Benigno Papelo

As principais praças europeias estão a valorizar com o Stoxx600 a caminho de completar a sétima semana consecutiva de ganhos. Juros italianos recuam pela primeira vez em quatro dias, euro cede face ao dólar. Ouro perto de primeira valorização semanal em quatro semanas. Os mercados em números PSI-20 ganha 0,32% para 5.577,31 pontos Stoxx 600 cresce 0,10% para 392,38 pontos Nikkei valorizou 1,16% para 22.758,48 pontos "Yield" a 10 anos de Portugal recua para 1,699% Euro cede 0,06% para 1,1909 dólares Petróleo desce 0,32% para 77,22 dólares por barril, em Londres Stoxx600 perto de maior série de ganhos semanais em três anos As principais praças europeias abriram a última sessão desta semana a transaccionar em terreno positivo, animadas pelas subidas registadas nas bolsas asiáticas que fecharam a sessão desta sexta-feira com a maior valorização semanal desde Fevereiro. A Bloomberg justifica o optimismo verificado na Europa com a desacleração da inflação nos Estados Unidos, o que retira pressão à Reserva Federal norte-americano no que diz respeito à política de normalização da política monetária. Ou seja, há agora nos mercados a ideia de que a subida das taxas de juros nas principais economias poderá ocorrer a um ritmo mais lento do que até aqui era esperado. O índice de referência europeu começou o dia a ganhar 0,10% para 392,38 pontos, apoiado em especial pela subida registada pelo sector europeu das matérias-primas. O Stoxx600 encaminha-se para a sétima semana consecutiva a acumular ganhos, o que, a verificar-se, será a mais longa série de valorizações semanais em mais de três anos. Em Lisboa, o PSI-20 abriu a sessão a somar 0,32% para 5.577,31 pontos, na sexta sessão consecutiva de ganhos e num dia em que a bolsa nacional já tocou em máximos de 24 de Abril. O BCP, a Nos e a Galp Energia são as cotadas que mais estão a contribuir para a subida da praça lisboeta. O banco liderado por Nuno Amado valoriza 0,95% para 29,88 cêntimos, a Nos ganha 2,48% para 5,005 euros, depois de ontem ter apresentado lucros de 33,8 milhões de euros no primeiro trimestre, e a Galp valoriza 0,96% para 16,90 euros, estando assim em máximos de Junho de 2011. Euro em queda ligeira A moeda única europeia segue a cair ligeiramente nos mercados cambiais, estando nesta altura a ceder 0,06% para 1,1909 dólares. A justificar esta queda está a subida do dólar que avança pelo segundo dia consecutivo no cabaz que mede a evolução da divisa norte-americana contra as principais moedas mundiais. Juros da Itália aliviam e recuam pela primeira vez em quatro dias Depois de três dias consecutivos de subidas, os juros da dívida pública italiana negociada no mercado secundário estão hoje a aliviar do máximo de 20 de Março ontem atingido pelas obrigações soberanas transalpinas no prazo a 10 anos. Nesta maturidade de referência, a "yield" italiana cai 3,4 pontos base para 1,901%, numa altura em que são positivas as perspectivas quanto à formação de um governo de coligação entre o Movimento 5 Estrelas e a Liga. O presidente Sergio Mattarella concedeu até segunda-feira para que as forças respectivamente lideradas por Luigi Di Maio e Matteo Salvini apresentem uma solução governativa. Na Zona Euro a tendência geral é também de quedas, com a taxa de juro associada aos títulos de dívida soberana lusa com prazo a 10 anos a caírem 2,5 pontos base para 1,699% e as "bunds" germânicas a recuarem 0,8 pontos base para 0,549%. Brent alivia mas está a caminho de quinta semana de ganhos O preço do petróleo está em queda nos mercados internacionais. Em Londres, o Brent do Mar do Norte, utilizado como valor de referência para as importações nacionais, recua 0,32% para 77,22 dólares por barril, aliviando assim do máximo de quatro anos ontem renovado. Em Nova Iorque também o West Texas Intermediate (WTI) está a cair 0,18% para 71,23 dólares. Apesar das quedas registadas neste início de manhã, tanto o Brent como o WTI estão a caminho de fechar esta semana com saldos semanais positivos. O Brent encaminha-se assim para a quinta semana consecutiva a valorizar, enquanto o WTI pode fechar a segunda semana seguida com saldo positivo. O reforço da tensão geopolítica no Médio Oriente está assim a contribuir para sustentar a tendência de valorização do preço do crude. Depois de esta semana o presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado a retirada dos Estados Unidos do acordo sobre o programa nuclear iraniano, assistiu-se a uma escalada de tensão na Síria, com o exército iraniano a atacar posições detidas pelas forças de Israel nos montes Golã. Por sua vez, o exército israelita contra-atacou atingido posições mantidas pelo Irão na Síria, onde apoia as forças do regime sírio de Bashar al-Assad. Ouro pode ter primeira valorização semanal em quatro semanas Apesar de estar em queda, registando uma ligeira desvalorização de 0,4% para 1.321,08 dólares por onça, o metal precioso está a caminho de terminar esta semana com um saldo positivo, o que a confirmar-se interrompe uma série de três semanas consecutivas a desvalorizar. Esta quinta-feira, o ouro tocou no valor mais alto desde 30 de Abril, beneficiando do reforço de estatuto de activo de refúgio provocado pelo aumento da instabilidade no Médio Oriente.
A marcar o início de sessão estão os dados da inflação, que acelerou 2,5% em termos anuais, nos EUA, em abril. O dólar quebra a série de ganhos, enquanto o petróleo corrige e desvaloriza, após os máximos. As bolsas norte-americanas abriram a sessão desta quinta-feira em alta, com os três principais índices a negociarem no ‘verde’. A marcar este início de sessão está a divulgação de dados da inflação de abril, que acelerou menos que o esperado e aproxima-se da meta da Reserva Federal norte-americana. O índice industrial Dow Jones, que serve de referência para as bolsas em todo mundo, soma 0,35% para 24.631,98 pontos, o financeiro S&P 500 ganha 0,36% para 2.707,47 pontos e o tecnológico Nasdaq avança 0,39% para 7.368,85 pontos. O Índice de Preços no Consumidor mensal cresceu para 0,2% em abril nos Estados Unidos, enquanto o indicador anual de inflação acelerou 2,5%. A aceleração foi menor que o esperado pelos analistas consultados pela agência Reuters (que apontavam para 0,3% de inflação mensal) já que a subida dos preços dos combustíveis e arrendamento foram compensados por uma moderação no setor da saúde. A inflação subjacente – excluindo preços dos combustíveis e bens alimentares – subiu 0,1% em termos mensais e 2,1% em termos anuais. O valor da inflação subjacente em abril foi o mesmo que tinha sido registado em março e não fica longe da meta da Fed, de uma inflação próxima de 2%. Dólar e petróleo corrigem em baixa No mercado cambial, o dólar começou a desvalorizar face às principais pares, após a divulgação dos dados. A moeda norte-americana desvaloriza 0,57% contra o euro para 1,1917 dólares e 0,15% contra a divisa japonesa para 109,55 ienes. Os investidores continuam atentos à evolução dos preços do petróleo. A matéria-prima atingiu máximos de dezembro de 2014, após Donald Trump anunciar que iria abandonar o acordo nuclear com o Irão. O Irão é o terceiro maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Com o fim do acordo, prevê-se que os Estados Unidos venham a perder entre 200.000 e 300.000 barris na produção diária de petróleo. No mercado petrolífero, a subida do valor da matéria-prima começou esta quinta-feira a perder força e na abertura das bolsas norte-americanas já corrige. O crude WTI recua 0,31% para 70,92 dólares por barril, em Nova Iorque, enquanto o brent perde 0,48% para 76,84 dólares por barril, em Londres. “Boa vontade” da Coreia do Norte ajuda A ajudar ao sentimento positivo nos mercados norte-americanos está também a chegada dos três cidadãos norte-americanos, libertados pela Coreia do Norte, aos Estados Unidos, o que está a ser encarado como um sinal da “boa vontade” norte-coreana, em vésperas do encontro entre os líderes dos dois países. Os três norte-americanos recentemente libertados da Coreia do Norte chegaram aos Estados Unidos, onde foram recebidos pelo presidente norte-americano, Donald Trump, na Base Aérea de Andrews. A chegada dos reféns aos Estados Unidos foi vista como um passo significativo para melhorar o relacionamento com a Coreia do Norte, após a tensão geopolítica dos últimos meses. Donald Trump aproveitou a ocasião para anunciar que daqui a “três dias” será anunciado o local de encontro com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un. A imprensa sul-coreana avança que a cimeira entre Donald Trump e Kim Jong-un vai realizar-se em meados de junho em Singapura.
