções para o excedente da oferta mundial. O açúcar não-refinado para entrega em Julho segue a cair 2,9% em Nova Iorque, para 11,05 cêntimos por libra-peso. Em Londres, o contrato de Agosto do açúcar branco (refinado) desvaloriza pela quarta sessão consecutiva, a ceder 2,6% para 317,8 dólares por tonelada – naquele que é o valor mais baixo desde Dezembro de 2008 para um contrato activo.
Depois de alcançar estes resultados recorde em 2017, e considerando os riscos económicos e geopolíticos, o Grupo Bosch espera um crescimento de 2 a 3% nas vendas em 2018. A multinacional alemã Bosch registou em 2017 um recorde de vendas de 78,1 mil milhões de euros, o que representou um aumento de 6,8% face ao exercício precedente, ou de 8,4%, após o ajuste aos efeitos da taxa de câmbio. Desta forma, o ano passado, foi “muito positivo para a Bosch e todas as áreas de negócio contribuíram para esse resultado”, segundo um comunicado da empresa. O EBIT (ganhos antes das taxas e dos resultados financeiros) das operações alcançou os 5,3 mil milhões de euros, ou seja, 17% acima de 2016. “Tanto a receita de vendas como os ganhos são os mais altos de sempre na história da nossa empresa. Além disso, o EBIT das operações cresceu ainda mais do que as vendas”, comentou Stefan Asenkerschbaumer, CFO e vice-presidente da administração da Bosch. A margem do EBIT das operações atingiu os 6,8%, 0,6% acima do ano anterior. Os gastos com a investigação e desenvolvimento da Bosch no ano passado totalizaram 7,3 mil milhões de euros em 2017, mais de 9% do total da receita de vendas. Todas as áreas de negócio da Bosch reportaram um aumento de receitas de vendas em 2017: a soluções de mobilidade viu um aumento de 7,8% (9,4% após ajuste aos efeitos da taxa de câmbio) nas vendas para 47,4 mil milhões de euros, três vezes mais do que a taxa de crescimento da indústria automóvel no mundo. Este valor de receita total inclui, pela última vez, a contribuição da divisão ‘started motors and generators’, vendida no fim de 2017. A margem das operações foi de 7,3%, um ponto percentual acima do ano anterior. Na área de bens de consumo, as vendas chegaram aos 18,4 mil milhões de euros, 4,5% acima do ano anterior, ou 6,7% considerando os efeitos da taxa de câmbio. A margem das operações foi de 8,1%. A área de negócio da tecnologia industrial aumentou a receita de vendas em 7,8% para 6,8 milhões de euros, ou por 9,2% após ajuste aos efeitos da taxa de câmbio. A margem das operações foi de 3,3%, um aumento de 2,1 pontos percentuais em relação ao ano anterior. A área de negócio de energia e tecnologia de edifícios alcançou uma receita total de 5,4 mil milhões de euros em vendas, o que equivale a um aumento de 4,1%, ou 5,8% após o ajuste aos efeitos da taxa de câmbio. A margem das operações foi de 4,4%. O Grupo Bosch gerou uma receita total de vendas de 40,8 mil milhões de euros na Europa em 2017, o que representa um aumento de cerca de 5,6%, ou 6,6% quando consideradas as taxas de câmbio. A empresa beneficiou da recuperação de mercados da Europa Ocidental e do bom desenvolvimento económico na Alemanha. As vendas em países da Europa Oriental como a Rússia, Roménia e Turquia também aumentaram significativamente. O crescimento foi também alcançado na região da Ásia-Pacífico, incluindo África. As vendas aumentaram cerca de 13,5% (16,5% após ajuste aos efeitos da taxa de câmbio) para um total de 23,6 mil milhões de euros. Devido à menor produção no setor automóvel e aos efeitos negativos da taxa de câmbio, as vendas do grupo na América do Norte ficaram 2% abaixo do ano anterior, nos 12,1 mil milhões de euros. Por outro lado, na América do Sul, as vendas aumentaram em 16,4% (13,2% após ajuste aos efeitos de câmbio), para 1,6 mil milhões de euros. No relatório de 31 de dezembro de 2017, o Grupo Bosch contava com cerca de 402.000 colaboradores em todo o mundo, mais 12.900 pessoas do que em 2016. As atividades de recrutamento foram particularmente fortes na Ásia-Pacífico e na Europa Central e Oriental. No seu país de origem, a empresa conta com mais 3.700 colaboradores, num total de 137.700. Em 2018, a empresa vai continuar a recrutar especialistas e executivos em 2018, especialmente engenheiros de IT e ‘software’. Depois de alcançar estes resultados recorde em 2017, e considerando os riscos económicos e geopolíticos, o Grupo Bosch espera um crescimento de 2 a 3% nas vendas em 2018. Já no primeiro