Benigno Papelo

A Vale Moçambique, subsidiária da multinacional brasileira Vale, registou uma receita de 354 milhões de dólares resultantes da venda de carvão mineral no segundo trimestre do corrente ano, contra 337 milhões de dólares do primeiro trimestre, que representa um aumento de cinco por cento. O volume de vendas de carvão mineral também cresceu de 2,3 milhões de toneladas no primeiro trimestre para 2,6 milhões no segundo trimestre, que corresponde a uma subida de 13 por cento. Falando em conferência de imprensa sobre os resultados financeiros e de produção da Vale Moçambique referentes ao segundo trimestre, o director financeiro, Marcelo Tertuliano, explicou que o aumento das receitas resulta da estabilização do preço de carvão no mercado internacional. “A nossa produção continua evoluindo. Crescemos em relação ao primeiro trimestre, decorrente do aumento do nosso volume de produção e, ainda, observando os bons preços que o mercado tem praticado. A nossa receita foi superior à do primeiro trimestre. Nós chegamos a 354 milhões de dólares de receitas de exportação de carvão contra 337 milhões de dólares no primeiro trimestre e um volume de vendas de 2,6 milhões de toneladas de carvão”, disse Tertuliano, citado pela AIM. Contudo, segundo Tertuliano, o resultado líquido do segundo trimestre permaneceu negativo em 193 milhões de dólares, que representa um crescimento de 38,8 por cento comparativamente ao primeiro trimestre, quando foi reportado um resultado negativo de 139 milhões, devido a factores como a apreciação do metical e menor preço do carvão. Apesar do crescimento registado, Tertuliano explicou que a dívida da Vale Moçambique cresceu na ordem de 100 milhões de dólares. “A nossa dívida foi acrescida de 100 milhões de dólares decorrentes de juros dos financiamentos que foram aportados no país ao longo dos anos e que hoje totalizam algo como quase oito biliões de dólares”, disse. No mesmo período, a Vale pagou 13 milhões de dólares em impostos, ou seja 37 por cento menos em relação ao primeiro trimestre devido à redução dos impostos em folha. Com relação aos royalties, o valor de seis milhões no segundo trimestre foi superior à cifra de 5,1 milhões de dólares, que se deve a um melhor desempenho de vendas. Apesar do resultado financeiro negativo, a Vale Moçambique continua a manifestar um grande optimismo, pois acredita que existe um cenário de crescimento sincronizado das grandes economias mundiais, pelo menos, nos próximos cinco anos. A produção global vai continuar a crescer, impulsionada por regiões como a Índia e o Sudeste Asiático, e a previsão é de que a demanda por carvão metalúrgico continuará positiva. Mesmo com a esperada contracção na produção de ferro-gusa na China, outros países apresentam grande potencial de crescimento. A importação de carvão metalúrgico vai crescer e a China deverá importar mais, dada a reforma que trouxe cortes permanentes de capacidade. No que concerne à responsabilidade social, a empresa espera investir, até ao final do corrente ano, mais de 6,5 milhões de dólares em vários projectos de apoio às comunidades. “Os projectos estão vinculados à avicultura, horticultura, pesca, culturas de rendimento, gado caprino, cultura e produção de ração para a nossa avicultura. Ao longo do corredor, a Vale abriu 153 furos de água em Moatize e ao longo do Corredor Logístico de Nacala”, disse a directora de Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Comunidades, Delmira Petersburgo. “Referir ainda que estes projectos vão beneficiar mais de 16 mil pessoas oriundas da vila de Moatize e de outras localidades ao longo de todo o Corredor Logístico de Nacala”, acrescentou.
Cerca de quinhentos e quarenta mil hectares de campos agrícolas com produção de milho, feijão, arroz e hortícolas foram dados como perdidos, no primeiro semestre desde ano, no país, em consequência das intempéries. Ainda assim, o governo diz que desempenho do Plano Económico e Social do primeiro semestre é positivo, tendo como indicador a realização de cinquenta e quatro por cento das actividades programadas. Segundo a Rádio Moçambique, outros indicadores que influenciaram positivamente a economia nacional estão ligados a redução da taxa de inflação par 2.3 por cento no primeiro semestre deste ano, contra 22 por cento, em igual período do ano passado. Os dados foram anunciados, ontem em Maputo pelo porta-voz do ministério da Economia e Finanças, Rogério Nkomo, numa conferência de imprensa sobre o balanço do Plano Económico e Social e sobre o Relatório de execução do Orçamento do Estado do primeiro semestre deste ano. “A taxa de câmbio teve uma tendência de apreciação e tendo fechado o período com 59.5 meticais por dólar e no caso do rand fechou em 4.51 meticais por rand” No que refere as despesas para do primeiro semestre, o governo tinha disponíveis 122. 8 mil milhões de meticais e deste montante foram gastos 119.9 mil milhões de meticais.
