Benigno Papelo

As praças europeias fecharam em terreno negativo com quedas significativas (entre 1% e 2%). Theresa May decidiu não levar o acordo para o Brexit amanhã ao Parlamento para votação, porque antevia o chumbo evitando assim uma crise política interna em plena negociação com a UE. O governo britânico adiou assim a votação do acordo de saída do Reino Unido da União Europeia, segundo anunciou hoje a primeira-ministra Theresa May, admitindo que seria rejeitado por uma “grande margem”. Com isto o EuroStoxx 50 caiu 1,51% para 3.012,28 pontos. O FTSE 100 de Londres acabou por ter uma performance menos negativa ao descer 0,68% para 6.732,16 pontos. Por cá o PSI 20 caiu 1% para 4.788,3 pontos, arrastado sobretudo pelas quedas das papeleiras e da Mota-Engil. A Semapa que detém a Secil e a Navigator caiu 5% para 12,920 euros; a Altri seguiu a nas quedas ao perder 4,22% para 5,680 euros; a Navigator acabou por descer -2,10% para 3,536 euros; só superada pela construtora Mota-Engil que tombou -3,86% para 1,546 euros. A Corticeira Amorim também fechou em negativo (-2,12% para 9,220 euros). Os únicos títulos no verde no índice de Lisboa foram a Sonae Capital (+2,59% para 0,870 euros); a Jerónimo Martins (+0,81% para 10,580 euros); a Pharol (+0,78% para 0,180 euros) e o BCP a subir 0,71% para 0,2407 euros. Na Europa vários acontecimentos tiram a paz aos investidores. Os violentos protestos do movimento dos “coletes amarelos” a trazerem elevados custos para a economia francesa. O CAC 40 caiu 1,56% para 4.738 pontos. A detenção da CFO do grupo chinês Huawei, que continua a dominar as manchetes internacionais, leva também os investidores a mostrarem-se preocupados com as consequências nas relações comerciais entre os EUA e a China. “A impactar negativamente estão também os dados da balança comercial chinesa que nos mostraram um ritmo de importações muito deprimido, com impacto negativo para os setores automóvel e recursos naturais”, diz o analista da Mtrader Ramiro Loureiro. ” Atenção também ao setor químico depois da BASF ter emitido um profit warning“, acrescenta o analista. O Dax alemão caiu 1,7% hoje para 10.605,17 pontos. O italiano FTSE MIB caiu 1,72% para 18.420 pontos e o IBEX deslizou 1,79% para 8.657,9 pontos. No mercado de futuros do petróleo a queda é também a tónica dominante. O Brent, referência em Londres, cai 1,28% para 60,88 dólares e o crude WTI, referência nos EUA, desce 1,88% para 51,62 dólares. A libra caiu 1,34% face ao dólar para 1,2555 dólares. O euro cai 0,10% para 1,1368 dólares. No mercado de dívida soberana a bunds alemães caem 0,3 pontos base para 0,246%; a dívida italiana a 10 anos cai 2,6 pontos base para uma yield de 3,106%; a dívida espanhola viu os juros caírem 0,8 pontos base para 1,443%: e a dívida portuguesa viu os juros caírem 1,4 pontos base para 1,785%.