trimestre deste ano, a receita de vendas gerada pela empresa aumentou 5% após ajuste aos efeitos da taxa de câmbio. Esta fase de crescimento foi comentada pelo CEO da Bosch, Volkmar Denner: “a combinação de ‘know-how’ em conectividade, indústria e produto que temos na Bosch é incomparável”, acrescentando que “esta é a nossa proposta diferenciadora.” O responsável máximo da Bosch coloca a melhoria da qualidade de vida e o contributo para o ambiente e clima no topo da agenda do grupo: “o nosso ‘ethos’ ‘Tecnologia para a Vida’ é a motivação para o desenvolvimento das melhores tecnologias para a proteção ambiental”. “Queremos ajudar a manter as pessoas móveis, enquanto melhoramos a qualidade do ar”, assegurou este responsável. O CEO da Bosch adiantou que, para tornar as emissões relacionadas com a mobilidade praticamente nulas, a empresa está a fazer grandes investimentos, tanto para tornar a eletromobilidade num sucesso de mercado como para melhorar o motor de combustão. Neste domínio, a Bosch reclama ter conseguido um grande avanço na tecnologia ‘diesel’ ao reduzir as emissões de NOx (enxofre) a um décimo do limite legal permitido. Em média, os veículos de teste equipados com a tecnologia avançada não emitem mais do que os 13 miligramas de NOx por quilómetro, o que é muito menos do que os 120 miligramas que vão ser permitidos após 2020. “O ‘diesel’ tem futuro. Vai continuar a ser essencial para as soluções de mobilidade”, afirmou o CEO da Bosch. No campo da conectividade, a Bosch garante que nenhuma outra empresa oferece tantas soluções no mundo real: além da mobilidade inteligente, a empresa está ativa em domínios como a Indústria 4.0, a cidade e a casa inteligente. “Até ao momento, a Bosch implementou 170 projetos de IoT [‘internet’ das coisas], focando-se em desafios como o aumento populacional, a urbanização e a alteração climática. Em 2017, a empresa vendeu aproximadamente 38 milhões de produtos habilitados para a ‘web’, isto é, cerca de 40% a mais que no ano anterior”, destaca um comunicado da empresa. Atualmente, a Bosch emprega mais de 25.000 engenheiros de ‘software’, dos quais quatro mil estão envolvidos no desenvolvimento de soluções para a ‘Internet’ das Coisas. Na área da obilidade elétrica, “em 2017, a empresa assinou 20 contratos para produzir sistemas elétricos de ‘powertrain’, avaliados em quatro mil milhões de euros” O mesmo comunicado acrescenta que a Bosch “espera que o mercado de massas para veículos elétricos tenha um crescimento mais acentuado a partir de 2020, pretendendo ser um dos protagonistas”. Assim, a Bosch já está a trabalhar com a ‘startup’ americana Nikola Motor Company e a empresa chinesa Weichai Power, maior fabricante mundial de motores para veículos comerciais, para promover o uso de células de combustível em veículos de produção na China. Além do negócio de componentes, a Bosch vê também um futuro promissor em serviços ‘web-based’, como o recém-lançado ‘system!e’, para melhorar a viabilidade da condução elétrica. Na vertente da condução autónoma, “a Bosch está a fazer um progresso significativo na condução autónoma, crescendo mais rápido que o mercado que deverá aumentar 20% este ano”. “Em 2019, a empresa espera gerar dois mil milhões de euros em vendas de sistemas de assistência ao condutor. Espera ainda que as vendas dos sensores de radar e vídeo, por exemplo, aumentem em 40%”, assume o referido comunicado. O CEO Volkmar Denner destacou que “mais automatização significa maior complexidade técnica”. “No futuro, os nossos clientes vão precisar de soluções completas e não apenas de componentes. Esta é a outra área em que a nossa especialidade em sistemas é uma vantagem”, explicou este responsável. Cerca de quatro mil engenheiros estão a trabalhar para a Bosch em soluções para a condução autónoma, mais mil do que em 2016. A mobilidade conectada é outro mercado no qual a Bosch espera gerar negócios significativos. O mercado global deverá alcançar os 140 mil milhões de euros em 2022 e espera-se que até 2025 haja mais de 450 milhões de veículos conectados nas estradas em todo o mundo. Neste sentido, a Bosch entrou no negócio de partilha de boleias através a aquisição da ‘startup’ americana Splitting Fares (SPLT). A SPLT e outras 20 prestadoras de serviços de mobilidade fazem parte da nova divisão de soluções de mobilidade conectada da Bosch, que inclui ainda o serviço de partilha de ‘e-scooters’ da COUP.
