''Não vou a Washington discutir a questão da dívida com as duas instituições financeiras''

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Próxima semana, o ministro da Economia e Finanças vai a Washington para participar nas reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial. Maleiane esclareceu que não vai discutir a questão da dívida com as duas instituições financeiras, mas admitiu que a haver discussão com os credores será à margem das reuniões. Na quarta-feira, a Renamo sugeriu que o ministro da Economia e Finanças levasse membros do Governo anterior para ir detalhar os contornos da contratação das dívidas ocultas, avalisadas pelo Estado e sem conhecimento do Parlamento. “Moçambique é membro do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial desde 1984. De lá até agora estamos bem como membros daquelas duas instituições. E a forma como funcionam aquelas instituições, cada país nomeia o seu representante, que se chama governador. Para o caso de Moçambique o governador para as duas instituições é o ministro das Finanças e o governador suplente é o governador do Banco de Moçambique. Aquelas instituições organizam duas reuniões ao ano. Uma é de primavera, a outra acontece em Outubro. Esta de primavera é uma plataforma para trazer várias sensibilidades sobre políticas de desenvolvimento e balanças de pagamento. Nós vamos a Washington como governadores daquelas instituições. Naquela plataforma não se discute dívida. Não é um lugar para ir se discutir dívida. Todas as iniciativas de se discutir será sempre à margem”, explicou Maleiane. As dívidas ocultas, que correspondem a 17 por cento da dívida pública global, não estão a ser pagas, mas o Executivo esclarece que tem estado a pagar normalmente a restante parte (83 por cento) da dívida pública. “Não é possível, neste momento, fazer este pagamento (dos 17 por cento da dívida pública, referentes às dívidas ocultas). Então, temos que encontrar alguma saída”, explica Maleiane. O Governo diz ter contratado duas empresas que estão a negociar a restruturação da dívida com os credores.
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