Presidente francês falou ao país após os tumultos do passado fim-de-semana. Decretou estado de urgência económica e social e anunciou aumento de 100 euros no salário mínimo nacional. Emmanuel Macron falou ao país esta segunda-feira e anunciou ter decretado o “estado de urgência económica e social” em França sendo que estas propostas serão apresentadas esta terça-feira aos deputados. A medida com maior impacto passa pelo aumento de 100 euros por mês do salário mínimo nacional já em 2019 mas foi ainda anunciada a decisão que passa pela não cobrança de impostos sobre horas extras dos trabalhadores (medida antecipada de setembro para o início do próximo ano. Macron anunciou ainda que os trabalhadores com menos de dois mil euros vão ver anulado o aumento na contribuição social. Ainda neste pacote de medidas, o presidente francês anunciou uma queda nos impostos dos pensionistas. Nesta comunicação ao país, o presidente francês esclareceu que os eventos das últimas semanas “perturbaram profundamente a nação”, recordando ainda que “a violência não beneficiará de qualquer indulgência”. Macron não esqueceu os distúrbios e fez questão de condenar as “violências inadmissíveis” porque “nada justifica um ataque às forças policiais ou a danificação de montras”. O Presidente Emmanuel Macron criticou a “inadmissível violência” dos protestos em França, prometeu utilizar “todos os meios para restaurar a calma”. Num discurso dirigido ao país, após várias semanas de contestação do movimento de protesto “coletes amarelos” que alastraram a várias regiões do país e implicaram violentos confrontos com as forças policiais. Prejuízos de mil milhões de dólares “É uma catástrofe para os negócios e para a nossa economia”, disse este fim-de-semana o ministro das Finanças francês aos jornalistas, enquanto visitava o centro de Paris. De acordo com as associações de retalhistas, o protesto causou avultados prejuízos, superiores a mil milhões de dólares. O setor do turismo foi outros dos mais prejudicados. As imagens da capital francesa causaram uma quebra 50% nas reservas turísticas, em comparação com o ano anterior. Na mesma linha, os museus cancelaram o acesso a algumas das maiores exposições de artistas, como Picasso, Caravaggio e Basquiat. Recorde-se que em França, este movimento dos “coletes amarelos” nasceu espontaneamente, à margem dos partidos e sindicatos, que inicialmente protestaram contra a grande carga de impostos e perda do poder de compra mas depois alargou o descontentamento em relação a várias medidas do Presidente francês, Emmanuel Macron. O governo francês vai reforçar o dispositivo de segurança por parte das forças que estão atualmente em patrulhas anti-terroristas no país, com o objetivo de proteger os edifícios públicos. Os comerciantes de todas as lojas dos Campos Elísios foram aconselhados a tapar as montras com painéis de proteção e a retirar todos os objetos exteriores que possam ser mais vulneráveis. O Arco do Triunfo, que se situa no topo da avenida mais emblemática de Paris, foi palco dos maiores momentos de tensão e confrontos entre manifestantes e polícia no último sábado, 1 de dezembro. “Não tenho nenhum problema em admitir que em tal ou tal questão poderíamos ter feito diferente, e que se ainda houver tanta raiva é porque ainda temos muitas coisas para melhorar”, disse Emmanuel Macron.
Terça-Teira, 11 Dezembro 2018 05:13

Wall Street recupera e fecha em terrenos positivos

Os três principais índices da bolsa de Nova Iorque conseguiram inverter as perdas e fecharam a negociar em terrenos positivos. O industrial Dow Jones, que chegou a perder 24.000 pontos, conseguiu recuperar. O preço do petróleo afundou. A bolsa de Nova Iorque inverteu a trajetória de descida durante o dia com os três principais índices a fecharem no “verde” durante a primeira sessão da semana. O S&P 500 valorizou 0,26% para 2.639,86 pontos, o tecnológico Nasdaq ganhou 0,74% para 7.020,520 pontos e o industrial Dow Jones subiu 0,14%, para 24.423,26 pontos. Esta segunda-feira ficou marcada pela volatilidade dos mercados, em especial do Dow Jones. O índice industrial esteve a perder 24.000 pontos, algo que não acontecia desde abril, mas conseguiu recuperar e fechou em terrenos positivos. O panorama internacional, marcado pelas tensões nas relações comerciais entre os Estados Unidos e a China, com a detenção de Meng Wanzhou, a chief financial officer da empresa de telecomunicações chinesa, Huawei, penalizaram Wall Street, especialmente o Dow Jones. A sessão volátil também ficou marcada pela incerteza dos investidores em torno da economia norte-americana. Na passada sexta-feira, foram divulgados os dados de emprego nos EUA em novembro, em que foram criados 155 mil postos de trabalho, abaixo das expectativas, que previam a criação de cerca de 200 mil novos postos de trabalho. O clima económico e político internacional também tem alimentado incerteza para os investidores que procuram saber a real situação do estado da economia global, que parece estar em desaceleração. A Apple, que chegou a cair cerca de 2% durante a sessão, fechou a valorizar 0,66% para 169,60 dólares. O dia também ficou marcado depois de a Qualcomm, empresa fabricante de chips e fornecedora da Apple, ter revelado que um tribunal chinês declarou a empresa fabricante de iPhones de ter violado duas patentes. A Apple não poderá vender na China, o maior mercado de dispositivos móveis do mundo, sete modelos diferentes de iPhones, desde os iPhones 6 aos iPhones X. A Qualcomm fechou a valorizar 2,23% para 57,24 dólares. No Reino Unido, a decisão de Theresa May ter adiado a votação do Parlamento britânico sobre o acordo do Brexit terá causado impacto no setor bancário, que foi um dos setores mais penalizados na bolsa de Nova Iorque. A libra esterlina desapreciou 1,28% face ao dólar, para 1,2563 dólares. Nas matérias-primas, o petróleo volta a ficar abaixo dos 60 dólares por barril. O Brent, preço de referência mundial e para o mercado europeu, desvalorizou 2,76% para 59,97 dólares enquanto o West Texas Intermediate perde 0,06%, para 50,97 dólares.