O representante Residente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Ari Aisen, diz que a dívida pública moçambicana mantém-se insustentável fixando-se ao redor de 112% do Produto Interno Produto, daí que alerta para um esforço adicional por parte do governo como forma a melhorar os indicadores sócio-económicos. Ari Aisen falava durante uma aula aberta na Universidade Pedagógica (UP), na qual foi convidado a ministrar sobre o tema “Conjuntura Económica em Moçambique-Para além das Estatísticas e Políticas Económicas”. O governante entende que seja necessário criar reformas no ambiente de negócios como forma a permitir o rápido desenvolvimento do sector privado e a consequente geração de empregos. O representante Residente do FMI em Moçambique fez ainda um panorama das razões que estiveram na origem da queda da economia moçambicana, destacando o surgimento de dívidas ocultas associadas às mudanças climáticas que contribuíram significativamente para escassez e subida dos preços dos produtos agrícolas. Actualmente o novo stock de reservas do Banco Central cobre mais de sete meses de importações sem incluir os grandes projectos.
Empresários da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa constituíram o Tribunal de Arbitragem, para a mediação das actividades comerciais. O acto foi marcado pela assinatura, esta quinta-feira, em Maputo, do manual de conformidade e ética, durante o segundo e último dia de trabalhos da primeira Conferência Económica do Mercado da CPLP. O documento vai permitir que os membros da comunidade possam recorrer a arbitragem, em língua portuguesa, como norma. O protocolo deverá ser submetido à discussão, na próxima cimeira dos ministros da CPLP, a ter lugar no fim deste semestre.
Utentes do transporte ferroviário de passageiros entre as cidades de Cuamba e Lichinga, na província do Niassa, estão insatisfeitos com a qualidade do serviço prestado pela empresa responsável, devido aos constantes atrasos na partida dos comboios, paragens no decorrer da viagem sem aparente justificação factores que ditam a chegada tardia aos respectivos destinos. O serviço de transporte ferroviário de passageiros no troço entre as cidades de Cuamba e Lichinga e vice-versa é prestado pelo Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN) e, conforme os passageiros que falaram à nossa Reportagem, reconhecem a importância do comboio como alternativa mais barata no transporte de pessoas e bens, devido ao seu baixo custo. Catarina Jorge, estudante universitária em Lichinga, é uma das vozes que protesta o facto do horário de partida dos comboios estar a ser, repetidamente, desrespeitado, o que, na sua óptica, concorre para a chegada tardia dos mesmos ao destino, com impacto negativo no cumprimento de outros planos pessoais traçados. “Além dos atrasos que verificamos com muita tristeza, o que nos inquieta como utentes é que também não tem havido uma explicação do que está a acontecer e isso ajudaria-nos a tomar uma decisão acertada sobre essa viagem” - lamentou a entrevistada. Paulo Muacuveia, revendedor de produtos agrícolas frescos que compra em vários pontos de paragem do comboio ao longo do trajecto Cuamba-Lichinga, disse que os atrasos na partida do comboio compromete a sua actividade que assegura o sustento da sua família. “O atraso na partida do comboio concorre para a incerteza por parte dos produtores que se posicionam nos apeadeiros para vender os seus produtos agrícolas. O abandono dos referidos mercados implica não fazermos compras. Outro aspecto é que quando conseguimos comprar e o comboio chega tarde ao destino, ficamos sem mercado para vender, porque por ser noite os compradores regressam as suas residências” - lamentou a fonte. Tornou-se frequente nos últimos tempos a chegada do comboio nas cidades de Cuamba e Lichinga, depois da hora prevista, ou seja, às 15.30 horas contra a partida as seis horas nos dois sentidos. Os passageiros que têm ligações para fazer para outros destinos no interior das províncias de Niassa a partir de Lichinga ou para Nampula e Zambézia, partindo de Cuamba, são forçados a pernoitar na estação ferroviário ao relento e em condições desumanas