Benigno Papelo

Negociadores chineses e norte-americanos discutiram por telefone um calendário de negociações para tentar acabar com a disputa comercial entre os dois países, informou hoje o Ministério do Comércio da China. O vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, conversou com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, e com o representante de Comércio, Robert Lighthizer, sobre as formas de concretizar o “consenso” alcançado pelos líderes dos dois países, após o entendimento alcançado entre os presidentes chinês e norte-americano na cimeira do G20 de 30 de novembro em Buenos Aires, na Argentina, pode ler-se no mesmo comunicado. O breve comunicado de Pequim indica que foi discutido “o calendário das próximas consultas económicas e comerciais”, mas não precisa onde ou quando estas terão lugar. No texto também não consta qualquer informação sobre se Liu He e os seus interlocutores abordaram o caso Huawei, que voltou a colocar tensão nas relações entre os dois países após a detenção da dirigente do gigante de telecomunicações chinês. Os dois países estabeleceram uma trégua comercial que, na prática, adiou por 90 dias o aumento das taxas alfandegárias norte-americanas impostas sobre importações chinesas, depois de Donald Trump e Xi Jinping chegaram a acordo durante um jantar, no final da cimeira do G20, num momento em que os Estados Unidos registam recordes negativos no défice comercial e a China uma desaceleração da economia. A administração norte-americana tinha anunciado que as taxas alfandegárias sobre importações chineses no valor de 200 mil milhões de dólares iam crescer de 10% para 25% no início do próximo ano e Trump estava a considerar alargar o número de bens chineses que iriam sofrer esse aumento.
Um grupo internacional especializado em informação financeira considerou a "Operação Palanca 2", que designa a segunda emissão de eurobonds - títulos da dívida pública em moeda estrangeira - realizada por Angola em maio passado como a melhor emissão soberana do ano. Segundo uma nota do Ministério das Finanças angolano, enviada hoje à agência Lusa, em Luanda, o galardão, que será entregue em Março de 2019, em Londres, é uma iniciativa da GFC, um grupo internacional especializado em informação financeira, que irá premiar também outras emissões corporativas, instituições financeiras e "project-finance" de entidades como Letshego Holding Ltd, ABSA Group e Enel Green Power, entre outras. No documento, o Ministério das Finanças recorda que, em resultado da "Operação Palanca 2", o Estado angolano captou recursos na ordem dos 3.500 milhões de dólares (cerca de 3.000 milhões de euros). A primeira parcela, com maturidade de 10 anos e com um valor nominal de 1.750 milhões de dólares (1.508 milhões de euros), foi emitida com uma taxa de juro do cupão fixada em 8,25%. A segunda parcela, com maturidade de 30 anos e com um valor nominal de 1.250 milhões de dólares (1.080 milhões de euros), foi emitida com uma taxa de juro do cupão fixada em 9,375%. Em julho, face à grande procura registada, Angola usou a prerrogativa de reabrir esta emissão e, de modo complementar, captou 520 milhões de dólares (448 milhões de euros), inscritos na parcela cuja maturidade se estende até 2048. "A confiança manifestada pelos investidores internacionais levou a que Angola emitisse, pela primeira vez, um título no mercado internacional com maturidade de 30 anos, juntando-se assim à África do Sul e à Nigéria como os únicos países da África Subsaariana a emitirem um título com essas características", lê-se na nota. Segundo o documento, os fundos dos eurobonds estão a ser utilizados para despesas orçamentais, com especial destaque para o financiamento de projectos estruturantes e de impacto inscritos no Programa de Investimentos Públicos (PIP) do Orçamento Geral do Estado, com ênfase para as infraestruturas de apoio à diversificação da actividade produtiva.