A Empresa Pública de Regadio do Baixo Limpopo está a implementar um Projecto de Irrigação e Resiliência às Mudanças Climáticas (BLICRP) que visa impulsionar e promover a produção e conservação de hortícolas, na província de Gaza, de modo a garantir a estabilização de preços no mercado. O Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Regadio do Baixo Limpopo –EP, Armando Ussivane, diz que o projecto está orçado em cerca de 44 milhões de dólares norte-americanos, co-financiados pelo Governo moçambicano e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). Segundo Ussivane, com esta iniciativa, o governo também pretende garantir a funcionalidade do Regadio, Gestão das Infra-estruturas Hidráulicas, Terra e Água para a produção de hortícolas durante o ano inteiro, colocar os produtos no mercado e reduzir as perdas que ocorrem no período pós-colheita, geralmente estimadas em mais de 20 por cento. Para a execução do projecto, segundo Ussivane, em entrevista à AIM, foi construída uma unidade central de processamento que vai comprar hortícolas dos produtores. A referida unidade vai fazer a lavagem, selecção, calibragem, embalagem e conservação para adicionar valor aos produtos. Para facilitar o escoamento dos produtos, o projecto construiu 47,6 quilómetros de estradas rurais sendo, uma principal com uma extensão de 17,3 quilómetros e duas secundárias com 20,8 e 9,5 quilómetros, respectivamente. Segundo Ussivane, a central não está preparada para o armazenamento de longo prazo, pelo que o seu trabalho é dirigido pela demanda no mercado e tem capacidade para conservar um volume de até 400 metros cúbicos. “A unidade de processamento vai trazer grandes mudanças. Agora estamos a trabalhar na criação de uma cadeia de fornecedores, porque querem uma negociação sustentável. Precisamos também de seleccionar fornecedores capazes de atender a melhor logística e trabalhar com agentes para a distribuição de produtos nos mercados nacional e sul-africano”, disse Ussivane. A central de processamento de hortofrutícolas, com capacidade para manusear entre 20 a 25 toneladas de hortícolas por dia, ocupa uma área de 2.114 metros quadrados, dos quais 400 metros quadrados para escritórios e armazéns. “O que se pretende é que esta unidade funcione de forma contínua com produtos fornecidos pelo bloco de Magula e fornecedores de Mandlakazi, Chongoene, Chibuto e Chókwè”, explicou Ussivane. A fonte fez questão de sublinhar que a infra-estrutura conta com uma unidade para o controlo de qualidade e que os produtos serão empacotados em caixas de 20 quilos, sacos de diferentes tamanhos e cuvetes, obedecendo aos padrões de qualidade exigidos pelo mercado. “A batata-doce já tem mercado na vizinha África do Sul e os contratos já foram assinados. Estamos a desenvolver a marca Baixo Limpopo e o nosso desafio é ter uma rede de fornecedores locais e contratá-los para com eles implementarmos um programa de fomento de diferentes culturas”, explicou. Anunciou que, neste momento, a empresa está a trabalhar na assistência técnica em matérias de qualidade nas estufas para a produção de plântulas que serão fornecidas aos produtores. Como parte integrante do projecto, já foram montadas pequenas unidades de processamento e testado o equipamento instalado em todas as Casas Agrárias e formados cinco técnicos da RBL-EP para a operacionalização das infra-estruturas. Nas pequenas unidades de processamento foram instaladas máquinas de lavagem e de empacotamento, vedação, tanques e furos para abastecimento de água nas unidades de Poiombo, Siaia, Nhocoene e Inhamissa. Pretende-se com esta iniciativa criar oportunidades para da produção em mercados antes inacessíveis, tendo em conta que com as infra-estruturas disponíveis permitem produzir durante o ano inteiro, contribuindo para a redução das importações. A fonte apontou como desafios a construção da uma rede de drenagem primária com 5,9 quilómetros de extensão, drenagem secundária com 24,5 quilómetros de extensão.