conforme a nossa reportagem constatou. Relativamente à interrupção da marcha dos comboios, eles acontecem em regiões remotas da ferrovia, facto que levanta suspeitas por parte dos utentes do serviço, segundo as quais constitui premeditação por parte dos membros da tripulação que pretendem obter vantagens na remuneração de horas extraordinárias. Para o esclarecimento das clamores levantados pelos utentes do serviço ferroviário de transporte de passageiros, a nossa Reportagem contactou o CDN que através do seu gabinete de comunicação e imagem reconheceu os atrasos que se verificam na hora de partida dos comboios situação que impacta na chegada. Justifica ainda que a situação resulta, sobretudo, do registo de avarias mecânicas inesperadas nas locomotivas, o que implica a reparação das mesmas antes da partida para não criar transtornos ou outros danos físicos aos passageiros ao longo da viagem. Relativamente às paragens que acontecem no decorrer da viagem, sobretudo, em zonas descritas como remotas, aquela instituição justifica que se prende com a autorização de circulação do comboio que é dada a partir do centro de comando para o efeito localizado na cidade portuária de Nacala, em Nampula. A fonte descartou a versão que atribui como sendo uma acção premeditada da tripulação a interrupção da marcha daquele meio de transporte para beneficiarem do pagamento de horas extraordinárias. “Entretanto, estamos a envidar todos esforços necessários para que esses problemas sejam ultrapassados, porque a nossa aposta é de prestarmos serviços de qualidade e eficiência para os utentes dos nossos serviços” - concluiu o CDN, em comunicado enviado ao “Notícias” no Niassa.
A Presidente da Autoridade Tributária de Moçambique (AT), Amélia Nakhare, afirmou que urge disciplinar o uso dos métodos de pagamento em vigor na instituição, principalmente os feitos via cheque, visto que o estado tem perdido muito dinheiro pelo uso indevido deste método. Nakhare, que falava recentemente em Maputo, num seminário sobre o pagamento de dívidas tributárias por cheques e numerários, dirigida aos funcionários da instituição, avançou ainda que o sucesso da implementação de qualquer que seja a medida depende fundamentalmente de uma boa fiscalização, o que pressupõe preparar tecnicamente aos servidores públicos que levarão a cabo este desiderato. “Por isso, estamos reunidos nesta sala com vista a discutir aspectos que possam nos dar uma visão conjunta sobre estas matérias, criando assim identidade comum entre os funcionários”- afirmou. Lembrar que a Autoridade Tributária de Moçambique emitiu no passado mês de Março o aviso sobre os procedimentos do pagamento de impostos e outros encargos tributários, com vista a garantir a eficiência e segurança no processo de pagamento de impostos, combatendo, por conseguinte, actos de falsificação. O aviso em alusão determina, entre várias medidas, a obrigatoriedade de se visar cheques emitidos para pagamento de impostos ou qualquer outro encargo tributário, postar, no canto superior a vermelho, a designação “Para pagamento de dívidas ao Estado”, bem como fazer constar no versoo NUIT do titular. No mesmo aviso que temos vindo a citar, consta que no processo de envio à Recebedorias de Fazenda, para efeitos de efectivação do processo de pagamento das dívidas, os talões de depósito devem conter, no verso, o nome do sujeito passivo, NUIT, tipo de tributo ou encargo legal e apenso à cópia do respectivo cheque. Questionado se a instituição, ao não aceitar os cheques não visados, não estaria a violar a lei do cheque, em vigor no território nacional, Augusto Tacarindua, director-geral dos Impostos, respondeu negativamente. “A Autoridade Tributária não está a negar os cheques, apenas está a adoptar novas regras de funcionamento, que consistem em depositar estes meios de pagamento no banco, ao invés de entregar os cheques nas Recebedorias de Fazenda”, disse. De referir que a Autoridade Tributaria tem estado a discutir e reflectir sobre estas matérias com outros intervenientes do processo, com vista a socializar a medida e encontrar mecanismos eficientes, tanto para a instituição, como para os contribuintes.