As bolsas europeias encerraram em alta, sobretudo devido ao sector automóvel e às matérias-primas. Lisboa não acompanhou a tendência, com o anúncio da greve nos supermercados na véspera de Natal a penalizar. O petróleo segue em alta e o dólar também. Os mercados em números PSI-20 perdeu 0,28% para 4.778,06 pontos Stoxx 600 somou 1,80% para 345,10 pontos S&P 500 avança 0,63% para 2.654,26 pontos Juros da dívida portuguesa a dez anos caíram 3,4 pontos base para 1,751% Euro cede 0,34% para 1,1318 dólares Petróleo valoriza 1,37% para 60,79 dólares por barril em Londres Bolsas europeias recuperam de mínimos de dois anos As bolsas europeias encerraram em alta esta terça-feira, 11 de Dezembro, recuperando parte das perdas das últimas sessões, que atiraram o Stoxx600 para o valor mais baixo em dois anos, na segunda-feira. Hoje, as principais praças europeias subiram mais de 1,5%, animadas pela expectativa de que os Estados Unidos e a China poderão fazer progressos na resolução da guerra comercial. Isto porque a China deverá mesmo avançar com a redução das tarifas aplicadas sobre os automóveis produzidos nos Estados Unidos, tal como Donald Trump adiantou após a cimeira do G20, numa publicação do Twitter. A isso juntam-se as notícias de que o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, debateu um calendário para as negociações comerciais com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, o que também favoreceu o sentimento dos mercados. O índice de referência para a Europa ganhou 1,53% para344,18 pontos, impulsionado sobretudo pelas cotadas do sector automóvel e pelas empresas ligadas às matérias-primas, numa sessão que também está a ser de ganhos para o petróleo. Juros mistos na Europa Numa altura de grande desafio à liderança do presidente francês, Emmanuel Macron, os juros a 10 anos da dívida francesa seguem a subir 1,5 pontos base para 0,709%, depois de já terem estado em máximos de 22 de Novembro nos 0,742%. Esta evolução verificou-se depois de Macron ter procurado acalmar os ânimos dos franceses com medidas como o aumento do salário mínimo e isenções de impostos sobre as horas extra e sobre pensões inferiores a 2.000 euros, o que vai custar ao Estado até 10 mil milhões de euros. Em Itália, onde se mantém a incerteza em torno do seu Orçamento e das medidas que Bruxelas poderá tomar, as "yields" das obrigações a 10 anos somam 1,1 pontos base para 3,117%. Em contrapartida, por cá, a taxa remuneratória para as obrigações com a mesma maturidade desce 3,4 pontos base para os 1,751%, a par dos juros da dívida alemã, que no prazo a 10 anos caem 1,6 pontos base para os 0,230%. Os investidores têm procurado refúgio nas obrigações alemãs (bunds) em alturas de maior turbulência, o que leva à queda dos juros. Euribor sobem para máximos de seis meses A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, subiu hoje 0,002 pontos para -0,312%. Também a taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez a 6 de Novembro de 2015, aumentou 0,001 pontos para -0,244%. A 12 meses, a Euribor pulou 0,003 pontos para -0,131%. Os novos patamares nestes três prazos constituem máximos de seis meses. França quebra euro e China sustenta dólar A nota verde está a negociar em alta, invertendo o movimento de queda que se observou horas antes, impulsionada por relatos de que a China poderá decidir-se por um corte das tarifas aduaneiras à importação de carros norte-americanos. O euro, por seu lado, fragilizou com os receios de que o plano orçamental do presidente francês, Emmanuel Macron, possa levar a que o défice do país viole as regras europeias ao superar os 3% do PIB e leve a um corte do ‘rating’ da dívida soberana de França. O euro segue a ceder 0,34% para 1,13 18 dólares. OPEP e Líbia sustentam petróleo As cotações do "ouro negro" seguem em alta, animadas pelo renovado optimismo em torno dos cortes de produção anunciados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e pelos seus aliados (como a Rússia), já que se espera que esta redução da oferta reequilibre o mercado. O facto de o maior campo petrolífero (El-Sahrara, no deserto de Murzuq) da Líbia continuar encerrado, depois de um grupo armado ter forçado a sua suspensação, está também a ajudar à valorização desta matéria-prima nos principais mercados internacionais. O West Texas Intermediate (WTI) para entrega em Janeiro segue a somar 2,29% para 52,17 dólares por barril. Também o Brent do Mar do Norte – que é negociado em Londres e serve de referência às importações portuguesas – segue no verde, com os preços do contrato para entrega em Fevereiro a ganharem 1,37% para 60,79 dólares. Preço do açúcar sobe mas ainda ronda mínimos de uma década Os preços do açúcar estão a caminho do melhor trimestre do último ano, mas os produtores europeus continuam a viver os efeitos da crise nesta matéria-prima agrícola, sublinha a Bloomberg. Mesmo com esta recente recuperação, os preços dos futuros do açúcar permanecem em torno de mínimos de 10 anos devido ao excesso de oferta. Isso levou a que hoje houvesse vários "profit warnings" por parte de empresas que estimam que não vão atingir os resultados projectados, como é o caso da francesa Tereos e da alemã Nordzucker. As cotações do açúcar do açúcar refinado sobem 7,6% desde o início do actual trimestre, mas ainda estão a metade do preço a que negociavam há cerca de dois anos.