O Facebook superou as expectativas e anunciou um aumento de lucros de 63% para 4,988 mil milhões de dólares, o equivalente a 1,69 dólares por ação, representando um avanço de 63% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o ganho foi de 3,064 mil milhões de dólares, ou 1,04 dólares por ação. Wall Street terminou com um sinal misto (Dow Jones: + 0,25% para 24.083,8 pontos; S&P 500: +0,18% para 2.639,4 pontos e o Nasdaq: -0,05% para 7.003,7 pontos) numa sessão muito volátil que hesitou entre ganhos e perdas. A dívida norte-americana não pára de subir. Os juros americanos a 10 anos atingiram o máximo desde dezembro de 2013 e alcançou os 3,027%. Nesta altura sobem 2,64 pontos base. Os investidores esperavam ansiosamente os resultados trimestrais do Facebook que vive momentos conturbados. Após o fecho de mercado os resultados foram divulgados. O Facebook superou as expectativas e anunciou um aumento de lucros de 63% para 4,988 mil milhões de dólares, o equivalente a 1,69 dólares por ação, representando um avanço de 63% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o ganho foi de 3,064 mil milhões de dólares, ou 1,04 dólares por ação. As receitas de publicidade subiram 50%, a 11,8 mil milhões de dólares entre janeiro e março, disse a empresa. “Apesar de enfrentar grandes desafios, a nossa comunidade e nossos negócios tiveram um sólido começo de 2018”, disse o CEO, Mark Zuckerberg. Hoje a sessão de Wall Street funcionou sem conhecer os lucros do Facebook, mas conhecendo já os resultados do Twitter que também foram superior ao esperado e foram positivos pelo segundo trimestre consecutivo. O Twitter (-1,92%) foi um dos títulos que mais caiu após a publicação de resultados. Após uma reação inicial positiva, os investidores decidiram vender porque penalizam as previsões fracas para os próximos trimestres. A Boeing liderou os ganhos no Dow Jones ao subir 4,15% após ultrapassar as previsões nos seus números do trimestre e elevar sua previsão de lucro anual. Os bons resultados trimestrais levaram a Boeing a subir quase 4% na abertura desta quarta-feira. A gigante aeroespacial noticiou lucros de 2,5 mil milhões de dólares no primeiro trimestre, 56,9% a mais que no período do ano anterior. As receitas subiram 6,5%, para 23,4 mil milhões de dólares. Os resultados refletem o bom estado da aviação comercial, com a indústria das companhias aéreas a beneficiar de um período financeiro mais estável e da massificação das viagens de avião no Médio Oriente, na Ásia e em outras regiões em desenvolvimento. Por ser um importante player na China, a Boeing foi vista como vulnerável a uma guerra comercial entre Estados Unidos e o gigante asiático – uma possibilidade que preocupou Wall Street no começo do mês, mas que foi suavizada depois de terem acalmado os ânimos. Também em verde destacou-se a Disney (+ 1,7%), a Exxon Mobil (+ 1,5%) e Verizon (+ 0,9%). Em sentido contrário, destacou-se a queda de 4,3% da General Electric, enquanto a American Express perdeu 1,6% e a Coca-Cola 1,5%. A visita de Macron aos Estados Unidos continua a marcar a agenda. Depois do presidente francês ter vindo dizer, na terça-feira em Washington, que está disposto a trabalhar num novo acordo com o Irão, perante a intenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de se retirar do atual acordo. Foi a vez do Reino Unido falar. O porta-voz de Theresa May afirmou que a prioridade do Reino Unido é “evitar que o Irão obtenha uma arma nuclear” e salientou que o atual acordo, assinado em julho de 2015 entre o Irão e seis grandes potências (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança e a Alemanha), “foi o resultado de treze anos de diplomacia”. O petróleo subiu 0,46% no mercado norte-americano para 68,01 dólares e o Brent no mercado de Londres subiu 0,27% para os 74,06 dólares.