O acesso às zonas do interior das províncias da Zambézia e Nampula vai melhorar a partir deste ano com a implementação de um Projecto de Desenvolvimento Integrado de Estradas Rurais, financiado pelo Banco Mundial no valor de 150 milhões de dólares norte-americanos. Ao valor, disponibilizado pelo Banco Mundial, junta-se uma comparticipação do Governo moçambicano na ordem de 35 milhões de dólares americanos, sendo que a totalidade do bolo se destina a suportar a iniciativa no período de 2018 a 2022. Em comunicado, o Banco Mundial especifica que a doação é da Associação de Desenvolvimento Internacional (IDA) e será investida no melhoramento do acesso rodoviário a áreas rurais seleccionadas da Zambézia e Nampula, onde vive a maioria da população moçambicana. “Dada a sua exposição a riscos climáticos extremos, o país enfrenta desafios para manter os investimentos necessários à manutenção e expansão da sua rede rodoviária secundária e terciária, que serve principalmente as áreas agrícolas rurais. Este projecto traz um apoio vital para abordar esta fragilidade” observou Mark Lundell, director do Banco Mundial para Moçambique, Madagáscar, Maurícias, Seicheles e Comores. O Banco Mundial acrescenta que a renda média das actividades agrícolas nas duas províncias é três vezes menor que no resto do país devido, entre outros factores, a acessibilidade precária às zonas rurais. O projecto visa, especificamente, 10 distritos nas províncias da Zambézia e Nampula com elevado potencial agrícola, onde se concentram cerca de 2.2 milhões de pessoas, das quais aproximadamente 1.5 milhão vive abaixo da linha da pobreza. Outra área de enfoque será a reabilitação de 70 quilómetros de estrada primária entre Quelimane e Namacurra, na Zambézia, cujo tráfego médio diário varia entre 1.700 e 2.600 veículos. Contactada pelo “Notícias”, a Administração Nacional de Estradas (ANE) avança estar já em curso a definição das estradas e pontes a serem intervencionadas em cada um dos distritos, nomeadamente Memba, Namapa, Monapo, Mogincual e Mossuril, em Nampula, e Maganja da Costa, Morrumbala, Lugela, Pebane e Chinde, na Zambézia. Os resultados serão conhecidos até Junho próximo. O programa, integralmente orçado em 185 milhões de dólares, contempla cinco componentes, de acordo com a ANE, sendo reabilitação e manutenção de estradas rurais; reabilitação de estradas da rede primária; projecto-piloto de serviços rurais; capacitação institucional e administração do projecto e emergências.
Foram três dias de paralisação quase total na função pública guineense para exigir reajustes salariais. Central sindical já pondera avançar com uma nova greve se não forem cumpridas as exigências dos trabalhadores. A greve que terminou esta quarta-feira (09.05) foi convocada pela União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), a maior central sindical do país, e afetou vários serviços públicos, nomeadamente o setor hospitalar. Nas primeiras horas de hoje, circulou nas redes sociais a imagem de um parto no chão, na varanda do Hospital Nacional Simão Mendes, devido à falta de atendimento médico por causa da greve. Contactada pela DW África, a direção da unidade hospitalar disse que, por agora, não comenta a situação e que está a fazer o levantamento da situação no principal hospital do país. "Só negociamos com o Governo" O Presidente guineense, José Mário Vaz, manteve uma reunião com a comissão negocial do sindicato dos trabalhadores para tentar resolver a questão. À saída de encontro, o porta-voz da comissão negocial, Alves Té, disse que não é da competência do Presidente da República negociar a greve. "Ouvimos a preocupação do Presidente, entregamos-lhe os documentos, mas deixamos claro a José Mário Vaz que a questão da greve é assunto puramente do Executivo. Por isso, apenas negociamos com o Governo", frisou o porta-voz. A maior central sindical pondera avançar com novas paralisações se não forem cumpridas as exigências dos trabalhadores. Alves Té disse que o ponto de divergência continua a ser aplicação de reajuste salarial e deu como exemplo a disparidade que existe na função pública. "Um engenheiro agrónomo recebe num ministério 100 euros e, noutro ministério, um engenheiro com a mesma categoria recebe mensalmente o triplo, o que não pode continuar já que são todos os mesmos níveis académicos", defende. "Não estamos a pedir aumento salarial, mas sim reajustes salariais", explica o sindicalista. O ordenado mínimo pago na função pública é de 29.500 francos CFA (cerca de 45 euros). Um saco de 50 quilos de arroz, base alimentar dos guineenses, custa cerca de 17.500 francos CFA (cerca de 26 euros). Momento "inoportuno" Confrontado com a situação da greve, o novo primeiro-ministro, Aristides Gomes, reconhece que a reivindicação é justa, mas alega que o momento não é oportuno. "Estamos a sair da crise, temos problemas da castanha de caju, a economia nacional está numa situação difícil, temos um Governo que está a trabalhar para organização das eleições legislativas sem meios, portanto, todos os parceiros sociais devem ser realistas nas exigências que fazem ao governo que tem principal missão organizar as eleições", pede o chefe do Governo. Se as exigências dos trabalhadores não forem cumpridas em breve, a central sindical deverá entregar um novo pré-aviso de greve ao Governo nos próximos dias.