Quarta-feiray, 12 Dezembro 2018 05:06

Wall Street fecha mista em sessão volátil

O Dow Jones caiu -0,22% para fechar nos 24.370,2 pontos; o Nasdaq subiu 0,16% para 7.031,8 pontos e o S&P 500 desceu 0,04% para 2.636,8 pontos, numa sessão que foi marcada pela volatilidade. No caso do Dow Jones, o índice chegou a perder 24.000 pontos nos piores momentos da sessão, mas finalmente fechou positivo e acima de 24.300 pontos. O setor automóvel recebeu boas notícias, com os sinais de que a China pode mesmo reduzir as tarifas às importações de veículos vindos dos EUA. Mas ainda assim a New York Stock Exchange fechou mista, entre perdas ligeiras e ganhos modestos. O Dow Jones caiu -0,22% para fechar nos 24.370,2 pontos; o Nasdaq subiu 0,16% para 7.031,8 pontos e o S&P 500 desceu 0,04% para 2.636,8 pontos, numa sessão que foi marcada pela volatilidade. No caso do Dow Jones, o índice chegou a perder 24.000 pontos nos piores momentos da sessão, mas finalmente fechou positivo e acima de 24.300 pontos. Os sinais de que a China pode mesmo reduzir o imposto às importações de veículos ajudaram o setor. Fontes próximas do caso indicam que a China vai mesmo avançar com a redução das tarifas à importação de veículos vindos dos EUA. A taxa deverá baixar dos 40% para os 15%, o mesmo nível em maio. A proposta ainda está sujeita a alterações. Em termos macroeconomicos, a confiança das PMEs norte-americanas volta a recuar. O índice medido pela Associação Empresarial norte-americana NFIB (sigla em inglês) desceu dos 107,4 para os 104,8 em novembro, quando os analistas antecipavam uma descida para 107. Trata-se do terceiro mês consecutivo de quebra, mas ainda assim o patamar é elevado quando observamos em termos históricos. O índice de preços ao produtor (PPI) de novembro se recuperou 2,5% num ano, em linha com as projeções. Embora o PPI subjacente tenha avançado para 2,7% em termos anuais, acima da projeção de 2,5%. Além disso, o índice Redbook de vendas no retalho para a semana de 7 de dezembro caiu 0,5%, o que significa que reduziu a sua taxa de crescimento anual de 7% para 6,6%. No nível corporativo, o Facebook (0,16%) deu sinal verde a um aumento de 9 mil milhões de dólares (7.940 milhões de euros) no valor de seu próprio programa de recompra de ações, cuja cotação acumula uma queda de 35% face ao máximo alcançado no final de julho passado. A WPP anunciou um plano de reestruturação que passa pelo corte de pessoal e encerramento de escritórios. O gigante da publicidade vai cortar 3.500 empregos em todo o mundo, após um ano difícil. No Dow Jones, a empresa que mais subiu foi a Nike, com uma recuperação de 1,48%, à frente da Verizon (1,01%) e da Procter & Gamble (0,97%). No lado oposto da tabela, a Travelers liderou as perdas, com uma queda de 1,65%, seguida pela Boeing (-1,29%) e pelo Goldman Sachs (-1,16%). No mercado de commodities, o petróleo ganha terreno e aproveita o impulso ascendente causado pelo corte de produção da Opep. O barril do West Texas, referência nos EUA, subiu 1,8%, para 51,92 dólares. No mercado de câmbio, o euro é trocado por 1.1319 dólares.
