Benigno Papelo

A desaceleração do PIB dos Estados Unidos para 3,5% já era esperada pelos analistas e está em linha com as metas da administração Trump. Os investidores estão expectantes perante as declarações do presidente da Reserva Federal (Fed), às 17:00. Os mercados financeiros norte-americanos abriram a sessão desta quarta-feira, dia 28 de novembro, em terreno positivo. Os investidores da bolsa de Nova Iorque estão expectantes perante as declarações do presidente da Reserva Federal (Fed), às 17:00. “Na sua reunião de setembro, a Fed apontava para uma subida adicional este ano (para 2,25%/2,50%) e mais três em 2019 (para 3,00/3,25%). O mercado de trabalho encontra-se em pleno emprego e a inflação consolidada no objetivo da Fed (+2%). Não obstante, a desaceleração global, a queda do petróleo, a guerra comercial, a volatilidade e a desaceleração do setor imobiliário americano poderão levar a Fed a rever os seus planos de normalização da política monetária”, antecipam os analistas do Bankinter. Entre os principais índices bolsistas norte-americanos, o industrial Dow Jones ganhou 0,66%, para os 24.910,89 pontos, e acompanhando estes números em alta, o alargado S&P 500 somou 0,43%, para os 2.693,75 pontos. Na mesma linha, o tecnológico Nasdaq avançou 0,71%, para os 7.132,81 pontos. Já o Russell 2000 valorizou 0,49%, para os 1.501,14 pontos. Pouco antes da abertura do mercado, o Bureau of Economic Analysis divulgou a segunda estimativa rápida do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, confirmando uma desaceleração para 3,5% no terceiro trimestre de 2018 – números já esperados pelos analistas e em linha com as metas da administração Trump. A segunda estimativa rápida, publicada esta quarta-feira, pelo organismo norte-americano sinalizou que a economia norte-americana abrandou, assim, face ao segundo trimestre, no qual tinha registado um crescimento de 4,2%. “A bolsa de Nova Iorque acorda em alta, com os números da Salesforce.com a afastarem alguns fantasmas em torno das techs, nota que poderá consultar com detalhe na estação MTrader. De resto Nvidia e AMD receberam uma nota positiva e ajudam ao sentimento. Em contraciclo a Tiffany mostra-se castigada pelos fracos números de vendas, derivados da fraca procura dos turistas chineses por joalharia”, afirma Ramiro Loureiro, trader do Millennium bcp. Quanto ao petróleo, os preços estão a descer, numa altura que fica marcada pelos níveis de produção recorde atingidos pela Arábia Saudita em novembro e pela expectativa de a próxima reunião da OPEP, que se realiza a 6 de dezembro, na capital austríaca, traga novos cortes na produção. A cotação do barril de Brent recua 1,03%, para 59,78 dólares, enquanto a cotação do crude WTI perde 0,87%, para 51,11 dólares por barril. Quanto ao mercado cambial, nota para a descida de 0,14% do euro face ao dólar (1,1272) e para a valorização de 0,20% da libra perante a divisa dos Estados Unidos (1,2771).