As areias pesadas de Chibuto, da empresa moçambicana Ding Sheng Minerais, está a produzir resultados considerados positivos. A Empresa Moçambicana de Exploração Mineira (EMEM) visitou o empreendimento com o objectivo de aproximar as partes interessadas para um conhecimento mútuo no desenvolvimento do empreendimento e para a criação de uma estratégia de actuação coordenada e integrada nas estruturas sociais e públicas do distrito do Chibuto, lê-se no comunicado enviado à nossa redacção. De acordo com o projecto inicial, a Ding Sheng Minerais, SA irá ter instaladas duas plantas de processamento de minérios, cada uma com capacidade de 10 mil por dia, altura em que a empresa terá empregado cerca de cinco mil trabalhadores efectivos, dos quais 80 por cento serão cidadãos de nacionalidade moçambicana. Quanto ao escomento dos minérios processados a partir das areias pesadas de Chibuto, perspectiva-se a construção de uma estrada dedicada a partir da mina até Chongoene, onde se projecta a construção de um porto específico para a exportação. “Hoje foi possível visitar um dos nossos parceiros na região sul de Moçambique, onde o Estado moçambicano é representado pela EMEM. De uma forma geral, saímos daqui satisfeitos com o que vimos”, disse o Presidente do Conselho de Administração da EMEM, SA, Celestino Pedro Sitoe. Sitoe acrescentou que “Somos parte integrante deste empreendimento e é importante garantir que aspectos como a reassentamento da população e as infra-estruturas de apoio à saúde e à educação, assim como projecto piloto de exploração da mina estejam a seguir o plano determinado e, em alguns casos, superando as nossas expectativas. É preciso melhorar alguns aspectos, sendo que os accionistas concordam com as sugestões dadas após a visita”. Ainda de acordo com o comunicado, cerca de 290 casas T3 das 494 previstas no projecto já foram ocupadas por famílias que tiveram de ser reassentadas devido à implementação deste projecto de areias pesadas. As residências recebem energia eléctrica e beneficiam do fornecimento gratuito de água através de um sistema de bombagem, tratamento e distribuição de água, que beneficia ainda a população da Vila de Chibuto. Na nova área residencial, existem cinco salas de aulas provisórias e um bloco administrativo. Igualmente, numa fase provisória está em funcionamento um centro de saúde. Essa área contempla ainda uma igreja e um posto policial.
Moçambique perdeu mais de 80 milhões de dólares devido à sobrefacturação no sector dos combustíveis líquidos entre 2013 e 2015. No sector de energia são dez milhões de dólares desviados para compra de matéria-prima. Os dados são de um estudo, apresentado esta segunda-feira, pelo Centro de Integridade Pública (CIP), 24 horas depois das celebrações do Dia Internacional do Combate à Corrupção. O estudo versa sobre o impacto da corrupção nos sectores dos combustíveis e energia. O CIP diz que a corrupção tem vindo a caracterizar-se principalmente pela sobrefacturação na importação dos combustíveis, o que encarece o preço ao consumidor final. Ainda no sector dos combustíveis, o estudo do CIP revela que, afinal, 50 por cento do dinheiro pago pelos consumidores é destinado a cobrir as despesas da Empresa Moçambicana de Petróleo e das gasolineiras. Sobrefaturação também verifica-se no sector da energia. Aliás, a própria EDM já tinha denunciado esquemas de corrupção em que funcionários da empresa compravam um contador eléctrico por 100 dólares, quando o preço real era 20 dólares. O CIP critica ainda o facto de a Hidroeléctrica de Cahora Bassa estar a vender quase toda a energia a preços baixos para a África do Sul, num contexto em que a EDM compra de produtores independentes e a preços muito mais altos, e que se feitas as contas, o consumidor final é que sai prejudicado. O CIP diz ser urgente que a Autoridade Reguladora de Energia entre em acção e que o Governo pare de liderar o processo de marcação dos preços, porque este é papel do regulador do sector.