A Qatar Petroleum anunciou em comunicado que assinou um acordo com o grupo norte-americano Exxon Mobil para adquirir uma participação de 10 por cento na prospecção de petróleo em Moçambique. A Exxon Mobil na qualidade de operador tem uma participação de 50%, a estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos com 20%, o grupo russo Rosneft, igualmente com 20% e a estatal Qatar Petroleum com os restantes 10%, escreve o Macauhub. O comunicado da Qatar Petroleum adianta que este acordo assinado com o grupo norte-americano Exxon Mobil representa a primeira vez que a empresa opera no sector petrolífero em Moçambique. O bloco A5-B na bacia de Angoche abrange uma área de 6450 metros quadrados com uma profundidade entre 1800 e 2500 metros e os blocos Z5-C e Z5-D na bacia do Zambeze abrangem uma área de 10 200 quilómetros quadrados com uma profundidade entre 200 e 2000 metros.
Os Bancos comerciais e instituições de Microfinanças vão partilhar dados sobre empréstimos contraídos no mercado moçambicano com a, Compuscan, nova agência privada de sistemas de informação de créditos (Bureau de crédito) autorizada pelo Banco de Moçambique. Este serviço será supervisionado pelo Banco Central e, segundo um comunicado de imprensa que tivemos acesso, este serviço irá permitir que os credores avaliem e possam melhor gerir os riscos, para além de contribuir para redução do sobre-endividamento. “Os bureaus de crédito fornecem ao sector financeiro dados seguros e uma base de dados centralizada de informações sobre consumidores e empresas. Estes fornecem ainda produtos e serviços que ajudam a prever riscos e a reduzir fraudes, tais como relatórios de crédito, pontuações de crédito, verificações de identidade, avaliações de acessibilidade e de colectas”, refere o comunicado fazendo alusão de que os dados do bureau são altamente protegidos e o seu acesso é estritamente regulado por legislação. Ainda de acordo com o comunicado o novo serviço vai gerar informações detalhadas e confidenciais de relatórios de crédito que irão permitir que as instituições de créditos avaliem o comportamento dos seus clientes em relação ao pagamento de créditos. “Ao ter acesso a informações de crédito, os credores podem responder às solicitações de crédito mais rapidamente, melhorando a experiência do cliente”. Actualmente, a actividade de reporte de crédito é realizada pelo Banco de Moçambique, conhecida como central de registo de crédito, abrangendo apenas a banca comercial. A Compuscan, como o primeiro bureau de crédito privado, prestará serviços a todos os provedores de crédito, abrangendo todos os sectores. Além de Moçambique, a Compuscan tem presença na África do Sul, Filipinas, Austrália, Uganda, Namíbia, Etiópia, Lesoto e Botswana. Esta actividade existe ainda noutros países africanos como Quénia, Zâmbia, Tanzânia e Malawi. “A Compuscan pretende contribuir para os objetivos financeiros e económicos do Governo e do Banco Central de Moçambique. A Compuscan espera estabelecer um relacionamento de longa data com todas as partes interessadas do sector financeiro, de crédito e de negócios relacionados no país, com o objetivo de expandir os seus negócios e do sector. Queremos trazer confiança para o mercado moçambicano”, disse Lara Cangi, a representante da Compuscan em Moçambique.. Já o CEO da Source Capital, Pedro Coutinho disse que “A experiência noutros mercados mostra que a presença de bureaus de crédito está associada a mercados de crédito mais amplos, maior volume de empréstimos e maior acesso a financiamento, e a menor risco de crédito”.
A Bolsa De Valores de Moçambique continua sendo um ilustre desconhecido por parte de pequenos e médios empresários nacionais. Um estudo apresentado esta terça-feira em Maputo pela FSD Moçambique e pelo Banco de Investimento Global, indica que as Pequenas e Médias Empresas recorrem à banca comercial para solicitar financiamento, uma prática justificada pelo desconhecimento do mercado de capitais. A pesquisa incluiu a consciencialização das empresas sobre a importância do mercado de capitais. Ao fim dos 11 meses, os pesquisadores dizem ter alcançado resultados animadores, pois as empresas estão cotar-se na Bolsa de Valores para financiarem-se. E mais, o estudo considera urgente a necessidade de a Bolsa de Valores de Moçambique fazer um trabalho profundo de forma a dar a conhecer os seus serviços, tanto para empresas que buscam alternativas de financiamento quanto para investidores.