O director do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) em Moçambique considerou hoje à Lusa que o país deve "continuar a pôr a dívida numa trajectória mais sustentável", para ganhar acesso a mais financiamento e desenvolver a economia. "Moçambique deve continuar os passos iniciais que foram dados pelo Governo para pôr a dívida numa trajectória mais sustentável, que é essencial para poder desfrutar de recursos maiores para o desenvolvimento", vincou Pietro Toigo em declarações à Lusa. Questionado sobre a análise do BAD ao acordo preliminar alcançado este mês com os credores dos títulos de dívida pública, o director do Banco em Moçambique respondeu: "Nós não comentamos acordos de países com outros credores porque também fazemos empréstimos e não queremos ter um eventual conflito de interesses, mas seguramente que o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional vão actualizar a análise da dívida e nesse contexto poderemos ver o impacto desse acordo sobre a estrutura da dívida". Colocar a dívida numa trajectória mais sustentável, acrescentou, "tornaria mais fácil a mobilização de recursos dos bancos de desenvolvimento e de outras instituições financeiras par ao desenvolvimento para investir no tipo de projectos que podem aumentar a taxa de crescimento do PIB estrutural", com "investimentos nas infraestruturas que vão mudar a trajectória de desenvolvimento nos próximos 20 anos", concluiu. Questionado sobre quanto dinheiro, em concreto, Moçambique perde por não ter uma dívida sustentável, Pietro Toigo respondeu que "é muito difícil ter um cenário alternativo, um contrafactual", e remeteu o valor para a resposta que deu à Lusa em maio, em entrevista à margem dos Encontros Anuais do BAD, em Busan, na Coreia do Sul. "É difícil definir um número exacto, mas Moçambique poderia receber pelo menos duas ou três vezes mais do que os 30 a 40 milhões actuais, até 120 milhões por ano", disse Pietro Toigo em maio, explicando: "Na política do banco é importante que emprestemos de forma responsável, por isso para países que estão em situação de endividamento muito alto só podemos fazer donativos e não empréstimos; sendo só donativos, só podemos doar uma quantidade mais pequena". O acordo anunciado no princípio deste mês com quatro dos cinco grupos de detentores de títulos diz respeito a cerca de 726 milhões de dólares de dívida - originalmente destinada à Ematum -, enquanto a dívida sindicada, liderada pelos bancos Credit Suisse e VTB, representa 1,4 mil milhões de dólares, que teriam como destino as empresas públicas Proindicus e MAM. Moçambique anunciou um acordo preliminar com 60% dos detentores de ‘eurobonds', títulos da dívida pública, segundo o qual o país retoma os pagamentos já em Março de 2019 e entrega até 2033 uma fatia de 5% das receitas fiscais do gás natural, cuja exploração arranca em 2022. Estes títulos representam cerca de 726 milhões de dólares do total de dois mil milhões de dólares de dívidas ocultas contraídas ilegalmente pelo Estado em 2013 e 2014 e são a única parcela sobre a qual há um acordo preliminar, sujeito ainda a diversas aprovações. Os novos títulos terão um valor nominal de 900 milhões de dólares, com maturidade a 30 de Setembro de 2033 e um cupão de 5,875%, mais baixo do que o actual, de 10,5%, e sobre o qual Moçambique entrou em incumprimento. O BAD é uma instituição de financiamento multilateral com o objectivo de promover o desenvolvimento económico em África, estando presente na maioria dos países do continente. Presente em Moçambique há mais de 40 anos, o BAD já financiou mais de 100 projectos num total que ultrapassa os 2 mil milhões de dólares, "focando-se particularmente na agricultura e nos transportes", lê-se no documento. Em Dezembro do ano passado, o BAD tinha operações de financiamento no valor de 623 milhões de dólares e duas operações regionais de 164 milhões, o que faz com que o portefólio do BAD em Moçambique chegue aos 787 milhões de dólares, a que se junta quatro operações do sector privado, inseridas no 'Corredor de Nacala' no total de 352 milhões de dólares.
Filipe Nyusi disse hoje em Maputo que o país pretende estar na rota internacional de turismo até 2025, defendendo medidas de fomento do sector. "A perspectiva do Governo é colocar Moçambique como destino vibrante e dinâmico do sector de turismo", declarou Filipe Nyusi, falando na abertura do Congresso Internacional de Cultura e Turismo, que arrancou hoje na capital. Para que o país se imponha como destino turístico de preferência, prosseguiu, os sectores relevantes devem empreender esforços concertados. "O desenvolvimento do turismo exige pluralidade de serviços, incluindo vias de acesso, transporte, saúde e segurança", acrescentou o chefe de Estado moçambicano. Filipe Nyusi assinalou a importância da complementaridade entre a cultura e o turismo, advogando que o país deve capitalizar o seu mosaico cultural como factor de atração de turistas. "O país deve fazer do património da cultura material e imaterial factor dinamizador da unidade nacional, da moçambicanidade e do desenvolvimento", salientou.