A BaoBao Produts Mozambique, vencedora do Future Agro Challenge Mozambique 2017, uma iniciativa apoiada pela Gapi-Sociedade de Investimentos, foi agora distinguida com o prémio “Impact Maker of the Year”, na conferência global da Future Agro Challenge, que decorreu na Turquia. Para além desta distinção, a BaoBao Produts Mozambique conseguiu posicionar-se entre as 10 melhores iniciativas apresentadas durante a conferência, sendo que o prémio “Impact Maker of the Year” coloca Moçambique como um dos que mobilizaram mais apoio e recursos para o desenvolvimento do agro-negócio. A BaoBao é uma empresa baseada na província de Manica, promovida pela Fundação Micaia e que se dedica ao processamento e venda de pó de malambe. Para a fundadora da BaoBao Produts Mozambique, Anifa Osman, a participação na conferência global da Future Agro Challenge deu mais visibilidade à empresa, que está no mercado há três anos, tendo exportado, até o momento, 30 toneladas para os Estados Unidos da América, de onde já tem uma encomenda de 70 toneladas para 2019. “Para além de comprar, processar e vender o pó de malambe ao nível nacional e internacional, a nossa empresa trabalha com mulheres na comunidade, ensinando-as a colher malambe e a usar, racionalmente, os seus rendimentos, o que tem contribuído para a melhoria da sua renda familiar”, explicou Anifa Osman, que apontou a expansão da fábrica e a aquisição de uma nova máquina de processamento como os principais desafios da empresa. O apoio da GAPI-Sociedade de Investimentos ao Future Agro Challenge, segundo Paulo Negrão, tem em vista “o empoderamento do empresário nacional, em particular os jovens, através da promoção da juventude, da agricultura e da inovação, que são os três pilares que podem gerar o desenvolvimento sustentável do País”. Para tal, “já estamos a financiar várias iniciativas jovens ligadas à agricultura, nas suas mais variadas formas em cerca de meio milhão de dólares”, disse Paulo Negrão, que falou também do Agro-Jovem, uma iniciativa da GAPI-Sociedade de Investimentos que apoia instituições de ensino técnico-profissional, no estímulo ao surgimento de jovens empresários nas cadeias de valor do agronegócio. “É uma iniciativa inovadora que confia na relação positiva entre a academia e os jovens empresários nacionais que não têm outra forma de aplicar o que aprenderam na carteira. Temos parcerias com 16 universidades e já recebemos, até ao momento, 120 propostas de projectos elaborados por estas instituições e pelos seus estudantes”, acresentou Paulo Negrão. Já a directora-geral da DEV Mozambique, Elena Vali, promotora da Future Agro Challenge Mozambique, explicou que o que se pretende com esta iniciativa “é transformar o agronegócio num factor-chave para o desenvolvimento do País”. Para além da GAPI-Sociedade de Investimentos, o Future Agro Challenge Mozambique conta também com o apoio do Barclays Bank e da African Management Service Company (AMSCO).
O Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN) vai introduzir, a partir do segundo semestre deste ano, a venda de bilhetes de forma electrónica para os utentes do comboios de passageiros, em todos troços onde a empresa opera, nomeadamente, Nampula-Cuamba, Cuamba-Lichinga e Cuamba- Entre Lagos, diz um comunicado da instituição. A empresa vai adquirir um total de 23 máquinas de impressão de bilhetes que vão funcionando tipo POS, estes que serão distribuídas nas diferentes estações ferroviárias e nos comboios que fazem os trajectos onde a composição de passageiros da CDN opera, para fazer as cobranças. Para facilitar o registo de dados no sistema de controlo central da empresa, a máquina de impressão de bilhetes foi programada para usar cartões de todas redes de telefonia móvel moçambicanas e tem autonomia para funcionar em offline para permitir que em zonas onde não haja sinais de rede, o processo de compra decorra normalmente. Com este modelo de bilhete, elimina-se toda possibilidade de realização de viagens de pé e os supostos desvios que os utentes de passageiros se queixavam, principalmente, no troço Cuamba-Lichinga. Isso porque, ainda de acordo com a instituição, com esta migração, todas as vendas no comboio de passageiros serão programadas envolvendo a atribuição de uma descrição que pode incluir, origem e tipo de destino, se é metade ou bilhete completo (caso de menores), preço, status fiscal, há um número específico de bilhete e indicação de assento do passageiro na carruagem. “ Os bilhetes electrónicos vão facilitar e dinamizar o fluxo de venda dos bilhetes para o passageiro quer nas bilheteiras assim como durante o trajecto. Igualmente, irão facilitar a gestão do revisor a nível de controlo das carteiras que o mesmo era submetido a andar com elas em mão”.- disse Pino Santos, Gerente das operações ferroviárias da CDN, citado no comunicado. A empresa refere que ao introduzir este sistema, seu maior desafio passa pela prestação de melhores serviços à população e garantir a segurança dos seus passageiros de comboio, pois, com este tipo de bilhetes, haverá certificação de autenticidade do bilhete garantindo assim assertividade nos preços, flexibilidade na sua aquisição, maior segurança e confiabilidade.