Arrancou ontem, na província de Nampula, a terceira edição da Feira de Gemas (FAGENA), uma aposta local para evitar os perigos da comercialização ilegal de minerais preciosos e não preciosos, com a presença de expositores, comerciantes e autoridades. Nampula é considerado o maior centro nacional de comércio de minerais e a aposta do Governo na realização destas feiras persegue o objectivo de desencorajar a sua comercialização de forma ilegal. Segundo o director provincial dos Recursos Minerais e Energia, Olavo Denisasse, citado pela AIM, as feiras estão a ser realizadas a nível local, distrital e provincial. Foi seguindo essa lógica que o governo local implementa este ciclo de feiras para que as transacções e outras práticas possam ser feitas num ambiente seguro. “A cidade de Nampula é o maior centro de comercialização de minerais de Moçambique e, por isso, entendemos criar um espaço de feiras que podia ser capitalizado para as pessoas puderem comprar e vender minerais pagando os impostos devidos ao Estado, o que normalmente não tem acontecido. Foi este o maior propósito que nos levou a iniciar este projecto em 2016”, disse Deniasse. No entender do governador provincial de Nampula, Victor Borges, que orientou a cerimónia de abertura deste evento demonstrativo e comercial, desta feita foi alcançado um patamar elevado testemunhado pela qualidade do conteúdo apresentado. “Os recursos minerais que estamos a expor caracterizam-se basicamente por serem matéria-prima para a indústria de pedras semi-preciosas, ouro e outros minerais desta natureza. Nalgumas vezes, o que se tem dito é que há falta de ferramenta adequadas para passar da lapidação para o processamento do produto final, mas a província de Sofala trouxe para a exposição um produto acabado e terminado na Beira, então uma oportunidade”, afirmou. Contudo, o governante lembrou que a indústria de produtos minerais requer também energia de qualidade e que Nampula, está a caminhar no sentido de, a breve trecho, proporcionar este serviço com maior qualidade fruto de investimentos já garantidos. “Temos indústrias que exploram e extraem minerais, mas depois não processam porque a quantidade de energia disponível não é suficiente para alimenta-las. Existem alguns projectos quase acabados que serão implantados na província de Nampula para gerar energia, um dos quais de 400 megawatts usando gás natural em Nacala-a-Velha”, afirmou Borges. Entretanto, Cândido Rangeiro que representou o ministro dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), na Feira, garantiu que as autoridades estão preocupadas com o factor energia. “O Governo está, igualmente, ciente de que a transformação dos produtos minerais dentro do país está dependente da disponibilidade quantitativa e qualitativa de energia para o consumo das indústrias. Por isso, o MIREME tem estado atento a todas a iniciativas visando o aumento da produção de energia, incluindo as do sector privado, parte das quais devem ocorrer aqui em Nampula', disse. A terceira edição da FAGENA termina amanhã e será corporizada por exposições, debates e vendas.
A sessão foi marcada pela continuação da forte desvalorização da lira, que tropeçou desde o início do mês mais de 18% face ao dólar. Os três principais índices da bolsa de Nova Iorque encerram esta segunda-feira, dia 13 de agosto, em terreno negativo. A sessão foi marcada pela continuação da forte desvalorização da lira, que tropeçou desde o início do mês mais de 18% face ao dólar. O índice industrial Dow Jones, referência para o mercado norte-americano e mundial, perdeu 0,50%, para 25.187,70 pontos, o financeiro S&P 500 desvalorizou 0,39%, para 2.822,32 pontos e o Nasdaq caiu 0,25%, para 7.819,71 pontos. A justificar a desvalorização da lira estão as sanções económicas impostas pela Administração Trump à Turquia, por se recusar a extraditar um pastor norte-americano preso no país. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou a duplicação das tarifas aduaneiras de 20% sobre as importações de alumínio da Turquia e 50% sobre as de aço, cujo efeito se fez sentir de imediato nos mercados. A passada sexta-feira foi o pior dia no que toca à desvalorização da lira, tendo perdido mais de 11%. Em apenas um mês, a moeda turca caiu mais de 18% e os juros da dívida perderam perto de 20%. Esta segunda-feira, a moeda desvalorizou mais de 7% face ao dólar e ao euro e ao dólar. No setor petrolífero, o Brent recua 0,08%, para 72,75 dólares por barril, e o crude WTI desvaloriza 0,46%, para os 67,32 dólares. No mercado cambial, o euro perde 0,08% para 1,140 dólares e a libra deprecia 0,08%, para 1,276 dólares.