Quarta-feiray, 28 Novembro 2018 16:49

Cabo Delgado tenta captar investimento sul-africano

As autoridades provinciais estão a tentar captar investimento sul-africano para Cabo Delgado, destacando as oportunidades ligadas aos investimentos em gás natural, anunciaram num encontro com empresários. "Esperamos que este encontro promova oportunidades e estreite relações e conhecimento acerca dos negócios locais", destacou António Mapure, dirigente provincial de Cabo Delgado, citado hoje pelo departamento governamental de Indústria e Comércio da África do Sul, após receber investidores na região. "A missão empresarial chegou numa altura importante", em que a província do norte do país já é palco de obras das infraestruturas de processamento de gás, referiu - áreas que deverão entrar em funcionamento dentro de quatro a cinco anos. A África do Sul "sempre foi um parceiro privilegiado de Moçambique. A sua participação no sector agrícola é muito activa, o que é motivo de interesse nesta província", acrescentou, além do sector do gás. A missão sul-africana, que está a visitar Moçambique durante uma semana e que vai seguir para sul, em direcção a Maputo, é acompanhada pelo alto-comissário no país lusófono, Mandisi Mpahlwa, que garantiu que os empresários "estão atentos", ao mesmo tempo que "todo o mundo" olha para Cabo Delgado. "Achamos que podemos contribuir com produtos e serviço de qualidade" para "construir o futuro", sublinhou. A par dos investimentos em gás e da atenção de empresários, Cabo Delgado está desde há um ano a sofrer com uma onda de violência que atinge locais remotos. Desde há um ano, segundo números oficiais, já terão morrido cerca de 100 pessoas, entre residentes, supostos agressores e elementos das forças de segurança. A violência ganhou visibilidade após um ataque armado a postos de polícia de Mocímboa da Praia, em Outubro de 2017, em que dois agentes foram abatidos por um grupo com origem numa mesquita local que pregava a insurgência contra o Estado e cujos hábitos motivavam atritos com os residentes, pelo menos, desde há dois anos. Depois de Mocímboa da Praia, os ataques têm ocorrido sempre longe do asfalto e fora da zona de implantação da fábrica e outras infraestruturas das empresas petrolíferas que vão explorar gás natural, na península de Afungi, distrito de Palma.
O investigador da Universidade das Nações Unidas Sam Jones defendeu ontem estratégias inclusivas pa ra que Moçambique aproveite as receitas da indústria extractiva. “As receitas de gás podem trazer uma grande diferença se forem usadas de forma certa”, disse Sam Jones, que falava durante a reunião anual de crescimento inclusivo realizada hoje em Maputo. Para o académico, é necessário que toda a sociedade seja incluída num debate honesto de distribuição de ganhos. "Antes de Moçambique começar a receber as grandes somas de dinheiro, é importante saber quando vai começar e o que fazer e quando chegar o tal dinheiro", defendeu o académico, alertando, no entanto, para o facto de "vários países no mundo terem recursos, mas os seus cidadãos continuarem pobres". "A questão é como usar riquezas para toda a gente", observou o académico, que sugere que se alarguem os benefícios sociais através das receitas de gás.
