Produto Interno Bruto em Cabo Verde aumentou 4,7% em volume no IV trimestre de 2017

Produto Interno Bruto em Cabo Verde aumentou 4,7% em volume no IV trimestre de 2017

O Produto Interno Bruto (PIB) registou, no quarto trimestre de 2017 , em termos homólogos, um aumento de 4,7% em volume, segundo dados divulgados esta terça-feira, 3, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). De acordo com o técnico do INE, José António Fernandes, no quarto trimestre de 2017, o PIB registou uma variação homóloga de 4,7%, em termos reais, taxa inferior em 0,2 pontos percentuais (p.p.) à verificada no terceiro trimestre do mesmo ano. Esta evolução resultou do maior contributo das despesas do consumo final e das exportações, sublinhou o técnico do INE, José António Fernandes. Durante a apresentação das Contas Nacionais Trimestre, António Fernandes disse também que a aceleração do consumo final resulta, principalmente, do aumento das despesas do consumo final das famílias. A taxa de variação acumulada dos quatro trimestres de 2017 aponta para um crescimento anual do PIB de 3,9% em volume, revelam os dados do INE. Em relação ao consumo final registou-se uma variação homóloga de 5,1% no quatro trimestre de 2017, ao registado de (12,2% , no trimestre anterior. O consumo privado aumentou 6,9%, em termos reais no quarto trimestre de 2017, o que traduziu numa desaceleração face ao crescimento de 11,1% observado no terceiro trimestre. O INE informou igualmente que o consumo público apresentou uma taxa de variação homóloga de -0,4% (variação 16,4% no trimestre anterior). Sobre o investimento, os dados indicam que se registou uma variação homóloga positiva, de 11,3% em volume no quarto trimestre de 2017 (variação -12,2% no trimestre anterior), conforme dados do instituto. Relativamente às exportações de bens e serviços em volume registaram-se no quarto trimestre, uma variação homóloga de 17,0%. Segundo os dados da balança de pagamentos, as exportações de bens diminuíram, 8,0% e as exportações de serviços apresentaram uma variação homóloga de 10,9% no 4º trimestre de 2017. As importações de bens e serviços, em termos homólogos, aumentaram 16,6% revelam os dados das contas Nacionais Trimestrais. Com base nos dados da balança de pagamentos, o INE confirma também que as importações de bens tiveram uma evolução positiva de 13,3% e, as importações de serviços registaram um aumento de 14,1%, no quarto trimestre de 2017, quando comparadas com o período homólogo. O Instituto Nacional de Estatística informa ainda que o Valor Acrescentado Bruto (VAB) do ramo agricultura diminuiu 44,4% no quarto trimestre de 2017, contribuindo, negativamente, em -3,4 p.p na variação total do crescimento do PIB. Entretanto, o VAB do ramo da indústria transformadora registou um aumento de 15,1% (11,6% no 3º trimestre de 2017), contribuindo com 1,3 p.p. para a variação total do crescimento do PIB. No VAB do ramo da Construção, verificou-se um aumento de 21,4% no quarto trimestre, tendo uma contribuição de 0,8 p.p na variação total do crescimento do PIB. O VAB do ramo de Comércio apresentou, no 4º trimestre de 2017, uma variação homóloga de 5,0% em volume (7,0% no trimestre anterior), traduzindo-se num contributo para a variação homóloga do PIB em 0,5 p.p. O Valor Acrescentado Bruto dos ramos de transporte, alojamento e restauração apresentaram, em termos reais, uma variação de 6,5% e 13,9%, no 4º trimestre, (contribuição de 0,5 p.p e 1,0 p.p, respectivamente). Dados do INE confirmam ainda que o VAB do ramo da Administração Pública registou um aumento de 4,8% no 4º trimestre (10,0% no terceiro trimestre 2017), contribuindo em 1,1 p.p na variação total do crescimento do PIB. Por sua vez, os impostos líquidos de subsídios sobre os produtos, em termos reais, apresentaram um crescimento homólogo de 10,2% no quarto trimestre, contribuindo em 2,0 p.p na variação total do crescimento do PIB. No acumulado dos trimestres, “o crescimento é bem evidente, com destaque para as actividades da indústria transformadora, electricidade e água, comércio, alojamento e restauração, e também dos impostos líquidos dos subsídios sobre os produtos”, afirma o INE.
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