Terça-Teira, 14 August 2018 10:27

Sonangol negoceia venda da posição na Galp

A petrolífera angolana tem uma participação indireta na energética liderada por Carlos Nuno Gomes da Silva por via da holding Amorim Energia. O maior obstáculo poderá ser Isabel dos Santos. A petrolífera angolana Sonangol está a negociar a venda da posição que tem na portuguesa Galp Energia, noticia na edição desta terça-feira o “Jornal de Negócios”. Segundo o diário de economia, a empresa está em processo de acordo com grandes companhias internacionais do setor com presença em Angola. A Sonangol tem uma participação indireta na energética liderada por Carlos Nuno Gomes da Silva desde 2006 por via da holding Amorim Energia – controlada em 55% pela família Amorim e 45% pela Esperanza, cujos accionistas são a Sonangol (60%) e a empresária Isabel dos Santos (40%). Ao que o matutino apurou, a petrolífera presidida por Carlos Saturnino pretende fechar um acordo em breve, mas ainda falta definir o preço a cobrar. O maior obstáculo à operação poderá ser Isabel dos Santos, conforme assinala o mesmo jornal. As ações da Galp Energia estão a cair0,93%, para 17,4950 euros.
Esta será a primeira emissão no mundo de Obrigações criadas, locadas, transferidas e geridas através da tecnologia. Os títulos serão chamados bond-i (blockchain operated new debt instrument) e serão lançados após um período de consultas com investidores. O Banco Mundial está a planear a primeira emissão de dívida através da tecnologia blockchain, que ficou conhecida por estar na base das criptomoedas. A instituição mandatou o banco central da Austrália para realizar a colocação e afirmou ter observado “um interesse forte indicativo dos investidores”. Esta será a primeira emissão no mundo de Obrigações criadas, locadas, transferidas e geridas através da tecnologia. Os títulos serão chamados bond-i (blockchain operated new debt instrument) e serão lançados após um período de consultas com investidores. “Desde a nossa primeira transação de Obrigações em 1947, a inovação e a satisfação dos investidores têm sido marcas importantes do nosso sucesso, alavancando os mercados de capital para o desenvolvimento. Hoje, acreditamos que as tecnologias emergentes oferecem igualmente possibilidades transformadoras, mas prudentes, para continuarmos a inovar, a responder às necessidades dos investidores e a fortalecer os mercados”, afirmou Arunma Oteh, Tesoureira do Banco Mundial, em comunicado. “Estamos, portanto, muito satisfeitos por, depois de trabalharmos com os nossos colegas de tecnologia da informação e o Commonwealth Bank da Austrália ao longo de vários meses, estarmos agora em posição de lançar nossa primeira transação de blockchain bonds. O compromisso da CBA e a riqueza da experiência da Microsoft foram fundamentais para alcançar este marco histórico”, acrescentou. Segundo o Banco Mundial, a blockchain tem o potencial de simplificar processos entre inúmeros intermediários e agentes do mercado de dívida. Pode ajudar a simplificar o aumento de capital e negociar títulos, melhorar a eficiência operacional e a supervisão regulatória. A instituição emite entre 50 e 60 mil milhões de dólares por ano em obrigações para o desenvolvimento sustentável e trabalha há 70 anos na inovação do mercado de capitais. Outras emissões pioneiras incluem o primeiro título global em setembro de 1989 ou o primeiro e-bond em janeiro de 2000. O banco central da Austrália é um emissor frequente e foi responsável pela colocação, desde 1986, de quase 60 mil milhões de dólares globalmente. “Sabemos que o blockchain tem o potencial de revolucionar os serviços financeiros e os mercados, e esta transação é um passo significativo em direção a esse futuro”, afirmou Sophie Gilder, head of blockchain do Innovation Labs do CBA. “Ao trabalhar em colaboração com o Banco Mundial, pudemos encontrar soluções para considerações técnicas e jurídicas para tornar essa transação inovadora uma realidade”.