As multinacionais sul-africana e brasileira Sasol e Vale defendem o estabelecimento de parcerias estratégicas empresariais como a base para o crescimento socioeconómico e industrialização sustentável de Moçambique. Falando esta quarta-feira, em Maputo, na abertura da VI Conferência e Exposição sobre Minas, Energia e Gás Natural (MMEC - 2018) os directores de Operações da Sasol e Vale, David Woodgate e Leonardo Xerinda respectivamente, apontaram a promoção do crescimento económico e social inclusivo em Moçambique como parte da sua agenda. Sublinharam que é possível material a agenda através da conjugação de esforços empresariais. Ambas as empresas já estabeleceram parcerias no país, mas exprimem a vontade de prosseguir com a sua expansão nas várias áreas da economia, incluindo a capacitação do conteúdo local e o desenvolvimento de infra-estruturas. “Hoje, Moçambique está no início de uma curva de desenvolvimento exponencial. Como amigos e cidadãos de Moçambique, temos de congregar esforços para partilhar valores ao longo desta curva, estabelecendo parcerias”, disse Woodgate. O dirigente da multinacional sublinhou que a Sasol possui uma larga experiência nesta matéria e o crescimento que está a registar tem sido na base de parcerias estratégicas. Afirmou que é resultado da colaboração com outras empresas que a Sasol tem estado a desenvolver o mercado do gás doméstico. Woodgate garantiu que a Sasol mantém o seu compromisso de continuar a investir em Moçambique e trazer valor acrescentado às actividades prospecção, exploração e comercialização do gás natural. “Entendemos fazer isto para o desenvolvimento de Moçambique, mas em parceria com moçambicanos. Vamos melhorar a colaboração que é a chave para o desenvolvimento do país. Através de uma colaboração organizada com o sector privado, acreditamos que, de forma colectiva, podemos permitir uma industrialização do país e melhorar a vida dos cidadãos”, referiu. Enquanto isso, a Vale Moçambique afirma que emprega actualmente mais de 2.500 trabalhadores em todo o país, uma cifra que acresce outros 2.800 de empresas que prestam serviços àquela mineradora. Estes números ainda estão aquém daquilo que são as ambições da empresa. Por isso, entende que o estabelecimento de parcerias é fundamental. “Para isso, investimos na capacitação de pessoas e na sustentabilidade, em sintonia com a missão de gerar prosperidade e desenvolvimento sustentável, a partir da produção de recursos naturais”, disse Xerinda. A Vale já concluiu os principais investimentos na expansão da mina de Moatize, na província central de Tete, e de construção de infra-estruturas para a exportação de carvão mineral. A multinacional brasileira vai partilhar a percepção da actuação em termos de sustentabilidade e importância que o tema “Desenvolvimento dos recursos minerais de Moçambique para uma industrialização e acrescentar valor para o país” tem para si como mega projecto e para o desenvolvimento económico e social de Moçambique. O arranque da MMEC – 2018 foi antecedido por um encontro monitorado pela empresa de advocacia Sal e Caldeira, que fez actualizações do sector de petróleos e gás de Moçambique, sobretudo no que diz respeito à legislação que rege o sector. O evento, de dois dias, constitui uma oportunidade para a partilha de informações sobre o actual estágio e potencialidades da indústria extractiva e do sector energético em Moçambique. É ainda um fórum de debate de diferentes temas sobre medidas necessárias para que a indústria nacional continue a crescer, traduzindo-se em benefícios para o Estado e concessionárias. Estão representadas no evento as multinacionais Sasol, Vale Moçambique, Anadarko, ExxonMobil e outras empresas da indústria mineira e extractiva. Moçambique faz-se representar no evento pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), Instituto Nacional de Petróleos (INP), PETROMOC, Associação Geológico-Mineira de Moçambique e outras instituições do ramo.