Os accionistas do First National Bank (FNB) reforçaram o seu investimento através de um aumento de capital social no valor de cinco milhões de dólares, como primeira tranche de um plano de investimento estratégico a executar entre 2018 e 2019. O aumento de capital social do FNB foi aprovado recentemente em Assembleia Geral desta instituição financeira. “Este aumento de capital é um sinal claro da confiança dos accionistas do FNB em Moçambique, na economia moçambicana e na gestão do banco”, esclareceu Johan Maree, administrador- delegado do FNB Moçambique. O plano de investimento previsto para 2018 e 2019 está incorporado numa estratégia de reestruturação do banco que visa torná-lo numa referência de eficiência e de valor diferenciado para os seus clientes. “O banco tem um plano ambicioso de reposicionamento, com vista a tornar-se num parceiro cada vez mais relevante para todos os stakeholders que actuam neste mercado e este aumento de capital enquadra-se também neste plano, estando previstos reforços adicionais para a sua materialização”, segundo Paulo Pereira, administrador delegado adjunto do FNB Moçambique. O FNB Moçambique é uma subsidiária do First Rand Bank Limited, o maior grupo financeiro de África por capitalização bolsista e uma das maiores instituições listadas na Bolsa de Valores de Joanesburgo, na África do Sul, com presença em 11 países africanos e na Inglaterra, Emirados Árabes Unidos, Índia e China.
O Banco de Moçambique assinou hoje um acordo com a empresa americana Euronet, para a gestão da rede de pagamentos eletrónicos interbancários no país, mas sem adiantar detalhes. "Rezamos para que a implementação seja rigorosa, em linha com a letra e o espírito do contrato", declarou Rogério Zandamela, governador do Bando de Moçambique, numa cerimónia, em Maputo, em que os jornalistas não puderam fazer perguntas. O novo contrato foi assinado depois de um apagão de cinco dias da rede da Sociedade Interbancária de Moçambique, detida maioritariamente pelo banco central, entre 16 e 21 de novembro. A empresa portuguesa Bizfirst cortou o serviço, alegando falta de pagamento, e as caixas automáticas e cartões bancários só voltaram a funcionar depois de os bancos comerciais negociarem o pagamento com a firma provedora do serviço. Na altura, Zandamela criticou a opção da Bizfirst e referiu que a Simo não voltaria a trabalhar com a empresa.Cindy Ashcraft, diretora-geral da Euronet, referiu durante a cerimónia de hoje, em Maputo, que a experiência da empresa lhe permite desenvolver "soluções inovadoras". A Euronet apresenta-se como uma empresa com 5.600 funcionários, presente em 55 países, tendo em 2015 processado transações avaliadas em 74 mil milhões de dólares.
Os passageiros de transportes aéreos em Moçambique, ouvidos pela Lusa no aeroporto da capital, esperam que a entrada da Ethiopian Airlines nos voos domésticos sirva para baixar os preços das viagens. “Que se tente desmistificar a ideia de que avião é para pessoas abastadas e que se pratiquem preços mais acessíveis, porque os preços ainda são proibitivos”, disse Amândio Borges, passageiro que se preparava para uma viagem de cerca de três horas para a província de Nampula, no norte do país. Borges já viajou com a empresa e ficou satisfeito, depois de muitos anos de monopólio da empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM). De orgulho passou a deceção, referiu, dizendo ter sido afetado várias vezes pelos atrasos e falta de informação da companhia de bandeira. Marco Silva, outro passageiro na sala de espera, encara a entrada de uma nova companhia nos voos domésticos como um sinal preocupante, demonstrador de fragilidades da LAM. “Teve de vir uma empresa externa para nos socorrer”, lamentou. Além de obrigar a concorrência a trabalhar mais, a nova empresa gera novos rendimentos para Moçambique, com criação de postos de trabalhos, disse Marco Silva. Francisca Tovela, de partida para Tete, província do interior a pouco mais de três horas de viagem, ficou agradada com os preços promocionais da nova companhia. “Quando vi as tarifas, pensei: era disto que estávamos a precisar”, contou, dizendo que espera melhorias graças à competição entre companhias. “Em qualquer economia é preciso haver concorrência”, disse Marcos Cuembelo, outro passageiro, acreditando que a LAM também vai prestar serviços com mais qualidade. “No fim quem ganha somos nós, os clientes, ganha o país e o mercado”, concluiu. A Ethiopian Airlines iniciou as operações domésticas em Moçambique no dia 01 de dezembro, tornando-se na segunda companhia de origem estrangeira a ligar diferentes cidades do país. Até 2017, só a operadora estatal LAM podia fazer voos domésticos, mas uma alteração à lei passou a permitir a entrada de outros operadores, o primeiro dos quais foi a Fastjet, que há um ano garante voos entre Maputo e algumas capitais provinciais.