Os dados divulgados esta terça-feira pelo Eurostat revelaram ainda um crescimento de 0,4% em cadeia, ou seja, face ao primeiro trimestre. A economia da zona euro cresceu 2,2% no segundo trimestre de 2018, face ao mesmo período do ano passado, segundo dados preliminares divulgados esta terça-feira pelo gabinete de estatísticas da União Europeia (UE), Eurostat. Em comparação com o primeiro trimestre do ano, a economia da zona euro cresceu 0,4%. O Eurostat adiantou que na União Europeia a 28, o crescimento também foi de 2,2%, em termos homólogos, e de 0,4% em cadeia.
Vários agentes comerciais estão a colocar à venda diversos produtos alimentares no limite do prazo. A drenagem é feita no mercado informal, com vendas à “preço de banana”. Neste âmbito, a Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) vai desencadear em breve, uma acção de “vasculha” junto dos mercados informais, com a vista a apreender os produtos em causa e sancionar os prevaricadores. O facto foi avançado esta segunda-feira, pelo porta-voz da INAE, Ali Mussa, aquando do habitual briefing quinzenal com a imprensa, para quem a situação é séria e merece vigilância total por parte das autoridades e consumidores. “É preciso garantir que o cliente adquira o produto com conhecimento do risco, ou seja, o comerciante deve fazer chegar a informação de que o produto que está a ser colocado no mercado está em vias de expirar a validade”, disse Ali Mussa. Porém, segundo ainda o porta-voz da INAE, confiar apenas na boa-fé do agente económico não é suficiente, pois é imperioso que os consumidores comecem a desconfiar de quase tudo que é colocado no mercado à preço muito baixo e em altos volumes. “O objectivo final é servir melhor o consumidor, por isso vamos apertar nesse capítulo venda de produtos no limite do prazo de validade no mercado informal nos próximos dias”, referiu Mussa, declinando, no entanto, avançar detalhes sobre o arranque da operação. A proliferação de casos de apreensão de produtos em vias ou mesmo fora do prazo tem sido uma das principais “dores de cabeça” para a Inspecção Nacional das Actividades Económicas. Os supermercados são os principais prevaricadores. Só últimos quinze dias, este departamento detectou uma quantidade considerável de produtos alimentares com prazo vencido nas províncias de Cabo Delgado, Zambézia, Tete, Manica e Inhambane. No período, a INAE inspeccionou um total de 517 estabelecimentos do sector comercial, industrial, hoteleiro/restauração e educação. Para além da validade dos produtos, constatou-se ainda a de afixação de preços, péssimas condições de higiene no trabalho, exercício legal da actividade, entre outros atropelos no funcionamento. Destaque ainda para o cativo de 200 sacos de um arroz chinês de proveniência duvidosa, na província da Zambézia.
A Autoridade Tributária de Moçambique (AT) apreendeu, na semana passada, entre o distrito de Milange e Molumbo, na província da Zambézia, cerca de 400 caixas de bebidas alcoólicas espirituosas, sem Selo de Controlo Fiscal. Trata-se de 60 caixas de Jamb Gin, 35 de Gin Esplash, 90 de Wow Gin, 85 de Black Ponda Rum, 45de Double Punch, 25 de Right Choice, 20 de Ice Gin, 10 de Win Vodka, 10 caixas de Shooter Vodka, 14 Safar Brandy, em garrafas de 200 ml cada. Um comunicado de imprensa disponibilizado à nossa redacção, hoje, indica que a apreensão deste produto foi por acaso. “No âmbito dos seus trabalhos rotineiros de fiscalização, uma brigada da Direcção da Área Fiscal de Mocuba, deparou-se com uma camioneta que fazia carregamento de diversas caixas, transportadas por bicicletas até àquele local, tendo abordado os proprietários e feito o devido exame efectivo, descobriu-se que se tratava de bebidas alcoólicas sem Selo de Controlo Fiscal, contrabandeadas a partir do vizinho Malawi”, lê-se no documento. Para poder transportar a mercadoria até ao local onde foi apreendido o produto, os ciclistas abriram caminhos nas matas. A AT diz que continuam diligências para descobrir o modus operandi dos ciclistas, bem como os possíveis facilitadores destes, que com estes actos, lesam o Estado em avultadas somas de dinheiro, até aqui não especificados. A Zambézia possui cerca de 350 quilómetros de extensão de linha de fronteira com o Malawi.