A consultora EXX Africa considerou hoje que existe uma "falta de vontade política em Moçambique e entre os países doadores" para investigar a fundo os principais beneficiários do escândalo da dívida oculta garantida pelo Estado. “Existe uma falta de vontade política em Moçambique e entre os países doadores para continuar as investigações sobre as práticas financeiras e alegações de fraude, já que o fôlego para investimento no sector do gás natural está a acelerar”, escrevem os analistas. No relatório, enviado aos investidores e a que a Lusa teve acesso, os consultores escrevem que a petrolífera moçambicana está à procura de soluções para angariar dois mil milhões de dólares para financiar a sua participação no consórcio liderado pela ENI, e tem a ajuda do banco francês Société Générale para financiar o investimento no bloco da Anadarko. "Existe uma falta de vontade política em Moçambique e entre os países doadores para continuar as investigações sobre as práticas financeiras e alegações de fraude, já que o fôlego para investimento no sector do gás natural está a acelerar", escrevem os analistas. No relatório, enviado aos investidores e a que a Lusa teve acesso, os consultores escrevem que a petrolífera moçambicana está à procura de soluções para angariar dois mil milhões de dólares para financiar a sua participação no consórcio liderado pela ENI, e tem a ajuda do banco francês Société Générale para financiar o investimento no bloco da Anadarko. "Os bancos e as instituições financeiras internacionais estão cada vez mais ansiosas por 'andar para a frente', afastando-se do escândalo da dívida oculta, e investir no lucrativo sector do gás natural para garantirem receitas futuras", acrescentam os analistas da EXX Africa. Na análise ao acordo preliminar anunciado no princípio deste mês entre o Governo e os credores dos títulos de dívida pública, com o título 'Moçambique começa o longo caminho para a recuperação', os peritos dizem que sem reestruturação não há recuperação. "Não há uma esperança imediata para uma recuperação económica sustentada enquanto não houver uma resolução para o escândalo da dívida oculta", escrevem. "A economia de Moçambique continua a debater-se devido ao aumento dos preços alimentares, cortes nos subsídios, e o frequente colapso das pequenas empresas", lê-se no documento, que conclui que "nas vésperas das eleições de 2019, o Governo vai precisar de dar uma volta à economia para evitar uma degradação dos serviços públicos".
O grupo bancário russo VTB atribuiu "por engano" um empréstimo de mais de 800 mil milhões de rublos (11,9 mil milhões) à República Centro-Africana (RCA), anunciou hoje o banco, em resposta às revelações dos 'media'. Em comunicado, a VTB indica que “foi um erro técnico na codificação dos países”. “A VTB não efetuou absolutamente nenhuma operação com a República Centro-Africana e não temos exposição deste volume neste país”, explica o comunicado. O banco reagiu à presença de um empréstimo de 802 mil milhões de rublos para a República Centro-Africana - quase seis vezes o PIB (Produto Interno Bruto) anual do país - num relatório financeiro do grupo bancário, apontado pela comunicação social. "Os relatórios corrigidos serão enviados ao Banco Central" hoje e disponibilizado à imprensa, acrescenta o banco. "De acordo com as nossas informações, ocorreu um erro técnico", referiu a presidente do banco central da Rússia, Elvira Nabiullina, citada por agências russas. A Rússia investiu recentemente na República Centro-Africana, uma antiga colónia francesa, em particular na formação do exército e da diplomacia para alcançar acordos de paz com grupos armados. Moscovo também entregou armas para Bangui, capital da RCA, após obter uma isenção do embargo da organização das Nações Unidas (ONU). O Credit Suisse negociou, juntamente com o banco russo VTB, os empréstimos à ProIndicus e à Mozambique Asset Management, que obtiveram aval do Estado mas que não foram reportados nem ao Parlamento nem aos doadores internacionais, tendo ficado conhecidos como 'dívida escondida', no valor de cerca de 1,4 mil milhões de dólares, a que acrescem mais cerca de 725 milhões de dólares da emissão de dívida soberana. No seguimento da divulgação da existência destes empréstimos, as contas públicas moçambicanas desequilibraram-se, o Governo decidiu não pagar as amortizações destes empréstimos nem os cupões da emissão de dívida pública, atirando o país para o incumprimento financeiro ('default'). Em 06 de novembro, Moçambique anunciou um acordo preliminar com 60% dos detentores de ‘eurobonds’, títulos da dívida pública, segundo o qual Moçambique retoma os pagamentos já em março de 2019 e entrega 5% das receitas fiscais do gás natural (cuja exploração arranca em 2022) até 2033. Estes títulos representam cerca de 725 milhões de dólares do total de cerca de dois mil milhões de dólares de dívidas ocultas contraídas ilegalmente pelo Estado em 2013 e 2014 e são a única parcela sobre a qual há um acordo preliminar - sujeito ainda a diversas aprovações. Os novos títulos terão um valor nominal de 900 milhões de dólares, com maturidade a 30 de setembro de 2033 e um cupão de 5,875%, mais baixo do que o atual (superior a 10%) e sobre o qual Moçambique entrou em incumprimento.