O gás natural será uma componente determinante na matriz energética de Moçambique. Segundo o Vice-Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Augusto Fernando, com a entrada em operação comercial da Central Térmica de Maputo ainda este ano, a produção de energia com base no gás natural poderá cobrir entre 45 e 50 por cento das necessidades do país. Intervindo ontem, em Maputo, na cerimónia de abertura da 6ª edição da Conferência de Moçambique sobre Minas e Energia (MMEC 2018), o governante afirmou que o país é o maior exportador de gás natural na África Austral e espera em breve consolidar este estatuto, através da disponibilização do recurso da Bacia do Rovuma na forma liquefeita (LNG) para consumo nacional e exportação para os mercados internacionais. No evento, com a participação de mais de 130 empresas e 72 oradores de 20 países, Augusto Fernando lembrou que as potencialidades do país abrangem ainda o sector de energia eléctrica. “Moçambique é um dos maiores produtores de carvão da África Austral e exportador deste recurso para o mercado internacional. É também o maior exportador de energia limpa da região, através da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, posição que se espera reforçada com a implementação de outros projectos”, sublinhou. Há sensivelmente dois anos, a indústria energética moçambicana estava a passar por diversas adversidades relacionadas com a redução dos preços das commodities (matérias-primas) como carvão, petróleo e gás, no mercado internacional, situação agravada pelos desafios da logística de transporte e abrandamento dos investimentos no sector. Hoje, segundo o governante, o país reverteu a situação, pois no mercado internacional o preço da tonelada do carvão térmico subiu de 60 para 80 dólares norte-americanos, e o coque de 110 para 200 dólares por tonelada, facto que estimulou a produção e consequentemente as exportações”, frisou. Para Augusto Fernandes, o sector de minas em Moçambique não se circunscreve apenas ao carvão. Recentemente, afirmou, foi inaugurada, em Balama, província de Cabo Delgado, uma das maiores fábricas de processamento de grafite no mundo, empregando cerca de 1500 trabalhadores e com uma capacidade instalada de 350 mil toneladas/ano. A conferência, que termina hoje, é organizada pela AME Trade, em parceria com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) e a Associação Geológica Mineira de Moçambique (AGMM).
A Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) pagou, ano passado, 11.6 mil milhões de meticais em impostos e cerca de 19.7 milhões de dólares americanos em rendas fixas e variáveis, contribuindo, deste modo, em 6 por cento no total da receita tributária do país. A informação foi anunciada ontem, na capital do país, pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, durante a sexta edição da conferência do Porto de Maputo. Mesquita referiu também que o governo tem estado a trabalhar no sentido de alinhar o desenvolvimento do Porto de Maputo, com a capacidade dos sistemas ferroviário e rodoviário no sul do país. “Há dois anos, 82 por cento da carga manuseada no Porto de Maputo era rodoviária, contra 18 por cento da ferroviária. Em 2017, este indicador melhorou significativamente para 74 por cento de carga rodoviária contra 26 por cento da ferroviária, tendência que deverá ser consolidada e melhorada nos próximos exercícios económicos”, disse. Sobre a conferência, Mesquita afirmou tratar-se de um momento de reflexão, tendo em conta que após os avultados investimentos feitos nas infra-estruturas do Porto de Maputo, urge discutir os caminhos futuros que permitam que, efectivamente, a infra-estrutura seja um real contribuinte para o desenvolvimento do país. “Precisamos de promover um desenvolvimento equilibrado, olhando para o ramo ferro-portuário como um sistema integrado”, disse. De acordo com a fonte, o desenvolvimento do Porto de Maputo deve estar alinhado com o transporte ferroviário, como forma de assegurar a necessária competitividade e eficiência das infra-estruturas. “O caminho é, no entanto, ainda longo e estes números devem ser analisados à luz de um aumento de volumes que os investimentos em infra-estruturas portuárias irão potencializar”, afirmou. Entretanto, o aumento de volumes não poderá ser feito à custa do desgaste provocado às estradas e da insegurança rodoviária causada pelo elevado tráfego. “É visão do Governo que a carga de natureza ferroviária, particularmente minérios a granel, deve ser transportada nas ferrovias, maximizando as vantagens naturais que este modo de transporte oferece para carga desta natureza”, manifestou. Acrescentou que o Governo está empenhado na melhoria das eficiências logísticas, particularmente na remoção de todos os obstáculos que influenciam negativamente para a exploração, em pleno, da capacidade instalada nas infra-estruturas de transporte.