A empresa de capitais chineses Ding Sheng Minerais prevê processar 20 mil toneladas de minérios por dia em dois novos empreendimentos em Chibuto, na província de Gaza, sul de Moçambique, informa um comunicado distribuído hoje à imprensa. "De acordo com o projeto inicial deste empreendimento, a Ding Sheng Minerais irá ter instaladas duas plantas de processamento de minérios, cada uma com capacidade de 10 mil por dia", lê-se no comunicado de imprensa que tivemos acesso. A meta foi definida em reunião dos representantes dos acionistas que aconteceu no dia 06 de dezembro, em Gaza. A concessão à Ding Sheng tem um prazo de 25 anos e, durante este período, a previsão é de que a empresa extraia anualmente um milhão de toneladas de ilmenite ( óxido de titânio e ferro), além de areias pesadas. Quando o empreendimento estiver concluído, terá empregado cerca de cinco mil trabalhadores efetivos, dos quais 80 %serão moçambicanos, acrescenta o documento. Atualmente, a Ding Sheng Minerais tem cerca de mil trabalhadores. Para escoar areias pesadas a partir do distrito de Chibuto, e empresa prevê a construção de uma estrada a partir da mina. O empreendimento de areias pesadas Ding Sheng Minerais tem como acionistas o grupo AFFEC (China), com 85% do capital, e a Empresa Moçambicana de Exploração Mineira, com os restantes 15%.
A inflação média a 12 meses em Moçambique voltou a cair em novembro, para 4,08%, anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE) moçambicano no último boletim do Índice de Preços ao Consumidor (IPC). O valor representa uma descida de 0,23 pontos percentuais relativamente a 4,31% de outubro, de acordo com a documentação publicada na segunda-feira, e segue uma tendência de redução registada todos os meses desde o início do ano. A inflação homóloga em novembro foi de 4,27%. Ainda de acordo com o INE, a inflação mensal foi marginal, com um incremento no cabaz de preços observado em 0,27% e com a inflação acumulada desde janeiro a situar-se em 3,14%. A inflação mensal, em 2018, foi sempre inferior a 1% e chegou a ser negativa em junho e julho. Segundo o boletim do Índice de Preços ao Consumidor, os produtos ligados à alimentação e bebidas não alcoólicas ditou a tendência geral de preços em novembro, ao contribuir com cerca de 0,18 pontos percentuais para a inflação mensal de 0,27%. Os valores são calculados a partir das variações de preço de um cabaz de bens e serviços, com dados recolhidos nas cidades de Maputo, Beira e Nampula.
O metical continuou na última semana a seguir uma marcha lenta de desvalorização face ao dólar, de acordo com as taxas diárias divulgadas pelo banco central e seguidas pela Lusa. O dólar tem ficado mais caro desde meados de Outubro, com variações semanais inferiores a 25 centavos, mas que desde então e até hoje já valem uma subida de cerca de um metical no preço da moeda norte-americana. Durante a última semana, o dólar foi comprado no país a uma média de 60,94 meticais, enquanto a venda foi feita em média a 62,13 meticais, mantendo-se a moeda moçambicana dentro do intervalo a que tem negociado nos últimos 90 dias. A divisa dos EUA é a moeda que serve de base de cálculo às taxas de câmbio de referência para as outras moedas em Moçambique. Durante a última semana, o euro apreciou-se em cerca de 30 centavos e foi comprado no país a uma média de 69,28 meticais, enquanto a venda foi feita em média a 70,63 meticais. Taxas de câmbio médias de referência do euro em meticais Euro…..compra…..venda 07/dez.....69,33.....70,69 06/dez.....69,11.....70,44 05/dez.....69,39.....70,76 04/dez.....69,43.....70,81 03/dez.....69,12.....70,47 média.....69,28.....70,63 Taxas de câmbio médias de referência do dólar americano em meticais USD…..compra…..venda 07/dez.....60,98.....62,17 06/dez.....60,96.....62,14 05/dez.....60,93.....62,14 04/dez.....60,91.....62,12 03/dez.....60,9.....62,09 média.....60,94.....62,13 fonte: Banco de Moçambique
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