A Economist Intelligence Unit (EIU) considerou hoje que as reformas em curso em Angola são positivas para a economia, mas alertou que enquanto não surtirem efeito, o país vai continuar vulnerável às variações nos preços do petróleo. “Apesar de os anúncios de reformas parecerem positivos, tal com o é positivo o empenho de João Lourenço em combater a corrupção, continua por se ver quão séria é a agenda de reformas”, escrevem os peritos da revista britânica ‘The Economist’, acrescentando que “no curto a médio prazo, Angola vai continuar altamente vulnerável a mais choques no preço do petróleo”. Na análise ao Orçamento do Estado para 2019, que será votado em dezembro na Assembleia Nacional de Angola, a EIU escreve que “as iniciativas de reforma vão provavelmente ajudar Angola a diversificar a sua economia, aumentando a produção interna, incluindo na manufatura e na agricultura, e reduzir a dependência do país das importações”. O problema, apontam, é que “vai demorar até que os efeitos dessas iniciativas se façam sentir”, e Angola deverá enfrentar este ano uma nova recessão económica, com a economia a contrair-se 1,1%, o que representa uma forte revisão face aos 4,9% de crescimento inicialmente previstos pelo Governo. “O crescimento em 2019 vai seguir-se a três anos consecutivos de recessão, com a economia a ter caído 2,6% em 2016 e 0,1% em 2017, de acordo com os últimos números do Governo”, escrevem os analistas, acrescentando que “a perspetiva mais conservadora de evolução da economia para 2019 [com uma previsão de crescimento de 2,8%] reflete uma postura mais prudente do Governo, que no passado tem tido uma tendência para fazer previsões demasiado otimistas, criando expectativas orçamentais irrealistas e que resultavam em receitas aquém do orçamentado”. A EIU sublinha que, pela primeira vez, Angola planeia gastar mais em educação e em saúde, com 7% e 6%, respetivamente, do que nos serviços de segurança e defesa, que vão receber 9% do orçamento. A maior despesa, no entanto, continua a ser o serviço da dívida, que passou de 35% em 2013 para ultrapassar os 70% do PIB no ano passado e que representa 48% das receitas do Executivo, descendo de 52%, no ano passado, segundo um orçamento que coloca o preço do barril do petróleo nos 68 dólares e prevê que o país consiga bombear 1,67 milhões de barris por dia. Na análise ao Orçamento, a EIU aponta ainda como positivo o aumento, em cinco vezes, da despesa reservada à agricultura, “particularmente importante para Angola”, e que “indica que o Governo está a falar a sério sobre o investimento nos setores produtivos, apesar de a percentagem deste setor no total da despesa ficar-se por uns dececionantes 1,6%”.