A empresa de segurança informática Kaspersky descobriu este vírus sofisticado que consegue aceder às informações privadas dos utilizadores da rede social de mensagens. É mais uma ameaça à privacidade dos utilizadores de redes sociais. O “Zoo Park” é o novo vírus informático criado com intuito de obter informações dos utilizadores da rede social de troca de mensagens Whatsapp. Detetado pela empresa de segurança informática Kaspersky, este vírus atua de momento apenas nos telemóveis Android. Segundo a Kaspersky, esta nova forma de espionagem informática tem origem em países como Marrocos, Irão, Egito, Líbano e Jordânia. Outra empresa que identificou este vírus foi o site de tecnologia “ZD Net” que se referiu a este grupo de hackers como sendo “um grupo com uma vasta experiência em operações de ataque e muitos recursos”. De acordo com a Kaspersky, este software maligno é capaz de aceder às conversas do Whatsapp e Telegram, duas redes sociais de troca de mensagens onde os diálogos são enviados de forma criptografada e cujo acesso era até agora de difícil acesso para um hacker. A empresa de segurança informática diz ainda que este vírus está em circulação desde 2015 e que a última versão possibilita aos “espiões” fazerem chamadas e enviarem mensagens através do telemóvel, de um modo silencioso.
A medida faz parte de um plano de reestruturação da empresa para reduzir custos e compensar o seu sistema de pensões que estava deficitário em 11,3 mil milhões de libras em 2017. O maior grupo de telecomunicações do Reino Unido, o British Telecom (BT), prevê cortar 13 mil postos de trabalho em três anos. A medida faz parte de um plano de reestruturação da empresa para reduzir custos e compensar o seu sistema de pensões que estava deficitário em 11,3 mil milhões de libras (cerca de 12,9 mil milhões de euros) no final de junho de 2017 e deve pesar nas contas da BT nos próximos anos. O plano estratégico passa por despedir 13 mil trabalhadores de backoffice e chefias intermédias, um ano depois de ter cortado 4.000 trabalhadores. Estima-se que a redução vá custar 800 milhões de libras (quase 915 mil milhões de euros) à BT e, a longo prazo, deve permitir à empresa uma redução de custos na ordem dos 1,5 mil milhões de libras (perto de 1,7 mil milhões de euros). Esta será a maior redução de postos de trabalho na empresa desde 2008. Ao mesmo tempo, a BT quer aumentar a oferta de fibra na rede nacional do Reino Unido. Para isso, a operadora britânica vai contratar seis mil técnicos de instalação e funcionários para prestarem apoio aos consumidores. Após o anúncio dos despedimentos, os títulos da BT caíram cerca de 8%. A BT reportou ao mercado uma queda de 3% nas receitas do quarto trimestre de 2017 para 5,96 mil milhões de libras (6,82 mil milhões de euros), enquanto se registou uma subida de 1% nos lucros da operadora, que chegaram a 2,083 mil milhões de libras (2,38 mil milhões de euros).