A NYSE fecha com a maior queda desde março. Os novos dados económicos desiludiram os investidores. O petróleo sobe com o acordo da OPEP. A bolsa de Nova Iorque fechou hoje com quedas superiores a 2% e uma volatilidade acentuada, depois de ser conhecido que a taxa de desemprego nos Estados Unidos manteve-se em 3,7% em novembro, pelo terceiro mês consecutivo, com uma criação de emprego mais fraca do que o previsto, indicou hoje o Departamento do Trabalho. O Dow Jones fechou a cair 2,11% para 24.421,4 pontos; o S&P 500 perdeu 2,08% para 2.639,9 pontos e o Nasdaq tombou 2,92% para fechar nos 6.978,6 pontos. No mês passado, foram criados 155 mil postos de trabalho, quando em outubro tinham surgido 237 mil (uma revisão em baixa). Os dados relativos a novembro ficaram abaixo do esperado, já que os analistas tinham previsto a criação de 185 mil empregos. Os salários registaram um aumento de 0,2% em relação a outubro e no período de um ano o crescimento salarial foi de 3,1%, um ritmo bastante superior ao da inflação. Hoje a Apple caiu 3,57% depois que o Morgan Stanley se juntou ao resto dos analistas que cortaram o price-target das ações nas últimas semanas. No caso do banco dos EUA, reduziu seu preço alvo de 253 dólares para 236 dólares, devido ao fato de prever uma debilidade mais pronunciada nas vendas de iPhones na China. Os titulos que mais caíram no Dow Jones destacam-se os da Intel (-4,40%), da Cisco Systems (-4,03%), da Microsoft (-4%) e da DowDuPont (-3,86%). No Nasdaq, a Nvidia deslizou 6,75%, seguida pela Netflix (-6,27%), Amazon (-4,12%) e Alphabet (-2,92%). Também se destaca a aquisição de 45% do grupo canadense Cronos, produtor de cannabis, pelo gigante do tabaco Altria, dona da Philip Morris, por 1.600 milhões de dólares. O petróleo subiu com o acordo OPEP. Os futuros do petróleo bruto WTI sobem 1,88% para 52,46 dólares. O Brent valorizou 2,51% para 61,57 dólares. A OPEP e os países aliados, liderados pela Rússia, chegaram a um acordo esta sexta-feira para reduzir a produção de petróleo em 1,2 milhões de barril por dia, a partir de janeiro do próximo ano. Apesar da pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para reduzir o preço do petróleo, a OPEP irá diminuir a produção em 800 mil barris por dia, enquanto o conjunto de países conhecidos como OPEP+ concordou em cortar a produção em 400 mil barris de cortes. “A Conferência decidiu ajustar a produção global da OPEP em 0,8 mil barris/dia em relação aos níveis de outubro de 2018, com entrada em vigor a partir de janeiro de 2019, por um período inicial de seis meses, com uma revisão em abril de 2019”, anunciou a OPEP, em comunicado divulgado após a conclusão da reunião de dois dias e cujo planeamento estratégico do próximo ano estava na agenda.
O Presidente do Irão, Hassan Rohani, disse que as sanções impostas ao país pelos Estados Unidos são "terrorismo económico". Durante uma conferência em Teerão, Hassan Rohani apelidou de injustas as sanções económicas contra o Irão restabelecidas pelos EUA após se terem retirado unilateralmente em maio do acordo sobre o nuclear assinado em 2015 por Teerão e as grandes potências. “Os EUA fazem terrorismo económico e visam criar pânico na economia de um país e assustar outros estados” a não investir no país visado pelas sanções. As sanções dos EUA são de natureza extraterritorial e muitas das empresas de outros países que tinham negócios no Irão abandonaram ou suspenderam as suas atividades com medo de serem penalizadas. O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, perante uma plateia de ministros de Negócios Estrangeiros de países da NATO, reunidos em Bruxelas, na terça-feira, voltou a acusar o Irão de violar resoluções do Conselho de Segurança da ONU e mentir aos inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) sobre o seu programa nuclear, para “fugir às sanções dos EUA”.
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