O Barcelona e o Real Madrid são as equipas de desporto com o nível médio de salários mais alto do mundo. As duas equipas espanholas destronaram duas equipas da NBA. Quatro equipas de futebol e seis "franchises" da NBA ocupam o top 10 dos clubes desportivos de todo o mundo que apresentam a despesa média anual com salários mais elevada. Ou seja, é o resultado médio apurado através da divisão de todos os custos com salários pelo total de jogadores considerando o período de 2018. Se em 2017, os primeiros três lugares da lista eram ocupados por equipas da NBA, com o Barcelona (4.º) a surgir como primeiro clube de futebol, em 2018 a equipa catalã e o Real Madrid assumiram os dois primeiros lugares da lista, isto segundo os dados recolhidos pelo estudo "Global Sports Salaries Survey 2018". O "Barça" gasta uma média de 13,76 milhões de dólares (12,13 milhões de euros) em salários ao longo de 2018, o Real 10,7 milhões de dólares (9,4 milhões de euros) e os Oklahoma City Thunder 10,3 milhões de dólares (9,1 milhões de euros) Os lugares cimeiros do estudo que classifica as 349 equipas desportivas com salários mais altos do mundo são dominados por clubes de futebol e da NBA, sendo que os San Francisco Giants (basebol) são o primeiro clube extra aqueles dois desportos a surgir na lista.
O presidente do Banco Central Europeu admitiu que a economia desiludiu face ao esperado, mas reiterou a sua estratégia de retirada gradual dos estímulos. O crescimento económico do terceiro trimestre pode ter sido desapontante para Mario Draghi, mas o presidente do Banco Central Europeu (BCE) não vai desviar-se do seu objectivo de retirada gradual dos estímulos da política monetária. Perante os eurodeputados esta segunda-feira, 26 de Novembro, Draghi mostrou-se confiante quanto à evolução da inflação. "Os dados que ficaram disponíveis desde a minha visita em Setembro têm sido de alguma forma mais fracos do que o esperado", admitiu Mario Draghi esta tarde no Parlamento Europeu, perante a comissão para os Assuntos Económicos e Monetários, referindo que a desaceleração reflecte as tensões comerciais e alguns factores específicos a países e a sectores da União Europeia. No terceiro trimestre, o PIB do conjunto dos Estados-membros cresceu 1,7%, em termos homólogos - a pior marca desde 2014. Em cadeia, o crescimento foi de 0,2% (0,4% no primeiro semestre). Com estes números, a questão coloca-se: o BCE considera que esta travagem é temporária ou chegou para ficar? Draghi começou por dizer que "uma desaceleração gradual é normal assim que as expansões [económicas] amadurecem e o crescimento converger para o potencial de longo prazo". Ou seja, parte desta travagem é comum. Porém, acrescentou que também há uma parte que "pode ser temporária". Um dos exemplos é a indústria automóvel que meteu o pé no travão no terceiro trimestre por razões pontuais. Quanto ao mandato do banco central - que passa pelo controlo dos preços - Mario Draghi assegurou que "existem boas razões para se estar confiante de que a inflação subjacente irá aumentar gradualmente nos próximos tempos". O presidente do BCE antecipa uma subida dos salários - que tem demorado a chegar à Europa - uma vez que a taxa de desemprego está em mínimos de 2008, o que irá pressionar os preços. Face a estes desenvolvimentos, o fim das compras em 2019 vai acontecer? "No geral, os desenvolvimentos recentes confirmam a avaliação feita pelo conselho de governadores do BCE quanto à projecção da inflação a médio prazo", disse Draghi, confirmando que continua a prever o fim da aquisição de dívida em Dezembro deste ano. E que continua a existir a necessidade de um "nível significativo" de estímulos monetários através das taxas de juro baixas. Draghi admite, no entanto, que as incertezas mantêm-se e, por isso, a política monetária continuará a ser lidada com "paciência, prudência e persistência". Daqui a duas semanas, o BCE reúne-se pela última vez este ano, altura em que deverá confirmar o fim do programa de compra de dívida e em que é expectável que possa haver mais pistas sobre a política de reinvestimento. Já nas minutas da última reunião, divulgadas na semana passada, os responsáveis do Banco Central Europeu reconheciam que a economia europeia estava a ser afectada por "incertezas e fragilidades", mas asseguravam que, de forma geral, os dados continuam a apontar para crescimento económico. Na última reunião, Draghi chegou mesmo a dizer que "não há razão para que o crescimento na Zona Euro termine de forma abrupta".